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27.3.20

A quarentena me fez voltar aqui

Depois de apanhar do Blogger pra conseguir pôr foto no post, aqui está mais ou menos como vai indo minha quarentena: muita água pra não ficar dodói, The Sims 3 porque saudades e pizza do Extra que precisei ir lá para comprar coisas importantes, mas fui e voltei de forma responsável e higiênica.
E aí, seus reclusos, como passa? Quem diria que a gente ia fazer parte de mais um capítulo nos livros de história com essa pandemia. Eu? Eu estou isolada em casa há mais de uma semana. Os dias têm sido como a maioria para todo mundo: segunda que parece quarta, mas você não pode pestanejar pois quando for checar a data no celular, já será quase sexta feira...que só parece um dia qualquer. Infelizmente eu não sou a pessoa mais recomendada para animar qualquer pessoa nesses dias de quarentena.

A princípio eu estava levando numa boa. Imagine, curtir sozinha? Oxe, o que sei fazer de melhor! O problema da quarentena em si não é você ter essa maravilha que é não socializar, mas sim de ter a liberdade de ir e vir quando bem entendesse. É legal ficar em casa, mas se quiser visitar alguém importante, fazer compras ou pedir comida? E sim, delivery é bom você pensar duas vezes também pois, a) ou vai estar mais caro por conta da demanda do b.o que é estar trabalhando em meio ao estado que está o mundo todo, e também b)você terá que sanitizar/ se livrar de tudo aquilo que foi tocado por terceiros fora da sua casa. Lembro a última vez que pedi um delivery (terça passada) e ainda havia a opção de receber ~~em mãos. Claro, seria melhor o entregador deixar a compra na porta e se mandar, mas como meu bairro tem muito catioro, era capaz de ficar sem meu almoço. Então me precavi, lavei e passei álcool gel nas mãos antes e depois de chegar a comida. Evitei tocar as coisas da casa com a mão e por aí vai.

Falando em princípio, lembro como se fossem duzentos anos quando entramos em quarentena. Era segunda feira, já tava com resquícios de saudades do morzão, mas ansiosa pra ver quanto tempo aguentava acordada cinco horários de aula teórica na terça feira. Então vi no grupo da minha antiga turma a notícia de que as aulas foram suspensas por conta do coronga. Aliás, foram suspensas até o dia 15/04, não sei se isso vai se estender e, do jeito como as coisas estão, vai. No começo eu achei legal porque tava com o sono meio errado de ir dormir às três pra acordar às cinco e quando chegasse em casa, dormir a tarde toda. Volta pra Cláudia do presente indo dormir quase às oito da manhã e acordando quatro da tarde. Uaaaau, mudou muito, grande progresso.

Outra coisa que achei foi que apenas alguns lugares se fechariam. Dia seguinte acordo na terça, quase quatro da tarde, todo mundo em casa. Pai não foi trabalhar pois as escolas que ele dava aula também suspenderam. Foi aí que eu tive noção do que tava acontecendo. E, o pior, eu não me preparei em nada pra isso. Se eu soubesse, eu, logo eu tão preparada das coisas, teria feito uma lista do que precisava dias, quiçá semanas antes.

Na realidade eu só fiz de fato uma lista ontem (quarta feira) e fui atrás dessas coisas. Você pensa, "tá locona olha o corona vairus fica em casaaaa", mas eu precisava. Aqui em casa fizeram compras, mas de coisas indispensáveis. Não que as que eu queria comprar fossem banais, mas eram coisas que tentei substituir aqui e não consegui, como pasta de dente, enxaguante bucal e desodorante, em que só me dou bem com marcas específicas. Aproveitei a deixa também para rever o morzão. A gente já estava há mais de uma semana sem se ver e no dia anterior das compras a gente tinha feito mês de aniversário e nem podíamos comemorar. Nosso relacionamento ficou bem abalado com isso tudo, fiquei vendo ele ir pras cucuias e isso só me deixava mal...

