13.7.09

Produzindo e medicando

Era pra eu fazer um post sobre o pi pop ein. Eu digitei, rascunhei e nada. Não sai nada. Em outras palavras, senhoras e senhores, caguei pro pi pop. Talvez não tenha achado nada de produtivo. Ou então eu faça ele após esse post. Ou-não.

Sabe, quando a pessoa passa muito tempo sem sair, ela acaba ficando sem produtividade. Sei lá, pelo menos comigo. Ficava [e fico] em casa e não faço aquelas perguntas e críticas estranhas pra si. Daí, logo no banho, comecei a pensar o quão ruim é acordar cedo e o quão é deprimente você acordar bem cedo e ver o ventilador desligado, porque isso, para mim, é sinal de que, oh, tenho que acordar cedo. Ou que faltou energia, né.

Pois bem, vou explicar tudo. Essas semanas, ou pelo menos do dia do pi pop até hoje, como vocês viram no post que finalmente fiz pro pi pop, ando tendo umas dores no estômago seguidas de enjoo, e isso sem eu ter comido nada '"fora de costume". E não, não estou grávida. É até chique, pois tem hora pra começar. E todos os dias. Como eu já tinha problema de gastrite, ir ao gastrohgfbkmkmjbi com esse problema resolveria logo tudo duma vez.

Olha, gente, dica de coleguinha: nunca leve sua mãe numa consulta com um médico relacionado à sua alimentação, porque ela COM CERTEZA vai falar algo em excesso. Ou pior, em extremo dos extremos excessos da vida. Fui lá com o doutor, falei o que sentia, me indicou os exames e minha mãe, "ah, só queria dizer uma coisa. Ela come 24 horas por dia e só come besteira, fica fazendo umas gororobas de chocolate." Como uma pessoa pode comer 24 horas por dia? Tem que falar coisa séria lá pro médico, mãe, né seus ataques de hipérbole não. E nem como mais gororoba de chocolate. O que ela viu, na geladeira, foi o chocolate gelado que meu irmão toma todos os dias. E isso que avisei uma vez. Povo dessa casa tá normal, não.

Saí irritada de lá, né. Depois, fomos marcar meus exames. Endoscopia e Ultrassom. Todo mundo me amedrontava com a endo, "eles vão enfiar um cano na sua boca", "é horrível a sensação, sem poder respirar". Quase chorei quando vi aquelas pessoas tontas e chumbadas saindo da sala de recuperação. Chamaram umas três pessoas, eu incluída. Era assim: seis poltronas acolchoadas, e entre elas uma paredezinha. Do lado direito, um baldinho pra cuspir. A tia perguntou se tinha alergia à algum medicamento. Me deu um remédio que deixou minha garganta meio anestesiada, levemente. Ela falou que era luftal, mas pensei que ele anestesiava outro local.

Depois de um tempo escutando a conversa do pessoal e ver um outro paciente cuspindo que nem o capeta, a tia me deu um remédio suuuper amargo, para gargarejar e jogar fora. Esse remédio é que era o anestésico de verdade, sendo que tomei três doses dele, uma vez que cedi minha vaga para uma guria. Por quê? Meda. E três doses eu ia feliz, babando, mas anestesiada.

E finalmente, minha vez. A tia médica fez piadinha com meu cabelo, acho que ela é das minhas, gosta daquela descontraída esperta. Falei logo que queria ser sedada. Ela me deitou de lado, ajeitou minha sainha, e falou que ia aplicar a injeçãozinha. O esquema de levá-la me deu um medo de ficar deprimida que nem no pi pop, então fechei os olhos. Doeu um pouco e a tia perguntou se eu tinha medo de injeção. Quem diria né, uma mulher dessa idade, com medo de injeção. Aí ela me acolheu. "Calma, é só um remedinho...". Disseram que o efeito do remédio era em três segundos, e eu pensava comigo, "Que droga, esse remédio não dá efeito? Será que não é...zzzzz". Acordei meio tontinha, mas nada no estilo do pessoal que saía da clínica.

Quando caí na real, meu pai estava do meu lado, e eu na primeira poltrona daquelas que mencionei explicando o local de espera. Tava normalzinha. Mas viciei naquele sedativo.

Quando cheguei em casa, estava não muito cansada, mas corri para um cochilo. Tinha uma festa para ir mais tarde. Essa festa seria um paraíso porque, vocês sabem bem como é uma festa de criança. Brigadeiros, docinhos, balinhas de iogurte, lembrancinhas, bolo com glacê [que eu não comi, pois não vi ninguém distribuindo ou coisa assim]. Sério, melhor festa de criança que já fui. Tinha até aqueles negócios de videogame de shopping, de pôr ficha, mas lá era de graça e podia jogar a hora que quisesse. À direita desse local, um balcão com refrigerantes, que também servia crepes de chocolate e os outros sabores, cachorro-quente e mini-pizza. Nada melhor. Mais para frente, você teria as mesas, em que serviam refrigerante e água bem geladinha. Sério, água mais perfeita já provada. Quase cristalina. Havia duas mesas cheias de docinho, tinha até vigia lá. Docinhos só depois do jantar. Nem quis comer, tava aproveitando e fui jogar com minha amiga. Na hora dos docinhos, meu gesto super maquinal foi de abrir a bolsinha e mandar ver em doces. Antes de ganhá-los, nos deram um saquinho comprido e simpático cheio de balinhas. Peguei vários docinhos, principalmente na função de pegar para minha prima, que estava doente e não pode ir à festa. Como tinha a ultra pra fazer no dia seguinte, não pude comer muitos doces.

Sobre esse exame, nada de bom pra falar. Para ele, preciso estar com a bexiga cheia e, toda vez que o faço, esqueço a bexiga vazia. E fico lá na clínica, esvaziando o galão d'água. Tomei água tão depressa, que eu acabei vomitando um monte. Sorte que minha bexiga, naquela hora, estava perto de encher. Tomei mais uns goles e pá-pum, tava lá a tia com o aparelho quase deslocando minha costela. Após isso, xixei umas três vezes e já estava no ponto de comer todos os docinhos. Pena que eu enjoei logo. Depois disso esperei chegar sexta, fui ao meu médico. A parte ruim disso? Nada de frituras, cebola/alho, chá, chocolate e refrigerante por pelo menos as quatro semanas do meu tratamento. Depressão, tamo junto.

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