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21.2.22

Lógico que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar

 

Mas às vezes, nenhé. Então estou tal qual minha prole, sentada, numa boa, em meio ao caos que está minha vida. 😶

Tem um tempo que não posto nada aqui, fato, mas algo além da maternidade e cuidar de casa tem tomado minhas horas livres. Eis que eu estava lá, enviando currículos para o mundo, em vagas de emprego para os quais nem ideia eu sabia do que fazer, mas se estavam pagando, né, que bom, quero.

Daí surgiu essa vaga para uma escola de idiomas. Ao menos parecia uma escola de idiomas, meio que é, mas enfim. Não tenho um histórico muito bom em relação a entrevista de emprego nesse tipo de local, já tive uma antes em que meu inglês não estava afiado e a entrevista foi sobre um tema que eu mal sabia em português, que dirá. Eles foram até bem educados, me enviaram e-mail e tudo falando que não fui aceita e tudo bem, mas prometi a mim mesma que nunca mais entraria nesse tipo de emboscada. Assim, meu inglês não é maravilhoooooso e sim, ele melhorou bastante em relação àquele tempo, o nervoso ainda deu um gás para dar tudo errado, então não quis arriscar, tipo, jamais. 

Na atual situação que me encontro, não tô podendo escolher nada e, se marcarem uma entrevista pelo menos, já é meio caminho andado. Então eu enviei meu currículo e fui chamada para um processo seletivo. Quando vi, pensei "nossa, que interessante, mil dinâmicas de RH cairão ao teu lado, mas tu não serás empregado pois não és proativo e sociável". Por razões que desconheço, me vi muuuito otimista e ambiciosa em relação a todo o processo e só queria sair de lá se fosse empregada. Fiz tudo o que pediam, perdi a vergonha e falei em público, tentei ser engraçada e ultrapassava toda a reserva de bateria social que eu tinha nesses dias de processo. Inclusive fizeram uma dinâmica que ativou gatilhos maravilhosos em mim que nem existiam mais, então derramei todas as lágrimas possíveis na frente de pessoas que conhecia a apenas três dias. 

Feito tudo isso, me encaminharam para o coordenador, conversei com ele, tirei bastantes dúvidas, até porque o esquema deles era diferenciado e eu trabalharia com metas também, ligando para pais e alunos sobre atividades e frequência, enfim, não seria algo tão simples como ser apenas professor. No fim das contas, assinei um contrato que me deixariam lá por um mês e, caso tudo desse certo, ele seria renovado. Nesse ínterim, estranhamente a professora que passou mais tempo lá se demitiu, outras pessoas também. Eu achei beeem estranho, e uma colega me disse "logo você irá entender como funciona por aqui". Aí beleza, aos poucos fui aprendendo como tudo funcionava, as ligações, as aulas, estava sempre atrás de dinâmicas e criando slides para ajudar a mim e aos meus colegas de trabalho, consegui grandes amizades, enfim, era tudo o que eu queria. 

Estava feliz como nunca mais tinha estado num ambiente de trabalho. Me divertia, era pressionada, claro, mas cumpria com tudo. Eram horas de trabalho bem longas, mas que valiam a pena. Tinha que andar bem vestida, pediam uma vestimenta bem formal e eram bem rígidos com isso. Até o dia em que exigiam, num prazo bem apertado, para que eu conseguisse um salto alto, senão eu voltaria pra casa. Basicamente isso. Esforço no trabalho, horário de almoço curto, tinha dia da semana que nem almoço tinha na minha agenda. Mas tinha que ter o bendito salto, nem que tirasse dinheiro do coo. Pedi desesperadamente para minha mãe comprar um salto no estilo que disseram, para eu usar no dia seguinte, já. Os $99 que salvaram minha vida, na verdade, $100, mas vamos lá. Usei eles, doíam horroooores, mas beleza. 

Em um dia qualquer, o novo coordenador me chamou na sala dele depois da minha aula, perguntei o que era, depois ele pediu pra eu deixar pra lá. Perguntei se eu seria "promovida a cliente", uma brincadeira que a gente fazia, mas ele não respondeu. Achei tudo muito estranho depois desse dia, mas seguimos para o sábado, essa mesma semana, do dia 19.

 Mil coisas para fazer, aniversário da Laurinha no mesmo dia, mas nem pude pensar nisso, e nem em almoço. Eu que almoçasse lá em casa mesmo. Então dei três aulas espaçadas, sábado dia sempre bem cheio. No finzinho do expediente, outra professora estava lidando com um problema e ajudei ela a resolver. 

Quando mais uma vez o coordenador me chamou, dessa vez em pessoa (na primeira vez foi por mensagem). Fui com ele em outra sala que nunca fui e lá estava, o...eu não sei o que ele é na empresa, só sei que é filho do dono e é basicamente isso. Sentei e o coord não disse nada, só o guri, que é até sete anos mais novo que eu. Aí ele disse né, que decidiram me desligar da empresa. Isso. Assim. Que em dez dias pra eu ir lá e pronto. 

Queria ter dito "por quê?", mas não consegui dizer nada. Ia dizer o quê? Depois de um tempo eu percebi que eles adoravam rotatividade, não querem vínculo empregatício com seu ninga e era isso que fizeram comigo, faziam com outros e irá fazer com muito mais gente no futuro. É bizarro, sim, mas eu prefiro só que eles me reembolsem o salto caro que fizeram eu comprar e meu proporcional. Nos meus devaneios mais aleatórios eu pensei em agir com loucura e, caso aparecesse vaga para professor novamente por lá, que eu enviasse o currículo. Mas fico feliz que não tenha aparecido ainda, prefiro navegar em outros mares e empresas que me valorizem como profissional e vejam como algo bom eu ter uma vibe meio workaholic que essa última empresa me fez ser. 

"Mas então por que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, pequena gazeba?". Porque no meu primeiro emprego foi assim. Desculpa vocês todos, mas eu não entro num emprego pensando que vou ser demitida, por mais arriscado que seja estar lá. Eles me seguraram por quatro meses e, por lei, teriam que assinar minha carteira caso passasse disso. Aí deu os quatro meses lindamente e falavam em rescisão de contrato. Primeiro emprego, nunca ouvi falar nesse termo na vida, achei que fosse para renovar. Tadinha. Tanto que quando fui assinar, até fiquei feliz hahaa.Quando soube o que era, chorei tanto, mas tanto...e eu era amigada com a diretora e tudo, ela super gente fina comigo, adorava conversar com ela. Aí ploft.

 Mesma coisa eu com o diretor regional, super gente fina, me convidou pra balada e tudo, um querido, disse que ia sentir nossa falta quando fosse viajar para as outras unidades. Daí soube que ele veio no coordenador e disse "das duas professoras que entraram, você corta uma delas". Um querido, já disse isso?! Um fofo. 

Eu já suspeitava e ficava com o pé atrás com ele, sequela do primeiro emprego. O coordenador? Mal tinha entrado e já teria que lidar com isso. Ele ficou mal, não é culpa dele. Vou sentir falta de todas as amizades que tive por lá, apesar dos pesares. 

 Não derramei uma única lágrima depois da notícia enquanto estive no local, apenas quando pus o pé no meu apartamento. O foda é que ainda vai rodar bastante gente nessa história, e alguém muito puto vai tomar providências, espero eu. E eu queria de verdade poder abrir um post aqui dizendo o quanto estou feliz no meu trabalho mesmo trabalhando que nem uma vagabunda (até mais) e saindo de lá no sábado às 16h. Mas não vou, não. E tudo bem. Mas vocês estão contratando professora de inglês?


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♬Barulho da chuva e da Galinha Pintadinha ao fundo com a Lalá assistindo 

19.6.21

Time moves slow

 

Essa Laura está tão serelepe

Bom, ficou subentendido que eu me ausentei daqui porque eu consequentemente pari a neném, né. Eu bem achei que teria um tempo pra conciliar maternidade e vida profissional/acadêmica/pessoal, mas haha, isso é uma coisa que ninguém te conta: se você conseguir fazer isso logo de início, parabéns. Ou isso ou rola toda uma equipe de rede de apoio e, por mais que eu tenha a minha, elas não tinham 100% de tempo, fora que "vai largar a menina pra ficar no computador?", então já sabe. 

O bizarro disso tudo é que já se passaram quatro meses de neném e eu ainda não consegui estruturar isso e, pior, criei uma péssima associação da neném só dormir mamando e nos meus braços, ou seja. Meus dias têm sido beeem agitados, só tenho parado (no sentido de estar com as duas mãos livres por mais de duas horas) na hora em que a neném dorme, em maravilhosas oito e meia da noite, conseguidos com muito afinco e rotina. Além do rolê mãe, a crise de identidade e não conseguir acompanhar, ahm, a vida, preciso agilizar em pegar meus cacarecos e me mandar da casa dos meus pais. E é a melhor época para alugar apartamento, só que não. Fora estar desempregada e minha renda informal não ajudar. E meu namoro estar bem tenso nessa fase. Mas sério gente, tenham filhos, mas usem camisinha e pílula, armadura medieval e cinto de castidade.

Depois que me tornei mãe eu me senti "traída" pelo que via nas redes sociais. Eu já tinha ouvido falar, claro, que havia essa romantização da maternidade, mas só sentindo na pele que a gente percebe que esse discurso é mais real do que imagina. É sério. Para ter filhos têm que ter muito equilíbrio psicológico. Aliás, nem isso, pois já vi pessoas com saúde mental em dia que tiveram depressão pós parto e creio que nenhuma mina esteja isenta dessa "parte obscura" da maternidade. É pesadíssimo. Você perde sangue, muito sangue. Sua pressão cai horrores quando você se levanta dias depois da cesária. Seu cabelo cai mais do que já caía antes. Você se acha incapaz. Pessoas vão te dizer coisas. Te dirão que seu leite é fraco porque você dá o peito quando o bebê quer (ou seja, bastantes vezes), opinam sobre o que você faz ou deixa de fazer. Te ferem, mesmo passando pelo que você já passou. Eu falo que precisa de um equilíbrio psicológico porque se você já tem alguns gatilhos na sua vida, precisa lidar com novos. A parte física do puerpério é até ok perto do que se passa na cabecinha da mãe nessa época. Lógico, eu não excluo a parte boa que é ver um neném, sangue do seu sangue, crescendo e todo aquele amor que envolve você e ele. É tão doido e tão forte, que até quebra a barreira da "parte ruim". Vai ver por isso que as mães romantizam: focam inteiramente nessa parte. 