Eu preciso ser sincera com vocês: a quarentena realmente afeta a saúde mental das pessoas. Já cheguei a ver posts em redes sociais de pessoas falando sobre crises de ansiedade durante esse tempo isolado e não levei muito a sério, até acontecer comigo. Eu fiquei beeeeem mal, mal mesmo. Não conseguia comer bem, chorava sem motivo, começava a ter princípios de crise...apesar de ter ficado animada em ver o namorado, ter visto a cidade vazia e as pessoas se protegendo com máscaras e tudo o mais, isso realmente me entristecia. A gente fica: quando isso vai acabar? Até quando? Vai chegar em um ponto alto da doença aqui? Curas, vacinas? A gente vai poder respirar normalmente fora de casa?

Eu precisei parar um pouco de ver notícias sobre, evitar ler sobre, ou eu poria a perder a "alegriazinha" que tive só por ter visto o zé. E antes que pensem que eu saí de forma totalmente irresponsável contaminando as pessoas de casa, saibam que eu fiz o maior rolê pra que nada disso acontecesse.

Levei meu tubão de álcool gel, luvas de plástico e máscara para o supermercado. Fiquei o rolê todo de máscara, e sempre passando álcool nas mãos depois de manipular as coisas. Passei álcool em pertences que ia usar na ida e volta como carteira e chaves. Quando cheguei em casa foi que pus as luvas para manipular maçanetas e chaves, tirei todas as minhas roupas e as isolei, voltei a passar álcool nos pertences e na bolsa, tomei um banho até tudo ficar branco de espuma, lavei os cabelos, escovei os dentes, troquei a roupa de cama (porque deixei as compras em cima dela e porque...bom, porque tava precisando mesmo)...ufa, acho que foi isso. Ah, claro, passei álcool gel no tubão porque quem vigia os vigilantes, né...

Calma gente, eu não sou/estou maníaca em relação ao coronga, é uma questão de precaução e principalmente porque moro com grupos de risco aqui em casa. E, falando outro provérbio, quem tem coo, tem medo, então...

Mas se for pra falar algum conselho em relação a esses dias entediantes de quarentena, eu recomendo fazer coisas que te dão prazer e que de alguma forma são terapêuticas para você. Pra mim, por exemplo, voltei a jogar jogos que eu amava anos atrás (o The Sims 3, da foto do post), voltei a aquarelar e, não nessa semana que foi muito atordoada, mas nas próximas pretendo tentar algumas sessões de ioga por algum app. Fazer cosplay de Marie Kondo e desapegar de coisas no seu quarto que não te trazem felicidade também ajudam bastante. E eu já vi gente fazendo, mas não fiz ainda, um detox de 24h sem usar redes sociais. De certo modo eu também não tenho visto tanto Instagram e Tiktok como fazia antes. Ah, ler também. Ontem mesmo encontrei um dos meus livros preferidos da adolescência e vou devorá-lo em alguns dias. Inclusive há muitos exemplares grátis na loja da Amazon para você ler pelo app da Kindle que pode ser baixado em celulares e tablets em geral e, claro, no próprio Kindle.

Enfim, muita coisa que pode fazer por si mesmo. Se a peteca cair...respira um pouco e tenha fé que isso tudo vai passar. Não sei quando, mas vai.

bái.

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♫Weyes Blood_Andromeda (essa banda meudeus meu coração)

5.3.19

"ah, eu não gosto de vinho não"

0 critérios de fotografia, mas...segura o copo, carai

Tô na preguicinha do meio/fim do carnaval + minhas férias do curso e resolvi postar. Postar não, vou dar uma cheatada maneira aqui porque esse rolê da foto acima aconteceu tem bem um mês mais ou menos, aí o que eu resolvi fazer: colar meu escrito lá do app que eu escrevo diariamente, pra cá, olha que fofa que eu sou. Era pra eu ter postado sobre isso há séééculos, mas eu ficava adiando e adiando já que eu tava no final do período praticamente. No app é mais freestyle então eu posso escrever à vontade. É lógico, claro e evidente que sou editar umas partes já que lá as coisas são mais reservadjénhas também, então...vam'lá.
Só pra inteiraaaar a conversa de vez: eu fui pra Pedro II. Minha turma e o curso em si já foi em vááárias viagens, eu inclusive ia pra Maceió ano passado apresentar um artigo, mas moiou no sentido de $$$$. Acontece que eu nunca tinha ido viajar com minha turma, sempre porque os dias batiam com os que eu estava trabalhando, então eu perdi bastantes aventuras (e certificados também). Esse de Pedro II dava certo em vários sentidos, já que caía no meio da semana e a intenção era de que iríamos ir e voltar no mesmo dia. Do que se tratava o evento, e eu só soube dois dias antes da viagem porque sim: vinhos. E degustação. Bom, vamo logo colar esse negócio senão o post todo vai ser só escrita atual haha
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Tipos que me falaram que a gente chegaria de volta a The uma meia noite por aí, então eu fiquei esperta pra todas as horas. Soube também que partiríamos às 13:30, daí eu almoçaria no IFPI mesmo, até porque teríamos uma aula pelas 10h. Na mochila levei:
•travesseiro de pescoço;
•Kindle;
•fones;
•celular com carregador;
•documentos;
•um pouco de dinheiro;
•um pacote com três biscoitos de morango;
•meu garrafão;
•uma blusa de manga comprida porque meu casaco eu não achei na hora que fui arrumar.

