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5.1.21

Retrospectiva 2020

 

Como já fui clichê o bastante e postei foto da ultrassom antes, fiquem com a minha cara de nervoso meia hora antes de apresentar meu projeto de pesquisa e ensaiando a melhor posição para apresentar (eu não tava nua, gente, pus uma camisetinha depois).

Não, eu não esqueci de postar retrospectiva. Na real eu tava digitando o post dia 31 mesmo, até que aconteceu uma maravilhosidade: choveu horrores na minha cidade, faltou luz por horas, festinha com pessoal de casa cancelada, uma carrada de telhas desabaram, alagou sala e quarto dos meus pais, derrubou árvores, enfim, só alegria pra quem jurou que finalmente iria ficar arrumadinha e em paz dessa vez na virada. Ha-ha. O tal post ficou tão bad vibes que resolvi descartá-lo. Eu entendo o propósito do ano tenso, pandemia e tudo, mas ele não foi necessariamente triste e desanimador em 100% dele, então, né...

A chatice desse ano foi justamente querer mudar as coisas sem poder, já que a maior das condições era de que precisava sair de casa pra isso. Posso dizer que foi um ano dos "pelo menos". Não podia sair de casa, mas pelo menos cacei vários cursos online pra fazer. Não podia me divertir, mas pelo menos ficava mais tempo namorando, além de conseguir fazer alguém me aguentar por mais de um ano. Não podia sair de casa, mas pelo menos consegui ser bem responsável nas minhas atividades online do curso. Tive notas boas, consegui fazer meu projeto de pesquisa numa boa, fora apresentar ele, como ilustrei os bastidores nesse post. Aliás, a única "vantagem" que a pandemia trouxe pra mim foi que eu pude acompanhar minhas aulas mesmo estando grávida, com enjoos, consultas, desânimo, pressão e energia baixa e tudo o mais que só a gravidez pode fazer por você. 

Quanto a isso, não posso dizer que sou a mãe mais romantizada do mundo, e acho que nem deve ser assim. Sim, estar grávida é um negócio difícil pra caramba, tira tudo o que você tinha e gostava em si, saúde mental, inteligência e memória, cabelos fortes, imunidade, poder comer e beber, não enjoar de coisas que você curtia como seu perfume de sair ou frituras empanadas (nossa, só de lembrar, credo). Mas a ideia não foi nem nunca será transformar isso aqui num universo da gravidez, mas tem sido basicamente assim. E sim, pelos cálculos, estou na reta final disso tudo e minha barriga tá gigante, mal vejo a hora de ver uma versão menor (ainda) de mim.

Junto dessas outras mudanças da pandemia, perdi mais uma amizade, greatest hits na minha vida. O motivo eu continuo sem saber o porquê, mas acho que tive uma parcela de culpa sim, não na discussão em si, mas na amizade como um todo. Fez eu reavaliar todas as amizades que eu já tive, inclusive as que perduram até hoje. E pra eu perceber isso foi um tapa bem forte na cara, dos fortes. Não, na verdade um tapa doeria menos. Foi pesadíssimo, me rendeu uma crise de ansiedade pesada, bem difícil sair. 

Hoje em dia eu penso que, por mais que tenha sido "necessário" passar por isso, fiquei muito chateada comigo mesma. De deixar passar por isso num estado em que me encontro, essas coisas podem ser fatais para o bebê. Mas já passou e tudo está bem. Eu já parei com a ideia de ficar remoendo várias vezes (o que pra mim é ótimo) e apesar de que me fechar para qualquer amizade não seja a melhor opção, ainda foi o melhor mecanismo de defesa que encontrei. 

Em suma, acho que foi isso. Tentei planejar fazer a receita experimental do meu TCC em dezembro, mas eu tô de um jeito que só Jesus na causa. Ainda falta umas três matérias pra fechar meu curso, duas são práticas e tivemos aulas parciais delas porque, bom, são práticas. O post tá curto, mas o ano foi fraquinho pra geral e não tenho conseguido ficar muito tempo sentada com esse barrigão enorme. Agora vou ver quais as trepeça que eu tive ideia em realizar pra 2020. Mesmo esquema do ano passado, se fiz check, se não, xis.

✓Pintar o cabelo de ruivo;
✕Conseguir um trampo;
✕Evitar chatear o namorado com minhas birras;
✓Criar coragem pra morar com ele (em parte sim porque daqui a uns meses moraremos juntos, então...);
✕Deixar unhas crescerem;
✕Fazer um estágio;
✕Viajar para outra cidade;
✕Voltar a desenhar (serve aquarelar? porque se for, aí sim);
✓Manter o hobby das pulseiras;
✕Não perder o tesão pelo curso;
✕Monitorar minhas finanças;
✕Ir pra academia e perder minha barriga de gestante não gestante (enfim, a ironia);
✕Cozinhar mais e mais;
✕Beber mais, afinal você mora no calor dusinferno e precisa matar sua sede;
✕Ter uma rotina de dormir e acordar cedo;
✓Trocar de celular;
✓Não passar mais o carnaval levando bolo de namorado;
✓Não chorar por macho;
✓Assistir mais filmes;
✓Trocar de carteira;
✕Arriscar na moda com uma peça diferente;
✓Cuidar da pele até ela ficar sucesso (não pude cuidar, mas a gravidez fez maravilhas por ela).


Agora pra esse ano de 2021, vamos de: 
-Conseguir colocar a neném numa rotina de sono;
-Conseguir um emprego;
-Se formar;
-Deixar a casa do meu jeitinho;
-Conseguir controlar bem minhas finanças (meudeus né possível);
-Trocar de óculos;
-Ler mais;
-Diminuir a barriga do pós parto;
-Jogar mais, se achar tempo;
-Fazer um curso de Photoshop, você prometeu;
-Cuidar dos melasmas maravilhooosos que eu adquiri em lugares totalmente wtf;
-Pintar os cabelos;
-Gastar menos em delivery e produzir mais minhas refeições;
-Reorganizar minhas playlists;
-Superar Friends;
-Resolver de uma vez sobre o que quero profissionalmente;
-Adotar um xanim;
-Voltar a pintar as unhas;
-Tentar produzir a receita do meu TCC;
-Conseguir estágio;
-Ver a pandemia acabar (quem não chora não mama).

E vamo de 2021 com vacina pra todo mundo, espero.

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♬ Mcbaise_Le jardin (essa música dá vontade de aprender tocar violão)

23.10.20

Filmes que eu vi na pandemia

Tem essa trend no Tiktok (ahah eu usando Tiktok sim, melhor lugar) das pessoas contando o que aconteceu com elas esse ano. Não queira eu com isso dizer que tô antecipando a retrospectiva, eu nem sei o andar da carruagem até dezembro, muitas águas vão rolar. Então vou dizer as coisinhas que tem rolado por esses meses (apesar de eu já ter postado algumas vezes por aqui esse ano).

Coisas que aconteceram comigo em 2020:

-Engravidei (mesmo achando que não pudesse);

-Apesar de estar meio desmotivada com as aulas online, até que minhas notas estão boas;

-Perdi uma amizade (que novidade);

-Minha saúde mental deu uma desgastada, mas tô me achando muito mais pé no chão que antes.

Pois é, né. Quer dizer, a parte de engravidar e da saúde mental talvez até não seja novidade por aqui (a propósito, vou ter uma menina 😗), mas a da amizade e das aulas é coisa nova no pedaço. Na sinceridade, não tem muito o que falar e nem tô muito surpresa. Talvez eu esteja fazendo algo muito errado ou fora da logística de uma amizade, só pode. Ou as pessoas acham interessante a ideia de que amizade é estar com pessoas que te tratam mal, tóxicas e não te apoiam/ajudam em nada. No fim das contas, não houve um motivo. Sim, mais uma vez, vou deixar os posts sobre alguém que já não faz parte da minha vida aí, porque de alguma forma elas fizeram no passado. Seja pra aprender a ser alguém mais travada ainda com os outros, seja como aprendizado, mas ficarão.

Mas o ponto do post nem é esse, oia. O ponto é o título do post, então se não houver interesse no meu dramalhão mexicano desnecessário, favor ler a partir dessa linha.

