1.1.26

Retrospectiva 2025

 Eu posso não deixar uma foto das coisas que aconteceram esse ano? Não? tá...

Fique com meu primeiro café da manhã na mesa de jantar após a compra das novas cadeiras

Fiquei ponderando várias vezes o que escrever por aqui, principalmente porque tenho postado numa frequência praticamente anual, e ainda tem o PEQUENO PLUS de fazer 20 anos que escrevo neste digníssimo blog, então, são várias fases, das minhas birras de adolescente, de encontros, perdas, e muita coisa que aconteceu.

Eu ia estar mentindo se dissesse que não sinto falta de escrever, porque nem em meu diarinho eu tenho voltado. É um misto entre bloqueio mental e cansaço, mas acredito que seja passageiro.

Diante das várias coisas que aconteceram esse ano, uma delas foi de que os efeitos colaterais do home office me pegaram em cheio. Por pegar em cheio, quer dizer que perdi certas habilidades sociais, em puxar assunto, falar sobre mim, que não sejam com meu esposo ou meus pais.

Eu me senti péssima no natal porque simplesmente não sabia como puxar assunto com meus primos e parentes em geral, parecia que eu estava forçando, e sei que não tenho um papo tão relevante além dos meus hobbies (o que dá pra fazer estando em skin de mãe) e como tem gente cruel que entra em contato com atendimento.

Mas além disso, no meu ano em relação ao anterior não houve tanta mudança: continuo me acabando (de chorar) em dorama, skincare tá em dia, os livros de romance hot também, até as unhas voltei a deixar crescer e pintar, e ter virado uma ratinha da Shopee, e nem é porque trabalho pra eles.

Falo isso porque realmente nesse ano houve um combo imenso de 'compra do ano' e 'compra que não valeu nem um fio de cabelo'.

Dentre as principais compras do ano posso destacar a minha diva maravilhosa, apelidada carinhosamente por mim de Cleide, cafeteira programável. Como eu me mantenho na escala 5x2, aqui em casa o digníssimo segue trabalhando quando a demanda aparece, então tenho que fazer o café dele já que ele é quem faz os comes do café da manhã no decorrer da semana. 

Nada mais justo que, então, colocar água, café e escolher um horário pra ter café quentinho na hora que quero, e ainda dormir mais.

Então, vamos seguir com o que deu pra conquistar nesse ano:

-Estar ganhando mais de 3 salários mínimos; quiero no puedo...enquanto não aparecer um emprego que me dê estabilidade, não. Vai ter três concursos pro próximo ano, e farei todos eles, vamos ver no que vai dar.

-Ajudar a neném na escrita e a ler; sim, e muito. Consegui um horário doido no trabalho antes de entrar nas férias, e pude ir numa reunião de pais da cria. Eis que falaram que ela estava com dificuldades, e deram algumas dicas para ajudar na prática. O abc tá de boa, agora só falta ser em letra manuscrita.

-Fazer uma tatuagem; Faltou tão, mas tão pouco pra isso. Uma amiga minha começou a tatuar, mas bem na época que ela falou que me tatuaria, não deu certo. Vai ver não era a hora.

-Zerar pelo menos um dos metroidvanias que deixei sem zerar (eu paguei por eles!); Paguei, fui moleque e paguei mais um nas férias. Tinha reservado um dinheiro no salário para comprar um jogo bem caro e me esbaldar nele no meu descanso. Quando fui rodar o jogo, o lindo resolveu crashar duas vezes, isso em um notebook gamer não tão antigo, então desisti e pedi o reembolso. 

Como pela Steam reembolso via Pix não pode ser devolvido, tenho me aventurado em comprar alguns jogos de meu interesse, e tenho comprado tantos, que pra mim realmente valeu a pena demais esse reembolso. Comprei o Ori e resolvi jogar, mas ainda não finalizei. Acho que são tantos que acaba dando medo em finalizar...mas aprendi a lição: só vou comprar Silksong se eu zerar pelo menos um dos que tenho na minha biblioteca.

-Dedicar pelo menos uma parte do salário com uma coisa pra casa; tenho tentado na medida do possível, e até já comprei bastante coisa, de vasos de parede pra plantar e decorar a varanda, cestinho e escova de banheiro, mais roupa de cama...barato? Talvez, mas pelo menos tá servindo pra deixar minha casinha bonita.

-Emagrecer; nessa posso ser sincera em dizer que nem tentar, eu tentei 😓

-Voltar a fazer ioga; eu cheguei a fazer algumas sessões na primeira semana das minhas férias, e eu me estressei???? Acho que meus chakras não estavam alinhados, não sei.