Eu tinha essas coisas em mochila e só na volta que vim recordar que eram essas as coisas que eu costumava levar pra viajar pra Curitiba. Lembrei das minhas aventuras desbravando aeroportos e tomando looongos chás de cadeira à espera da conexão que valiam mais do que a pena só de ver ele me esperando no desembarque, me abraçando e embalando meu cansaço com um longo beijo na boca. Eu sei, eu era feliz pra porra, e eu sabia.

Esses pensamentos me pegaram forte e tive que ficar me segurando pra não chorar no ônibus. Eram uns puta momentos da minha vida. Passei alguns anos fazendo isso, que apesar de ser meio cansativo, eu fazia. Eu não sei se fico querendo chorar de saudade de algo que não volta mais, ou de ver no que minha vida se transformou daquela época pra hoje. Eu era outra pessoa, eu tinha pouco, mas tinha o peito cheio de amor e era isso que importava. Eu não sei dizer se eu conseguiria, naquelas condições e sem que ele tivesse falecido, ter tudo o que eu conquistei nesses últimos anos. Não sei se faria diferente. Foram acontecimentos que, apesar de terem ferrado com minha vida, serviram pra me tornar quem eu sou hoje.

Eu divaguei tanto nesse momento nostalgia que esqueci da viagem hauahaauah vamo voltar...recompoooorr...pronto.

Com tudo no ponto eu percebi que depois do almoço muitas minas tinham ido banhar no banheiro do IFPI. Era uma coisa meio coletiva, nunca fui naquela área, mas sei que tem um chuveiro lá no banheiro feminina. Mas é aí que tá: todas elas tomaram bainho, estavam lindas, arrumadas e cheirosas (algumas inclusive maquiadas). Tinha até essa mina que foi de calça e blusa de alça fininha, não banhou com as outras minas, mas que usou uma maquiagem bem pesada nível festa e tô sem entender até agora o porquê da maquiagem se ela passaria mais horas dentro do ônibus que em luz e mostrando pras pessoas seus dotes artísticos. Eu fico tipo intrigada porque ela é linda pra caralho e tem uma pele maravilhosa que é meu sonho de princesa, mas lá tá ela botando esses carai sem precisar. Mas é aquela coisa: se os outros vissem como a gente vê eles...

Com esse rolê do banho eu fiquei meio constrangida porque tava começando a suar e eu só tinha lavado o rosto, ajeitado o cabelo e escovado os dentes, de diferente. Eu não quis banhar lá porque...bom, porque corpo nu e etc. Mas enfim, bola pra frente.

Então chegou a hora de ir pros ônibus e o que fui aparentemente estava com algumas pessoas só. Até aí tudo bem. O problema é que atrás de mim tinha essa moça. Jesus Cristo, eu te amo mas POR QUE VOCÊ CRIA UMAS PESSOAS COM UMAS VOZES TÃO FEIAS DE SE OUVIR???!! Era horrível, insuportável!!!! Eu preferia ouvir um bebê, porque pelo menos o bebê uma hora ou outra iria dormir, e a demônia (falar demônia e Jesus num mesmo parágrafo, try me) não dormia nem por um decreto!!! Era uma voz de véia, beeem véia mesmo, véia zoadissima, bêbada. Tipo véia de cabaré, com décadas de fumante. E pra piorar ela ainda falava alto. Era de um jeito que eu me pegava umas duzentas vezes pensando em falar "caralho cala essa boca ninguém te acha engraçada, cantando menos ainda, vá ensurdecer o cão". Mas como sou paciente...eu tava muito puta já. Foi a viagem todinha isso. IDA.E.VOLTA. eu até fiquei naquelas, na volta "ah não ela não vai ficar gritando, todo mundo muito bêbado e cansado", lego engano.

