31.1.09

Má vida social e namoro com Montilla

Bem como falei no post de ontem, houve uma festa para eu ir, pois uma parente minha passou no vestibular. O que eu iria imaginar lá, uma festa no salão de festas, espaço, cerveja gelada e Montilla. Chegamos à portaria e perguntamos ao cara onde seria a festa. Minha cara de peido na hora respondeu muita coisa: no próprio apartamento. Jesus, e vai caber esse monte de gente? Minha família é enorme, caber ela quase toda lá é quase como...mas tá, vamo né.

Chegando lá, a universitária nos recebe, me dá um abração confortante e nos adentramos ao apartamento. Jesus [o Senhor ainda vai ser muito falado nesse post], quanta gente desconhecida! Achei que ia ter um treco só de ver gente que nunca vi na vida. E todos muito descolados, falando putarias e conversas nada instrutivas num volume bem "vai dá de ouvir do banheiro", com seus copos de cerveja. Bom, pelo menos tinha gente que eu conhecia. Apesar de bem deslocada e aparentemente nervosa com todo aquele fuzuê, uma guria que conhecia de outros carnavais falou comigo e me deu um abração. Ela é super gente fina, mas como estava com os amiguinhos descolados dela, pra conhecê-la melhor era meio difícil. Um amigo que há tempos não o via me deu outro abração. Tipo, todo mundo dando abração, assim eu emagreço rápido, minha gente.

Num dado momento, vários amigos de minha prima sumiram. Aí pudemos respirar um pouco. Porque, como forma do meu conforto, tinha minha cunhada e meu irmão para bater um pouco de papo. Mas sério, os papos do meu pai com meus tios estavam bem melhores do que os dos adolescentes. Até porque ele é uma comédia.

Aí do nada, eu lá muito bonitinha sentadinha, minha prima me chama pelo braço [sim, pelo braço, pois nem meu nome ela chamou, puxou pelo braço mesmo], e me encaminha ao quarto dela. Sabe aqueles litrões de amigos dela que estavam lá na sala, não sabe? Pois estavam todos lá no quarto dela. E aquele quarto é uma gavetinha man, altamente fora do comum. Ela ficou sentada na mesinha, me ofereceu insistentemente para sentar na cama com mais duas pessoas, e outros três estavam em pé. Sem falar que a cama dela é uma beliche. Eu estava no andar de baixo, e mais duas pessoas estavam lá em cima. Mas tinha um guri muito cu com os pés balançando lindamente. Ou seja, os pés do cara estavam exatamente na frente do meu rosto. Eu não sabia o que era pior, se aquele calor de adolescente, o chulé do cara, ou minha vontade controlada de puxar os pés daquele ser, e tacar inúmeras vezes a cabeça dele no armário logo em frente à beliche. Mas antes que eu pensasse nisso, um cara deitou na cama de baixo, atrás de mim, e a moça que estava do meu lado não hesitou em ficar por cima desse menino.

Cara, eu só tenho 17 anos ainda, nunca tive a triste oportunidade de observar uma cena de sexo explícito ao vivo e mal esperam eu completar os 18 pra me fazerem eu ver isso, não dá cara. Fiquei com uma cara indecisa, ou queria tapar os olhos. Imagine se eles tivessem feito os movimentos! Fiquei toda desconsertada. Aí, mais uma coisa do nada: a parenta fica por cima dos dois. Pronto, a dança do maxixe, sendo que o homem ficou embaixo. Eles se demontam, e a primeira participante da suruba avisa que vai dar um pulo no shopping. Pronto, o quarto se esvazia e eu consigo respirar oxigênio.

Como aquela festa estava "boa" e social demais para ser verdade, eu decido que tenho que beber. Claro, pra apagar tudo de ruim e jovem que eu vi por lá. Não vou apagar isso da minha memória, certamente, mas pelo menos para fazer com que eu leve tudo aquilo na esportiva. Pedi logo uma cerveja. Ora, primeira vez tomando cerveja em copo descartável. Que brochante, isso sim. Em dois minutos a cerveja esquentava e não sei se foi o copo ou o azar, mas quase sempre ficava espuma. E em grande quantidade. Além do copo, que ficava com um cheiro muito estranho, lembrava vômito. Não titubiei, pedi logo Montilla. Óbvio, porque Montilla parece que foi feita para ser bebida especialmente quando alguém passa no vestibular. O refrigerante estava razoavelmente frio, mas deu pra tomar com classe. E com tiragosto perfeito: torradinhas com sardella, um molho/patê fora do comum que eu faltei levar para casa. Meu irmão falou que tinha gosto de galho, mas se não fosse ele, não teria experimentado, bem picante, um gostinho adocicado.

Fui embora de lá com um copo de coca-cola + Montilla quase que quente. E tava muito forte. E nem me despedi direito do meu amigo, mas tudo bem. Na minha vai ter galões de Montilla, porque me apaixonei agora. Fui dormir com friozinho gostoso assistindo Chaves. Tipo, nada melhor.

bjs.

pê ésse dois pontos - ô diliça, minhas aulas só começam dia 9, nada de segunda-feira. \ö//

___________
listenin': Le Tigre - Fake French