Eu sei que havia até prometido evitar deixar meus posts só sobre maternidade, mas isso é o que tem ocupado meus dias ultimamente. Além de que não tem acontecido muita coisa por aqui fora acompanhar o crescimento da Laurinha, se talvez consiga continuar no meu curso e se consigo sair da casa dos meus pais. Ademaaaais, tenho assistido muita coisa porque é o que me distrai enquanto amamento a neném. Filmes nem tanto, seriados. Só não dou dica do que assistir pois sou bem old schoolzinha e assisto muita série "antiga" (House e Friends não é tão antiga assim, mas enfim, já fica aí a ideia do que passo meu tempo vendo).

Ah! Eu lembrei que não tinha feito post esse ano do meu aniversário de 3.0, mas sem tempo e na pandemia até perde o tesão um pouco, né. Resumindo: eu fiquei em casa, óbvio, namorado comprou bolo, salgadinho e refri, todos comem, fim. Chato que uma idade "redonda" não possa ser comemorada ou ser especial como deveria ser (na minha cabeça), mas na atual conjuntura, adiamos. Nos meus 31 Laura já vai ter seus 1 ano e uns meses, então deve rolar uma coisa mais animada, assim espero. 

Tão é isso, pelo menos deixei as coisas ~a par por aqui. Vai ter que rolar algo mais doido pra eu parar de postar aqui, por mais que ninguém leia. 

Bái.

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Ouvindo: Garbage_Only happy when it rains (tá nostálgica né fia)

6.5.20

Birthday gal

Surprise modafoca! Cláudia versão 2.9 quase careca na sua telinha
Fui dar uma olhada nos posts sobre aniversário e eu vi que fiz um total de 0 posts sobre nos últimos três anos. Como pode né, eu que sempre fui tão ligada a essa ~~data tão mágica. Acho que fui envelhecendo e me importando pouco com isso (será que soou como um trocadilho?). Cê vê, ano passado eu passei meu aniversário vendo um anime ruim, cochilando com uma pessoa totalmente aleatória e tomando café, nessa ordem. De certo modo essa foi a minha zona de conforto, só queria ter uma companhia nesse dia e ficaria meio zoada da cabeça caso isso não acontecesse, tudo isso por gatilhos do ano retrasado. Preferia mil vezes dormir com anime sem graça do que passar o dia seguinte inteiro chorando de novo, mas isso não vem ao caso.

A questão é que eu sempre desanimei quando pessoas próximas de mim esqueciam meu aniversário. Esse ano várias pessoas próximas de mim esqueceram de me dar os parabéns e eu nem me importei tanto com isso.  Acho que com o tempo eu fui começando a achar um saco ficar chateada por algo tão banal. Eu sou o tipo de pessoa que não gosta de incomodar os outros e ficar "ei, hoje é meu aniversário" não é algo que me anima em fazer, então pouquíssimas pessoas próximas sabem de fato dessa data.

Tá, tem umas pessoas que fiz isso mas, por exemplo, não cheguei pra Ana, "beibi guél, meu aniversário é hoje" simplesmente porque não quis incomodar ela, mesmo sendo minha amiga e tudo. Sim, uma parte disso é por conta do isolamento do coronga e que eu já percebi que algumas pessoas do meu círculo de amizades estão numa linha tênue entre carência e se fecharem para conversas. Eu percebi ela mais fechada e tô respeitando o espaço dela, da mesma forma que  alguns amigos meus estão mais carentes e puxando mais papo, quando não têm sido assim há uns bons anos.

Aliás, creio que esse dia, anteontem, tem sido de certa forma, estranho justamente por conta do isolamento. Eu já fui de princípios de crise a medo de que isso nunca acabe, frustração, uma estranha paz com coisas nada a ver e peso na consciência quando preciso sair para comprar algo ou coisa assim. Eu só fiquei com meus pais, não ganhei nada material e não fiz nada de tão importante para mim e foi isso o meu dia quatro. Tendo isso em vista, essa vibe vazia e esse resquício de deprê de isolamento e já prometi, por exemplo, que meu aniversário de 30 anos seria doido e com tema infantil tipo Frozen ou algo do gênero. Também quis que fosse viajando também, mas vai lá se saber se isso acontecerá mesmo, né. No fim das contas eu só gosto quando o universo transforma meu dia em algo muito bom de ser vivido, não importa de que forma ele se manifeste.

Eu me lembro de um aniversário de...2015, acho, em que eu passava as tarde caminhando ao redor da casa ouvindo música. Começava com o "sol mais frio" e terminava uma hora e meia depois, já de noite. Coincidentemente nesse mesmo dia, no início da caminhada, o céu teve uma coloração muito maluca, meio pôr do sol mal localizado, e...bom, imagens falam melhor que palavras, né?
real life gente, alumiou o piso do alpendre e tudo
E quem me conhece de verdade sabe que eu sou a entusiasta das corzinhas malucas que o céu gosta de pintar, então passei a minha tarde de caminhada com um sorriso de orelha a orelha. De quebra ainda fui assar uns brownies, sendo a única vez que tirei a fornada na hora certa e ficou muito gostoso. Desde então eu venho tentado deixar ele como nesse dia e nunca mais consegui. Mesmo depois de pagar disciplina de confeitaria e tudo (na verdade foi pagando ela que descobri que confeitaria é um ramo que eu só me dou bem do brigadeiro pra baixo).

Taí, eu prefiro mil vezes falar sobre um dia de aniversário que me deixou feliz com as coisas simples da vida do que falar nesse atual, em que todos estão isolados, numa pilha de nervos e não pude usufruir muito. 

Mas, eu prometo, na minha festa do próximo ano eu...

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♬Childhood_Cameo.mp3

27.3.20

A quarentena me fez voltar aqui

Depois de apanhar do Blogger pra conseguir pôr foto no post, aqui está mais ou menos como vai indo minha quarentena: muita água pra não ficar dodói, The Sims 3 porque saudades e pizza do Extra que precisei ir lá para comprar coisas importantes, mas fui e voltei de forma responsável e higiênica.
E aí, seus reclusos, como passa? Quem diria que a gente ia fazer parte de mais um capítulo nos livros de história com essa pandemia. Eu? Eu estou isolada em casa há mais de uma semana. Os dias têm sido como a maioria para todo mundo: segunda que parece quarta, mas você não pode pestanejar pois quando for checar a data no celular, já será quase sexta feira...que só parece um dia qualquer. Infelizmente eu não sou a pessoa mais recomendada para animar qualquer pessoa nesses dias de quarentena.

A princípio eu estava levando numa boa. Imagine, curtir sozinha? Oxe, o que sei fazer de melhor! O problema da quarentena em si não é você ter essa maravilha que é não socializar, mas sim de ter a liberdade de ir e vir quando bem entendesse. É legal ficar em casa, mas se quiser visitar alguém importante, fazer compras ou pedir comida? E sim, delivery é bom você pensar duas vezes também pois, a) ou vai estar mais caro por conta da demanda do b.o que é estar trabalhando em meio ao estado que está o mundo todo, e também b)você terá que sanitizar/ se livrar de tudo aquilo que foi tocado por terceiros fora da sua casa. Lembro a última vez que pedi um delivery (terça passada) e ainda havia a opção de receber ~~em mãos. Claro, seria melhor o entregador deixar a compra na porta e se mandar, mas como meu bairro tem muito catioro, era capaz de ficar sem meu almoço. Então me precavi, lavei e passei álcool gel nas mãos antes e depois de chegar a comida. Evitei tocar as coisas da casa com a mão e por aí vai.

Falando em princípio, lembro como se fossem duzentos anos quando entramos em quarentena. Era segunda feira, já tava com resquícios de saudades do morzão, mas ansiosa pra ver quanto tempo aguentava acordada cinco horários de aula teórica na terça feira. Então vi no grupo da minha antiga turma a notícia de que as aulas foram suspensas por conta do coronga. Aliás, foram suspensas até o dia 15/04, não sei se isso vai se estender e, do jeito como as coisas estão, vai. No começo eu achei legal porque tava com o sono meio errado de ir dormir às três pra acordar às cinco e quando chegasse em casa, dormir a tarde toda. Volta pra Cláudia do presente indo dormir quase às oito da manhã e acordando quatro da tarde. Uaaaau, mudou muito, grande progresso.

Outra coisa que achei foi que apenas alguns lugares se fechariam. Dia seguinte acordo na terça, quase quatro da tarde, todo mundo em casa. Pai não foi trabalhar pois as escolas que ele dava aula também suspenderam. Foi aí que eu tive noção do que tava acontecendo. E, o pior, eu não me preparei em nada pra isso. Se eu soubesse, eu, logo eu tão preparada das coisas, teria feito uma lista do que precisava dias, quiçá semanas antes.

Na realidade eu só fiz de fato uma lista ontem (quarta feira) e fui atrás dessas coisas. Você pensa, "tá locona olha o corona vairus fica em casaaaa", mas eu precisava. Aqui em casa fizeram compras, mas de coisas indispensáveis. Não que as que eu queria comprar fossem banais, mas eram coisas que tentei substituir aqui e não consegui, como pasta de dente, enxaguante bucal e desodorante, em que só me dou bem com marcas específicas. Aproveitei a deixa também para rever o morzão. A gente já estava há mais de uma semana sem se ver e no dia anterior das compras a gente tinha feito mês de aniversário e nem podíamos comemorar. Nosso relacionamento ficou bem abalado com isso tudo, fiquei vendo ele ir pras cucuias e isso só me deixava mal...