-Valorizar mais o tempo livre das férias desse ano; Como a viagem programada estava para o fim do mês, aproveitei para fazer muita coisa que não tinha feito e fiquei adiando...montei a fitinha de altura no quarto da neném, arrumei algumas coisas, até bus simulator eu joguei haha

-Voltar a escrever em diário; só pra não dizer que não fiz, postei umas duas vezes esse ano no diarinho.

-Não levar pro coração as merdas do trabalho; final do ano passado eu tive uma crise de choro porque próximo do natal e após uma campanha me colocaram na pior fila para atender, e essa foi a última vez que recordo que fiquei ruim. No segundo semestre, minha supervisora me chamou para uma outra tarefa, com um contato menos direto com os clientes, e poderia ajudar muito mais as coisas para eles. Desde então, tô nessa fila e simplesmente adorando. 

-Conhecer novas músicas; fui mais esperta esse ano depois da retrospectiva do Spotify só com musicas que escuto pra trabalhar, mas infelizmente não tenho conhecido músicas novas, e minha antiga fonte também era um ficante meu, e como ambos já têm seus respectivos parceiros, não tenho tido músicas novas na minha playlist.

-Voltar a assistir mais filmes, e menos séries; o que se torna mais complicado, e também um dos motivos pelos quais aprecio assistir doramas na tevê, é que eles não têm cenas 18+, e com isso, posso assistir de tarde, depois do trabalho, quando a cria tiver transitando pela casa. Na minha lista, tem 'Morra, amor', e só pra dizer que não assisti nada, bem furtivamente conseguir assistir o diário de Bridget Jones e aquele lá que ganhou o Oscar, Anora (horríííveeel).

-Deixar as unhas grandes novamente; elas estão lindas, divas e maravilhosas, e provavelmente escolhi a pior época para voltar a gostar de esmaltes porque eles estão CARÍSSIMOS. Com o valor de um atualmente, eu comprava 3/4 facinho.

-Comer mais salada; eu infelizmente não mando na minha marmita, mas encontrei um lugar maravilhoso aqui que vende saladas, e tá nos meus favoritos do iFood.

-Voltar a praticar panificação em casa: eu só não voltei porque simplesmente não tenho uma bancada que preste na cozinha daqui, e a mesa da sala é de vidro, mas ainda tenho planos para conseguir voltar.

Que em 2026, eu...

-Saia do meu emprego e vá para um que me valorize (preferencialmente público);

-Que eu não deixe de gostar de esmaltes de novo;

-Que tenha comprado meu criado mudo;

-Que consiga fazer meu cabelo parar de cair tanto;

-Que ganhe mais de um salário mínimo;

-Que eu retome algum hobby que nunca mais pratiquei;

-Zerar algum ou alguns jogos;

-Tentar fazer alguma amizade;

-Explorar mais meu bairro e o que tem a oferecer;

-Cultivar mais plantas;

-Comprar os quadros da sala que há tanto tempo eu fico ensaiando comprar;

-Sair mais de casa e não deixar a fobia social me consumir.


E é isso, viva nóis, viva 2026!

_____

Preferi não ouvir música, enquanto isso, os vizinhos estão estourando fogos mesmo que já tenha sido proibidos.


31.12.24

Retrospectiva 2024


 Vou optar por descrever a foto do post no corpo do post mesmo, porque foi bem o resumo do meu ano, e mais algumas ressalvas. 

1.
Primeira foto é da minha estatística de livros lidos no Kindle. Não tanto como no ano passado em que ia lendo um atrás do outro, mas este ano passei também por aquela ressaca literária e tive que repetir alguns livros que, para mim, era mais confortável de ler. 


2.
Essa foto doidona aí foi sobre uma parte da minha rotina. Esse ano teve um burburinho no trabalho sobre deixar alguns operadores em home office, o que pra mim seria maravilhoso, questão de distância, tempo de tomar café da manhã, menos roupa pra lavar... No fim das contas, era real, me lançaram pra home e com isso comecei em abril, voltei pro presencial em julho, e depois voltei de novo pro home office em setembro, e estou desde então.

Então minha rotina estava basicamente assim: acorda, prepara cria pra escola, ajeita notebook no escritório, toma café e vai trabalhar. Depois, era pegar neném lá embaixo, que o papai vinha deixar, e um banho maravilhoso assim que o expediente terminava. Como eu trabalhava de segunda a sábado, no meu sabadou cenas como esta, da foto, aconteciam. 

