25.6.09

Titulay

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Oncinha, diga oi.
-n
ok.
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Porque apareceu o Enem que, se eu não fizer, não tenho a possibilidade de passar na federal;
Porque ele me obrigou a fazer título e cpf, coisas essas que adoraria poder não fazer;
Mas que sem elas eu não poderia votar e, lembra? eu tenho 18 e agora isso é obrigatório.

Na verdade, eu sou uma viada fresca. E essa frase só será justificada depois. Tô em época de vestibular, né? Pois bem. Acredito que vocês tenham se informado de que o Enem [vulgo 'passando você roda o país'] virou um "método" para entrar na universidade. Daí que você faz uns litros de questões, todas as crianças do terceiro ano e anteriores que se inscreveram, no Brasil. Sua pontuação vira um passe para cinco opções de universidades ingressadas. Claro, você só pode escolher uma. E não é obrigado a ir para tal cidade para só fazer o vestibular. Faz na sua cidade. Se os seus pontos forem compatíveis com a pontuação do curso que tu quer, é aí que você terá que ir para a cidade.

Meus planos seriam ir para o litoral, mas devido a certas cuzagens, acabei nem indo. Mas tenho planos fortes de fazer meu curso querido em outra cidade. Pois bem, para se inscrever, precisa do cpf, e eu não tinha. Tipo, 18 anos, tempo de ter, e eu não tinha ainda, cagava total para isso. E essa semana eu decidi fazê-lo, porque me amedrontavam dizendo que não daria tempo, que demorava um mês para ficar pronto. Eu fui super aliviada aos correios porque eu tinha companhia para ir [assim, eu morro de nervoso de ir comprar algo, fico tremendo e tudo. Não me pergunte o que é, porque nem eu mesma sei o que é]. Cheguei lá toda feliz "rere, quero fazer o cpf". Daí o cara, "precisa da identidade..." e eu lá toda supimpa e orgulhosa tirando a bendita da bolsa,"...o título...". Aí fiz cara de q. E olhei com cara de pânico para *C*, que me acompanhava. Ela me falou, "ahh, é mesmo, tinha esquecido que precisava do título". Aí sim que eu peguei meda do atendente.

Isso foi umas semanas atrás. Essa semana, fui embora mais cedo para fazer o bendito título. Meu pai foi junto comigo para que eu não me perdesse, coisa que parece que adoro fazer. Até porque ele fez o precioso favor de tirar cópia da minha identidade e comprovante de residência. Não foi muito demorado, logo era minha vez. Antes disso, uma guria, também na minha mesma situação, me olhava com cara de pouquíssimos amigos. Ou ela sabia que eu era concorrente, ou então reparou que eu notei que ela tinha colocado o blush errado. E botou mesmo, parecia uma índia butucuja que dava medo. Caguei no maiô pra ela.

Na parte das perguntas, meu pai me sentou na cadeira gigante que eu não alcançava [anã é a sua mãe ein]. E falou, "responde aê, que você tá bem grandinha pra isso". No meu pensamento, "que bom que agora você reconhece isso". Daí aqueles comentários, "rere, ela vai tirar o título para fazer o cpf e se inscrever no enem". Tá pai, ninguém sabe dessa. E, ao responder as perguntas, ele falava por cima. Grandinha pra isso? Acho que o senhor não deixa. "Você tem irmão gêmeo?", "Nã.." "Não não, só um irmão, mas é dois anos mais velho, daí nem dava né". Mematadevergonha, papai.

E hoje, depois do almoço, fui fazer o tal cpf. Claro, de repente, me deu aquela neura de falar com o atendente. Falo para os outros que, vai que o cara me engole, mas na verdade não sei o que é. Como as pessoas daqui são, desculpe a expressão meus queridos conterrâneos, matutos, acreditam que sejam frescura. Minha mãe mesmo, me disse que a irmã dela era desse jeito e o vovô, para ela parar com isso, batia nela. E a mãe precisou me ameaçar para que eu fosse. Num acesso de toc, verificava diversas vezes na minha bolsa se estava tudo ok, se faltava algo. Me ajeitava, não achava legal. Daí fui. De cabeça baixa, claro. Não foi muito tenso, na verdade. A única que me fez pensar num 'fodeo vol corrê' foi que peguei justamente um comprovante de residência em que o cep era um daqueles aleatórios, que caso o local não soubesse o seu. Mas foi de propósito ein. Ele podia muito bem pesquisar meu cep. O número do meu cpf só poderei receber em dois dias. Depois disso, me inscrevo logo nesse treco e deixo de neura.

Uma vez, nas férias, eu estava com um desejo tremendo de pedir um x-bacon. Até porque, como meus pais estavam viajando, *C* não ia com frequência aqui. Mas minha neura era maior. Só o fato de saber que tinha alguém da outra linha falando comigo, era temível. E era uma soma de tudo, porque não gosto de falar ao telefone, muito menos de falar com atendentes. Acabei ligando por insistência do bofe, que faltou me ameaçar de tiro [mas nem assim ia, serião]. Liguei para o cara tremendo e com as mãos geladas, quase chorando. E isso que eu tinha copiado tudo o que eu iria dizer a ele. Lembro bem que, antes do sandubete chegar, coloquei desodorante umas três vezes para recebê-lo. É, tipo, X-bacon, vou ter um encontro com ele e tal, mó gatão. Mas bem...
preciso-me-tratar.


bjs.

pê-esse dois pontos - o post anterior tava meio fubenga, né? Pois é, vi que ficou meio seco, nem editei. Um dia quem sabe. Ou não.

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