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Como sabe, geral tá caçando algo para se ocupar no isolamento e como eu já fiz todo e qualquer hobby, tive que retomar a coisas que eu queria voltar a fazer quando tinha tempo e com o mix de estudos + curso eu acabei deixando de lado, que era ver filmes. A ironia da coisa é que eu nunca fui uma pessoa muito de filmes, mas também não era uma pessoa de séries e olha aí como eu já paguei a língua fazendo tcc sobre série e baixando uma reca de filme. Então, aproveitando o outubro, mês das bruxas, halloween, pá, resolvi caçar nas minhas listas favoritas do IMDb filmes que eu estava querendo assistir. Pra quem não sabe aqui no recinto, meu gênero favorito é Terror/horror/gore/suspense/Drama/found footage, tipo isso. O que vai aparecer nessa lista é pelo menos uma dessas categorias, que vou classificar direitinho. Além disso, essa lista está em andamento, ou seja, ainda tenho filmes baixados a mais por vir. O esquema aqui vai ser: Nome do filme, com link dele no IMDb (o site é em inglês, mas recomendo para caçar filme), quantos coisinhos dou para o filme, sinopse e o gênero. Eu só ESPERO que eu não perca o foco e deixe essa lista pra trás, já assisti muita coisa maneira por esses dias. Vam'lá:

Vida (2017)    Classificação:🌕🌕🌕🌕🌗

É de um enredo que eu gosto muito, suspanto no espaço. A gente não sabe o que tem lá, tudo pode acontecer. A história lembra mais ou menos com o que aconteceu nesses últimos meses: acharam vida em Marte e eles estão estudando isso. É um coisinho, eu não sei explicar. Uma bactéria, um protozoário? Microorganismo? Enfim, algo assim. Fofo demais, botam até nome nele. Esse filme é de 2017 e Ryan Reynolds participa dele, com isso ele tem algumas sequelas de Deadpool no personagem dele, o que pra mim não combinou muito com o filme. O plot twist do final é maravilhoso, vale muito a pena assistir. 

Gênero: Suspense, Horror.


O  homem invisível (2020)     Classificação: 🌕🌕🌕🌗🌚

Não, não é aquele do Kevin Bacon. Inclusive esse filme quase que pega o cheirim da pandemia. Esse filme é basicamente uma coisa meio relacionamento abusivo meets Black Mirror haha, melhor definição. Tem essa moça que sofre com o namorado e tenta se livrar dele. Só que como todo filme de suspense, "coisas estranhas começam a acontecer". O filme em si é ótimo, é um tema bacana. Só que duas horas de filme, para o desenrolar, eu achei muito. Em noventa minutos fácil dava pra resolver tudo, e quando vi que ele tava meio que andando em círculos numa coisa que já estava rolando há tempos, perdi um pouco o interesse. Maaas, esse é outro que tem um plot twist gostosinho de assistir no final. Ah, como sou uma boa pessoa, aviso que mesmo sendo numa vibe mais drama, tem bastante jumpscare (ou sustinho, como você quiser chamar). 

Gênero: Suspense.


O culto (2017)    Classificação: 🌕🌕🌕🌚🌚

Naquelas, na falta de protagonistas, vamos dos próprios diretores! Eles atuaram como irmãos que, quando crianças, fugiram de um culto, viraram notícia em jornais, enfim, altos rolês. Foram crescendo e ficando sem muitas perspectivas de vida. O irmão mais novo, que não lembra muito sobre o culto, só recorda que era feliz lá. Com isso, convence o mais velho a voltar no local. Eu gosto de julgar alguns filmes como "ideia de Jerico". Tipos que algum personagem tem a brilhante ideia de ir para determinado local na premissa de que 'ah, vai ser legal, vai ser divertido, vamos', e divertido é a última coisa que fica. Foi o que aconteceu (e me fez odiar) Chernobyl diaries e um outro que vai estar nessa lista, e é mais ou menos o que ocorre com esse filme. Se você foge de um lugar, por que vai querer voltar? Ele não é bizarrão como Midsommar que aos poucos fica sinistro, mas é óbvio que não vai sair coisa boa de um culto que você fugiu. Na real o buraco é muuuito mais embaixo, e isso me surpreendeu, não esperava.

Gênero: Suspense, Drama.


Ordinary Days (2017)     Classificação:🌕🌕🌕🌕🌗

Sabe aquele filme que você não dá nadinha e lá do meio pro fim ele começa a melhorar? Foi mais ou menos esse. Achei totalmente aleatório pelo Prime Video numa madrugada de insônia com um outro nome, que você acha por lá digitando 'Cara Cook'. Esse não tem tanto suspense, rola um mini terror psicológico, aquela sensação de que qualquer coisa pode aparecer. É difícil isso acontecer, mas eu odiei o título original e adorei o nacional haha mas enfim, no enredo, essa moça, Cara Cook, desaparece. Ela é uma estudante universitária e vive no campus, longe dos pais. Daí o desaparecimento dela possui três versões: dos pais, do policial encarregado da busca e a própria Cara. Lógico, a versão dela é a que revela tudo, e mais uma vez, plot twist (claro, posso tá sendo emocionada, mas eu fiquei surpresa). Se eu tentar definir o filme com o nome de outro(s) posso acabar dando spoiler, então vou deixar que assistam e descubram por si só. E olha que nem é tanto assim meu gênero favorito.

Gênero: Drama


Estou pensando em acabar com tudo (2020)    Classificação:🌕🌕🌗🌚🌚

Quando vi a sinopse e comecei a ver o filme eu pensei 'ih alá a loca, parece alguém que eu conheço', mas vamo ignorar que parecia comigo tentando sabotar minhas relações. Esse filme, da Netflix, é quase um 'ideia de Jerico' porque a história se desenrola com a moça indo conhecer os pais de um cara que ela tá namorando há pouco mais de um mês. E ela quer terminar o namoro. Pra quê você vai conhecer os pais do seu namorado se você quer terminar com ele? Semear ódio? E tudo começa a dar errado, e nevasca do caramba, tudo conspirando, sabe? Também dá pra encaixar ele num "eu devia ter ficado em casa". Eu achei esse filme um pouco cult, sabe? Daqueles que você precisa interpretar bem todos os detalhes, metaforizar tudo. Algumas coisas eu deduzi na hora, mas outras não. Eu sei que tinha tanto diálogo, muitas vezes até aleatório e dispensável demais, que perdia o interesse pelo filme um minuto ou outro. Mas você sabe, na vida é tudo metáfora. No mais, recomendo ler resenha de outras pessoas que assistiram e assim você possa tirar suas próprias conclusões depois de assisti-lo.

Gênero: Suspense, Drama


Amber Alert (2012)   Classificação: 🌕🌕🌕🌕🌗

Eu sei que vacilei grandão nessa lista por ter um único filme de found footage sendo que é o meu tipo/gênero favorito. Pra quem não sabe, found footage são filmes como A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal, onde o filme consiste unicamente nas gravações encontradas. Com isso tem muita imagem agitada de gente correndo, consequentemente mais jumpscares, e por aí vai. Nesse filme não é diferente. Ele tá fresquinho, assisti ele ontem, mas precisava falar sobre ele. Tento baixar o danado há uns dois anos e nada, sempre tinha poucos seeds, sendo filme "antigo" pior ainda. Até que finalmente deu certo. Amber alert são painéis luminosos colocados nas rodovias americanas que alertam sobre crianças desaparecidas, citando o carro e placa de onde elas foram vistas pela última vez e, caso alguém encontrar esses carros, avisar às autoridades. Pois bem, tem esse casal de amigos que querem se inscrever em um reality show e resolvem fazer gravações aleatórias do dia a dia deles. Eles resolvem sair para um rolezinho bobo e acabam avistando na estrada um carro condizente com as características do aviso de um amber alert. E é aí onde o filme começa de verdade. Sim, a nota dele no IMDb não é das melhores e nem é pelo enredo. A história é super bem bolada, maaaas tem uma personagem em específico que não transforma o filme em uma "ideia de Jerico", ela é a personificação dela. Eu vou poupar comentários sobre ela, pois pode haver controvérsias, mas a maioria odiou a personagem haha  é o tipo de pessoa que não tá nem aí pra nada e faz as coisas do jeito dela e pronto, sabe? E isso é só o começo. Só não dei cinco coisinhos pro filme por causa dela haha porque o enredo em si ó, jóia.

Gênero: Suspense, found footage.

Quando eu começar a ver mais filmes, vou postando por aqui, tem outros filmes também que eu vi e vou colocar numa parte 2 desse post. Por enquanto é isso. Bái.

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♫Fleetwood Mac_The chain (sim, a música da novela, do guardiões da galáxia...)

6.5.20

Birthday gal

Surprise modafoca! Cláudia versão 2.9 quase careca na sua telinha
Fui dar uma olhada nos posts sobre aniversário e eu vi que fiz um total de 0 posts sobre nos últimos três anos. Como pode né, eu que sempre fui tão ligada a essa ~~data tão mágica. Acho que fui envelhecendo e me importando pouco com isso (será que soou como um trocadilho?). Cê vê, ano passado eu passei meu aniversário vendo um anime ruim, cochilando com uma pessoa totalmente aleatória e tomando café, nessa ordem. De certo modo essa foi a minha zona de conforto, só queria ter uma companhia nesse dia e ficaria meio zoada da cabeça caso isso não acontecesse, tudo isso por gatilhos do ano retrasado. Preferia mil vezes dormir com anime sem graça do que passar o dia seguinte inteiro chorando de novo, mas isso não vem ao caso.

A questão é que eu sempre desanimei quando pessoas próximas de mim esqueciam meu aniversário. Esse ano várias pessoas próximas de mim esqueceram de me dar os parabéns e eu nem me importei tanto com isso.  Acho que com o tempo eu fui começando a achar um saco ficar chateada por algo tão banal. Eu sou o tipo de pessoa que não gosta de incomodar os outros e ficar "ei, hoje é meu aniversário" não é algo que me anima em fazer, então pouquíssimas pessoas próximas sabem de fato dessa data.