3.
Sobre a foto dos ~produtinhos, além de eu já estar pirada nos doramas, resolvi investir no pouco dinheirinho que sobrava do salário em skincare. Falavam muito bem dos proterores solares da Coreia, que seguravam bem na pele, o que era ótimo pra mim já que eu não estava com uma experiência muito boa com protetores nacionais (acessíveis). Hoje em dia tenho 3 protetores diferentes, tô usando o mix de ácidos que cai como uma luva para mim e com uma pele que nunca tive antes, bem lisinha, hidratada e com pouca ou quase nenhum espinha. Deixei um antes, no início ainda do retinol e pós férias aqui, e o depois, reluzente e sem filtro, aqui.

4.
Essa foto expressa meus momentos de paz e vou explicar o porquê. Numa época aí, me chamaram de volta pro presencial, e com isso também resolveram mudar o expediente por escala, ou seja, teria que trabalhar num sábado e num domingo, em semanas alternadas. Era horrível e eu me sentia bem pra baixo, os clientes eram terríveis e estressados. Setembro voltei pro home office e não demorou muito até eu mudar de supervisora (pela trilhonésima vez). Isso eu fazendo a escala de sábado e domingo, em casa, com menino e noivo em casa, parecendo dois filhos barulhentos para criar. Até que reapareceu a vaga para o tão falado 5x2, que tinha parado por conta dessa escala nova, mas voltou com tudo por conta da alta demanda. Eu sempre ficava refletindo na ideia dessa escala porque tinha vantagem em ter o final de semana livre e aumento no ticket de alimentação, mas só de pensar em ficar no expediente ainda até às 16h, era uma tortura.

Como isso de trabalhar no domingo tava me matando, falei com meus pais, que ficam com a neném, acharam melhor e eu aceitei. No começo estava bem fraco de demanda, dava 14h e não caía mais atendimento. Além disso, eu contava com uma pausa de almoço de 1h, então eu deixava ela estrategicamente pro final, por isso só atendia até umas 15h/15:10. Se não me falha a memória, essa foto foi no primeiro sábado em que eu curti minha folga, na caminha, vendo um vídeo relaxante de uma tora de unha sendo desencravada e um ventinho gelado.

5.Finalmente chegou a tão comentada e quase nunca praticada férias. As minhas caíram quando eu ainda estava em home office, para junho, e eles avisam com um mês de antecedência, então digamos que este foi meio que meu presente de aniversário mais aguardado. Aproveitei que a neném não tinha conhecido ainda o mar e ajeitei com minha família a ida ao litoral, por alguns dias, já que de férias tava apenas eu. Planejei essa viagem para o começo das férias, então era eu e neném sonhando com o pós viagem direto hahaha