Eu preciso ser sincera com vocês: a quarentena realmente afeta a saúde mental das pessoas. Já cheguei a ver posts em redes sociais de pessoas falando sobre crises de ansiedade durante esse tempo isolado e não levei muito a sério, até acontecer comigo. Eu fiquei beeeeem mal, mal mesmo. Não conseguia comer bem, chorava sem motivo, começava a ter princípios de crise...apesar de ter ficado animada em ver o namorado, ter visto a cidade vazia e as pessoas se protegendo com máscaras e tudo o mais, isso realmente me entristecia. A gente fica: quando isso vai acabar? Até quando? Vai chegar em um ponto alto da doença aqui? Curas, vacinas? A gente vai poder respirar normalmente fora de casa?

Eu precisei parar um pouco de ver notícias sobre, evitar ler sobre, ou eu poria a perder a "alegriazinha" que tive só por ter visto o zé. E antes que pensem que eu saí de forma totalmente irresponsável contaminando as pessoas de casa, saibam que eu fiz o maior rolê pra que nada disso acontecesse.

Levei meu tubão de álcool gel, luvas de plástico e máscara para o supermercado. Fiquei o rolê todo de máscara, e sempre passando álcool nas mãos depois de manipular as coisas. Passei álcool em pertences que ia usar na ida e volta como carteira e chaves. Quando cheguei em casa foi que pus as luvas para manipular maçanetas e chaves, tirei todas as minhas roupas e as isolei, voltei a passar álcool nos pertences e na bolsa, tomei um banho até tudo ficar branco de espuma, lavei os cabelos, escovei os dentes, troquei a roupa de cama (porque deixei as compras em cima dela e porque...bom, porque tava precisando mesmo)...ufa, acho que foi isso. Ah, claro, passei álcool gel no tubão porque quem vigia os vigilantes, né...

Calma gente, eu não sou/estou maníaca em relação ao coronga, é uma questão de precaução e principalmente porque moro com grupos de risco aqui em casa. E, falando outro provérbio, quem tem coo, tem medo, então...

Mas se for pra falar algum conselho em relação a esses dias entediantes de quarentena, eu recomendo fazer coisas que te dão prazer e que de alguma forma são terapêuticas para você. Pra mim, por exemplo, voltei a jogar jogos que eu amava anos atrás (o The Sims 3, da foto do post), voltei a aquarelar e, não nessa semana que foi muito atordoada, mas nas próximas pretendo tentar algumas sessões de ioga por algum app. Fazer cosplay de Marie Kondo e desapegar de coisas no seu quarto que não te trazem felicidade também ajudam bastante. E eu já vi gente fazendo, mas não fiz ainda, um detox de 24h sem usar redes sociais. De certo modo eu também não tenho visto tanto Instagram e Tiktok como fazia antes. Ah, ler também. Ontem mesmo encontrei um dos meus livros preferidos da adolescência e vou devorá-lo em alguns dias. Inclusive há muitos exemplares grátis na loja da Amazon para você ler pelo app da Kindle que pode ser baixado em celulares e tablets em geral e, claro, no próprio Kindle.

Enfim, muita coisa que pode fazer por si mesmo. Se a peteca cair...respira um pouco e tenha fé que isso tudo vai passar. Não sei quando, mas vai.

bái.

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♫Weyes Blood_Andromeda (essa banda meudeus meu coração)

9.9.18

Long time no see

Sou lixinho, mas pelo menos uso meinha de pokemon nas minhas aulas práticas
Nossa, quanta poeira...olha quanto tempo faz que eu não entro aqui e posto...espero que eu tenha grandes novidades. 

Não, eu não tenho. 

Então por que eu vim aqui postar? 

Não sei.

Tá, mentira. Algumas coisas não são mais as mesmas desde o último post. Grandes mudanças vieram mais de dentro que por fora. Falo isso porque eu sempre fiquei encanada com meus malditos detalhes físicos, quando na verdade eu deveria olhar para dentro de mim.
Muito do que eu fazia antes eu não faço mais. Às vezes eu sinto que fiz algum pacto muito macabro para me tornar alguém - talvez um ser mais evoluído? #pokemon - que eu nunca fui e quiçá nunca queria ser. Lógico, tem suas vantagens. Por exemplo, eu não escrevo mais sobre mim mesma em lugar nenhum, há meses, porque não tem mais o que escrever. Em compensação, nem me lembro a última vez que tive uma crise de ansiedade e deixei de ir ao psicólogo porque eu já estava me sentindo melhor. Só que em troca disso eu meio que me travei da possibilidade de gostar de outras pessoas, pois sempre vou achar que, se alguém está falando coisas bonitas e elogiosas para mim, vai querer em meses que eu morra. Enfim. 
Uma vez, no ano passado, eu tive uma fase assim em que não conseguia sentir nada por nada e que minha vida estava no automático. Era estranho não sentir porque não era algo do meu feitio. Eu tinha amor de sobra para dar. Daí aconteceu esse projeto de namoro e minha fonte meio que esgotou. Perder alguém que é "perfeito" para você pode ser um choque. Na verdade ainda hoje é, mas não por não ter mais essa pessoa comigo e sim que: 1.talvez eu não encontre alguém que se encaixe de forma tão assustadora como eu me encaixava com o demônio lá; 2.talvez ter alguém perfeito novamente não será mais confiável ou bom para mim. 
Há uns meses atrás eu entrei no Tinder de novo ("só pode ter alguma coisa errada comigo" and...yes) e até encontrei o dito cujo lá. Fazia um bom tempo que eu não sentia nada, mas eu não soube definir o que eu senti. Raiva, ciúme, decepção? Eu não conseguia entender por que isso acontecia. Ele provavelmente deve ter me visto lá, mas não vou dizer que ele pode ter sentido a mesma coisa já que, do jeito que as coisas terminaram, a última coisa que eu penso é se ele de fato me amou algum dia. A bosta disso tudo é que não tem um dia em que, pelo menos em um mísero detalhe, eu não pense nele. Não de uma forma boa, como com o Rodrigo. Me irrita imaginar como alguém que já me falou coisas tão boas (e depois ruins) não saia da minha cabeça só por ser a minha "versão masculina" e ter tantas coisas em comum comigo. Em tudo o que eu gosto e me faz rir, ele está lá. Tá vendo como não é tão legal quando você encontra alguém perfeito?Quando não dá certo, é um fardo carregado nas costas por anos. A minha sorte é que, depois dessa fúria do dragão eu voltei ao normal e a "não sentir mais nada".
 Como consequência disso tudo eu acabei desconfiada de tudo e de todos. Mas como tudo que mudou em mim, houve sim um lado bom: passei a focar mais nos estudos e no trabalho, percebi que esse tempo sozinha serviria para me conhecer mais e, ainda, que pensando bem eu acho melhor continuar solteira para sempre mesmo.
Eu sei, "lá vem você com seus 'nuncas e sempres' que sempre são quebrados". Só que eu, sei lá, não sei muito de mim agora. Tô conhecendo essa nova Cláudia e até gostando desse lado vazio que nem é tão obscuro assim. Se por um acaso acontecer de aparecer alguém (que dessa vez me aguente, me ame e não vá embora), como disse meu melhor amigo, que eu saiba reparar os erros que cometi em relacionamentos anteriores e não os cometa com esse ~~famigerado.
Fora isso eu não posso dizer muito. Faz tempo que não escrevo e é legal ver que eu ainda sei fazer isso. Esses dias de final de período tem sido meio atarefados, mas vou tentar escrever aqui com mais frequência. 

É isso.

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A incrível história de alguém que ligou o notebook para baixar novamente um filme que veio corrompido, mas acabou postando no blog.

21.5.18

Quem diria

Esse post é gigante e ~desabafatório, ou seja. É gigante.

Eu preciso contar um segredo. Acho que eu não fui honesta com esse blog. Eu tive problemas, grandes, enormes, e problemas pequenos.

Mascarei tudo aqui contando sobre aleatoriedades, mas nunca entrando em detalhes sobre a minha vida num geral. E essa nunca foi a proposta do blog. Sempre falei das minhas coisas, dos meus sentimentos, e não é a toa que não é a todo mundo que lhe forneço o endereço.
Tive problemas. Problemas de relacionamento. Tinha altos e baixos, muitas vezes altos, mas extremamente baixos. Infelizmente eu não fui honesta aqui quanto a isso, tão tal que fiz um post bem meia boca quando terminamos, e um não tão menos emocionante quando voltamos. A questão é que dessa vez terminamos, e parece ser definitivo. Depois de termos voltado, nunca passou pela minha cabeça que diante de uma discussão isso aconteceria. É isso que o amor faz, né? Ele passa por cima de qualquer coisa e, como disse em outros posts, era aquilo que a gente tinha de mais forte.

Com daquele término curto nós retornamos com a promessa (dele) de que havia sido inflexível comigo e que deixaria tudo em panos limpos. Era tudo o que eu mais queria. Eu não vou dizer aqui que era a vítima de todas as brigas que tivemos. Muitas delas envolviam problemas de interpretação e nesses casos, da minha parte, eu poderia ter sido mais clara no que quis dizer. Algo que eu mais odiei ter feito naquele namoro foi pedir atenção. Não com essas palavras. Poxa, eu sabia que ele vivia ocupado, que uma hora ele responderia. Me pergunto se não existisse isso de whatsapp, nosso namoro teria sido diferente. Mas vamos voltar ao ponto do que ele havia me prometido.

Nós voltamos e parecia estar tudo muito bem... até que ele começou a ter uns comportamentos estranhos. Ele tinha detalhes, sabe. Além da personalidade dele, ele fazia coisas que era de meu agrado e eu adorava tudo aquilo. Quando voltamos eu acreditei que tudo seria do mesmo jeito como antes, quiçá melhor. Só que foi ficando tudo diferente. O modo como me chamava, as conversas, o jeito das conversas. Ainda o jeito que a gente falava dos nossos planos, era como se ele não os quisesse mais. Aparentemente parecia que ele não estava mais certo da escolha dele, da gente. Era tudo muito indiferente nas mensagens, mas ao vivo era maravilhoso. Não brigávamos, sempre muito carinhosos um com o outro. Era tudo como deveria ser.
Um certo dia eu simplesmente tentei falar sobre esse comportamento dele, com muito tato. Ele disse que depois falaria comigo, então fiquei ansiosa e ao mesmo tempo aliviada. Finalmente iríamos deixar em panos limpos. Só que quando ele ficou livre, não tive a resposta que esperava. Disse que não aguentava mais aquilo toda vez, que eu já estava virando psicótica. A minha única reação foi de ter travado. Tão ruim ouvir aquilo tudo, que até hoje eu nem tenho coragem de tocar no assunto com qualquer pessoa, com medo do que fossem pensar dele. Eu não lembro o resto dessa briga, provavelmente devo ter pedido desculpas por tentar conversar na boa sobre a gente, o que sequer aconteceu.