Tá, tem umas pessoas que fiz isso mas, por exemplo, não cheguei pra Ana, "beibi guél, meu aniversário é hoje" simplesmente porque não quis incomodar ela, mesmo sendo minha amiga e tudo. Sim, uma parte disso é por conta do isolamento do coronga e que eu já percebi que algumas pessoas do meu círculo de amizades estão numa linha tênue entre carência e se fecharem para conversas. Eu percebi ela mais fechada e tô respeitando o espaço dela, da mesma forma que  alguns amigos meus estão mais carentes e puxando mais papo, quando não têm sido assim há uns bons anos.

Aliás, creio que esse dia, anteontem, tem sido de certa forma, estranho justamente por conta do isolamento. Eu já fui de princípios de crise a medo de que isso nunca acabe, frustração, uma estranha paz com coisas nada a ver e peso na consciência quando preciso sair para comprar algo ou coisa assim. Eu só fiquei com meus pais, não ganhei nada material e não fiz nada de tão importante para mim e foi isso o meu dia quatro. Tendo isso em vista, essa vibe vazia e esse resquício de deprê de isolamento e já prometi, por exemplo, que meu aniversário de 30 anos seria doido e com tema infantil tipo Frozen ou algo do gênero. Também quis que fosse viajando também, mas vai lá se saber se isso acontecerá mesmo, né. No fim das contas eu só gosto quando o universo transforma meu dia em algo muito bom de ser vivido, não importa de que forma ele se manifeste.

Eu me lembro de um aniversário de...2015, acho, em que eu passava as tarde caminhando ao redor da casa ouvindo música. Começava com o "sol mais frio" e terminava uma hora e meia depois, já de noite. Coincidentemente nesse mesmo dia, no início da caminhada, o céu teve uma coloração muito maluca, meio pôr do sol mal localizado, e...bom, imagens falam melhor que palavras, né?
real life gente, alumiou o piso do alpendre e tudo
E quem me conhece de verdade sabe que eu sou a entusiasta das corzinhas malucas que o céu gosta de pintar, então passei a minha tarde de caminhada com um sorriso de orelha a orelha. De quebra ainda fui assar uns brownies, sendo a única vez que tirei a fornada na hora certa e ficou muito gostoso. Desde então eu venho tentado deixar ele como nesse dia e nunca mais consegui. Mesmo depois de pagar disciplina de confeitaria e tudo (na verdade foi pagando ela que descobri que confeitaria é um ramo que eu só me dou bem do brigadeiro pra baixo).

Taí, eu prefiro mil vezes falar sobre um dia de aniversário que me deixou feliz com as coisas simples da vida do que falar nesse atual, em que todos estão isolados, numa pilha de nervos e não pude usufruir muito. 

Mas, eu prometo, na minha festa do próximo ano eu...

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♬Childhood_Cameo.mp3

31.12.19

Retrospectiva 2019

Meu 2019 em uma montagem com doze pedacinhos (ou o que der pra ver deles) (clica que fica grandão)

Não tem foto? Uoxe! Pelejei aqui pra tentar fazer uma montagem do amor com as principais fotos de cada mês, tudo bonitinho e meiguinho, porém tô querendo morrer de sono agora e preciso acordar cedo amanhã. Eu devia ter feito isso antes (inclusive o post, já que tô viajando com o boy e a última coisa que deveria ser feito agora seria um post), mas eu trouxe o notebook mesmo e aqui estamos nós. Mas assim que eu tiver tempo, mesmo que em 2020, eu coloco uma montagenzinha aqui (não que isso seja de muita importância, mas enfim
).
Taí a montagem da retrospectiva, igual minha carinha.

Menino, e 2019 ein? Rolaram tantas reviravoltas, me apaixonei muito pelo meu curso para meses depois estar desencantada com ele, terminei namoro e comecei um novo...Aliás, esse foi o ano dos ciclos iniciados e fechados. Em termos de amizade vi que a coisa toda com minha melhor amiga não estava boa há muito tempo e ela provou isso por a mais b me excluindo das coisas sobre a vida dela e, dessa vez, eu até superei bem. Aproveitei e ganhei uma nova amiga que, essa sim, entende meus sumiços e por eu não ser a pessoa mais social do mundo. Só que apesar de já ter começado a falar sobre, vou aproveitar o compilado de fotos da montagem do post (que eu ainda não fiz) pra comentar do ano inteiro, mês por mês:

-Em janeiro eu ainda estava muito apaixonada pela matéria mais maravilhosa do mundo: panificação. Nela eu também tirei o meu primeiro dez e me abriu novas ideias para experimentar em casa. Nesse mês, no início, eu comecei a namorar um cara aleatório aí. Não, ele não é tão interessante assim.

-Em fevereiro eu fui ao meu primeiro evento sobre o curso fora da cidade. Viajei para Pedro II e tive altas aventuras com uma galerinha da pesada, tanto que fiz um post aqui. Depois do fim do período, tive uma crise horrível de tendinite, jogando, de novo. Ficou numa proporção que o punho tava inchado e eu dificilmente encontrava uma posição boa para repousar o braço. Eu já tinha tido antes, mas não havia ficado tão feio. Enfim, ~~~~fato aleatório do mês.

-Em março, mais precisamente no carnaval, tive mais um namorado que me deu bolo e me deixou só, e só apareceu depois de muita briga, depois do final de semana. Eu não sei até hoje, mas minha intuição pisca horrores de que eu fui muito corna nessa época. Segundo namorado seguido que não fica comigo no carnaval, sério Cláudia? Kd autoestima, kd? Em compensação, em março foi a época que comecei a fazer um dos meus melhores exemplares de pão, feito com laranja e recheado com chocolate. :9

-Abril foi um mês bem tenso na minha família pois um tio muito próximo da gente havia falecido. Pegou todo mundo de surpresa e também acendeu um alarmezinho interno, pois ele tinha a faixa etária dos meus pais, o que me fez acordar chorando alguns dias em pânico com a possibilidade de acontecer com eles também. Não tava muito satisfeita com meu namoro e resolvi romper com ele pela primeira vez, o que infelizmente não durou muito. O fogo no rabo, gente. A foto de abril é a do meu pãozinho, só que mais estilizado, com pedacinhos de chocolate por cima.

-Sim, maio, o mês do meu aniversário. Morri de medo de passar o aniversário sozinha e abandonada novamente, mas o então namorado veio e fizemos o que qualquer adulto com 28 anos faria: dormimos haha Em maio eu também comecei um hobby novo: fazer pulseiras de macramê. A filosofia do meu hobby era bem louca porque eu não queria vender nada já que não achava boa o suficiente. Eu só fazia as pulseiras, deixava no quarto e, quem quisesse, podia pegar pra si.

-Junho foi um mês maravilhoso. Dia dos namorados? Bah. Ana me deu a ideia de fazer monitoria lá no ifpi e lá fui eu fazer, já que tava desempregada há uns quatro meses. E não é que passei? fiquei longos três/cinco meses monitorando as aulas e tendo que lidar com as pessoas (pessoas tudo bem, eu não tinha tolerância era pra macho se achando o esperto), mas de lá tirei grandes aprendizados (e um dinheirinho que quebrava um galhão no fim do mês).

-Julho foi o início do fim. Não via meu namorado há semanas e ele não tinha a responsabilidade afetiva para me dizer o que tava havendo, até que eu fiquei sem saco e acabei tudo em definitivo. Não vou mentir que me arrependo de ter namorado ele, tinha peguetes muito mais legais - embora sendo sem compromisso -, tinham mais interesse em me ver do que ele. Acho que foi isso, fogo no rabo e só. Duas semanas solteira eu conheci meu atual namorado hauhauhauaha eu não existo gente, desculpa. Eu costumo dizer que "não foi rápido não, eu só troquei por coisa muito melhor". Alguém que realmente queria me ver, que tava interessado em tá comigo e que me apoiava nos meus rolês. Pra quê melhor?

-Única coisa maneira que aconteceu em agosto, além do aniversário da minha mãemãe, foi eu ter cortado o cabelo. Dessa vez cortei o mais curto possível pra mim. Deu um pouco de trabalho pra domar no início, mas deu certo. Sei nem se dá de ver na foto.

-Setembro foi a época dos desapegos. Como estava com tempo livre e pagando apenas uma matéria no curso, resolvi cuidar mais de mim e do meu espaço e fiz não um, nem dois, mas três desapegos diferentes. O primeiro foi de esmaltes, que reduzi mais da metade na minha coleção. Depois, resolvi desapegar dos meus brincos, principalmente porque a Ana tava começando a experimentar novos brincos depois de furar a orelha, e isso me incentivou. E o último, mas não menos importante, de roupas (vide foto de novembro da montagem). Dessa vez saiu bem menos roupas do que meu último desapego (em janeiro de 2016) porque já havia reduzido drasticamente as roupas que não tinha mais vontade de usar.