Já falei demais, então vamos às minhas promessas:
-Pelo menos se inscrever num concurso público;
Não só fiz, como resolvi investir bastante na ideia. Cheguei a fazer um, de nível nacional, pro Banco do Nordeste. A prova tava bem gostosinha de fazer, mas aí sou eu e mais 100k achando também, logo, não rolou. Resolvi voltar pro meu ramo, ia fazendo um pra Prefeitura de Caxias, mas foi suspenso. E vamos continuar porque já vai ter outro pra São Luiz e um do Estado pra cá.
-Ter tido minhas primeiras férias;
Amém, finalmente!
-Ter ido à praia;
Matei dois coelhos numa cajadada e não só tive férias, como fui à praia. Que sensação mais deliciosa e única que é estar de frente para o mar.
-Voltar a fazer pulseiras;
Sim! Aproveitei minhas férias, e o tempo enquanto esperava a neném sair da escola, de buscar ela, e ficava fazendo pulseiras enquanto isso. O problema foi que as férias acabaram e eu não voltei mais, ou não tive tempo/cuidado pra isso.
-Começar academia;
Não comecei porque é a mesma história de sempre: preciso de dinheiro e preciso de tempo. Com dinheiro, ganho tempo, mas sem dinheiro, não tenho a academia, e nem o tempo para poder malhar.
-Coisar mais - seu corpo e mente agradecem;
Ahm...não tanto, melhor anticoncepcional que existe é realmente o celibato e eu não fico em pânico todos os meses com medo de engravidar.
-Conseguir desfraldar a neném;
Digamos que uns 95%, porque eu ainda não liberei desfralde ao dormir e ao ir pra escola, mas ela sempre pede pra fazer xixi e cocô na privada. Agora, ela só precisa aprender a fazer sem chamar, mas são tudo etapas.
-Comprar mais roupas pra mim;
Pra não dizer que não comprei nada, ganhei dois croppeds e duas blusinhas de casa da minha mãe, fora umas roupas que ganhei no Natal;
-Tentar sair periodicamente aos finais de semana com a família;
Eu até tenho tempo agora, mas eu detesto sair sem dinheiro. Tenho saído mais pra fazer supermercado nas quinzenas, que é quando recebo meu ticket.
-Decorar a casa do meu jeitinho;
Eu cheguei a fazer um Doc com as coisas que eu desejo comprar, por categorias, e deixei uma dedicada, com mais subcategorias, de decoração. Se tem 10%, tem muito. O negócio é conseguir.
-Lavar meu cabelo mais de duas vezes por semana (não me julguem);
Sim! Eu não sei se foi porque eu descia pra pegar a neném lá embaixo e eu SUAVA no cocoruto horrores, ou isso de home office, mas tenho lavado praticamente em dias alternados.
-Pinta esse cabelo. Cor fantasia, óbvio;
Meu cabelo simplesmente ficou poroso nas pontas, o tanto que eu quis pintar esse ano, e falam que quando fica assim é melhor não pintar, senão dá um corte químico. Mas tô cuidando, focada em mudar a cor dele!
-Comprar um aspirador vertical;
Ganhei! De aniversário! Um amorzinho ele.
-Comprar o filtro de água;
Compraram aqui! Melhor coisa!
-Ser (menos ainda) dependente dos outros;
Infelizmente ainda não consegui chegar aos 100%. Eu só preciso entender que não é sempre que vou conseguir fazer as coisas sozinha, e tá tudo bem pedir ajuda, só isso.
-Ter algum dinheiro bom sobrando do salário depois de pagar as contas. Em parte tem sobrado, mas 150 também é pra cuidar de si e das coisas da casa, ou seja...
-Consertar os óculos;
Consegui! Meu pai cismou um dia, ainda no tempo que tava em presencial, e lá fomos numa ótica. Foi tão rápido, e foi coisa de $40.

Agora, vamos ver o que eu quero pro meu 2025:
-Estar ganhando mais de 3 salários mínimos;
-Ajudar a neném na escrita e a ler;
-Fazer uma tatuagem;
-Zerar pelo menos um dos metroidvanias que deixei sem zerar (eu paguei por eles!);
-Dedicar pelo menos uma parte do salário com uma coisa pra casa;
-Emagrecer;
-Voltar a fazer ioga;
-Valorizar mais o tempo livre das férias desse ano;
-Voltar a escrever em diário;
-Não levar pro coração as merdas do trabalho;
-Conhecer novas músicas;
-Voltar a assistir mais filmes, e menos séries;
-Deixar as unhas grandes novamente;
-Comer mais salada;
-Voltar a praticar panificação em casa.

E só vomo!



31.12.23

Retrospectiva 2023

 

sentido horário: meu novo vício: leitura ~spicy; meu novo cantinho enquanto posto aqui; a tentativa de foto do adesivo de dorama que pus na janela e box do banheiro; a nenis bem animada na escolinha nova.

Estou preparando aos poucos esta postagem porque, bom, porque eu estou com tempo até a virada acontecer. Com isso, acredito eu, este post terá diversas ~~~essências.

Mas eu já começo dizendo que este ano foi beeeem movimentado para mim e muita coisa aconteceu no decorrer dele. Me lembrou do fatídico ano de 2012 em que as coisas não paravam de acontecer quando eu menos esperava. Neste, apesar das coisas terem ocorrido de forma lenta, serviu para que eu pudesse assimilar tudo, e gostei que o tempo pudesse fazer isso por mim.

Logo de início já conseguimos seguir então, finalmente, com a mudança do apartamento em março. No ano passado eu já havia quitado as coisas da casa, mas fiquei sem emprego de fevereiro até novembro, quando entrei pro atendimento. Por mais que fosse, e ainda esteja sendo, um emprego maçante e eu esteja, bom, estou ficando meio calva, com os dedos feridos de ansiedade, mesmo com isso tudo, consigo tirar algum benefício disso tudo e estou sendo reconhecida pelo meu esforço. 

E dias atrás, fui muito elogiada pela minha supervisora e os chefões estão de olho na forma como eu faço meus atendimentos, o que é até louco, pois quando eu achava em meus outros empregos que estava indo bem, vinham com uma carta linda de rescisão. É estranho passar raiva, mas fazer o que tem que ser feito e ser reconhecida por isso de uma forma positiva tem me motivado de alguma maneira.