Tirando isso, nossa. O IFPI de PII é muito gato, de dez a zero no do daqui. Era pra ser o contrário, já que o campus da capital tinha obrigação de ser topster.  A cozinha é coisa de tv, tudo em inox e os equipamentos novinhos...no daqui, se a gente encontrar uma colher de pegar arroz já é um marco. Esse ano ainda espero conhecer o campus de São Raimundo Nonato, pois quero ir num encontro/simpósio lá, daqui pra junho. Imagino que deva ser tão bonito quanto o de Pedro II.

Daí a gente chegou lá, umas cadeiras muito chiques, palestra palestra palestra, meu celular me deixou na mão e um colega nosso colocou ele pra carregar numa tomada laáá em cima pra mim. Com isso eu não tirei praticamente nenhuma foto, só essa que ilustra o post (eu mal conseguia deixar as taças da degustação na mesinha que tava torta e os recheios dos pãezinhos tudo caindo hauahaha) e outra com as senhoras lá do curso. A gente se divertiu muito na degustação (juntou bebida, comida e análise sensorial de uns vinho doido...e eu "eita tem gosto de vinagre" hauhauah 0 jeitos).

Em conclusão com isso tudo eu posso dizer que não sou uma pessoa de vinho, que o litrão sai mais barato e que saudade que eu tava de caponata? Fizeram umas bruschettas (que nada mais é do que pão fatiado com coisa em cima) com caponata em cima e tava maravilhoso. Deviam voltar a fazerem aqui em casa. 🤔

Acho que é isso, né? Tirando meu desespero discreto em querer peidar sem poder e cheia de dor no bucho por isso, eu gostei muito dessa ideia de ir em outra cidade com os gastronominhos (exceto aquela mina, aquela mina já pode deixar de ir em posteriores eventos pra ontem) e espero ir em outros eventos.

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Sim, eu sei, bem desbocado como escrevo lá, mas não recomendo. Vai que em demais situações eu resolva copiar de lá novamente, né? Por enquanto é isso.

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♫Wreckless Eric_Whole Wide World - Alternative.mp3