-Em outubro tive uma briga homérica com o boy, mas também foi o dia em que fiz minha primeira sessão de ioga, e a que me fez ficar apaixonada. Já quis fazer outras vezes, mas meu quarto é muito pequeno. É uma sensação tão gostosa de leveza que nem senti a tensão do início de briga com o boy. Quanto à briga, já estamos bem, afinal, tudo se resolve com comida.

-Em novembro levei o boy para a primeira festa com toda a família. Foi um marco porque todos iriam conhecer ele, inclusive minhas primas parceirinhas. No fim tudo correu bem e ele ainda fez todo mundo aqui de casa gargalhar depois de aspirar gás hélio e falar com aquela vozinha.

-E aqui estamos nós, em dezembro. Tô aqui, em Salvador, cidade da comida ruim e sotaque bonito (desculpa gente, mas não tô tendo experiência muito boa por aqui não, acho que comi errado). O hotel é maravilhoso, a companhia melhor ainda, e amanhã vamos acordar cedo pra ir na praia. Como já escrevi muito, vou colar as promessas da retro do ano passado e dar um "check" nas que cumpri e um X nas que não, ok?

✔Conseguir um emprego (monitoria serve?);
X Se amar mais (acho que não);
✔Ficar com a pele lisinha (até que sim? preciso fazer um post disso);
✔Viajar sozinha;
✔Cozinhar algo que eu goste muito;
X Escrever mais;
✔Ler mais;
X Comprar um relógio digital;
XPintar o cabelo - não disse a cor;
✔Beber mais água;
✔Encontrar um parzinho pra dormir comigo na minha caminha de casal;
✔Tentar sair com os colegas do curso;
✔Conseguir viajar pra algum congresso;

✔Manter minha saúde mental do jeitinho que tá;
X Voltar a desenhar, com caderninho, caneta e tudo;
X Economizar mais dinheiro;
X Em algum aspecto da minha vida sair da zona de conforto;
X Esperar não ver nenhum ex namorado ou ex crush;
✔ Decidir o ramo da sua empresa (sim!);
✔ Voltar à academia ou fazer algum exercício (😏) (se for no duplo sentido, sim haha);
✔Ler mais livros no Kindle, afinal isso foi caro;
✔Rir até chorar, muito;
✔Sair mais;
✔Não chorar no dia do próprio aniversário de novo.

Agoooora, vamos às promessas para o ano de 2020:
*Pintar o cabelo de ruivo;
*Conseguir um trampo;
*Evitar chatear o namorado com minhas birras;
*Criar coragem pra morar com ele;
*Deixar unhas crescerem;
*Fazer um estágio;
*Viajar para outra cidade;
*Voltar a desenhar;
*Manter o hobby das pulseiras;
*Não perder o tesão pelo curso;
*Monitorar minhas finanças;
*Ir pra academia e perder minha barriga de gestante não gestante;
*Cozinhar mais e mais;
*Beber mais, afinal você mora no calor dusinferno e precisa matar sua sede;
*Ter uma rotina de dormir e acordar cedo;
*Trocar de celular;
*Não passar mais o carnaval levando bolo de namorado;
*Não chorar por macho;
*Assistir mais filmes;
*Trocar de carteira;
*Arriscar na moda com uma peça diferente;
*Cuidar da pele até ela ficar sucesso.

E é isso, gente. Feliz ano novo!
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não tô ouvindo nada porque tá tarde e o bonito pegou meu fone pra ver série


6.10.19

Sobre a Anaconda, Garota Exemplar e outras coisas

Deixar essa foto do Boleto aqui atrapalhando o filme do pai
Gente, eu conheci a Anaconda. huahauhau se ela lesse esse post ia brigar muito comigo. Esse nome é só uma alusão a um poeta musical mundialmente conhecido como Mc Gorilla. Mas não vá atrás dele no Youtube se você estiver, sei lá, em público, pois as músicas dele são bem...erradas. Mas eu vou contar como conheci a Ana.

Quando algo acontece com frequência comigo, eu trato como uma "lei". E eu tenho que confessar para vocês, sempre deixei meu Tinder disponível para homens e mulheres. Na real, não, nunca aconteceu nada nem chegou ao "ao vivo". Ao invés disso, consegui um monte de colegas/amigas, o que talvez seja um sinal de que eu não deveria me envolver com alguma garota. Aí eu conheci a Ana.

Conheci ela um tanto depois de conhecer meu ex pessoalmente (o ex da retrospectiva, que achava que ia engatar namoro). E velho, melhor pessoa. Daí eu comecei a me envolver mais com ele e fiquei insegura de abandonar isso que tinha com ela. Conversar com ela sempre foi muito legal, pois a gente tinha muita coisa em comum, não exatamente nos gostos em si, mas na forma de pensar. Muitos dos posts no instagram com textos que eu curto, tá lá, a danada curtindo, ou eu indo curtir e ela já ter curtido. Percebendo isso eu inclusive já enviei posts pra ela sabendo que ela iria gostar. E tipo, eu nunca tinha tido isso com guria nenhuma. Foi bem tenso avisar pra ela do meu namoro, mas depois desse tempo a gente ficou tipo muuuito amigas.

E acho que já falei aqui, mas minha "melhor amiga" achou de bom tom avisar para internet (e não pra mim) que ia se mudar de cidade, fez festa de despedida (que eu só soube pela internet) e foi embora, sem eu saber, sem dar recado, nada. Aí eu resolvi fazer da mesma forma e ignorar que ela já foi alguém pra mim um dia. E bom, aqui estou eu, mais antissocial ever, mas com os dois pés atrás em relação a amizades. Por isso que conhecer a Ana e ela 'ser promovida' a minha amiga foi um dos melhores presentes que já ganhei esse ano. Tava muito descrente a conhecer alguém e chamar de amiga e quando penso que não, foi a Ana e pá.

A gente se conheceu no final de novembro do ano passado e só fomos nos ver pessoalmente em...nossa, a gente tava discutindo isso dia desses huahauah a gente não sabe com exatidão e o nosso parâmetro de linha do tempo é o fato dela ter cortado o cabelo bem curtinho, ou seja, algo no final de abril/maio. Graaaazadeus essa bebezinha passou no vestibular e tá cursando moda no mesmo campus que eu, do ifpi. Eu até cheguei a vê-la algumas vezes nos intervalos da monitoria e ela já foi pela manhã também. Já falei pra ela e ela sabe bem disso, mas sou muito grata por ser amiga dela e por ela não desistir de mim nem do meu jeito meio estranho de ser.

Quanto à Garota Exemplar, eu acho que já falei por aqui, mas adquiri um Kindle pra poder dizer que li todos os meus livros físicos. Então, se a ideia vingar e eu tiver o pique de escrever, achei interessante, entre as postagens, falar um pouco sobre o(s) livro(s) que eu terminei de ler.

Atualmente eu li "Garota Exemplar" e "Você". Já tinha visto o filme e seriado baseados nessas obras e resolvi fazer aquela comparaçãozinha que maioria costuma fazer, pra ver se "bate". O primeiro que terminei, "Você", condiz bastante com o seriado homônimo da Netflix. Só que, por estarmos numa época mais girl power, o personagem principal tá mais compreensível à personalidade das amigas  e da própria Beck, uma vibe meio ~~~feministo, óbvio, até porque ele é meio psico, pra não dizer muito. No livro ele é MEGA machista, naquele estilo misógino pesado, e quem já assistiu a série sabe no que isso acaba acarretando. A obra em si é bem fiel ao livro e isso me causou um certo conforto, eu gosto disso, exceto pelo machismo tenso que já mencionei lá em cima.

No Garota Exemplar, eu lembro de ter assistido o filme apenas quando passou pela primeira vez em tevê aberta, e isso tem bastante tempo. Só sei que a impressão que eu tive do filme foi "meu-Deus-que-filme-foda". Recomendei horrores ele a quem conhecia, e só agora pude ler o livro, primeiro por conta do Kindle, e também porque eu tinha lido "A garota no trem" que foi outro filme nesse mesmo estilo. Eu gostei de certa forma, achei condizente com o filme, não tão quanto com "Você", mas lendo o livro você entende quão bem o filme descreveu bem cada personagem e a personalidade de cada um. O que eu não gostei foi do final do livro haha sério, eu fiquei tipo 'oxe, não era essa a impressão que eu tinha do filme', então creio eu que o filme tenha fechado a história melhor que com o livro. Não acho que isso seja um spoiler, mas depois eu entendi que a autora talvez não soubesse dar um desfecho ao livro e não tinha mais nada para falar, sei lá. Mas leiam hahah

Quer dizer, eu mal fiz uma resenha sobre os livros, eu mais disse "vejam os seus respectivos filmes/seriados, depois leiam os livros e comparem" hauhauahu mas prometo que nos próximos não serão assim.