Junto com isso, minha filha foi crescendo, e tendo mais autonomia nas coisas dela, me permitindo um tempo mais livre. Vi que meu notebook estava muito tempo parado desde que perdi meu vale sunday e a Amazon me enviou das profundezas do algoritmo uma mesinha pra usar notebook em cadeiras/sofás/etc. Ganhei ela de natal do meu pai e ela chegou muito antes da época. E tá sendo maravilhoso utilizar ela, como estou fazendo agora, escrevendo este post. E sim, tô percebendo que eu estou demorando muito mais a me lembrar como era antes de ser mãe, mas essa ressignificação está voltando e eu estou, nossa, tô amando. 

Como meu noivo conseguiu um emprego, perdeu, e depois voltou a trabalhar com o irmão, tivemos que adiantar a ida da minha filha à escolinha. Já tinha visto vários discursos de mães agoniadas e ansiosas com o primeito dia de aula dos filhos, que era tenso, etc etc, mas a neném tirou isso de letra. Tiramos a sorte grande, pois de frente para o prédio, praticamente, há escola para todas as faixas etárias que a neném entrar em período escolar. Além de estarmos morando bem mais perto dos meus pais, o que significa que, quando queremos dar um passeio no final de semana, é só pegar o carro dos meus pais e voltar com ele.

A única promessa que eu nadei, nadei e morri na praia por tanto tempo em relação ao meu apartamento foi sobre decoração. Pra não dizer que não decorei, há as mantas de sofá que já havia comprado anteriormente e um vasinho de planta artificial, que eu inclusive acabei decorando meu banheiro com ele. Apenas isso.  Ah, os armadores de rede na minha varanda. E as películas de dorama que pus no meu banheiro também. E sabe? Não precisaria de muito dinheiro aqui pra decorar. O mais caro mesmo seria os móveis modulados que tenho vontade de trocar, da cozinha. Amo minha mini cozinha, mas os móveis que planejaram pra ele não deu muito bom em termos de planejamento. 

Mas vamos ao que interessa: 

-Ter estabilidade financeira;
Estou tendo no momento, então acho que está tudo certo.Acho.

-Voltar com os hobbies;
Tô voltando e comecei a voltar mais pro fim deste ano. Demorou? Depende, tem mãe que em um mês de parida já vai malhar, eu no entanto só voltei a mexer no pc pra bestar em quase 3 anos da minha filha e vida que segue.

-Continuar explorando mais jogos na Steam/Epic/Itch.io;
Não só explorei, como neste ano resolvi me presentear de aniversário com um. Eu ainda não zerei, mas tô quase lá!

-Desmamar a neném; Conseguiii! recordo bem que foi bem no dia do aniversário do meu irmão que combinei que o pai dela botasse ela pra dormir, dando início à saga gradual do desmame. Parece que fazem anos disso, mas tem nem um ano ainda.

-Fazer mais sobremesas; Fiz menos que no ano interior. Lembro que ainda cheguei a fazer uns brownies depois da mudança e fiz minha sobremesa lendária pro natal em família, que foi só elogios. 

-Dormir mais;
Consequentemente depois do desmame da nenem, eu tive menos ou nenhuma privação de sono. Nem parece que eu vivia acordando n vezes pela noite. Quero que essas limitações de sono fiquem real em um passado beeeeem distante.

-Conseguir colocar neném na creche;
Consegui e tive que colocar praticamente no meio do ano porque o pai dela não poderia mais ficar com ela. Ela está mais desenvolta, sociável e vem com uns bordões top, só não gostei muito do 'não quero', de resto, sensacional.

-Criar playlist atualizada; 
No finzim pro finzim do ano eu voltei a usar meu pc e com isso ajeitei minhas playlists. Tinha umas músicas que eu nem aguentava mais ouvir. Agora tá tudo certo.

-Assistir mais filmes;
Não assisti mais porque eu não busquei mais por filmes. Em cinema impossível pois não tinha vale day e a Lalá não se apeteceu na ideia de ficar vendo algo numa sala por noventa minutos. Pela tv talvez, mas quando pensei em ver algo, só me veio umas comédias pastelão ou doramas que, inclusive, viraram meu novo vício.

-Escrever mais;
Eu não sei se o fiz menos por  não ter tido tempo para isso ou se foi porque eu não conseguia externalizar o que eu sentia, mas meio que foi um misto dos dois. Ou o puro suco da preguiça.

