Todo ano faço isso, e a demora foi por uma questão pessoal, de segurança até. Eis que eu completei meus 18 aninhos, esses que ainda não me dei conta se tenho mesmo. Porque, passar um ano dizendo que tem dezessete pra todo mundo é um costume. Ontem mesmo, eu estava assistindo um filme proibido para menores de dezoito, e fui logo abaixando o volume da tevê. Esse hábito eu adquiri em todas as vezes que se passava um filme que não batia com minha idade. E, por essa idade, a de agora, ser uma espécie de "agora pode vê o que quisé!", acabei deixando num volume mediano. Aliás, o filme era Segundas Intenções 3.
Dezoito anos é uma barreira. Agora, posso fazer tudo [desgeneralizando, viu] o que eu não podia em meus 17, 16, e outras idades menores que ela. Tipo beber, ou de ver filmes. De sair não falo muito, até porque os locais para onde saio até crianças do maternal frequentam.
Sempre levei muito a sério minhas idades, principalmente quando elas representavam alguma transição para mim. Aos meus nove anos, por exemplo, eu me sentia orgulhosa em fazer dez, pelo simples fato de ter uma idade de dezena. E talvez também por largar minhas saias plissadas e começar a iniciar a quarta série com um nada simpático shortinho. Ou até antes disso, quanto tinha cinco anos. A mudança para um novo colégio, a separação de amigas que, acreditando eu, seriam para eternidade, talvez tenha mexido com minha cabeça. Claro, por ver que nem sempre vou poder ser tratada como princesa igual ao meu antigo colégio. E que novas paixões me davam friozinhos na barriga.
Da segunda sétima série para a oitava, senti que eu não era a única no mundo, e que se parar para pensar, tinha realmente gente que gostava de mim. Passei a amadurecer, ao menos um pouco do que eu realmente precisava para não ser tão boba quanto no passado.
E hoje sou essa, que você vê todos os dias. Não sei qual tipo de mudança essa idade provocará em mim. Talvez mais madura, mais resolvida na vida, menos egocêntrica. Engolindo cada vez menos sapos. E amando cada dia mais.
bjs.