16.4.23

I'll miss that bitch

 

primeira fileira: última vista do apto velho e primeira vista inusitada do novo; segunda fileira: sala do velho, sala do novo, ainda sob ajustes. Eu não sei tirar panorâmicas.

O orgulho da pessoa que veio realizar um post sobre mais uma mudança com um mês de mudada, parabéns pela pontualidade, eu. Serve de consolo que eu ainda estou ajeitando algumas coisinhas em relação a artigos domésticos/decoração da casa, então eu meio que ainda estou na fase final da mudança.

Demorou, mas meu Deus, aconteceu, né? Primeiro que eu nunca iria imaginar que ia conseguir alguém para alugar o apartamento velho, e consegui. Depois, alguém que comprasse o apartamento, e não sei como, rolou também. O processo todo foi uma tremenda provação divina, pois durou um ano de transição,  no total!

Comecemos do começo: estava eu extremamente insegura, sem transporte, sem emprego para arcar com as despesas do apartamento, e tinha acabado de perder um emprego em que a rescisão foi toda perdida por conta de um empréstimo escabroso que fiz. Depois disso, foram várias e várias entrevistas online, presencial, sempre não e não. Tentei mudar de ramo, e tudo o mais, e junto a isso, ainda precisava manter a casa arrumada, pois às vezes recebíamos visitas de possíveis vendedores, já que desde final de 2021 eu diminuí o valor e as visitas aumentaram um pouco devido a isso. 

Teve esse cara aí de outra cidade que combinou um horário e, devido às chuvas, chegou bem mais tarde. Se ele comprasse meu apartamento, eu lá reclamaria, né?

Nessa visita eu já estava bem cansada e desiludida em ouvir mais um 'obrigada, qualquer coisa retornamos contato, tá?'. Mas, ao invés disso, o cara em questão perguntava se podia quebrar algumas paredes, o que eu infelizmente não sabia no momento. Sei que no final da visita, o que combinei é que  o cara desse uma parte do valor do apartamento para que eu pudesse pagar as dívidas que meus entes queridos deixaram sobre este apartamento, para então ele transferisse o restante no ato da transferência. 

Deu certo! Poxa, finalmente, né?! Mal sabia eu que a partir daí, começaria a gigantesca jornada da transferência do apartamento para o meu nome e, depois, para o nome do cara. Não obstante, ao disponibilizar a venda pra imobiliária, eu informei que aceitaria financiamento, ou seja, o cara financiou o apartamento pelo banco, o que seria mas uma burocracia para a conta. 

Só para meios de informação: o aceite para a etapa da venda começou em março. Março de 2022. Neste tempo, eu quitei as dívidas do apartamento, separei uma graninha para quitar meu empréstimo e poder utilizar minha conta corrente tranquilamente, comprei umas coisinhas para casa nova e, claro, comecei a caçada para um apartamento novo, nos valores que coubessem no orçamento do que eu receberia da venda.

Não achava nenhum que batia os requisitos, até que meu pai achou este apartamento mobiliado na olx, de uma imobiliária. O preço: show; localidade: três quadras da casa dos meus pais. Aí eu chego lá, pra visitar. "Ah, mas o que vai ficar daqui?" TUDO. Apenas tudo. Tinha sofá, uma tv, fogão, micro-ondas, geladeira, cama...Eu não podia perder esse apartamento por nada, e era um dos poucos que tinha varanda e ainda estava super em conta!

Porém, a coisa toda foi demorando, a transferência do apartamento para o meu nome, aí tinha que esperar não sei o quê, reconhecer um monte de documento no cartório, assinar financiamento, esperar transferência do meu nome pro nome do cara, e nesse tempo todo o dinheiro que sobrou e usamos para sobreviver enquanto eu não arranjava um emprego, claro, acabou. 

Foram os 12 meses mais demorados e ansiosos que já passei para poder conseguir um apartamento novo em meu nome e que eu não passasse raiva todos os dias. Fora o risco de perder esse apartamento todo completo e próximo dos meus pais! Penso que ainda não tinha sido a hora certa para que eu pudesse estar nele. Tudo nos planos de Deus, né verdade?

Depois de todo o trâmite, de entregar o velho, comprar o novo e tudo o mais, ainda fiquei quase uma semana na casa dos meus pais, pois a energia estava cortada. No fim das contas, finalmente, consegui vir para meu apartamentinho fofo no lindo dia de 9 de março de 2023.

Eu sei que apesar de todo perrengue que eu passei naquele outro apartamento, eu vivi grandes lembranças da minha infância e adolescência enquanto meus tios moravam lá, e que ficarão sempre na minha memória. No dia a dia eu transitava pelos cômodos e sempre passava um flashback de alguma situação marcante que passei por lá durante essas visitas. 

Claro, foi um presente, mas eu tenho total certeza de que minha tia não ia gostar de me ver como eu estava me sentindo lá, sem poder arcar com cada pedaço ou cada problema que acontecia, pelo fato do apartamento estar todo desgastado. 

Imagino que ela esteja curtindo mais quando eu deixo escapar um sorriso bobo ao ficar apreciando cada detalhe do meu novo apartamento. Do sol da tarde batendo na janela da suíte, à brisa que passa de noite enquanto fico na sala, no meu pós dormida da neném.

É isso, né, gentes? Provavelmente lá pelo final do ano devo postar uma tour completa dele, dessa vez decorado do meu jeitinho. 

Amo que as pautas aqui mudaram à medida que fui envelhecendo, antes era apenas sobre relacionamentos e hoje falo apenas sobre adultices. E sim, ainda estou trabalhando com atendimento, todo dia é um tipo de ódio diferente, mas me pagando e eu entregando resultado, acho que está ótimo.

Bisus.

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♫ Balthazar_Do Not Claim Them Anymore.mp3