29.9.09

Corridinhas e Moquinha

Desculpa o sumiço, gentes. Junte federal, estadual, enem e mais uma particular para certificar que não vou reprovar e vocês terão o motivo. Claaaro, tem outras coisinhas gostosinhas, que só quem tava do meu lado [Deus, oi] pra saber quê que sucedeu. Tá com um tempo já, mas aí tinha essas coisas e agora conto pra vocês. Pega o maracugina e senta aê.

A meu princípio, setembro era mês normalzinho, agosto é que era o do desgosto, apesar de não sentir nada de diferente em frente àqueles azarzinhos que aparecem. Não tanto no ano passado, como vocês podem ver nesse post. Mas não imaginei a repetição deste em 2009. Sem pc? Nem tanto... Segunda semana de setembro, segunda-feira. Dia de ir só eu e meu irmão de carro. Eu não gosto muito que ele dirija o carro, já que é novinho e o histórico de batidas que o pirralho já deu não me é de confiança.

Na pressa de passar um sinal, o gênio raspa o retrovisor num carro. Ótimo, anta, tu paga agora. Mas nem me importava. Até onde lembro, estava feliz. Na hora da saída, antes de eu chegar no local, ele já estaria me esperando. Mas não hoje. E ele demorava. Eu pensava, "será que aquela praga saiu mais cedo e não quis me esperar?". Esperei litros de tempos. Quase duas horas, meu pai liga dizendo pra ir embora de ônibus. Vale-transporte, quedê? Espero outra conclusão, liga minha cunhada. Daí explica que meu irmão não chegou porque bateu o carro perto do estágio dele, aí falei da minha situação sem-ida. Sem carona de colega, sem lenço, documento e almoço.

Eu não estava com gastrite naquele momento, parecia milagre, mas minha vontade maior era de chorar. Raiva? Eu não diria tanto. A questão é que sempre tive traumas quando batiam no carro de casa. E por ser novo, era pior. Mas fazer a chorosa no centro da cidade, dava não. Ia chegar um mané dizendo, "chora não, ele volta rs", e não estava com cabeça para receber um "apoio" desses. A mãe liga, repetindo o de sempre, e outros adendos dispensáveis, como o fato de não ter ideia de como eu me deslocar. Aí lembrou da minha tia, que trabalhava perto do meu colégio, ela podia me ceder um vale e era só seguir pra casa.

Tenho o costume idiota de, só por ver algum conhecido nessas situações, soltar a drama queen e chorar galões. Nem queria que a tia me visse assim por isso. E eu sou forte, né. Além do mais, logo o ônibus veio. Não sabia o que era pior, ter lembrado dos meus problemas amorosos na hora, ou estar num local onde tocava Roberto Carlos-rasga-corações. E ó, olhar pro nada funciona. Mas nem sempre.

Vai ver dói é no bolso mesmo. Bom, no fim disso, estamos sem carro, e eu tenho que ir ao colégio todos os dias de ônibus. Está sendo uma experiência bacana, sair correndo de casa e estar parada praticamente na porta do ônibus até chegar ao centro. Melhor ainda é chegar no colégio fedendo a pedreiro, tem coisa mais divina não. Tipo, ir Gretchen pra chegar Elke, mas tá.

Se fosse só isso né, teve mais coisa. Eu fiquei sem internet por uns tempos, estava extremamente carente, aquela solidãozinha, e outros problemas. Foi tudo num combo só, rasgando a semana de jeito. Ah, também teve o lance de estar no ônibus e eu ter sujado a calça de...coiso-chato-vermelho-mensal. Sim, no ônibus. A minha sorte é que já estava escuro, e havia sujado só na frente. Pelo menos a pessoa que me acompanhava não notou. Talvez, a minha única sorte nessa semana foi ter encontrado ela. Eu queria ter jogado os litros d'água que não tinha jorrado durante aquele tempo horrível que estava passando, mas minha vontade maior era de sorrir para essa pessoa.

Tinha a parte do recibo, também. A moça da academia havia me dado um recibo alheio, e a mãe precisava do meu, sabe-se lá pra quê. Só que eu não encontrava ele de jeito nenhum, e sem ele não podia trocar. E ela lá, no meu pé. Ser pressionada, para mim, é como colocar tachinhas na cabeça e dá umas empurradinhas básicas. Sexta-feira daquela semana, após uma prova, peguei o ônibus, mas parando na academia, para trocar a roupa do colégio por lá. Aí nesse dia consegui arrancar pelo menos um recibo da moça.

Tava tão desmotivada, baqueada daquela semana, que não tinha mais ânimo nem pra malhar. Se uma pessoa chegasse pra mim dando um abraço, choraria galões, caixas d'água que abastece a cidade, porque não tava mais aguentando. Eu até estou acostumada com os que ocorre, mas assim, um por semana, não um master carpado em sete dias. Justamente nesse mesmo dia, tinha o 10 anos mais jovem. Me identifiquei com a moça, e pronto, tava feita. Feita de chororô.

E num sábado ganhei um gatinho. Ele é lindo, lindo mesmo. Meio escuro, filhote, super brincalhão. 'Cê brincava com ele, fazia carinho, depois ele te lambia, um amor. Aí um dia ele foi embora. É, agora acabou, fim. E tá sem graça? Como ficar feliz digitando uma semana dessas?

bjs.