Diante desse acontecimento eu travei por completo, na vida. Eu continuava sentindo tudo aquilo, mas não falava nada com medo de ter aquele tratamento novamente. Eu não sei se o que mais me doía era ter um problema no namoro e não poder resolver, ou de não conseguir imaginar que a mesma pessoa que me disse que queria que fôssemos pra vida inteira tivesse me dito aquilo. O que eu fiz pra merecer aquelas palavras? Eu só queria resolver as coisas, conversar.

Eu segui assim, e com outras pequenas discussões, até que um dia (quinta) falei, de me sentir mal por ele ter me chamado daquilo, de eu querer resolver as coisas, tudo. Em momento algum eu falei que queria terminar com ele ou que ele me fazia mal; eu só queria resolver aquilo, desde o começo, o que ele não entendeu. Então eu estava prestes a passar por uma briga homérica, de dias. Ele interpretou que me fazia mal e que eu queria acabar tudo. E ficou com raiva de mim por isso, não importava quantas vezes eu dissesse. Se alguém te fala uma coisa e você entende outra, o mínimo que a pessoa deve fazer é te explicar de novo pra que você entenda melhor, não é isso? Pois nada do que eu falasse, eu explicando e explicando, ele aceitava. O que ele aceitava era o que ele entendia.

Ficou nesse stress todo e eu deixei ele quieto para ver se os ânimos se acalmassem. Já tinha tentado ser carinhosa, explicar de novo, deixar o assunto pra lá, e nada daquilo estava funcionando. Fui ver umas coisas na internet até eu ver que ele tinha adicionado uma menina bem bonita no Instagram. Tipos que ele mal usa aquela rede social e só adicionou ela e uma página de venda. Eu já estava bem pra baixo o suficiente pra me sentir insegura com a garota, embora dificilmente tivesse ciúmes dele. Então esse foi o ponto alto de tudo: ele, não obstante, ficou achando que eu tava proibindo ele de ter amigos e que diferente de mim, os amigos dele não tinham liberdades que eu dava aos meus. Só que eu sabia do que ele estava falando. Ele estava novamente retornando a um ponto tenso da nossa relação que fez a gente terminar da outra vez. E foi aí que fiquei pior. Ele achando mil coisas, eu mal com tudo, e ele achando que ele tivesse me apunhalado pelas costas. Se ele reconheceu que foi inflexível comigo e retornou à relação, pra quê continuar tocando nesse assunto? Fui respirar um pouco, deixei ele em paz um tempo e fiquei na minha, novamente.

Bem aleatoriamente eu quis mudar a bio do meu perfil no ig, quando vi que o número de seguidores havia diminuído. Eu não vi ele lá. Fazia a busca e não o encontrava. Ele, meu namorado, me bloqueou? Numa rede que ele nem usa? Fui ao Facebook e ele me excluiu lá também. Eu lembro que naquela hora eu pensei "nem o boy mais lixo que eu já me envolvi chegou a fazer isso". Fui tirar satisfações com ele e ele não foi conciso. Eu precisei pedir para ele ser claro quando quisesse terminar tudo, e recebi um "acho melhor assim". Não teve coragem de dizer que era melhor terminarmos. De fazer algum pequeno discurso. De dizer que foi tudo muito bom, mas que essas brigas acabavam com a gente. Não disse nada. Nada. Nada do que eu achava conhecer dele me foi escrito. Tive que perguntar se a gente ainda poderia manter contato e ele disse que por enquanto não seria uma boa ideia, para nós. E ficou nisso. Eu quis me despedir, falar coisas bonitas. Ele sequer me respondeu. E o que aprendemos com isso? Que talvez eu deva crescer e ver que as pessoas mudam da água pro vinho, sim. Que o seu príncipe encantado pode virar um sapo igual aqueles que te tratam como qualquer coisa. E eu sou uma idiota, sabe? Ainda fico feito uma boba acreditando que um dia ele vai ser homem e falar aquilo que eu esperava. Realmente não imaginava nada disso dele. Eu não sei se a culpa foi toda minha, você vê, se eu não tivesse falado aquilo tudo talvez as coisas estariam numa boa, no entanto eu continuaria achando tudo estranho. Ainda é muito cedo e eu já pensei milhões de hipóteses. Penso que eu não deveria ter falado nada. Que talvez ele nem me ame mais, e se não, desde quanto tempo. Que deveria falar apenas ao vivo. Que deveria ter tido aquela conversa sobre a relação desde o começo do retorno. Que deveria ter mais empatia. Que ter dado sangue, suor e sempre achar que essas coisas se resolviam com conversa seriam eficazes se ele fizesse o mesmo, e não fez. Que dois dias era muito pouco pra ele pensar em tudo o que podia melhorar pra gente, e que deveria ter voltado algumas semanas ou meses depois. Eu não sei, eu penso mil coisas.

Queria mais do que tudo poder olhar nos olhos dele e ver se ele realmente quis deixar as coisas desse jeito. Me dói pensar não no que a nossa relação se transformou (porque ela não se tornou nada, a única parte ruim eram as brigas), mas ver que nunca mais vou ter isso com ninguém. Os carinhos, troca de olhares, a sincronia de pensamentos. É como se ele tivesse nascido pra mim, sabe? Uma pena ter perdido um pedaço da minha vida por bobagem. Mas vai ver eu só devia me acostumar com as pessoas e que é isso que elas fazem, mesmo.

É isso.

11.5.18

✔️ Cama de paletes

O processo em três ibagens: palete lixadinha com a ajuda dos meus xanim; ela já envernizada e ficando pronta; no ponto de hibernar 200 horas com a roupa de cama mais gata ever

Essa pessoa a quem vos fala baixou o app do blogger no celular e não preciso nem dizer que não deu certo, né. Post já tava prontinho quando fui resolver o rolê da foto, que não aparecia, e o app simplesmente fe.chou. Apagou tudo o que eu tinha escrito, só tava no ponto de enviar o post, salvou apenas o post em branco, com o título. Passada a frustração, retomei minhas energias positivas e lá vamos nós tentando fazer um post, dessa vez pelo site, ainda no celular.
★★★
Eu sempre achei meio cafona isso de fazer móveis com palete e não sei que estalo na vida me deu para que eu mudasse de ideia.

Danilo quando vem dormir aqui, fica num colchão do lado da minha cama, solteiro. E sem querer ser piegas, mas já sendo, eu sentia essa falta de tá juntinho, e não sinto isso quando durmo na casa dele, pois a cama dele é de casal. Além desse motivo, dormir na minha cama se tornou uma tarefa desconfortável, acordava com dores terríveis e por isso comecei a dormir no colchão que o morzi ficava. Só que, juntando a cama e o colchão, meu quarto, que já é pequeno, ficava um ovinho de codorna.

Eu comecei a pesquisar estilos de cama e precisava levar em conta dois pontos: a altura da cama em relação ao criado mudo (pra ela passar por debaixo dele) e como ficaria o espaço no meu quarto.

Em meio a essas burocracias de me lotar no Estado, eu consegui passar próximo à loja que o boy falou que vendia as paletes e fui lá dar uma olhadinha. Saí de lá com quatro paletes, lixas, verniz e pincel.

Para ter essa caminha bastava eu: lixar as moças, serrar a galera que tá atrapalhando, envernizar, unir elas, comprar colchão e pôr as rodinhas.
Eu trabalho duas manhãs e uma noite na semana, então aproveitava minhas folgas pra lixar, e como eu só "funciono à noite", começava das 22/22:30 e terminava em torno dumas 3:20/3:40 uma palete.

Lixei três e a última o pai se ofereceu para lixar e serrar os excessos. Depois dessa parte, a gente foi pra galera: enquanto ele serrava, eu envernizava as primeiras paletes. Em uns dias eu já tinha as quatro paletes devidamente lixadas, envernizadas, só no ponto de serem unidas, ~arrodinhadas e usada como caminha.

Terminei todo esse processo em um pouco mais que um mês e se eu dependesse muito mais dos outros que de mim, isso não teria acontecido tão rápido. Claro, eu não desmereço a ajuda do meu pai, que por não ser esse tipo de pessoa que enrola, acelerou as coisas.

Eu resolvi não postar sobre meu aniversário esse mês porque ele foi beeeem bosta. Não comemorei nada, no máximo uns alunos da noite me parabenizando. O boy eu nem pude ver nem no final de semana porque tava doente. Cancelei uma saída topster com meu melhor amigo sem razão aparente, talvez porque já tava meio mal. Não tenho andado muito bem, com vontade de nada, mas já tô resolvendo isso, e em breve vou estar maravilhosa novamente. É isso.

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🎶Unknown Mortal Orchestra - Necessary Evil

24.4.18

Salvem a professorinha - parte 2640

Ainda não tirei fotos no colégio novo, então fique com a minha bolsinha cafona e menina Agatha Christie que me ajuda nos momentos mais sociais em que não quero socializar
Parece que eu consegui de novo, né? Finalmente. Olha, antes de começar, gostaria de dizer que ser adulto não é muito divertido, não. Às vezes você fica prestes a fazer aquilo que mais quer, mas devido às 'ciladas, Bino' que a vida nos obriga a conviver, infelizmente somos obrigados a colocar nossos sonhos no bolso e isso é beeeem frustrante. Tô prestes a me sentir assim, mas vamo ganhar dinheiro, perder voz e preencher uns diários de classe, vamo? Vamo.