2.3.17

Segura esse Carnaval

Mas Cláudia, como foi seu Carnaval?
Ah, eu botei um colar de flor na cabeça e bebi feito o capeta
Faz muito tempo que eu não faço um post sobre o Carnaval, néam? Até porque, depois que a gente vai ficando velha, aumenta a frequência de vezes que você bebe, mas não a quantidade de biritas. E minha frequência tem sido bem meia boca: eu bebia até onde ia meu limite (ou de quem me acompanhava), não embriagava e ficava por isso.
Mas como eu prometi a mim mesma que iria beber todo o álcool do mundo por causa do meu tratamento de pele, eu assim o fiz, só não saiu do jeito que eu queria.
O que acontece quando você é passarinho novo e tem ressaca? Acorda com uma dorzinha de cabeça chata, toma um remédio maroto, novo em folha, pronto pra outra. De uns tempos pra cá, minha reação aos porres tem sido bem inusitada, simplesmente ficava alegrinha e sociável. E eu meio que resolvi ultrapassar meus limites para ver até onde isso iria chegar. Mas vou ser uma pessoa decente e começar do começo.
Nós - família - tivemos duas festas: uma no sábado e outra na segunda feira, além de um extra no domingo. Siim, a viagem pro interiorzão foi cancelada por motivos financeiros e acabou que ninguém foi pra lá. Pois bem, a festa do sábado foi aqui em casa e começou muito bem porque umas 16h faltou energia. Cerveja esquentando, eu totalmente sem noção pus maquiagem (no escuro todo mundo enxerga, né), aquela coisa. Embriaguei? Não. Bebi em torno das 18h, parei às 23h e nada. Fora isso, a luz só veio voltar doze horas depois. No extra do omingo não foi muito diferente, bebi umas cevezinha, cabou e nada.
Segunda feira tinha luz, era na casa de um tio, então achei que as coisas poderiam mudar. Eu bebo há, sei lá, uns mil anos pra esquecer da Regra número Dois [a um é beber de estômago forrado] do passarinho velho das cachaça: nunca, em hipótese alguma, misture bebidas. O resultado é a visão do inferno. E não é que foi?
Lógico, nem se compara com as doideiras que eu fazia de dar vários brancos e pedindo pras pessoas me recordarem de como foi dia seguinte. Sei que misturei cerveja, dois tipos diferentes de cachaça e um licor, ah o licor.
Nesse dia tinha começado a beber também às 18h e parei há mais ou menos 3 horas e alguns minutos. Engraçado que eu tinha bebido toda a cerveja disponível da festa e então me ofereceram, pela segunda vez, um restante das duas cachaças [elas estavam misturadas numa espécie de ponche] e foi só eu tomar que a coisa engrenou: e não é que fiquei bêbada? Inclusive a foto que ilustra este post foi uns minutos antes de eu ~sentir a brisa~.
Mas a parte ruim disso tudo? Eu fui dormir maravilhosa na casa do meu tio, que por acaso é casa da minha prima [risos]. Mas não houve maravilhosidade que eu acordei: veio tontura, um enjoo interminável de estômago vazio, querendo desmaiar. O problema é que eu não parava de vomitar e acreditava que por isso não conseguiria comer. Ok que eu soltei a clássica 'nunca mais eu bebo', porque a última vez que fiquei nesse estado foi tomando um porre de tequila e, bem, essa bebida está na lista negra de 'nunca mais tomo'...mas não, ainda temos Semana Santa, não largarei a cerveja. E depois dela começo a desrebocar essa carinha que a puberdade me deu.
Ah é, andaram acontecendo umas coisinhas bem inusitadas aqui do outro lado...não sei se faço um post sobre isso, ou não...é isso.

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🔊The Shins - Girl inform me

9.3.09

Assim, fútil ok

Tive uma certeza disso após concluir de que boa parte dos meus argumentos não estão concluídos. Até porque nem tudo nessa vida que você acha sobre determinado assunto tem uma opinião relativa. Como aborto. Como o uso das células tronco para pesquisas. Segunda-feira ocorreu minha primeira aula do laboratório de redação. Meu maior medo foi quando ele falou dos debates. Sim, porque em debates as pessoas falam [não, que é isso] dando seu ponto de vista sobre determinado assunto. E obviamente, eu sou péssima em falar desse tipo de coisa, prefiro escrever.

Mas até nisso eu sou ruim. Não sou o tipo de pessoa que pega um tema e na hora vem uma explosão cheia de informação das quais você conhece e que se liga proposta. Eu começo falando uma coisa, depois enrolo, e não sei dividir os fatos positivos com os negativos. Arg, terrível, vai dar um vazio mental na hora da redação.

Retirando tudo isso, retornei à academia. Quarta faltei por causa do coiso no joelho, e sexta porque passei mal. Ocorreram algumas mudanças, como ter aulas todos os dias, e a leve coincidência de nessa semana chover todas as vezes em que ia para lá. Mas bem, tive que enfrentar a danada da bola de pilates novamente, só que essa vez foi até divertida.
Num dos exercícios, eu ficava deitada de bruços e a outra moça que estava fazendo a aula comigo ficou com a bola nas minhas costas. Ela praticamente "mergulhou" em cima da bola. Parece até ser uma aula um tanto dolorosa, mas depois dessa massagem eu senti o mundo mais cor-de-rosa, te contar viu.

Sério, tudo começou a dar certo e as coisas ficaram mais bonitas. Não falo isso pelo estado de relaxamento, mas acho que o divino foi dar umas férias pra mim e me deixou com coisas boas. Tipo, uma amiga minha e eu nos reconciliamos, tudo saiu bem, eu e meu namorado ficamos bem-humorados, deu vontade até de estudar...Sim, porque depois que eu voltei do Carnaval, relaxei bastante. A coisa se reverteu, ou seja, se antes eu achava as pessoas incompetentes por não estudarem, agora elas estudam, e eu virei a incompetente. E você não imagina o quão ruim é passar um dia sem estudar, pelo menos para mim. Eu já tenho uma autocobrança, e a cada dia que passa sem estudos, essa cobrança aumenta de uma maneira que, quando vir à tona, eu vou ficar tipo, locona, sabe.