-Manter unhas grandes;
A piada disso tudo é de que no início do ano eu tava pro setor de e-mail lá no trabalho e minhas unhas estavam grandinhas e impecáveis. Deu março que fui migrada pro chat e foi só ódio e e dor. Mas vou seguir em tentar deixá-las no grau.

-Eliminar todas as calcinhas rasgadas da minha gaveta por novas;
Mas é aí que eu viro uma grande traidora pois eu sempre venerei minhas calcinhas rasgadas, de guerra. Hoje em dia, elas se tornaram as "calcinhas de dormir". Tive dinheiro para pagar $40 num kit de calcinha boa? Ainda não, mas um dia ele virá.

-Finalmente comprar cinto;
Sim!

-Mudar o cabelo;
Não! Porém, como desmamei, tenho planos, só não sei como e que cor. O plano é de deixar crescer um pouco também.

-Comprar uma sandália de festa;
Ia comprando semana passada, mas não achei nenhuma de meu agrado ($$)

-Fazer compras de roupas em Janeiro;
Nem sobrou dinheiro pra isso :~

-Trabalhar paciência;
Fale isso pelas falhas no meu cabelo só de impaciência no trabalho.

-Aprender a dirigir.
Não foi dessa vez, acho que sem carro desmotiva bastante também.

Agora, vamos pra metas de 2024:
-Pelo menos se inscrever num concurso público;
-Ter tido minhas primeiras férias;
-Ter ido à praia;
-Voltar a fazer pulseiras;
-Começar academia;
-Coisar mais - seu corpo e mente agradecem;
-Conseguir desfraldar a neném;
-Comprar mais roupas pra mim;
-Tentar sair periodicamente aos finais de semana com a família;
-Decorar a casa do meu jeitinho;
-Lavar meu cabelo mais de duas vezes por semana (não me julguem);
-Pinta esse cabelo. Cor fantasia, óbvio;
-Comprar um aspirador vertical;
-Comprar o filtro de água;
-Ser (menos ainda) dependente dos outros;
-Ter algum dinheiro bom sobrando do salário depois de pagar as contas.
-Consertar os óculos;

Dá-lhe!

Feliz 2024, meus nobres.
________________
♫Nightlands_Lost Moon.mp3

14.7.23

"Impossível esquecer o que vivi" Pi pop #1 e único dia

Eu simplesmente amo porque a qualidade da foto de antigamente pra hoje é um outro nível

 Eis que após mais de 13 anos sem postar nada do Piauí Pop (também porque não teve mais), finalmente, ele voltou! Até fui reler alguns posts das edições anteriores, alguns bem falando da mesma coisa, já vou logo falando que talvez saia do mesmo jeito por aqui também.

Não estava contando muito em ir ou ter disposição para ir no retorno do evento. Não curti muito todas as atrações, porém a banda que ilustra este post foi minha maior motivação. Um pequeno adendo de que no dia seguinte eu precisaria trabalhar e meio que na minha cabeça eu iria apenas para este show em si. Até sabia que haveriam outras atrações (inclusive Biquíni Cavadão), mas eu temia não aguentar o rojão no dia seguinte (spoiler: aguentei). Fui com a prima que sempre vou em todos os shows, óbvio. 

Segundo constava a programação, o Edu (a carreira solo do ex vocalista do Angra, que chama) seria a primeira atração nacional do dia e começaria às 19h. Tremi na base porque era chegando do trampo umas 15h em casa, agilizava a concentração com quem ia no dia, roupa, e quando pensa que não, já era hora do show. Para facilitar a situação, me direcionei para a casa da minha prima e, de lá, iríamos com o irmão dela. Ele demorou horrores para chegar, daí ele justificou que o show teve uma hora de adiamento, o que me aliviou bastante. 

Daí começou o show, né, no caso do Edu com a orquestra sinfônica daqui. A mistura ficou bem legal, mas acho que no retorno do som quase não se ouvia os instrumentos da orquestra. Às vezes uns trompetes mais desinibidos e olhe lá. Achei que ele fosse cantar a setlist do mesmo show que ele fez com uma outra orquestra e que eu assisti no Youtube, grávida ainda da cria, em um Natal aí. Mesmo sendo duas horas de show, foi bem rapidinho, cantou umas duas bem aleatórias (aquela do Calcinha Preta e a versão em português de uma música deles que detesto e não sei porquê), outras duas para vender peixe do álbum solo dele, umas famosinhas, mas não entendi por que ele não cantou dos álbuns mais recentes do Angra na época dele. 