Na real, depois do post de despedida, eu sequer acreditei que iria voltar a dar aulas porque, cê viu, substituta é algo bem jogado às traças, e se brota um professor efetivo, eu sou obrigada a me retirar, mas depois eu chego a esse ponto. Esse ano se iniciou com uma greve daquelas no Estado e algumas mudanças foram necessárias, tipos que chamaram muuuitos professores efetivos para serem lotados e isso limitou muito as vagas dos "prostitutos" (um professor do ifpi usou esse termo pra substituto e vou aderir, sim).

No começo do ano, antes da greve rolar, eu fui chamada pela coordenadora do colégio do ano passado, dizendo que queria me lotar novamente. Eu fiquei, né? Radiante. Isso até chamarem primeiro os efetivos, e depois os substitutos. Ou seja: perdi minha vaga. Quer dizer, nem tanto, porque fui confidenciada com uma colega de trabalho que o turno da noite estaria livre. Imagina, eu voltando a dar aula pros meus nenéns?! Os que mais sentiram minha falta ano passado?

A parte ruim disso tudo: perdi os horários maravilhosos que eu tinha nesse colégio, mas peguei o turno da noite tudo num dia só. E precisei caçar uma escola que me lotasse as horas restantes e preferencialmente pela tarde, pois pela manhã tinha o curso. Resultado: só consegui pela manhã, e em dois dias. E sim, isso justifica o primeiro parágrafo do texto.

Eu sinceramente não sei o que fazer com o meu curso. Ano passado eu fiquei meio desnorteada, mas bem otimista em conciliar estudos com trabalho e funcionou tudo direitinho. Dessa vez vai ser impossível, perder sempre dois dias de aula por esse ano, vou acabar reprovando por falta em duas, quiçá três disciplinas.

Estou adiando, e sei que não devia, em pensar em algum plano, se o ifpi permitir que eu tranque e depois, quando estiver mais disponível, flexibilizar o curso. Esses horários quebraram minhas pernas...mas eu não quero pensar nisso agora.

Agooora, falar sobre a escola nova! Haha, eu não aprendo nunca meudeus...Meu primeiro dia de aula foi bem tenso: eu não conhecia ninguém e até hoje não conheço, porque estranhamente a maioria dos professores são homens e macho zzzzz, também tinha umas burocracias para resolver e isso me deixou beeeeem nervosa, de não conseguir respirar direito, princípio de crise, aquelas coisas bem gostosas. Enfrentei de primeira uma turma problema e, quando dei por mim, estava gritando, perdendo voz, sem sequer conseguir me ouvir. Cheguei frustrada em casa semana passada com isso tudo, fiquei bem mal...pra no dia seguinte receber uma recompensa: uma turma que ficava quieta quando eu ia explicar (!) e que eu estava fazendo piadinhas no automático e eles rindo (!!). Quem diria que este pequeno pokémon de 1,49m a quem vos fala, conseguiu dominar uma sala com mais de 30 alunos? Amaaaaazing *-*

Eu achei isso muito novo, sabe. Tipo, eu sei que haviam muitos alunos-problema no outro colégio, mas como é revigorante ver uma sala que fica de boinhas quando você vai explicar um assunto. A vontade de só dar aula pra aluno a partir do oitavo ano tá no corpo todo. Eu achei a outra escola mais organizada também. Mas é aquela coisa: o ano tá começando agora, vamos ver o que ele me reserva.
Fora minha vida profissional, tá tudo bem entre eu e morzão. Ando com uma saudade descomunal, mas nem falo nada porque ele anda muito ocupado. Deve ser saudade de ~começo de namoro.
E sim, vai ter post de aniversário! Soon

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🎵 St. Vincent - Prince Johnny

14.3.18

Essa carta é o começo do fim

Eu lembro que havia dito que faria uma carta bem bonita pra você, mas eu tava contigo ainda. Eu tinha tudo pensado para escrever, só esperava a ocasião, mas agora...e é, essa carta, ou melhor, esse post é todo seu, Danilo.
A gente terminou hoje e, sabe, eu nunca fiz assim, sem odiar a pessoa, sem ser conturbado ou querer arrancar o couro de alguém, isso é inédito para mim. Geralmente términos são ruins porque alguém sempre ama mais, e o que amou menos termina, o que não aconteceu pra gente.
Apesar de todas as brigas e os outros problemas, ficou aquilo que a gente tem de mais valioso: nosso amor. Eu quero muito saber o que fazer com ele, porque ele é imenso, mal cabe no meu peito. Eu soube assim que te vi me esperando, sentado, com aquela camiseta discretamente estampada. Eu estava muito nervosa no dia e não sabia o motivo. Quando te observei e deixei escapar da minha boca o maior sorriso do mundo, foi aí que soube. Soube do nervosismo, soube da gente, soube que aquilo não era só um primeiro encontro com um cara do Tinder, era especial, perfeito.
É tudo muito engraçado porque a gente namorou só por cinco meses e parece uma eternidade. Nós temos histórias, internas, piadas, "símbolos" e coisas que fazem parte da gente. Acho que a pior etapa do fim de um relacionamento é, não só se desfazer da pessoa de forma ~tecnológica, mas também tentar esquecer de tudo aquilo que compôs nosso namoro. Tem sido tudo muito difícil e dolorido agora, mas vamos ficar bem. E espero que logo, pois comecei a chorar só de ver a sua escova de dentes próxima a minha.
Isso nem parece uma carta de quem que acaba de terminar um relacionamento, mas não consigo me despedir da gente sem que haja carinho. Eu espero de verdade que tudo dê certo na sua vida, tantos nos seus planos, na sua carreira.Eu sei que não devia mas espero que você fique encalhado mesmo, espero que você só conheça pessoas boas na sua vida, que te façam bem. Você sabe que eu torço por ti.
E, se num futuro, distante ou não, a gente se encontrar e estarmos numa mesma sintonia...você já sabe.

Apesar do fim, ainda te amo sim [ih, rimou]

Se cuida

27.12.17

Nossa, eu odeio despedidas

Eu gosto de escrever post sobre momentos da minha vida logo quando eles acontecem, só que dessa vez não foi possível, pois na mesma semana do ocorrido rolaram vááárias coisas, então tô escrevendo sobre isso uma semana depois. Mas pode, né? Acho que pode. Segura esse textão.

festa junina? pois é.

Eu possuo dois extremos durante as despedidas: ou eu ajo como uma atriz mexicana e choro por hooooras sem me importar se estão vendo, ou fico firme e fria, como alguém que sequer vai embora ou deixa de falar com alguém. Visto que eu sou esse drama em pessoa, a última opção dificilmente acontece. Geralmente ela ocorre quando a ficha não cai, o que aconteceu, por exemplo, quando passei no vestibular pela primeira vez, quando me formei ou, ainda, quando fui assinar os papéis da minha demissão.

Esse ciclo atual que eu fechei, bem, eu não queria que ele sequer ocorresse. Começou com uma mensagem de alguém que eu nunca mais havia falado e se tornou um divisor de águas na minha vida. Cê vê, eu tava no limbo da vida e não esperava nada de mim mesma, até isso acontecer. Depois do choque, contei aos meus pais que havia sido chamada sendo recebida com abraços e congratulações, sendo que por dentro tava morrendo de medo do que estava por vir. Já enfrentei turmas gigantes, alunos problema, alunos seca útero (aqueles que te fazem jurar nunca procriar por correr risco de ter uma pestinha igual a ele), mas dominar uma escola, vinte horas, praticamente um ano inteiro, apesar de ter prometido a mim mesma que nunca mais faria isso, nunca passou pela minha cabeça.

Não vou dizer que foi fácil. Tive alunos beeeeeem tensos, uns com tornozeleira, outros que poluíam a sala inteira, enfim. Com o tempo fui me apegando às salas, aos alunos de vários turnos, aulas para jovens e adultos, coisa que nunca havia feito, consegui amizades, imagina! Justo eu, que não costumo falar com pessoas que não conheço, ganhei uma grande amiga por lá.

Em um dos dias no trabalho eu precisava ficar três turnos no colégio porque seria inviável voltar para casa. Ficava o dia todo lá e até que não me cansava? Também tinha a companhia dessa amiga, que ficava comigo durante a transição tarde - noite e era minha parceirinha de revezar turmas da noite. Era dignificante, mais ainda para quem estava há mais de um ano procurando emprego numa área que não queria exercer.

Confesso que nos dois últimos meses desse ano estava me sentindo saturada; eu fazia tudo nos conformes, entregava provas no prazo, conteúdos no tempo certo, diários sempre atualizados. Mas chegava uma hora que simplesmente não batia mais amor, sabe? Antes eu ia animada dar as aulas às sextas apesar das turmas problema, e de outubro pra cá eu chegava cabisbaixa na sala de aula porque aquilo estava realmente me cansando. Eu pensava, quase como um mantra, que aquilo estava perto de acabar, e isso coincidentemente depois que entrei no curso; o trabalho estava meio que ~atrapalhando um grande sonho~ e não estava mais encaixando no que eu queria para minha vida.

 No final de semana antes da despedida houve uma confraternização com o pessoal da escola e eu não tive coragem de ir. Por mais que quisesse, eu meio que não me pertencia lá. Afinal de contas, eu devia encarar os fatos: eu era substituta, meu tempo de contrato do seletivo havia acabado e não poderia ser renovado, pra quê manter laços? Tive que ser fria. Sim, pode acontecer do meu contrato ser renovado por carência de professores de inglês, mas não vejo grandes esperanças quanto a isso.

Segunda feira, o dia oficial da despedida, eu só iria devolver os livros didáticos que me entregaram e assinar minha última frequência. Eu fui, vestida diferente de tudo o que já havia vestido por lá. A minha sorte é que não encontrei ninguém próximo a mim, aluno, professor, nada, que pudesse me prender e deixar isso ainda mais doloroso. Eu fiz o que tinha que fazer, olhei para os lados da sala dos professores - meu lugarzinho cativo entre as transições de turnos -  e falei para mim mesma 'é, agora acabou'.

