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| Essa bolsa antigamente só servia pra colocar docinho |
Aconteceu.
Depois que as pessoas conseguem a paradinha do "primeiro emprego", eu não observava muito ânimo por parte delas e hoje eu tô encarando isso direitinho. A começar que desde o começo não queria dar aula para criancinhas porque eu não tenho o menor jeito com elas e sempre acho que estou ofendendo quando dou alguma bronca. Também tem aquela história traumática de eu ter dado aula experimental para criancinhas e elas nem tchuns pra mim.
Tudo começou com essa oportunidade no colégio que meu pai trabalha em que nem era tão pequenos assim os jovos das turmas que daria aula, segundo ele. Fiquei segura com essa informação e fui lá. Cheguei e plofts, tinha maternal no meio, enfim, gelei na hora, recusei e achei melhor ~esperar~ o professor do fundamental II [sexto ao nono ano] sair pra eu tomar lugar dele.
Até aí, tudo bem. Fiquei só nada esperando e caçando outros empregos. Num belo dia, com a vida pessoal cagadíssima, do nada a mesma proposta. Eles disseram que iriam me ajudar caso houvesse dificuldade em lhe dar com os neneizim. Eu falei que queria observar aulas. E cá estamos nós.
Ninguém me disse e eu já sabia desde o começo que ser professor não é fácil: tenho turmas amor e turmas infernais que podem inverter de humor num piscar de olhos.
São poucos dias [dois] que eu trabalho por semana e até que tô sendo bem paga apesar de ser primeiro emprego. Infelizmente eu ando encontrando mais desvantagens que vantagens:
Kd as voz: primeiro dia já tava com garganta dolorida e nessas três semanas dando aula só teve um único dia que cheguei em casa sem dores. Aliás, nesse exato momento, estou incomunicável porque tá foda.
De para-quedas: se existe esse fardo é professor que entra no meio do ano que enfrenta pegar várias coisas pela metade. Em duas semanas eu abri mão de duas folgas [uma no final de semana e de terça a quinta] para elaborar provas, com prazo estouradíssimo. Mais do que isso, além das provas do mês, precisei elaborar provas de recuperação, e estamos em agosto, sabe. Sorte que tudo isso já passou. :3
Nervousors: No começo, justificável, eu tive gastrite nervosa bem locona, como nunca havia tido. Não me sentia parte daquilo, dava aula pra quem não queria, nem aula eu queria tá dando, meus planos era de fazer um curso de gastronomia e mandar ver. O que me acalma nisso tudo: dar aula. Alguém entende? haha Depois eu vi que não havia motivos para ficar com essas crises. No entanto, quase um mês e continuo tendo isso. Vamo ver até onde vai.
Claro, tem uma série de vantagens também, tenho salas em que quase caio do tanto de aluno me abraçando [tão fofix isso na última aula do dia *-*], quando alunos participam, lá no colégio me tratam super bem, e a estranha sensação de ser chamada de ~professora~ ou de ~tia do inglês~ ou de ter um emprego, sei lá, é bem gratificante.
Rumo ao salário e a primeira compra com meu dinheiro! :3
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