9 de março de 2009
Hoje tive aula de redação. O assunto mais do que falado foi sobre o aborto daquela menina de nove anos, de Pernambuco. O professor pôs no datashow sites com notícias sobre o ocorrido, e pediu que nós debatêssemos sobre. Certas coisas eu ainda não sabia - ou pior, não fui atrás -, como o padrasto, além de abusar da guria desde quando ela tinha seis anos, ele também estuprava a irmã dela, de catorze anos e, o que mais me chocou: com problemas mentais.
Como pode um cara, cara não, um rapaz, ter a idiotice de cometer um crime terrível como esse? Pior, como pode uma mãe irresponsável dessas não reparar, há mais de três anos, que as duas filhas eram sexualmente abusadas? Ao menos ela tomou tais medidas para com seus netos. Mas para isso o rapaz precisou querer fugir para Bahia.
Burrice maior foi a de um advogado, conhecedor das leis, querendo punir a mãe por permitir o aborto. É assim que esse país vai pra frente. Mas não falei isso ao professor no debate, porque eu tenho classe, ok.
10 de março de 2009
Pela manhã, bem cedo, o jornal do meu Estado anunciou: Nazareno [nota: um político] afirma também ser contra o aborto da garota de nove anos. Claro que eu tinha o que falar, não é. Em primeiro lugar, alguém, fora da família, tem a ver com o que ela fez ou com o que fizeram com ela? Não tem, obviamente. Até porque, onde sei, ninguém perguntou isso a ele. Segundo: de opinião de político e de padre ninguém deve confiar e dar razão. E tenho dito.
11 de março de 2009
Se isso é relevante eu não sei, mas fazem uns seis meses que estou sem meu computador. Não é porque eu o usava por um leque de futilidades, mas eu tinha um tremendo afeto por ele. Mas tá, deixa para lá.
Largando o assunto 'aborto' de lado, na minha ida à escola, meu pai falou que um certo colégio estava decaindo, e contou a história. Disse que um colega, este sendo professor deste referido colégio, pôs um aluno para fora de sala. O bedel o interrompeu, explicando que não era permitido a retirada de alunos da sala.
O professor tentou relevar, e no outro mês quis por o aluno para fora novamente. Dessa vez, a diretora foi quem lhe explicou que a didática do colégio não permitia esse tipo de coisa. Ah certo, didática. Na terceira vez, o professor, já com o salário no bolso, se demitiu e ainda ousou em pôs o aluno pra fora, pra fechar com chave.
Conclusão: as turmas numerosas que havia naquele colégio reduziam-se a dezoito, vinte alunos. Ou seja, a didática daquele colégio não estava com nada.
12 de março de 2009
E no noticiário: garoto, ex-aluno, chega em sua antiga escola e atira em nove alunos. Detalhes sobre a cidade, ou o local, eu não encontrei, mas a maior parte desses detalhes é dispensável. A questão a se fazer é: por que ele fez isso, ainda mais sendo um ex-estudante? Na minha concepção, o que costuma ser na maioria desses casos, é de que costuma-se haver alguns problemas, como o cara ter sido rejeitado pelos colegas, ou evitado.
O que mais justifica o ato do garoto, é de que estava com a farda do exército, como quem quisesse impressionar.
Talvez o coitado (tá, nem tanto) fora discriminado, alguns alunos suspeitavam, ou duvidavam da sua inteligência, e foi fardado para mostrar a eles do que era capaz. Uma coisa liga-se perfeitamente à outra.
Notinha da aurorinha: Só não coloquei meu ponto de vista sobre a notícia porque ela é um pouco assustadora mas, nada não, já tive umas
O do dia 13 eu achei muito toscão, pois não havia visto nenhum jornal no dia. E nenhuma notícia que me atraísse. OOba, já passou a fase ruim de provas/específico. Fim do mês tem mais, olha que maravilha.
Ah, eu sei que odeio isso mas, uma interna: da próxima vez que alguém marcar um compromisso comigo e não aparecer, eu chamo o caminhão de lixo e mando passar por cima da pessoa. Porque, oi, odeio gente assim. Faço mandar matar junto com os meus concorrentes. Tenho dicto.
bjs.
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