Por mais que eu tenha falado aquilo para fechar esse ciclo, confesso que a ficha não caiu até agora. Talvez caia quando me tirarem do grupo do colégio no Whatsapp, ou o ano começar e eu não precisar mais sair de casa com minha grande e pesada mochila às segundas e sextas. Eu não sei o que vai acontecer comigo quando isso acontecer, mas espero que eu consiga superar isso de cabeça erguida, e fria, como deve ser.

e é isso.
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♫ Duran Duran - A view to a kill

20.8.17

This is so me but I am not myself anymore

Ia botar uma foto minha de avental e minhas faquinhas...mas comida é comida, mores...resultado da última aula prática

E é, como vocês podem ver, com mais de um mês de atraso de quando eu soube da notícia: fui chamada e tô cursando Gastronomia. Foi surreal, sabe? Eu tava mega na merda com o fim do meu namoro/affair/crusheamento e então veio essa ligação na hora do almoço, do fixo mesmo, dizendo que havia uma vaga disponível para o curso. Eu fiquei sem reação.
Lembrei de todas as sensações que eu pensei que fosse ter caso passasse. E não tive nenhuma delas, porque a oficial é sempre aquela de quando realmente acontece: eu não tive reação. Eu não soube o que responder. Mas sim, eu aceitei, dã haha

Apesar de todo mês ter salário na conta, não estava mais rolando aquele amorzinho da profissão, sabe. Ser professora é desgastante. Físico, mental e psicológico ó, tudo afetado. Chegava em casa um caco, não por ficar mais de 12h na escola, mas por ver que eu não tinha vocação, que não tinha moral e que não vai existir respeito porque você não consegue educar quem não quer ser educado. Nunca quis isso para mim, fiz isso pelos meus pais, para não estagnar, para superar luto, para me sentir ~dignificada, para ajudar nas contas.

Mas enfim, abstraindo todo esse desencanto pela profissão sofredor, o curso. Me matriculei e tals, até que soube que no dia seguinte já teria aula. Era julho e eu acreditei que estavam de férias, leeeedo engano. E então começou o que para a mim foram as semanas mais desgastantes que eu já tive, emparelhado com a época que fui cuidar da documentação para ser lotada como professora. Imagina bem aí: as aulas começaram em maio, sendo que cheguei dois meses depois. Teria que tirar atraso desses dois meses com trabalhos, provas, plano B para os novatos estabilizarem junto com os que estavam desde o começo. Chaaato, chato.

O meu consolo é que a escola estava praticamente de férias quando comecei. No entanto, vou ter que pagar uma disciplina depois porque não vou conseguir acompanhar aulas dela, cai justo no dia que faço maratona lá no colégio. Eu ainda não fui ver isso direito, mas provavelmente vou ter me ressocializar com novas turmas...ah, teve isso também, esse pequeno probleminha de socializar.

A turma já estava bem separada em termos de panelinha, cada uma tinha a sua. Então foi beeem tenso para tentar me entrosar. Por fora tinha eu e mais duas novatas, bem tímidas, assustadas e tendo que lidar com 600 trabalhos por semana. Além disso, tem esse fato de que as aulas são pela manhã, e meu humor ao acordar...ahm, bem, digamos que não é dos melhores. Por obra do maravilhoso e famigerado tempo, eu comecei a fazer amizades, não tão fixas, mas posso dizer que estou bem conversadeirazinha, sim. E depois, são três anos, gente, se eu não for conversar com ninguém lá, eu ficaria doida.

Eu ando tendo VÁRIOS picos de amorzinho pelo curso (como naquela vez que vi minha professora de prática cortando uma cebola em julienne e por pouco eu não gritava  'meudeusdocéu olha isso gente, que lindo') e por diversas vezes fico comparando meus sentimentos neste curso e o de inglês e, nossa, nem se compara. Agora que eu tô fazendo algo que finalmente gosto de fazer, e que eu quero levar para frente.

But...nem tudo são flores. Tô trabalhando e tô estudando, ganhando meus dinheirinhos, comprando minhas coisinhas e pagando até umas contas aqui em casa. Qual é o problema? Que eu sou essa bobona "movida a amor". Por razões que desconheço, depois do fim dessa ~relação...eu não consigo me apegar ou gostar de ninguém. Não foi por falta de tentativa, viu.

Esqueci de falar aqui, mas conversar com ele me dava falsas esperanças, então pedi que não falasse mais comigo e excluí o número dele. Passado uns dias, ele viu minha melhor amiga na rua, falou com ela, explicou que a gente tinha terminado. Ele veio depois falar comigo nesse mesmo dia, ignorei e depois de uns dias veio pedir desculpas por tudo. Queria muito que desculpas resolvesse do jeito que ele acha, haha. Voltamos a nos falar diariamente e voltei a criar esperanças, daí e em definitivo pedi que não falasse mais, até porque eu não costumo bloquear ninguém no whatsapp (só gente que possa causar algum perigo).

Nesse meio tempo, minha mãe viu ele duas vezes pela rua, fazendo que não via ela. E quinta dessa semana, o "nosso dia de se ver", ele mandou mensagem dizendo que esperava que eu estivesse bem. Por que as pessoas que mais fazem isso são justamente aquelas responsáveis por a gente "não estar bem"? E eu não sei o que ele quer com isso, acho que só aporrinhar mesmo. Eu criei esperança, mas já passou. Pessoas, sendo pessoas.

Mas fora isso, conheci muita gente legal, embora fizesse pouco tempo. Mas a impressão que dá é que algo foi tirado de mim, e eu sinto esse vazio tremendo. Não confio em mais ninguém, não acredito quando me elogiam, quando falam que estão gostando de mim, tampouco anseio por receber mensagens.

O que eu estou sendo agora é o que eu nunca fui antes. Sem "magia", sem "calorzinho no peito", risinhos enquanto recebe mensagem. Nada, não sobrou nada. Não estou sendo mais eu mesma. Virei figurante total da vida, um NPC lascado que faz tudo no automático. Vai pro curso, chega em casa, dorme e vai trabalhar ou estudar. O pior é que se eu for pensar muito nisso eu desmorono, porque eu nunca quis ser assim. Eu fiquei solteira da pior forma possível depois de mais de dez anos e tudo o que eu queria era alguém que me amasse novamente, em pessoa. Depois de vários foras, queria isso lentamente...depois mais lento...e quando me vi totalmente envolvida por alguém...e essa pessoa acabou com toda a chance da gente, eu virei isso. Mas não há nada que eu possa fazer. Quando acaba, acaba, e vou ter que me conformar em ser assim sabe lá até quando, porque é assim que as pessoas gostam de ser.
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𝄞 Tennis_In the morning I'll be better (ahhmm...não)

13.7.17

O coração ainda dói, sim

Nossa, como é gostoso quando a gente se dá conta do que faz, né? E eu fiz uma coisa bem ruim. No post anterior eu falei do famigerado como ele sendo vilão. E, bem, eu tô chateada por ele estar indiferente comigo? Claro que tô, não é mais a mesma coisa, acabou. Só que fiz essa coisa bem massa que é: tentar consertar as coisas dizendo que vou mudar, quando na verdade o correto é reconhecer meus erros na relação e pedir desculpas sinceras. Eu fiz isso? Quis a primeira opção, quando a ordem de tudo era começar com a segunda e depois a primeira. Sei que  um dia desses reconheci isso, demorei, mas pedi desculpas pro famigerado e fiquei com a consciência limpa. Não me sinto mais tão triste quanto antes, tô a dois dias sem chorar, tô me alimentando até melhor [se não for pra viver de drama nem quero], vi-va. Seja por ter me desculpado com ele ou não, tenho falado com ele numa frequência, pouca, mas sim.

É chato ver que ele fica online por pessoas aleatórias [ou até um crush novo] e não por mim, dificilmente ele posta coisa dele, como antes. Há tempos não ouço a voz dele [última vez que ouvi parecia tão tristinha, mas deve ser cansaço] mas eu nada posso fazer. O que está feito, está feito. Em muitas vezes ele me dava esse sinal e eu tô tentando levar isso pro agora: deixar as coisas rolarem. O tempo passar, as feridas sararem. Eu não sei se as coisas vão voltar, ele não me passa essa esperança, também procuro não pensar nisso.

Na realidade eu nem sei se é isso que ele quer e se ele ainda quer algo comigo. A gente tinha muitas lembranças, mesmo em um mês e pouco. E nesses dias, focada em outras coisas, eu meio que tenho me acostumado a ficar sem ele, apesar de sentir falta e do carinho que ele me passava. Acho que sofro do complexo de Rodrigo: tínhamos desentendimentos de ficar sem se falar, mas sabia que depois ele voltaria. Porque tinha "aquilo". E fiquei achando que tinha isso com esse rapaz. As pessoas te passam segurança x, até você achar que ela será suficiente para as coisas ruins de uma relação. Eu achei não que amava esse cara em especial, mas que houvesse alguma parte nele que quisesse as coisas funcionando como antes. Só que...você sabe...as pessoas. Mais uma vez elas lá, me passando confiança que não existe.

Ao invés disso estou tentando focar em...? Adivinha. Eu não vou falar agora, tô preparando bonitinho pra fazer um post bem maneiro, e ilustrar ele dum jeito bem foda.

Eu só queria meio que 'atualizar' o post anterior porque sei que fui muito egoísta com a situação toda. Mas vai ter mais post, esse mês ou no outro, se não me engano.

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♬ The Clientele - Lunar days

5.7.17

As pessoas, ah, as pessoas

Como todo mundo, sempre tive que lidar com as maravilhosidades dos outros desde nenis. E por 'maravilhosidades' eu digo: a) quando elas são inconvenientes; b) quando elas não têm limites do que fazem ou deixam de fazer and; c) quando mudam da água pro vinho. Esta última é uma delícia, e vou explicar melhor como funciona, baseado no que me aconteceu essas...horas.

Eis que você conhece alguém amorzinho de todas as formas possíveis. Você já passou por maus bocados porque é isso que as pessoas fazem pra que a gente parta para a defensiva com desconhecidos. Então você acredita que essa pessoa tem o coraçãozinho bom e que não vai te fazer mal. Olha o jeito que ele te trata, ele veio conhecer até seus pais e, olha que louco, veio a uma festa de família, meio peixe d'água, mas veio, por sua causa [e pela comida, porque eu também]!