De outras coisas...ahm...acho que não tem nada não haha é isso.
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♬Tô vendo o Rock in Rio ao vivo, P!nk sendo maravilhosa 😍

5.3.19

"ah, eu não gosto de vinho não"

0 critérios de fotografia, mas...segura o copo, carai

Tô na preguicinha do meio/fim do carnaval + minhas férias do curso e resolvi postar. Postar não, vou dar uma cheatada maneira aqui porque esse rolê da foto acima aconteceu tem bem um mês mais ou menos, aí o que eu resolvi fazer: colar meu escrito lá do app que eu escrevo diariamente, pra cá, olha que fofa que eu sou. Era pra eu ter postado sobre isso há séééculos, mas eu ficava adiando e adiando já que eu tava no final do período praticamente. No app é mais freestyle então eu posso escrever à vontade. É lógico, claro e evidente que sou editar umas partes já que lá as coisas são mais reservadjénhas também, então...vam'lá.
Só pra inteiraaaar a conversa de vez: eu fui pra Pedro II. Minha turma e o curso em si já foi em vááárias viagens, eu inclusive ia pra Maceió ano passado apresentar um artigo, mas moiou no sentido de $$$$. Acontece que eu nunca tinha ido viajar com minha turma, sempre porque os dias batiam com os que eu estava trabalhando, então eu perdi bastantes aventuras (e certificados também). Esse de Pedro II dava certo em vários sentidos, já que caía no meio da semana e a intenção era de que iríamos ir e voltar no mesmo dia. Do que se tratava o evento, e eu só soube dois dias antes da viagem porque sim: vinhos. E degustação. Bom, vamo logo colar esse negócio senão o post todo vai ser só escrita atual haha
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Tipos que me falaram que a gente chegaria de volta a The uma meia noite por aí, então eu fiquei esperta pra todas as horas. Soube também que partiríamos às 13:30, daí eu almoçaria no IFPI mesmo, até porque teríamos uma aula pelas 10h. Na mochila levei:
•travesseiro de pescoço;
•Kindle;
•fones;
•celular com carregador;
•documentos;
•um pouco de dinheiro;
•um pacote com três biscoitos de morango;
•meu garrafão;
•uma blusa de manga comprida porque meu casaco eu não achei na hora que fui arrumar.

Eu tinha essas coisas em mochila e só na volta que vim recordar que eram essas as coisas que eu costumava levar pra viajar pra Curitiba. Lembrei das minhas aventuras desbravando aeroportos e tomando looongos chás de cadeira à espera da conexão que valiam mais do que a pena só de ver ele me esperando no desembarque, me abraçando e embalando meu cansaço com um longo beijo na boca. Eu sei, eu era feliz pra porra, e eu sabia.

Esses pensamentos me pegaram forte e tive que ficar me segurando pra não chorar no ônibus. Eram uns puta momentos da minha vida. Passei alguns anos fazendo isso, que apesar de ser meio cansativo, eu fazia. Eu não sei se fico querendo chorar de saudade de algo que não volta mais, ou de ver no que minha vida se transformou daquela época pra hoje. Eu era outra pessoa, eu tinha pouco, mas tinha o peito cheio de amor e era isso que importava. Eu não sei dizer se eu conseguiria, naquelas condições e sem que ele tivesse falecido, ter tudo o que eu conquistei nesses últimos anos. Não sei se faria diferente. Foram acontecimentos que, apesar de terem ferrado com minha vida, serviram pra me tornar quem eu sou hoje.

Eu divaguei tanto nesse momento nostalgia que esqueci da viagem hauahaauah vamo voltar...recompoooorr...pronto.

Com tudo no ponto eu percebi que depois do almoço muitas minas tinham ido banhar no banheiro do IFPI. Era uma coisa meio coletiva, nunca fui naquela área, mas sei que tem um chuveiro lá no banheiro feminina. Mas é aí que tá: todas elas tomaram bainho, estavam lindas, arrumadas e cheirosas (algumas inclusive maquiadas). Tinha até essa mina que foi de calça e blusa de alça fininha, não banhou com as outras minas, mas que usou uma maquiagem bem pesada nível festa e tô sem entender até agora o porquê da maquiagem se ela passaria mais horas dentro do ônibus que em luz e mostrando pras pessoas seus dotes artísticos. Eu fico tipo intrigada porque ela é linda pra caralho e tem uma pele maravilhosa que é meu sonho de princesa, mas lá tá ela botando esses carai sem precisar. Mas é aquela coisa: se os outros vissem como a gente vê eles...

Com esse rolê do banho eu fiquei meio constrangida porque tava começando a suar e eu só tinha lavado o rosto, ajeitado o cabelo e escovado os dentes, de diferente. Eu não quis banhar lá porque...bom, porque corpo nu e etc. Mas enfim, bola pra frente.

Então chegou a hora de ir pros ônibus e o que fui aparentemente estava com algumas pessoas só. Até aí tudo bem. O problema é que atrás de mim tinha essa moça. Jesus Cristo, eu te amo mas POR QUE VOCÊ CRIA UMAS PESSOAS COM UMAS VOZES TÃO FEIAS DE SE OUVIR???!! Era horrível, insuportável!!!! Eu preferia ouvir um bebê, porque pelo menos o bebê uma hora ou outra iria dormir, e a demônia (falar demônia e Jesus num mesmo parágrafo, try me) não dormia nem por um decreto!!! Era uma voz de véia, beeem véia mesmo, véia zoadissima, bêbada. Tipo véia de cabaré, com décadas de fumante. E pra piorar ela ainda falava alto. Era de um jeito que eu me pegava umas duzentas vezes pensando em falar "caralho cala essa boca ninguém te acha engraçada, cantando menos ainda, vá ensurdecer o cão". Mas como sou paciente...eu tava muito puta já. Foi a viagem todinha isso. IDA.E.VOLTA. eu até fiquei naquelas, na volta "ah não ela não vai ficar gritando, todo mundo muito bêbado e cansado", lego engano.

Tirando isso, nossa. O IFPI de PII é muito gato, de dez a zero no do daqui. Era pra ser o contrário, já que o campus da capital tinha obrigação de ser topster.  A cozinha é coisa de tv, tudo em inox e os equipamentos novinhos...no daqui, se a gente encontrar uma colher de pegar arroz já é um marco. Esse ano ainda espero conhecer o campus de São Raimundo Nonato, pois quero ir num encontro/simpósio lá, daqui pra junho. Imagino que deva ser tão bonito quanto o de Pedro II.

Daí a gente chegou lá, umas cadeiras muito chiques, palestra palestra palestra, meu celular me deixou na mão e um colega nosso colocou ele pra carregar numa tomada laáá em cima pra mim. Com isso eu não tirei praticamente nenhuma foto, só essa que ilustra o post (eu mal conseguia deixar as taças da degustação na mesinha que tava torta e os recheios dos pãezinhos tudo caindo hauahaha) e outra com as senhoras lá do curso. A gente se divertiu muito na degustação (juntou bebida, comida e análise sensorial de uns vinho doido...e eu "eita tem gosto de vinagre" hauhauah 0 jeitos).

Em conclusão com isso tudo eu posso dizer que não sou uma pessoa de vinho, que o litrão sai mais barato e que saudade que eu tava de caponata? Fizeram umas bruschettas (que nada mais é do que pão fatiado com coisa em cima) com caponata em cima e tava maravilhoso. Deviam voltar a fazerem aqui em casa. 🤔

Acho que é isso, né? Tirando meu desespero discreto em querer peidar sem poder e cheia de dor no bucho por isso, eu gostei muito dessa ideia de ir em outra cidade com os gastronominhos (exceto aquela mina, aquela mina já pode deixar de ir em posteriores eventos pra ontem) e espero ir em outros eventos.

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Sim, eu sei, bem desbocado como escrevo lá, mas não recomendo. Vai que em demais situações eu resolva copiar de lá novamente, né? Por enquanto é isso.

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♫Wreckless Eric_Whole Wide World - Alternative.mp3

11.5.18

✔️ Cama de paletes

O processo em três ibagens: palete lixadinha com a ajuda dos meus xanim; ela já envernizada e ficando pronta; no ponto de hibernar 200 horas com a roupa de cama mais gata ever

Essa pessoa a quem vos fala baixou o app do blogger no celular e não preciso nem dizer que não deu certo, né. Post já tava prontinho quando fui resolver o rolê da foto, que não aparecia, e o app simplesmente fe.chou. Apagou tudo o que eu tinha escrito, só tava no ponto de enviar o post, salvou apenas o post em branco, com o título. Passada a frustração, retomei minhas energias positivas e lá vamos nós tentando fazer um post, dessa vez pelo site, ainda no celular.
★★★
Eu sempre achei meio cafona isso de fazer móveis com palete e não sei que estalo na vida me deu para que eu mudasse de ideia.

Danilo quando vem dormir aqui, fica num colchão do lado da minha cama, solteiro. E sem querer ser piegas, mas já sendo, eu sentia essa falta de tá juntinho, e não sinto isso quando durmo na casa dele, pois a cama dele é de casal. Além desse motivo, dormir na minha cama se tornou uma tarefa desconfortável, acordava com dores terríveis e por isso comecei a dormir no colchão que o morzi ficava. Só que, juntando a cama e o colchão, meu quarto, que já é pequeno, ficava um ovinho de codorna.

Eu comecei a pesquisar estilos de cama e precisava levar em conta dois pontos: a altura da cama em relação ao criado mudo (pra ela passar por debaixo dele) e como ficaria o espaço no meu quarto.