* * *

Certa vez, minha cunhada falou para mim o tédio e o sono que é uma aula no sábado. Disse que tentava dormir, mas não podia. Eu já tive duas aulas pelo sábado, mas eu não sei o que é, se pelo fato de ser já o fim de semana, que a pessoa não tem a mesma disposição durante a semana. Sem falar que um dia antes fui estudar e, na empolgação do momento, quando fui olhar as horas, eram quase quatro da manhã. Ou seja, além de sábado, ia ser sonolento. Pela noite, fui numa festa de família. Me arrumei toda sabe-se lá pra quê [né (6)], tinha até tangiroska lá, mas acabei capotando na própria festa. Tudo bem né, isso se eu não tivesse derramado um "drink" numa prima minha, após ter dado uma capotada. Ah, criei coragem e peguei o mesmo ônibus que a Amy Winehouse se soltou comigo. Fiquei com um pouco de vergonha, mas bem, as coisas passam.

o post tá meio lixinho, sem humor. Quem sabe em alguma das minhas eu melhoro os posts.

25.2.09

Carnaralho [ou pós-carnaval]

Esse Carnaval foi digno. Digno de se ter medo, porque, se já foi assim agora, imagine na Semana Santa, no "bota-dentro" do meu primo e lá vai festa. Bom, chegamos lá cedinho, tudo nos normais, eu sempre dormindo e todo mundo no dia seguinte "mas Aurora, beltraninha chegou e você dormindo, mimimi". Tá, vou morrer por causa dessa pessoa.
Os dois primeiros dias foram bem tradicionais, o ócio dando um oizinho pra gente, aquela coisa toda. Domingo parecia um dia qualquer, pois domingo você já pensa que é um dia de descanso, de hiper-ócio, aquela coisa toda. Mas esse não. E eu digo, com Caps Lock, NOT.

Estava eu e mundinteiro na piscina bebendo cerveja, até que os meninos trazem, bem geladinhos, vodka e energético [que aliás, não achei a foto, mas se chama Vulcano]. Eu nunca nessa minha vida tinha tomado energético, mas de vodka tinha era história. Mas chique como ela, never. E pobre sabe como é, na hora que vê uma beldade dessas, só consegue olha para a garrafa. Pois bem, bebi, bebi, tudo muito normal. Vulcano tinha gosto de refresco de guaraná, e tava super gelada.

Encontrei até um Designer Gráfico, aí morri né. Disse que ia me enviar umas apostilas de curso de html, e que ele mexia com flash e tudo, eu doida pra roubar o trabalho da criança. Quando me virei, e me toquei de todo aquele povo, todo mundo estava feliz, sorridente, todo mundo parecendo as criancinhas da plateia do Bozo. Foi aí que tive a plena conclusão que:
- Não tinha ninguém sóbrio lá;
- Não havia ninguém triste;
- Lara matou a Flora.

A partir daí, não me lembro de mais nada. Vulcano levou minha memória todinha. Mas, conforme outras pessoas me cederam outras versões, vou aqui falar delas. Pois bem, após isso, meu irmão teve um ataque "mamãe, pirei meu cabeção" e saiu correndo. O local é enorme, então, quem estava atrás dele, correu bastante. Conseguiram pegar a criança tresloucada e foram dar um banho nele. Nisso, minha memória retornou, e acabei ajudando a pegá-lo. Disse que ia pegar o xampu e pimba, eis que acontece: eu escorrego e caio. Aí, minha prima enfermeira de bêbados me leva ao banheiro com o joelho ralado e sangrando. Não havia crises amorosas, amores platônicos para desabafar com ela, mas sim o meu joelho. Fiquei falando repetidas vezes que ele estava doendo e ela explicava, e eu repetia, um ataque de alzheimer de dois em dois minutos.