Você começa a tomar decisões precipitadas e a pessoa simplesmente te destrata. Vira um tremendo pau no cu mesmo, perdoe meu francês. Todo aquele jeito de te tratar como princesinha vai para os ares. Você comete um erro e para tal você tenta consertar as coisas, não é? Pois bem, você coloca as cartas na mesa e apresenta soluções, por horas. Mas aquela pessoa que te tratava super bem...se transforma, começa a achar motivo para não continuar, é ambíguo nas justificativas.

O que tu fez: tu abriu uma exceção de ficar na defensiva para não estragar algo futuro com essa pessoa...pra ela, na primeira oportunidade, fazer o quê: mudar da água pro vinho. De afetuoso para frio. De doce para seco. De palavras gostosas de ler para 'sim, não', e com frequência 'acho que não', 'melhor não', 'não devemos mais nos ver'.

Por que as pessoas fazem isso com as outras? Por que ainda existe gente que pede pra ter fé em ser uma boa pessoa...sendo que no mais tenso dos momentos te machuca? E tudo de bom que já aconteceu, os momentos juntos, viraram nada porque é isso que a pessoa começa a fazer contigo. Te transforma em um nada para ela.

Há muito tempo eu não me sentia tão mal com essas coisas. Não é essa dor metafórica no coração, é uma dor aguda no estômago, como um soco. É um engolir seco que vai demorar, pois antes você vivia seus dias como uma mera figurante, fazendo tudo no automático, até que conhece alguém que te faz sair pela tangente, te faz feliz, te faz ver sentido na vida. E você nem precisa estar apaixonada ou amando ele, porque você é grata por tudo o que ele te fez sentir, o que hoje não acontece mais com ele, seja por orgulho, seja porque nunca sentiu nada mesmo. Um silêncio que me rasga toda vez que leio, uma voz seca que me enche os olhos.

Me dói só de lembrar que esses momentos tão gostosos que passei com ele não terão mais volta. E eu nem sei se a culpa é minha [começou numa discussão] ou dele. Só sei que dói. E eu mais uma vez terei que voltar a ser uma figurante, fazendo tudo no automático, porque as pessoas, ah, as pessoas.

p.s: tag 'pés_na_bunda' voltou com tudo, é nóis que voa no coraçãozinho machucado, uhull.

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♫ Photay feat. Seafloor_Reconstruct

5.1.17

Retrospectiva 2016

Minha cara pra esse 2016 igual este batato em forma de queria estar morta
E eu sei que demorei e que deveria ter postado ano passado antes dos tei tei dos fogos. Mas não falam que o ano só começa depois do carnaval? Pois. Eu andei inoperante esses dias comendo cerveja e bebendo pipoca, então acredito que tenho maravilhosos motivos para ter adiado tudo. 

Mas que ano maravilhoso, né gente? Gente morrendo, eu ficando solteira, tendo crise embaixo de crise, ó, divo. Bom, vejamos, um breve resumo de como foi esse ano: Passei reveillon no aeroporto de novo, fiquei noiva, tretei feio com morzão, fiz pazes com ele, morzão fica doente e falece, eu fico sem rumo na vida, resolvo fazer curso de Gastronomia, presto vestibular, tive o famigerado crush e não gostei, me apaixonei, fui rejeitada e esqueci esse menino. Bem no finzinho do ano embarquei de novo para o Tinder e conheci pessoas maravilhosas que falo até hoje, inclusive este jove do qual fui apaixonada na quarta série, mas é claro que eu assustei ele e as coisas estão meio frias, mas vamos ver o que acontece se conhecendo pessoalmente.

Como se sabe, os capítulos dessa novela ainda não acabaram, mas me senti corajosa esse ano que passou. Tipos que eu consegui sozinha superar o luto. Não foi fácil, e é claro, eu ainda dou uma chorada quando a saudade aperta e eu acho ok quando isso acontece.
Também não acreditei que pude arranjar forças para voltar a estudar coisas que eu odiava no colégio. Mais ainda no estado estagnado em que eu me encontrava. Por mais que tenha achado meu desempenho ruim no exame, serviu para me tirar da cama pelo menos.

E eu não acho um feito tãããão grande assim, mas finalmente consegui esquecer *A*. Nós tivemos uma reviravolta e as coisas ficaram meio sérias, a gente cogitando um namoro e se ver pessoalmente, enfim. Eu acho engraçado falar 'nós' porque se eu for reavaliar toda a situação, havia mais 'eu' nessa história do que qualquer outra parte dele na história. Dentre milhares de ignoradas e tretas, eu finalmente me cansei da situação e desisti. E fiz aquilo que sei fazer como ninguém: conheci outras pessoas e substituí ele como quem troca uma meia de elástico perdido por uma novinha em folha com estampa de gatinhos. E haja gatinho...vamo ver se eu me comportei direitinho esse ano que já passou:

~Ver mais filmes;
Se existe o ano dos filmes, esse foi o ano dos filmes. Agora...se os filmes eram bons de fato, aí já é outra história. Mas recomendo Quando as luzes se apagam para assustar toda a família ;)
~Ter me encontrado profissionalmente pelo menos uns 50%;
O que é bizarro, já que eu resolvi mudar de carreira esse ano e tô correndo atrás do prejuízo. Vamo ver no que dá.
~Ter mais roupinhas divertidas;
Começo do ano fiz umas comprinhas de roupas, no decorrer do ano comprei uns vestidinhos bem amorzinho...parece que sim, oba!
~Reciclar e eliminar umas amizades, se isso for possível;
Esse final de ano aconteceu uma coisa bem desagradável que foi reconhecer o fim de uma amizade. Sabe quando você se empenha, abre mão dos seus problemas para fortalecer os laços e ainda assim a pessoa meio que não se esforça? Eu perdi o tesão, sério. Acho que próximo ano vai ser o ano da claudinha antissocial.
~Sair mais, se divertir;
Eu fui pra uma boate, sabe? Foi maravilhosa a experiência, queria poder repetir. As pessoas nos seus vinte e poucos anos realmente sabem como se divertir e descer até o chão
~Dizer não quando você não quer fazer algo;
Essa vai ser a minha missão pra vida. Eu não sei se vou conseguir resolver isso sozinha. No dia que eu conseguir fazer isso sem me sentir mal depois, nossa, vou me sentir realizada.
~Parar de pensar e fazer logo algo nesse cabelo pelamordedeeels;
Parece que eu decoro minhas resoluções de fim de ano haha começo desse ano rolou foco e aqui está um exemplar (não recente, mas ainda tô meio assim) do menino cabelo em sua melhor nuance roxa.
~Começar um mini enxoval;
Pra quê um enxoval de casa se você não tem planos para tal né [as piadinhas autodepreciativas, sempre lá]
~Rir até doer a barriga, eu nunca mais fiz isso;
Olha, até doer a barriga não, mas eu fiz essa lista maravilhosa de coisas ou pessoas que me fazem rir e que eu uso de válvula de escape pras crises que é: 
- Chandler Bing [descobriu que Friends é bom, oia]
- Barulho de tartaruga coisando [don't ask, mas é engraçado]
- Tirinhas em quadrinhos [o Enem me fez quadrinheira]
- Cooties [meudeus, melhor filme, assistam]
- Risada do Cellbits [ou grito, ou os dois juntos] 
~Cuidar mais da saúde; 
Ah, ironias da vida. Ha-ha.
~Tomar mais banhos de piscina;
Se eu tomei um foi muito ;/
~Se encontrar enquanto "acervo de bijuteria divertida";
Siiim! E inclusive tem umas maravilhosas xing ling chegando para mim *-*
~Ter um console de videogame próprio e usá-lo frequentemente;
Meu irmão abandonou o Wii U aqui no meu quarto, mas só uso pra acessar Netflix...serve?
~Escrever mais e voltar a ter um diário;
Geeente que coincidência...eu voltei a escrever num diário, é libertador.
~Ler todos os livros que você comprou ano passado;
Ora mas vejam você que tem esse livro pra chegar dos correios e ainda do natal passado pra ler... 
~Ficar bebiinha lembrando de vários nadas; 
Nossa, mas queria muito eu. Tô achando que atingi algum ~estágio platina~ de embriaguez que não tem birita que realize este feito de não lembrar de nada. De parabéns minha pessoa, acho.
~Começar tratamento de pele;
2016 foi o ano das mascarinhas de rosto e se tem uma coisa que eu fiz nesse ano foi tacar de tudo na cara pra deixá-la lisinha de alguma maneira. Inclusive argila, melhor de todas.
~"Never give up, never surrender".
Esse parece que foi profético. Por que eu deixei esse como resolução ano passado? Eu nunca tinha entendido, só deixei. Agora faz sentido. Eu quis desistir, quis me entregar. Mas se eu o fizesse, nunca iria conseguir parar de lutar de forma justa como todos os mortais que se vão, porque infelizmente não é o que acontece. Eu só preciso manter meus pés aqui no chão e continuar por aqui até que isso aconteça naturalmente. E você sabe, vida que segue, etc.

2017:
-Estar trabalhando;
-Estar namorando alguém de forma correspondida para ambos;
-Se amar mais;
-Ter lido mais livros;
-Conseguir uma nova amizade;
 -Comprar mais esmaltes;
-Lê esse monte de livro, carai;
-Ter jogado mais;
-Ter finalizado mais de duas séries durante o ano;
-Ter diminuído o tempo no banho;
-Escolher a tatuagem que você enrola há anos pra fazer;
- Ter terminado a limpa no quarto que você começou em janeiro;
-Estudar mais inglês porque uma paixão assim não acontece todo dia;
-Ter emagrecido pelo menos uns cinco quilos;
-Voltar a cozinhar;
- Comprar sapatos novos;
-Aprender a dirigir;
-Estar feliz. 

bai e vamo nóis 2017. E fora temer pelamordedeus. 
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The Ghost Of A Saber Tooth Tiger - Johannesburg [ai essa banda do nome grande 💜 ]

22.8.16

Reflexões sobre a vida amorosa

Que delícia quando as pessoas, não focadas em ter um amor pra vida toda, preferem focar em coisas que fazem delas alguém melhor, como trabalhar no que gosta, ser independente, curtir sua própria companhia, viajar para vários lugares, etc., e vivem bem assim.