Quando eu podia pensar que podia me desanimar, do nada, veio o show do Paulo Ricardo no palco à direita. Foi assim, bem do nada, e esse elemento surpresa é que me animou. Ele estava bem gatinho de saia e coturno (má eita nóis), vinho puro, o home. Cantou uns sucessos dos anos 80, até Flores Astrais que não vi quase ninguém cantando, ele cantou. Se não me falha a memória, depois do show dele, eu e meus primos (era os primos todos juntos dessa vez) fomos para o camarote e de lá vimos o show da Sandra Sá, Loroza e Luciana, filha do Jair Rodrigues. Eles cantaram umas genéricas para animar e autorais também. Após esse show, os primos resolveram descer. Eu na real não estava com a menor vontade (nada contra, eu só queria descansar mesmo) de ver o show do Natiruts, pois queria ter pique pro show do Biquíni. 

No fim das contas eu até gostei do show do Natiruts? Achei a vibe bem gostisinha, animado na medida. Meu pé, claro, ficou só o caial no show do Biquíni. Mas o que me animou de verdade no show deles é que foi uma música seguida da outra, deu nem descanso. No entanto, foi o show que menos gostei. Ouso dizer que o show do Paulo Ricardo me animou mais. Acho que eu tava muito cansada no show do Biquíni e a única coisa que me segurou de fato por lá foi o pique de conhecer as músicas. Como eu também já estou nesse relógio biológico de ir dormir às 23h, nesse horário por lá eu já tava bem baqueada. Mas não me dei por vencida. Pô, eu tinha passado por uma pandemia, pari, passei mais de um ano sem sair de baladinha assim depois de me tornar mãe, eu ia desperdiçar essa oportunidade? Jamais!

A minha sorte é de que meus primos, que vieram comigo, já estavam bem cansados e queriam ir embora. Me pergunto se resolveram ir logo por cansaço, mas espero que não tenha sido por minha causa, Ainda teve Olodum enquanto íamos embora e o negócio tava animado. Resultado: cheguei em casa umas 03:40 para acordar 06h porque eu ainda atrasei o relógio pra eu dormir mais um pouco, não sei se voltaria ou teria disposição para um evento desses novamente porque eu, bem, envelheci e meu pique não é mais o mesmo de 14 anos atrás.

Tirando a parte dos meus primos querer sempre ficar em um mesmo lugar (nessa brincadeira eu acabei perdendo duas músicas de dois shows) , do cansaço nos pés e  das bebidas caras, tudo saiu bem divertido e, claro, matei a saudade em ver meus primos como antigamente, jovens, sendo adultos atualmente.

Ah, claro: pra variar, na mesma madrugada em que dormi, tive uma crise de cãimbra em uma pantuerrilha, ou seja, além do cansaço nos pés, fui com a panturrilha dolorida, dor de cabeça e tudo que há de bom no dia segunte ao trabalho. Pesadíssimo, mas olhando pra trás nem foi nada de mais.

Acho que é isso, eu não fui nos outros quatro dias que tiveram pois as atrações não me apeteceram. Não sei se próximo ano terá de novo, mas espero que sim, e que se possível com mais atrações diferenciadas.

fiz este post sem óculos, caso tenha algum erro, paz na terra e é isso.

adiê, como nos velhos tempos.

______________

Música: Fresh Blood -Eels.mp3


16.4.23

I'll miss that bitch

 

primeira fileira: última vista do apto velho e primeira vista inusitada do novo; segunda fileira: sala do velho, sala do novo, ainda sob ajustes. Eu não sei tirar panorâmicas.

O orgulho da pessoa que veio realizar um post sobre mais uma mudança com um mês de mudada, parabéns pela pontualidade, eu. Serve de consolo que eu ainda estou ajeitando algumas coisinhas em relação a artigos domésticos/decoração da casa, então eu meio que ainda estou na fase final da mudança.

Demorou, mas meu Deus, aconteceu, né? Primeiro que eu nunca iria imaginar que ia conseguir alguém para alugar o apartamento velho, e consegui. Depois, alguém que comprasse o apartamento, e não sei como, rolou também. O processo todo foi uma tremenda provação divina, pois durou um ano de transição,  no total!

Comecemos do começo: estava eu extremamente insegura, sem transporte, sem emprego para arcar com as despesas do apartamento, e tinha acabado de perder um emprego em que a rescisão foi toda perdida por conta de um empréstimo escabroso que fiz. Depois disso, foram várias e várias entrevistas online, presencial, sempre não e não. Tentei mudar de ramo, e tudo o mais, e junto a isso, ainda precisava manter a casa arrumada, pois às vezes recebíamos visitas de possíveis vendedores, já que desde final de 2021 eu diminuí o valor e as visitas aumentaram um pouco devido a isso. 