Vulcano novamente se manifesta e não lembro do que aconteceu, mas acordei de baby doll, alguém colocando remédio no joelho, chorei, e dormi novamente. Tá vendo como é, a pessoa tenta servir de reboque, e no fim das contas leva uma ralada básica no joelho. Como diz o Chapolin, "Se aproveitam de minha nobreza". Teve vezes que ardia muito, agora está um pouco melhor. Levei dois livros e não consegui estudar um capítulo de Cartografia inteiro. Até minha mãe tomou porre, os três [eu, ela e meu irmão] levamos uns arranhões daonde a gente se topou.

Tudo correu bem, de certa forma. Do bingo, ganhei uma lanterna, um sabonete e uma garrafa, mas que acabei cedendo. Enfim, é isso. Ah, e quanto ao guri que era Designer Gráfico, como ele tomou um porre, acabou esquecendo de tudo e falou comigo bem como antes. E pensar que eu podia ganhar mais conhecimento, ave...
Não caramba, só queria o html da parte dele. ¬¬

bjs.

31.1.09

Má vida social e namoro com Montilla

Bem como falei no post de ontem, houve uma festa para eu ir, pois uma parente minha passou no vestibular. O que eu iria imaginar lá, uma festa no salão de festas, espaço, cerveja gelada e Montilla. Chegamos à portaria e perguntamos ao cara onde seria a festa. Minha cara de peido na hora respondeu muita coisa: no próprio apartamento. Jesus, e vai caber esse monte de gente? Minha família é enorme, caber ela quase toda lá é quase como...mas tá, vamo né.

Chegando lá, a universitária nos recebe, me dá um abração confortante e nos adentramos ao apartamento. Jesus [o Senhor ainda vai ser muito falado nesse post], quanta gente desconhecida! Achei que ia ter um treco só de ver gente que nunca vi na vida. E todos muito descolados, falando putarias e conversas nada instrutivas num volume bem "vai dá de ouvir do banheiro", com seus copos de cerveja. Bom, pelo menos tinha gente que eu conhecia. Apesar de bem deslocada e aparentemente nervosa com todo aquele fuzuê, uma guria que conhecia de outros carnavais falou comigo e me deu um abração. Ela é super gente fina, mas como estava com os amiguinhos descolados dela, pra conhecê-la melhor era meio difícil. Um amigo que há tempos não o via me deu outro abração. Tipo, todo mundo dando abração, assim eu emagreço rápido, minha gente.

Num dado momento, vários amigos de minha prima sumiram. Aí pudemos respirar um pouco. Porque, como forma do meu conforto, tinha minha cunhada e meu irmão para bater um pouco de papo. Mas sério, os papos do meu pai com meus tios estavam bem melhores do que os dos adolescentes. Até porque ele é uma comédia.

Aí do nada, eu lá muito bonitinha sentadinha, minha prima me chama pelo braço [sim, pelo braço, pois nem meu nome ela chamou, puxou pelo braço mesmo], e me encaminha ao quarto dela. Sabe aqueles litrões de amigos dela que estavam lá na sala, não sabe? Pois estavam todos lá no quarto dela. E aquele quarto é uma gavetinha man, altamente fora do comum. Ela ficou sentada na mesinha, me ofereceu insistentemente para sentar na cama com mais duas pessoas, e outros três estavam em pé. Sem falar que a cama dela é uma beliche. Eu estava no andar de baixo, e mais duas pessoas estavam lá em cima. Mas tinha um guri muito cu com os pés balançando lindamente. Ou seja, os pés do cara estavam exatamente na frente do meu rosto. Eu não sabia o que era pior, se aquele calor de adolescente, o chulé do cara, ou minha vontade controlada de puxar os pés daquele ser, e tacar inúmeras vezes a cabeça dele no armário logo em frente à beliche. Mas antes que eu pensasse nisso, um cara deitou na cama de baixo, atrás de mim, e a moça que estava do meu lado não hesitou em ficar por cima desse menino.