Em meio a essas burocracias de me lotar no Estado, eu consegui passar próximo à loja que o boy falou que vendia as paletes e fui lá dar uma olhadinha. Saí de lá com quatro paletes, lixas, verniz e pincel.

Para ter essa caminha bastava eu: lixar as moças, serrar a galera que tá atrapalhando, envernizar, unir elas, comprar colchão e pôr as rodinhas.
Eu trabalho duas manhãs e uma noite na semana, então aproveitava minhas folgas pra lixar, e como eu só "funciono à noite", começava das 22/22:30 e terminava em torno dumas 3:20/3:40 uma palete.

Lixei três e a última o pai se ofereceu para lixar e serrar os excessos. Depois dessa parte, a gente foi pra galera: enquanto ele serrava, eu envernizava as primeiras paletes. Em uns dias eu já tinha as quatro paletes devidamente lixadas, envernizadas, só no ponto de serem unidas, ~arrodinhadas e usada como caminha.

Terminei todo esse processo em um pouco mais que um mês e se eu dependesse muito mais dos outros que de mim, isso não teria acontecido tão rápido. Claro, eu não desmereço a ajuda do meu pai, que por não ser esse tipo de pessoa que enrola, acelerou as coisas.

Eu resolvi não postar sobre meu aniversário esse mês porque ele foi beeeem bosta. Não comemorei nada, no máximo uns alunos da noite me parabenizando. O boy eu nem pude ver nem no final de semana porque tava doente. Cancelei uma saída topster com meu melhor amigo sem razão aparente, talvez porque já tava meio mal. Não tenho andado muito bem, com vontade de nada, mas já tô resolvendo isso, e em breve vou estar maravilhosa novamente. É isso.

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🎶Unknown Mortal Orchestra - Necessary Evil

12.1.18

Esse texto é sobre ser introvertida

Eu queria poder tirar cópias e cópias desse texto e fornecer a todas as pessoas que estão me conhecendo ou acham que o que acontece comigo não passa de drama. Na real, acharem isso não me afeta nem um pouco. Até eu às vezes penso que seja frescura, é todo um estágio, da mesma situação, com as mesmas etapas. Mas me dá a mão que eu te explico melhor.

Desde bem nova eu era tida como "falsa tímida". Era uma criança muito agitada e curtia essa vibe de dançar axé e outras músicas que os anos 90 nos proporcionou, mas quando me faziam como o centro das atenções, eu meio que "me excluía". Tá loco mermão, um monte de desconhecido me vendo dançar, se eu errar alguma coreografia? Nam.

O tempo foi passando, adolescência chegando, eu largando as danças e dando lugar a minha fase mais gótica, também conhecida como "eu só usava preto pra chamar a atenção dos meus pais". Pronto, acho que esse foi o ~marco inicial~ da coisa toda: eu fui me isolando, confiando bem menos nas pessoas. Vivia só. Aliás, só não, eu e meus pensamentos.

Não que eu fosse doida, longe disso. Eu só partilhava duma conversa comigo mesma, o que era muito mais prazerosa do que ser forçada a socializar com meninos e meninas que não tinham nada em comum comigo. Fora que eu sequer tinha esse desejo de tomar iniciativa em uma conversa.

Em uma época aleatória da minha adolescência eu havia emagrecido horrores e estava numa fase bem 'eu sou magra, posso tudo' [eu sei, ignorem] e por conta disso, consegui umas amizades e me tornei a pessoa mais sociável que nunca havia sido. Tive uns maravilhooosos problemas pessoais com uma amizade em especial e enfrentei um dos piores períodos da minha vida, o que fez com que voltasse a me excluir, me deixando assustadoramente antissocial.

Ficando em casa praticando meus hobbies [naquela fase, algo entre jogar videogame e ficar até de madrugada na internet], eu então percebi que não havia o menor motivo de sair de casa para ver outras pessoas.

E bem, a coisa toda foi um tanto gradual: quanto mais eu me isolava e deixava de sair, mais desacostumada com o "ambiente externo" eu ficava e menos vontade tinha de querer socializar. Isso pode soar um tanto assustador, mas na verdade eu me sentia muito bem.

Onde eu quero chegar com toda essa lenga lenga? Que isso não é por acaso. Que eu realmente não deveria me sentir mal por me sentir assim. E sim, eu posso sair, posso socializar. Mas tenho problemas com isso. Eu tremo, fico nervosa, deixo de comer, tenho crises e acho que a princípio ninguém irá gostar de mim, socialmente falando. Quanto mais tempo eu tenho em "me preparar" para fazer social, maior a brecha para que essa enxurrada de coisas aconteça. É desgastante, dor física mesmo.

Por sorte [ou não] das pessoas que me conhecem, eu saio com as pessoas pelo amor e consideração que tenho por elas, e meio que me acostumando "à força" com a situação, o que infelizmente nunca aconteceu.

Tenho dois extremos em meu círculo social: essa pessoa que prefere me preparar para a saída com dias de antecedência - o que já disse, não funciona e sempre me dá crises de ansiedade. Já essa outra pessoa costuma me convidar no estilo "tem filme X em cartaz daqui a uma hora,vamo?", e isso não me dá tempo de imaginar que posso ser uma péssima companhia no dia e consequentemente acabo saindo nesses casos.

E foi como falei lá em cima, quanto mais eu me isolo, pior, por isso que me obrigo a socializar com frequência para que seja menos pesado para mim. Realmente funciona, por exemplo, ir às aulas me dá mais "segurança" de sair para o shopping com o boy ou algo do tipo.

Quando não posso negar a saída, como algo relacionado ao curso, adultices ou coisa do tipo, passo dias sem fazer nada direito. Parece um mal estar que você não sabe de onde vem, mas ele está lá, com você. Depois que finalmente termina o compromisso, tudo o que quero fazer é ficar no meu quarto, fazendo as coisas que eu mais gosto (algum filme/seriado, jogar, desenhar). Uma espécie de alívio, uma sensação de ter feito algo gigantesco e que finalmente terei um tempo só para mim, como recompensa. O que é comum para tanta gente.

Plus, eu sou estranha, mas sou legal. Tenho problemas pra conversar, me atropelo em meus pensamentos pois sempre tenho muito a dizer, principalmente quando tento ser engraçada, mas eu tento. Geralmente quando consigo ser eu mesma, me sinto nas nuvens e essa fobia social vai para os ares. Felizmente esses dias eu não ando sentindo isso. Mas você sabe. As pessoas.

E é isso.
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♪Cookies - Music for Touching

31.12.17

Retrospectiva 2017

Quem tava nessa foto é o meu então ex namorado, que não merece estar mais na retrospectiva. Daí resolvi arriscar meus dotes artísticos, apagando a face desta criatura. Eu sei que tem outra[s] foto[s] dele espalhadas pelos posts, mas essas em especial eu não vou poder tirar; essas, querendo ou não, fazem parte da minha história.

Esse é um post programado que fiz dia 29/12 para ir ~ao ar~ dia 31/12, pois não vou estar em casa nesse dia marcado. Mas não mudou nada do que escrevi de um dia pro outro não, eu juro. Simbora.

 
Caraaaalho, 2017. Que foi que aconteceu, minha gente. Começou mais ou menos, aí foi ficando ruim, do nada começou a melhorar, deu uma piorada, depois melhorou de novo e então ficou perfeitinho do jeito que eu queria. É isso, pronto, defini o ano. Foi bom enquanto durou, viva 2018. Fui.


Rá!

Aconteceu coisa DEMAIS pra eu fazer um post pequeno, mas vou tentar ser o mais breve possível:

Que gostoso é ser cosplayer de inútil
Assim como o ano passado, fiquei me lamentando por não querer ser professora de inglês e para isso correr atrás do tempo perdido e fazer um curso de Gastronomia. Eis que o ano começou gostosamente quando soube que minha pontuação no Enem não era suficiente pra entrar no curso, e eu senti aquele gostinho clássico do limbo. Só que eu já tava acostumada. Aí fiquei assim até março, quando...
  
"Cláudia, tu já viu o site do Seduc?"
Foi essa mensagem que recebi de um colega distante do curso de inglês. Demorou um tempinho até procurar lista por lista e processar: eu havia sido chamada pra ser professora substituta de inglês. Nesse ano tão bosta eu havia conseguido algo. E lá fui eu, burocracia muito louca, pra conseguir me lotar em uma escola. Pra quem disse que nunca mais ia ser professora, eu até que consegui cumprir bem meu papel.

Mas e a Gastronomia?
Em julho, eu recebi ligação do IFPI dizendo que havia uma vaga disponível para o curso, e que se eu quisesse ocupar, até dia tal. Eu fiquei em choque porque nunca imaginei que isso aconteceria. E era tudo o que eu precisava na minha vida: estava mal com um boy lixinho e isso só me animou. De começo meus pais regularam, disseram que eu não conseguiria conciliar trabalho e curso, mas cá estou.

