Demorou, mas teve. Estranhamente teve, uma vez que estou no último ano do colégio, e em último ano do colégio é meio diferente pedir pontos. Não se pede, tem que conseguir. Ou deixar que uma faculdade dê para a gente, heh. Ok, sem delonguinhas, vamos falar da gincana desse ano.
Apesar de ser a última [finarmente!], foi a mais loser de todas. Foi porque, como o local era novo para mim, me atrasei um tico. Na realidade, achei que não reparassem, mas tava todo mundo lá e a atrasadona da história fui eu. E pra variar, teve video cassetadas. Como os locais de sentar da arquibancada eram bem altos, tive que ir cuidadosa subi-los. Então era uma mão atrás, pra não mostrar o caminho da alegria, e outra segurando minha bolsinha. Daí que eu vi uma pessoa. A pessoa não cabe aqui falar, mas eu fiquei meio assim quando a vi. Daí que na última subida, pan, eu tropeço, e caio. Claro né, não podia faltar. Eu queria rir, mas não podia, porque eu já sabia que tinha gente rindo, e muito, da minha cara: a pessoa. Nem olhei na cara dela, só de vergonha, e fui pra um cantinho bacana de se ficar as marditas seis horas. Na realidade não queria ficar, mas vi que era o jeito.
Fiquei olhando umas vezes para a pessoa e outras pra competição. Estava tudo muito tedioso, na verdade. Eu estava bem cansada de tudo, e do colégio em principal. Percebe-se que todo fim de ano eu tenho essas crises de 'odinho'. Mas é porque fim de ano fica né. Teve até algumas provas aqui que valem comentar, tais como uma que chamavam meninas de cada equipe com características diferentes, tipo a mais alta, mais baixa, e quem tivesse mais, ganhava. Pensei até que me chamariam para a 'mais gorda' e 'mais baixa', mas tá, tinha gente pior que eu nem sabia. Outra prova bacana, pra mim a melhor de todas, é a de dança, e a dança das líderes de torcida. Acho tão mágico ver as cheerleaders dançando reboladamente com litros de charme, meus olhinhos brilham.
Depois de ter levado uma patada super fofa da tal pessoa, vi que a gincana não tava pra mim. Pelo meu humor, minha cara de boring, meu cansaço e falta de animação. Em alguns constrangedores momentos, eu tive que ficar ao lado de 'maná'. Constrangedor sim, porque ela é a mesma guria desse post, e ficar do lado de alguém da qual você conhece bastante e não falar com ela é...enfim. Pior disso é uma amiga minha, achando que ainda nós ainda nos falávamos, dizia algumas coisas como, "oh a menina lá rs", mas disfarcei gostoso. O estopim da gincana foi a pessoa ter me tratado mal. Antes disso, as coisas até estavam dando certo entre eu e ela, mas gentileza, comigo, gera ingentileza. E passei o resto da gincana de bico. Estava só esperando passar o garoto e garota pra capar o gato. Daí achei melhor esperar. E fiquei até o fim, quando disseram quem havia ganhado. E sim, ganhamos, ê! Antes disso, um pai de uma piriguete puxou assunto comigo. Eu já reparei nisso, as pessoas mais velhas é quem costumam engatar conversas comigo. E eu gosto muito de conversa de adultos, pelo menos as do meu pai, porque ele fica contando histórias engraçadas. Mas bem, voltando ao tiozinho, o assunto que ele puxou comigo foi: "quem será que vai ganhar ein". Daí eu respondi, "não sei, tomara que o nosso! rs". Nossa, altos papos, conversamos litros. Sim, foi só isso. Soube do ganhador e corri pra pegar meu ônibus e o meu tradicional ovomaltine. Porque né, dia cu, eu tinha que merecer ao menos algo...digno. Eu tava tão acabada, mas tão acabada, que não tinha coragem nem de olhar na cara das pessoas. Sede, fome, cabeça querendo doer, calor monstro...esboçar um sorriso era impossível. E o ônibus de voltar pra casa, que demorou anos...E assim foi a gincana.
bjs
_________________________
♫ Oingo Boingo_Home Again.mp3