Desde criança eu idealizava a minha vida perfeita: só precisava arranjar um amor [cê vê, criança] que logo mais as coisas ficariam bonitas e coloridas, além da falha promessa de ser mais esforçada nos estudos. Olhando de uns tempos pra cá, minha vida foi exclusivamente isso. Conversas eram algo tipo 'como você tá?' 'ah tô namorando um trocinho que não gosto/ tô solteira ninguém me ama'.
A boa notícia é que, nesses mais de dez anos namorando/noiva [por essa vocês não esperavam ein], não é que eu foquei mais nas conversas sobre mim, que sobre namoradinhos? Era legal ter essa parte completa, a gente se gostava por igual e não havia problemas que não pudessem ser solucionados.

Depois que ele se foi, eu achei de bom tom voltar às origens e, bem, virei um tédio sem
personalidade. E como vocês podem ver, os últimos posts andaram bem focados em namoricos e não em mim mesma. Eu ando estudando às madrugadas pro ENEM e tô trabalhando com meu primo em dias aleatórios. Cadê que eu falei sobre isso aqui? Naaada.

Infelizmente não tô mais namorando o *B* e foi da forma mais idiota possível que tudo terminou. O mais estranho disso tudo é que eu insistia em ficar com ele, por mais que eu percebesse que não tava mais dando certo. Me sentia tão desesperada em ter uma companhia, em ~ter um morzão~, que não percebi que a melhor parceria que eu tinha era eu e euzinha. Criava exigências idiotas 'ah desse signo não, nem ferrando', 'ah muito novo', sendo que quando eu conheci o digs, não me atentei se ele era alto ou baixo, gordo ou magro, áries ou libra, porque eu amava ele e era só isso que importava.
O que quero dizer com isso, que desisti de procurar morzão? Nunca, jamais, aqui é vênus em gêmeos porrán, só acho que preciso de um tempo comigo. É chato não ter alguém que goste de você e pense em você antes de dormir, mas pra isso eu tenho minha mãe, meu pai e alguns amigos.
Dia desses eu vi esse vídeo da JoutJout falando sobre morzão e sobre procurar namoradinhos e eu era bem assim como dona Julia. Esse vídeo é mais uma daquelas coisas que a gente vê e pensa 'oh meudeus, sou eu falando!!' aí são trocentas pessoas no país pensando igual e você nem percebe. A questão é: talvez eu focando nessa tal parte de trabalho/independência/etc. pode aparecer um amorzinho, né? Quando conheci o Rodrigo, estava na fase mais focada em estudos possível, não tava nem aí pra namoradinhos, daí ele apareceu...sempre rola aquela esperança, e espero todos os dias que isso aconteça. Mas claro, tô fingindo bem aqui que não tô procurando haha

E é isso. bai.
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31.12.15

Re(s)tropectiva 2015

Esse ano não vai ter foto de gatinho com cara de uatarrél nem nada. Melhor foto para traduzir o ano, ou o resto dele, é essa:
créditos no link
Sim, pessoas: que ano horrível. Começou ruim, foi piorando, aí ficou bem, tava quase animando, até que desceu um rebosteio horroroso.

 No post anterior, se não me engano, tinha dito que se aquelas coisas ruins que aconteciam comigo antes de ir ao trabalho continuassem, é porque tinha algo errado e eu não deveria estar lá...pois bem. Eu insisti, persisti, via erros embaixo de erros, tentava ao máximo ser responsável com os meus prazos, mas sempre surgiam...erros, sempre, muitos.

A começar que eu cheguei lá de para-quedas e se existe cinco palavras que justificam eu ter sido demitida foi: ninguém-nunca-me-explicou-nada. Demitida. É. Por mais que eu quisesse ser alguém responsável e evitar atrasos nos prazos, algo sempre aparecia para me deixar para baixo. Sumiu uma prova. Não pode fazer isso. Aquilo é contra as regras do colégio. Seria mais fácil me explicarem as regras do colégio assim que eu tivesse entrado, mas não.

Se me serve de consolo, logo serei chamada em um processo seletivo para professora substituta, ganhando bem mais e dignamente, acredito eu. Mas se existe uma palavra que define bem meus tempos trabalhando lá foi gaslighting. Quer dizer que, quando as pessoas passam a falar por cima das suas verdades, você passa a acreditar nelas, e passa também a questionar a sua sanidade. E eu acho que fiquei um pouquinho louca. Sério.

Má vamo falar de coisa boa, né. Com esse emprego eu aprendi a dar aula pros nenenzim e também pude fazer isso
Já dizia o saudoso Candy Crush, "que dias bons!"
 Foi um dia bem foda receber meu primeiro salário e eu fiquei mega empolgada com isso. Como prometido, comprei um par de sapatos [sapatilha, tava necessitadíssima]. Foram quatro meses de muitas calcinhas novas [?], chinelos novos, saias, cervejas especiais...foi um tempo muito bão que passei tendo dinheiro na carteira.

Depois disso meu celular resolveu se revoltar comigo depois de anos, achei que pudesse pagar um novo e no fim acabei ganhando um novo,o Moto g 3ª geração. Ele é bom, estou amando. Depois disso, depois de tudo, meu salário final que atrasou, meu cartão de débito que nunca chegava em tempo da viagem mas, bem, final de ano tudo se resolve. As coisas amenizaram um pouco no finalzinho dele. Prometemos ano passado...

- Não superaquecer tanto o notebook lindo da mamai;
Ele deu umas esquentadas medonhas durante a época do calor aqui [sempre?!]. Mas de uns tempos pra cá não tenho jogado muito e meu gato comeu o cabo do cooler...
- Comprar presentes pras meninas no natal;
O que mais me irritou nesse atraso do salário final foi não ter comprado presente a tempo para as meninas, melhor, para ninguém que eu cogitava presentear. E se você não consegue comprar um presente, você o faz, certo? Fiz minipãezinhos recheados com chocolate para elas.
- Deixar unhas grandes o máximo possível;
Acho que nem chegou a ficar grande num nível legal, elas ficaram bem curtas de uns tempo pra cá. Agora que estão crescendo normalmente. Vlws, stress.
- Trocar de celular;
Queria um Moto x, depois fui pro Moto X play, me indicaram o Lg G3, achei o Moto g 3 simpático e cá estou possuidora de um smartphone de verdade [eu tinha um moto razr d3. Three is the number.]
- Começar a fazer planejamentos financeiros;
Comprei um caderninho, diz um cifrão no maior estilo diy dos pobre e pan...por quatro meses. Mas foi bão.
- Cogitar se mudar para Curitibs;
Eu já cogitei e, depois que acabar meu tempo como professora substituta eu...vou pro mundo, sabe? Nada mais me prende. 
- Se adaptar ao novo colírio demoníaco;
Finalmente dei um jeitinho e agora tô conseguindo usar ele sem me atrapalhar.
- Começar a usar lentes;
Fui lá no médico resolver isso no final do ano passado, mas precisava de adaptação, etc, e não daria tempo. Eu nem tive tempo de ir no médico esse ano, tem que ir acompanhada porque o colírio deixa meu olho "estouradão";
- Mudar roupas;
 Fui muito em lojas de roupas esse ano por conta do emprego, de estar ganhando...eu comprei uma saia do jeito que eu queria, com uns floralzim maneiro...comprei um tênis street com zíper e acho que eles ficariam lindos juntos.
- Evitar pipoca;
 AHAHA. De novo, HA HA HA. Jurando mesmo que ia conseguir essa.
- Ter visto mais que duas séries [inclui animes ^3^]
Mas que surpresa grata foi esse ano em relação a seriados, ein? Acho que estou acompanhando umas três séries, mais ou menos...eu só preciso acompanhá-las juntas, ainda não consegui isso. Estava vendo e fechei Orange Is The New Black, devo estar na segunda ou terceira temporada de Breaking Bad e, não sei se vale, mas finalmente vi umas temporadas de Rupaul's Drag Race e, MEUDEUS, como pude deixar de ver antes??? Que maravilhoso?? Também penso em acompanhar Broad City e aquele seriado do cavalo que tem no Netflix e não lembro o nome.
- ~desenfurnar~;
Às vezes acho que não me reconheço, isso não faz sentido haha
- Aprender a dirigir;
Faltou isso aqui [ilustrando: pouquinho] pra eu começar autoescola, mas não foi. Ainda.
- Tentar fazer ~o pedido~.
Eu fui pensar nas coisas que quero de um casamento, fiz a peneirinha maneira e ó, parabéns pra quem é casado e sabe fazer direitinho todas as coisas que casados fazem, pois eu vi que não é minha praia. Não adianta você querer se casar só pra ficar linda num vestido se você não curte dividir cama e comida com alguém, né. Beijo mor, te amo!

Em 2016, prometo:
~Ver mais filmes;
~Ter me encontrado profissionalmente pelo menos uns 50%;
~Ter mais roupinhas divertidas;
~Reciclar e eliminar umas amizades, se isso for possível;
~Sair mais, se divertir;
~Dizer não quando você não quer fazer algo;
~Parar de pensar e fazer logo algo nesse cabelo pelamordedeeels;
~Começar um mini enxoval;
~Rir até doer a barriga, eu nunca mais fiz isso;
~Cuidar mais da saúde;
~Tomar mais banhos de piscina;
~Se encontrar enquanto "acervo de bijuteria divertida";
~Ter um console de videogame próprio e usá-lo frequentemente;
~Escrever mais e voltar a ter um diário;
~Ler todos os livros que você comprou ano passado;
~Ficar bebiinha lembrando de vários nadas;
~Começar tratamento de pele;
~"Never give up, never surrender".

Byeeeeeeeeee
_______ 
The Police_King of Pain.mp3