E os boy?
Comecei o ano me aventurando novamente no Tinder e conhecendo pessoas legais, até que foi ficando chato e isso só fez eu perder mais a confiança no ser humano do sexo masculino. Tive um ~~lance com um cara que eu fui idiota deixando entrar na minha vida e me fechei total para relacionamentos. Quando eu pensei que poderia me voltar pras minas, deu errado também, demais. Aí eu parei de procurar de vez. E o resto você já sabe: esse menininho aí que ilustra o post fazendo parte da minha vida.

E os planos pra vida?
Esse ano eu dei uma mudada por completo dos meus planos. Se antes eu queria montar uma empresa com a minha mãe depois do curso, hoje eu penso em fazer mestrado e lecionar no IFPI. Também tenho grandes planos com pessoas que entraram na minha vida esse ano. 😙

Antes de começar a lista do ano eu gostaria de dizer que virei o grande vidente da minha própria vida com essas promessas. Eu faço meio que "na doida" essa lista, sem sequer checá-la no decorrer do ano e, mesmo assim, eu acabo seguindo maioria das coisas que listei. Ouso dizer que a lista de promessas tá ABSURDAMENTE igual a maioria das coisas que ocorreram em 2017 comigo.

Vamo lá:
-Estar trabalhando;

Deu certo, deu certo demais! Não pelo próximo ano, mas pelo menos me tirou daquela eterna prostração na cama.
-Estar namorando alguém de forma correspondida para ambos;

Amém, finalmente deu certo. Amando e namorando 💓
-Se amar mais;

Esse ano foi meio pesado (tive grandes problemas de pele e isso ferrou minha autoestima), mas eu finalmente percebi que posso namorar alguém sim, mesmo com o meu tipo físico diferente dos padrões.
-Ter lido mais livros;

Serve os livros do curso? Esse final de ano finalmente cumpri a promessa e comprei O Diário de Anne Frank, que estou lendo atualmente.
-Conseguir uma nova amizade;

Sim! É uma pena que não iremos nos ver com a mesma frequência, pois era uma amiga do trabalho, mas foi um dos maiores presentes desse ano.
 -Comprar mais esmaltes;

Eu comprei bem menos, e descuidei bastante das unhas esse ano. Eu não tenho tantas aulas práticas no curso para desleixar assim, mas nisso de 'corto ou deixo grande?' eu acabei deixando curtinhas e sem esmalte.
-Lê esse monte de livro, carai;

 Só me permiti comprar dois livros esse ano, um do curso e outro porque era tradição minha, mas espero próximo ano ler o box da Agatha Christie que comprei há séculos.
-Ter jogado mais;

Nossa, muito mais. Eu dei uma parada nos de emulador, já que meu controle tá pedindo penico. Tenho jogado muito com o Danilo e ele inclusive me indica uns jogos para celular vez ou outra.
-Ter finalizado mais de duas séries durante o ano;

Serve Friends, de novo? Cê vê, eu quebrei um tabu esse ano que foi assistir Friends. Eu abominava, ódio gratuito mesmo. Já tô fechando ela pela terceira vez. E pra não dizer que foi só uma, esse ano fechei Orphan Black, que acabou uns meses atrás.
-Ter diminuído o tempo no banho;

Eu meio que tenho diminuído o tempo por conta do curso, que é pela manhã e eu pego carona com o pai. Daí é acordar e ir direto para o banho, bem rapidinho.
-Escolher a tatuagem que você enrola há anos pra fazer;

Esse eu realmente não consegui escolher ainda 💔
- Ter terminado a limpa no quarto que você começou em janeiro;

Em partes, terminei. Tirei GRANDES sacos de lixo cheios de roupa. Tem bem menos agora, mas parece que já encheu de novo haha eu ando comprando muitas ~brusinhas para ir ao curso.
-Estudar mais inglês porque uma paixão assim não acontece todo dia;

A ironia da vida que é eu voltar a lecionar inglês, né? Eu tenho me percebido um tanto fluente no inglês. Acho que é de tanto eu ficar falando sozinha em inglês quando fico bêbada, deve ter ajudado.
-Ter emagrecido pelo menos uns cinco quilos;

Variou bastante. Já ouvi gente dizendo que emagreci, outras que engordei. Devo tá engordando bastante com o namoro.
-Voltar a cozinhar;

Agora mais do que nunca. Em cortes brunoise, haché e com minha própria faca. Posando de dolmã e tudo o mais.
- Comprar sapatos novos;

Sim, comprei! Sapatilhas novas, sandalinha, até chinelos! Namorado me comprou tênis novos, tô louca para vê-los.
-Aprender a dirigir;

Claro que não. Eu devia. Tenho um pouco de medo. É assim que chama a resposta: medo.
-Estar feliz.  
 
 

Vixe, demais, pra um caralho.

Eu disse, altas resoluções. Vou até botar aqui pra eu ficar milionária nas promessas, vai que cola. 

Agora vamos às promessas pra 2018: 

*Conseguir viajar com o morzão;
*Mudar o cabelo;
*Conseguir um estágio de cozinheira chef;
*Colocar o DIU;
*Aumentar a biblioteca gastronômica;
*Cogitar mestrado (onde, quando);
*Arriscar mais na cozinha;
*Não usar maquiagem em saídas casuais;
*Desenhar mais;
*Economizar dinheiro;
*Ter domínio sob minhas crises de ansiedade;
*Fazer um prato para a ceia de Natal da família;
*Ter feito e comprado a cama de palete;
*Usar mais shortinhos para sair;
*Fazer um tratamento de pele;
*Rir mais do que chorar;
*Comprar uma bolsa nova pra levar no curso;
*Ser mais estudiosa;
*Na medida do possível, puxar mais assunto com as pessoas;
*Saber dizer não às saídas que você vive dando desculpas esfarrapadas;
*Ir mais na casa do Danilo;
*Ser o menos chata possível com o boy;
*Ter mais empatia;
*Atualizar o círculo de amizades;
*Não parar mais no tempo.

E é isso. Viva 2018, é nóis.

Edit (02/01/18): adicionei mais umas promessas para 2018 que só consegui lembrá-las depois do post.
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♬Propaganda - Duel  
   

27.12.17

Nossa, eu odeio despedidas

Eu gosto de escrever post sobre momentos da minha vida logo quando eles acontecem, só que dessa vez não foi possível, pois na mesma semana do ocorrido rolaram vááárias coisas, então tô escrevendo sobre isso uma semana depois. Mas pode, né? Acho que pode. Segura esse textão.

festa junina? pois é.

Eu possuo dois extremos durante as despedidas: ou eu ajo como uma atriz mexicana e choro por hooooras sem me importar se estão vendo, ou fico firme e fria, como alguém que sequer vai embora ou deixa de falar com alguém. Visto que eu sou esse drama em pessoa, a última opção dificilmente acontece. Geralmente ela ocorre quando a ficha não cai, o que aconteceu, por exemplo, quando passei no vestibular pela primeira vez, quando me formei ou, ainda, quando fui assinar os papéis da minha demissão.

Esse ciclo atual que eu fechei, bem, eu não queria que ele sequer ocorresse. Começou com uma mensagem de alguém que eu nunca mais havia falado e se tornou um divisor de águas na minha vida. Cê vê, eu tava no limbo da vida e não esperava nada de mim mesma, até isso acontecer. Depois do choque, contei aos meus pais que havia sido chamada sendo recebida com abraços e congratulações, sendo que por dentro tava morrendo de medo do que estava por vir. Já enfrentei turmas gigantes, alunos problema, alunos seca útero (aqueles que te fazem jurar nunca procriar por correr risco de ter uma pestinha igual a ele), mas dominar uma escola, vinte horas, praticamente um ano inteiro, apesar de ter prometido a mim mesma que nunca mais faria isso, nunca passou pela minha cabeça.

Não vou dizer que foi fácil. Tive alunos beeeeeem tensos, uns com tornozeleira, outros que poluíam a sala inteira, enfim. Com o tempo fui me apegando às salas, aos alunos de vários turnos, aulas para jovens e adultos, coisa que nunca havia feito, consegui amizades, imagina! Justo eu, que não costumo falar com pessoas que não conheço, ganhei uma grande amiga por lá.

Em um dos dias no trabalho eu precisava ficar três turnos no colégio porque seria inviável voltar para casa. Ficava o dia todo lá e até que não me cansava? Também tinha a companhia dessa amiga, que ficava comigo durante a transição tarde - noite e era minha parceirinha de revezar turmas da noite. Era dignificante, mais ainda para quem estava há mais de um ano procurando emprego numa área que não queria exercer.

Confesso que nos dois últimos meses desse ano estava me sentindo saturada; eu fazia tudo nos conformes, entregava provas no prazo, conteúdos no tempo certo, diários sempre atualizados. Mas chegava uma hora que simplesmente não batia mais amor, sabe? Antes eu ia animada dar as aulas às sextas apesar das turmas problema, e de outubro pra cá eu chegava cabisbaixa na sala de aula porque aquilo estava realmente me cansando. Eu pensava, quase como um mantra, que aquilo estava perto de acabar, e isso coincidentemente depois que entrei no curso; o trabalho estava meio que ~atrapalhando um grande sonho~ e não estava mais encaixando no que eu queria para minha vida.