Teve esse cara aí de outra cidade que combinou um horário e, devido às chuvas, chegou bem mais tarde. Se ele comprasse meu apartamento, eu lá reclamaria, né?

Nessa visita eu já estava bem cansada e desiludida em ouvir mais um 'obrigada, qualquer coisa retornamos contato, tá?'. Mas, ao invés disso, o cara em questão perguntava se podia quebrar algumas paredes, o que eu infelizmente não sabia no momento. Sei que no final da visita, o que combinei é que  o cara desse uma parte do valor do apartamento para que eu pudesse pagar as dívidas que meus entes queridos deixaram sobre este apartamento, para então ele transferisse o restante no ato da transferência. 

Deu certo! Poxa, finalmente, né?! Mal sabia eu que a partir daí, começaria a gigantesca jornada da transferência do apartamento para o meu nome e, depois, para o nome do cara. Não obstante, ao disponibilizar a venda pra imobiliária, eu informei que aceitaria financiamento, ou seja, o cara financiou o apartamento pelo banco, o que seria mas uma burocracia para a conta. 

Só para meios de informação: o aceite para a etapa da venda começou em março. Março de 2022. Neste tempo, eu quitei as dívidas do apartamento, separei uma graninha para quitar meu empréstimo e poder utilizar minha conta corrente tranquilamente, comprei umas coisinhas para casa nova e, claro, comecei a caçada para um apartamento novo, nos valores que coubessem no orçamento do que eu receberia da venda.

Não achava nenhum que batia os requisitos, até que meu pai achou este apartamento mobiliado na olx, de uma imobiliária. O preço: show; localidade: três quadras da casa dos meus pais. Aí eu chego lá, pra visitar. "Ah, mas o que vai ficar daqui?" TUDO. Apenas tudo. Tinha sofá, uma tv, fogão, micro-ondas, geladeira, cama...Eu não podia perder esse apartamento por nada, e era um dos poucos que tinha varanda e ainda estava super em conta!

Porém, a coisa toda foi demorando, a transferência do apartamento para o meu nome, aí tinha que esperar não sei o quê, reconhecer um monte de documento no cartório, assinar financiamento, esperar transferência do meu nome pro nome do cara, e nesse tempo todo o dinheiro que sobrou e usamos para sobreviver enquanto eu não arranjava um emprego, claro, acabou. 

Foram os 12 meses mais demorados e ansiosos que já passei para poder conseguir um apartamento novo em meu nome e que eu não passasse raiva todos os dias. Fora o risco de perder esse apartamento todo completo e próximo dos meus pais! Penso que ainda não tinha sido a hora certa para que eu pudesse estar nele. Tudo nos planos de Deus, né verdade?

Depois de todo o trâmite, de entregar o velho, comprar o novo e tudo o mais, ainda fiquei quase uma semana na casa dos meus pais, pois a energia estava cortada. No fim das contas, finalmente, consegui vir para meu apartamentinho fofo no lindo dia de 9 de março de 2023.

Eu sei que apesar de todo perrengue que eu passei naquele outro apartamento, eu vivi grandes lembranças da minha infância e adolescência enquanto meus tios moravam lá, e que ficarão sempre na minha memória. No dia a dia eu transitava pelos cômodos e sempre passava um flashback de alguma situação marcante que passei por lá durante essas visitas. 

Claro, foi um presente, mas eu tenho total certeza de que minha tia não ia gostar de me ver como eu estava me sentindo lá, sem poder arcar com cada pedaço ou cada problema que acontecia, pelo fato do apartamento estar todo desgastado. 

Imagino que ela esteja curtindo mais quando eu deixo escapar um sorriso bobo ao ficar apreciando cada detalhe do meu novo apartamento. Do sol da tarde batendo na janela da suíte, à brisa que passa de noite enquanto fico na sala, no meu pós dormida da neném.

É isso, né, gentes? Provavelmente lá pelo final do ano devo postar uma tour completa dele, dessa vez decorado do meu jeitinho. 

Amo que as pautas aqui mudaram à medida que fui envelhecendo, antes era apenas sobre relacionamentos e hoje falo apenas sobre adultices. E sim, ainda estou trabalhando com atendimento, todo dia é um tipo de ódio diferente, mas me pagando e eu entregando resultado, acho que está ótimo.

Bisus.

______________

♫ Balthazar_Do Not Claim Them Anymore.mp3