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| Eu simplesmente amo porque a qualidade da foto de antigamente pra hoje é um outro nível |
Eis que após mais de 13 anos sem postar nada do Piauí Pop (também porque não teve mais), finalmente, ele voltou! Até fui reler alguns posts das edições anteriores, alguns bem falando da mesma coisa, já vou logo falando que talvez saia do mesmo jeito por aqui também.
Não estava contando muito em ir ou ter disposição para ir no retorno do evento. Não curti muito todas as atrações, porém a banda que ilustra este post foi minha maior motivação. Um pequeno adendo de que no dia seguinte eu precisaria trabalhar e meio que na minha cabeça eu iria apenas para este show em si. Até sabia que haveriam outras atrações (inclusive Biquíni Cavadão), mas eu temia não aguentar o rojão no dia seguinte (spoiler: aguentei). Fui com a prima que sempre vou em todos os shows, óbvio.
Segundo constava a programação, o Edu (a carreira solo do ex vocalista do Angra, que chama) seria a primeira atração nacional do dia e começaria às 19h. Tremi na base porque era chegando do trampo umas 15h em casa, agilizava a concentração com quem ia no dia, roupa, e quando pensa que não, já era hora do show. Para facilitar a situação, me direcionei para a casa da minha prima e, de lá, iríamos com o irmão dela. Ele demorou horrores para chegar, daí ele justificou que o show teve uma hora de adiamento, o que me aliviou bastante.
Daí começou o show, né, no caso do Edu com a orquestra sinfônica daqui. A mistura ficou bem legal, mas acho que no retorno do som quase não se ouvia os instrumentos da orquestra. Às vezes uns trompetes mais desinibidos e olhe lá. Achei que ele fosse cantar a setlist do mesmo show que ele fez com uma outra orquestra e que eu assisti no Youtube, grávida ainda da cria, em um Natal aí. Mesmo sendo duas horas de show, foi bem rapidinho, cantou umas duas bem aleatórias (aquela do Calcinha Preta e a versão em português de uma música deles que detesto e não sei porquê), outras duas para vender peixe do álbum solo dele, umas famosinhas, mas não entendi por que ele não cantou dos álbuns mais recentes do Angra na época dele.
Quando eu podia pensar que podia me desanimar, do nada, veio o show do Paulo Ricardo no palco à direita. Foi assim, bem do nada, e esse elemento surpresa é que me animou. Ele estava bem gatinho de saia e coturno (má eita nóis), vinho puro, o home. Cantou uns sucessos dos anos 80, até Flores Astrais que não vi quase ninguém cantando, ele cantou. Se não me falha a memória, depois do show dele, eu e meus primos (era os primos todos juntos dessa vez) fomos para o camarote e de lá vimos o show da Sandra Sá, Loroza e Luciana, filha do Jair Rodrigues. Eles cantaram umas genéricas para animar e autorais também. Após esse show, os primos resolveram descer. Eu na real não estava com a menor vontade (nada contra, eu só queria descansar mesmo) de ver o show do Natiruts, pois queria ter pique pro show do Biquíni.
No fim das contas eu até gostei do show do Natiruts? Achei a vibe bem gostisinha, animado na medida. Meu pé, claro, ficou só o caial no show do Biquíni. Mas o que me animou de verdade no show deles é que foi uma música seguida da outra, deu nem descanso. No entanto, foi o show que menos gostei. Ouso dizer que o show do Paulo Ricardo me animou mais. Acho que eu tava muito cansada no show do Biquíni e a única coisa que me segurou de fato por lá foi o pique de conhecer as músicas. Como eu também já estou nesse relógio biológico de ir dormir às 23h, nesse horário por lá eu já tava bem baqueada. Mas não me dei por vencida. Pô, eu tinha passado por uma pandemia, pari, passei mais de um ano sem sair de baladinha assim depois de me tornar mãe, eu ia desperdiçar essa oportunidade? Jamais!
A minha sorte é de que meus primos, que vieram comigo, já estavam bem cansados e queriam ir embora. Me pergunto se resolveram ir logo por cansaço, mas espero que não tenha sido por minha causa, Ainda teve Olodum enquanto íamos embora e o negócio tava animado. Resultado: cheguei em casa umas 03:40 para acordar 06h porque eu ainda atrasei o relógio pra eu dormir mais um pouco, não sei se voltaria ou teria disposição para um evento desses novamente porque eu, bem, envelheci e meu pique não é mais o mesmo de 14 anos atrás.
Tirando a parte dos meus primos querer sempre ficar em um mesmo lugar (nessa brincadeira eu acabei perdendo duas músicas de dois shows) , do cansaço nos pés e das bebidas caras, tudo saiu bem divertido e, claro, matei a saudade em ver meus primos como antigamente, jovens, sendo adultos atualmente.
Ah, claro: pra variar, na mesma madrugada em que dormi, tive uma crise de cãimbra em uma pantuerrilha, ou seja, além do cansaço nos pés, fui com a panturrilha dolorida, dor de cabeça e tudo que há de bom no dia segunte ao trabalho. Pesadíssimo, mas olhando pra trás nem foi nada de mais.
Acho que é isso, eu não fui nos outros quatro dias que tiveram pois as atrações não me apeteceram. Não sei se próximo ano terá de novo, mas espero que sim, e que se possível com mais atrações diferenciadas.
fiz este post sem óculos, caso tenha algum erro, paz na terra e é isso.
adiê, como nos velhos tempos.
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Música: Fresh Blood -Eels.mp3