 No final de semana antes da despedida houve uma confraternização com o pessoal da escola e eu não tive coragem de ir. Por mais que quisesse, eu meio que não me pertencia lá. Afinal de contas, eu devia encarar os fatos: eu era substituta, meu tempo de contrato do seletivo havia acabado e não poderia ser renovado, pra quê manter laços? Tive que ser fria. Sim, pode acontecer do meu contrato ser renovado por carência de professores de inglês, mas não vejo grandes esperanças quanto a isso.

Segunda feira, o dia oficial da despedida, eu só iria devolver os livros didáticos que me entregaram e assinar minha última frequência. Eu fui, vestida diferente de tudo o que já havia vestido por lá. A minha sorte é que não encontrei ninguém próximo a mim, aluno, professor, nada, que pudesse me prender e deixar isso ainda mais doloroso. Eu fiz o que tinha que fazer, olhei para os lados da sala dos professores - meu lugarzinho cativo entre as transições de turnos -  e falei para mim mesma 'é, agora acabou'.

Por mais que eu tenha falado aquilo para fechar esse ciclo, confesso que a ficha não caiu até agora. Talvez caia quando me tirarem do grupo do colégio no Whatsapp, ou o ano começar e eu não precisar mais sair de casa com minha grande e pesada mochila às segundas e sextas. Eu não sei o que vai acontecer comigo quando isso acontecer, mas espero que eu consiga superar isso de cabeça erguida, e fria, como deve ser.

e é isso.
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♫ Duran Duran - A view to a kill

5.1.17

Retrospectiva 2016

Minha cara pra esse 2016 igual este batato em forma de queria estar morta
E eu sei que demorei e que deveria ter postado ano passado antes dos tei tei dos fogos. Mas não falam que o ano só começa depois do carnaval? Pois. Eu andei inoperante esses dias comendo cerveja e bebendo pipoca, então acredito que tenho maravilhosos motivos para ter adiado tudo. 

Mas que ano maravilhoso, né gente? Gente morrendo, eu ficando solteira, tendo crise embaixo de crise, ó, divo. Bom, vejamos, um breve resumo de como foi esse ano: Passei reveillon no aeroporto de novo, fiquei noiva, tretei feio com morzão, fiz pazes com ele, morzão fica doente e falece, eu fico sem rumo na vida, resolvo fazer curso de Gastronomia, presto vestibular, tive o famigerado crush e não gostei, me apaixonei, fui rejeitada e esqueci esse menino. Bem no finzinho do ano embarquei de novo para o Tinder e conheci pessoas maravilhosas que falo até hoje, inclusive este jove do qual fui apaixonada na quarta série, mas é claro que eu assustei ele e as coisas estão meio frias, mas vamos ver o que acontece se conhecendo pessoalmente.

Como se sabe, os capítulos dessa novela ainda não acabaram, mas me senti corajosa esse ano que passou. Tipos que eu consegui sozinha superar o luto. Não foi fácil, e é claro, eu ainda dou uma chorada quando a saudade aperta e eu acho ok quando isso acontece.
Também não acreditei que pude arranjar forças para voltar a estudar coisas que eu odiava no colégio. Mais ainda no estado estagnado em que eu me encontrava. Por mais que tenha achado meu desempenho ruim no exame, serviu para me tirar da cama pelo menos.

E eu não acho um feito tãããão grande assim, mas finalmente consegui esquecer *A*. Nós tivemos uma reviravolta e as coisas ficaram meio sérias, a gente cogitando um namoro e se ver pessoalmente, enfim. Eu acho engraçado falar 'nós' porque se eu for reavaliar toda a situação, havia mais 'eu' nessa história do que qualquer outra parte dele na história. Dentre milhares de ignoradas e tretas, eu finalmente me cansei da situação e desisti. E fiz aquilo que sei fazer como ninguém: conheci outras pessoas e substituí ele como quem troca uma meia de elástico perdido por uma novinha em folha com estampa de gatinhos. E haja gatinho...vamo ver se eu me comportei direitinho esse ano que já passou:

~Ver mais filmes;
Se existe o ano dos filmes, esse foi o ano dos filmes. Agora...se os filmes eram bons de fato, aí já é outra história. Mas recomendo Quando as luzes se apagam para assustar toda a família ;)
~Ter me encontrado profissionalmente pelo menos uns 50%;
O que é bizarro, já que eu resolvi mudar de carreira esse ano e tô correndo atrás do prejuízo. Vamo ver no que dá.
~Ter mais roupinhas divertidas;
Começo do ano fiz umas comprinhas de roupas, no decorrer do ano comprei uns vestidinhos bem amorzinho...parece que sim, oba!
~Reciclar e eliminar umas amizades, se isso for possível;
Esse final de ano aconteceu uma coisa bem desagradável que foi reconhecer o fim de uma amizade. Sabe quando você se empenha, abre mão dos seus problemas para fortalecer os laços e ainda assim a pessoa meio que não se esforça? Eu perdi o tesão, sério. Acho que próximo ano vai ser o ano da claudinha antissocial.
~Sair mais, se divertir;
Eu fui pra uma boate, sabe? Foi maravilhosa a experiência, queria poder repetir. As pessoas nos seus vinte e poucos anos realmente sabem como se divertir e descer até o chão
~Dizer não quando você não quer fazer algo;
Essa vai ser a minha missão pra vida. Eu não sei se vou conseguir resolver isso sozinha. No dia que eu conseguir fazer isso sem me sentir mal depois, nossa, vou me sentir realizada.
~Parar de pensar e fazer logo algo nesse cabelo pelamordedeeels;
Parece que eu decoro minhas resoluções de fim de ano haha começo desse ano rolou foco e aqui está um exemplar (não recente, mas ainda tô meio assim) do menino cabelo em sua melhor nuance roxa.
~Começar um mini enxoval;
Pra quê um enxoval de casa se você não tem planos para tal né [as piadinhas autodepreciativas, sempre lá]
~Rir até doer a barriga, eu nunca mais fiz isso;
Olha, até doer a barriga não, mas eu fiz essa lista maravilhosa de coisas ou pessoas que me fazem rir e que eu uso de válvula de escape pras crises que é: 
- Chandler Bing [descobriu que Friends é bom, oia]
- Barulho de tartaruga coisando [don't ask, mas é engraçado]
- Tirinhas em quadrinhos [o Enem me fez quadrinheira]
- Cooties [meudeus, melhor filme, assistam]
- Risada do Cellbits [ou grito, ou os dois juntos] 
~Cuidar mais da saúde; 
Ah, ironias da vida. Ha-ha.
~Tomar mais banhos de piscina;
Se eu tomei um foi muito ;/
~Se encontrar enquanto "acervo de bijuteria divertida";
Siiim! E inclusive tem umas maravilhosas xing ling chegando para mim *-*
~Ter um console de videogame próprio e usá-lo frequentemente;
Meu irmão abandonou o Wii U aqui no meu quarto, mas só uso pra acessar Netflix...serve?
~Escrever mais e voltar a ter um diário;
Geeente que coincidência...eu voltei a escrever num diário, é libertador.
~Ler todos os livros que você comprou ano passado;
Ora mas vejam você que tem esse livro pra chegar dos correios e ainda do natal passado pra ler... 
~Ficar bebiinha lembrando de vários nadas; 
Nossa, mas queria muito eu. Tô achando que atingi algum ~estágio platina~ de embriaguez que não tem birita que realize este feito de não lembrar de nada. De parabéns minha pessoa, acho.
~Começar tratamento de pele;
2016 foi o ano das mascarinhas de rosto e se tem uma coisa que eu fiz nesse ano foi tacar de tudo na cara pra deixá-la lisinha de alguma maneira. Inclusive argila, melhor de todas.
~"Never give up, never surrender".
Esse parece que foi profético. Por que eu deixei esse como resolução ano passado? Eu nunca tinha entendido, só deixei. Agora faz sentido. Eu quis desistir, quis me entregar. Mas se eu o fizesse, nunca iria conseguir parar de lutar de forma justa como todos os mortais que se vão, porque infelizmente não é o que acontece. Eu só preciso manter meus pés aqui no chão e continuar por aqui até que isso aconteça naturalmente. E você sabe, vida que segue, etc.

2017:
-Estar trabalhando;
-Estar namorando alguém de forma correspondida para ambos;
-Se amar mais;
-Ter lido mais livros;
-Conseguir uma nova amizade;
 -Comprar mais esmaltes;
-Lê esse monte de livro, carai;
-Ter jogado mais;
-Ter finalizado mais de duas séries durante o ano;
-Ter diminuído o tempo no banho;
-Escolher a tatuagem que você enrola há anos pra fazer;
- Ter terminado a limpa no quarto que você começou em janeiro;
-Estudar mais inglês porque uma paixão assim não acontece todo dia;
-Ter emagrecido pelo menos uns cinco quilos;
-Voltar a cozinhar;
- Comprar sapatos novos;
-Aprender a dirigir;
-Estar feliz. 

bai e vamo nóis 2017. E fora temer pelamordedeus. 
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The Ghost Of A Saber Tooth Tiger - Johannesburg [ai essa banda do nome grande 💜 ]