Cara, eu só tenho 17 anos ainda, nunca tive a triste oportunidade de observar uma cena de sexo explícito ao vivo e mal esperam eu completar os 18 pra me fazerem eu ver isso, não dá cara. Fiquei com uma cara indecisa, ou queria tapar os olhos. Imagine se eles tivessem feito os movimentos! Fiquei toda desconsertada. Aí, mais uma coisa do nada: a parenta fica por cima dos dois. Pronto, a dança do maxixe, sendo que o homem ficou embaixo. Eles se demontam, e a primeira participante da suruba avisa que vai dar um pulo no shopping. Pronto, o quarto se esvazia e eu consigo respirar oxigênio.

Como aquela festa estava "boa" e social demais para ser verdade, eu decido que tenho que beber. Claro, pra apagar tudo de ruim e jovem que eu vi por lá. Não vou apagar isso da minha memória, certamente, mas pelo menos para fazer com que eu leve tudo aquilo na esportiva. Pedi logo uma cerveja. Ora, primeira vez tomando cerveja em copo descartável. Que brochante, isso sim. Em dois minutos a cerveja esquentava e não sei se foi o copo ou o azar, mas quase sempre ficava espuma. E em grande quantidade. Além do copo, que ficava com um cheiro muito estranho, lembrava vômito. Não titubiei, pedi logo Montilla. Óbvio, porque Montilla parece que foi feita para ser bebida especialmente quando alguém passa no vestibular. O refrigerante estava razoavelmente frio, mas deu pra tomar com classe. E com tiragosto perfeito: torradinhas com sardella, um molho/patê fora do comum que eu faltei levar para casa. Meu irmão falou que tinha gosto de galho, mas se não fosse ele, não teria experimentado, bem picante, um gostinho adocicado.

Fui embora de lá com um copo de coca-cola + Montilla quase que quente. E tava muito forte. E nem me despedi direito do meu amigo, mas tudo bem. Na minha vai ter galões de Montilla, porque me apaixonei agora. Fui dormir com friozinho gostoso assistindo Chaves. Tipo, nada melhor.

bjs.

pê ésse dois pontos - ô diliça, minhas aulas só começam dia 9, nada de segunda-feira. \ö//

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listenin': Le Tigre - Fake French

30.1.09

Pé podre

Era pra ter postado isso bem antes do post-fossa, mas aí acabou acontecendo a fossa, e enfim, vai pé podre agora. Mas é sério cara, eu tenho o pé podre. Como falei no post que descrevia a academia chique, eu já tive três professores. Um deles teve uma torção sabe-se lá onde, até porque isso não vam ao caso.

Tô fazendo academia tá bem com uma semana né. Tava lá, eu, numa segunda-feira pacata e cansativa, obviamente. Já iamos começar a aula de jump, e eu doida pra ir embora. O ritmo ia se acelerando, quando acontece algo nada projetado para a aula: Minha professora torce o pé, e tipo,em plena aula. Deu uma pena tão grande, ela chorando lá de dor, com a mão no pé e a gente [três meninas comigo, no caso] ficava tentando acalmar ela. Botamos as cama-elásticas de volta, desligamos tudo e descemos com ela para a sala de recepção. Ok agora, ela parece ter engessado o pé, já temos uma professora substituta que faltou comer meu joelho com os gritos mandantes dela. Mas teve uma coisa que ela falou que me deu muito medo e noção das coisas, cara.

"Em cinco anos de jump, isso nunca me aconteceu..."

Ou seja, em tanto tempo, como diabos ela veio torcer o pé assim? Foi aí que me lembrei do time de basquete que meu namorado torce. Tá perdendo muito ele, e toda vez que ele perde, ou eu estou falando do time, ou estou presente. E uma vez que me ausentei do pc, o time, assim, do nada, ganhou. Foi aí que tive a conclusão: eu sou um perigo pra humanidade! Porque tipo, se o Chicago Bulls perde, a culpa é minha! E se minha professora de jump torce o pé, a culpa também é minha!!

Eu desabafei isso primeiramente ao meu pai, que riu e não disse mais nada. Depois falei ao bofe, que também riu. Fui motivo de zombaria...! Deixe só eu ficar falando sobre o time de vocês e vocês vão ver.

pê ésse dois pontos - uma prima minha passou no vestibular. E não vou poder ir à academia hoje. Dia regado a álcool e chuva, nada melhor.

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Ouvindo mentalmente:
Air - Sexy Boy.mp3