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21.2.22

Lógico que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar

 

Mas às vezes, nenhé. Então estou tal qual minha prole, sentada, numa boa, em meio ao caos que está minha vida. 😶

Tem um tempo que não posto nada aqui, fato, mas algo além da maternidade e cuidar de casa tem tomado minhas horas livres. Eis que eu estava lá, enviando currículos para o mundo, em vagas de emprego para os quais nem ideia eu sabia do que fazer, mas se estavam pagando, né, que bom, quero.

Daí surgiu essa vaga para uma escola de idiomas. Ao menos parecia uma escola de idiomas, meio que é, mas enfim. Não tenho um histórico muito bom em relação a entrevista de emprego nesse tipo de local, já tive uma antes em que meu inglês não estava afiado e a entrevista foi sobre um tema que eu mal sabia em português, que dirá. Eles foram até bem educados, me enviaram e-mail e tudo falando que não fui aceita e tudo bem, mas prometi a mim mesma que nunca mais entraria nesse tipo de emboscada. Assim, meu inglês não é maravilhoooooso e sim, ele melhorou bastante em relação àquele tempo, o nervoso ainda deu um gás para dar tudo errado, então não quis arriscar, tipo, jamais. 

Na atual situação que me encontro, não tô podendo escolher nada e, se marcarem uma entrevista pelo menos, já é meio caminho andado. Então eu enviei meu currículo e fui chamada para um processo seletivo. Quando vi, pensei "nossa, que interessante, mil dinâmicas de RH cairão ao teu lado, mas tu não serás empregado pois não és proativo e sociável". Por razões que desconheço, me vi muuuito otimista e ambiciosa em relação a todo o processo e só queria sair de lá se fosse empregada. Fiz tudo o que pediam, perdi a vergonha e falei em público, tentei ser engraçada e ultrapassava toda a reserva de bateria social que eu tinha nesses dias de processo. Inclusive fizeram uma dinâmica que ativou gatilhos maravilhosos em mim que nem existiam mais, então derramei todas as lágrimas possíveis na frente de pessoas que conhecia a apenas três dias. 

Feito tudo isso, me encaminharam para o coordenador, conversei com ele, tirei bastantes dúvidas, até porque o esquema deles era diferenciado e eu trabalharia com metas também, ligando para pais e alunos sobre atividades e frequência, enfim, não seria algo tão simples como ser apenas professor. No fim das contas, assinei um contrato que me deixariam lá por um mês e, caso tudo desse certo, ele seria renovado. Nesse ínterim, estranhamente a professora que passou mais tempo lá se demitiu, outras pessoas também. Eu achei beeem estranho, e uma colega me disse "logo você irá entender como funciona por aqui". Aí beleza, aos poucos fui aprendendo como tudo funcionava, as ligações, as aulas, estava sempre atrás de dinâmicas e criando slides para ajudar a mim e aos meus colegas de trabalho, consegui grandes amizades, enfim, era tudo o que eu queria. 

Estava feliz como nunca mais tinha estado num ambiente de trabalho. Me divertia, era pressionada, claro, mas cumpria com tudo. Eram horas de trabalho bem longas, mas que valiam a pena. Tinha que andar bem vestida, pediam uma vestimenta bem formal e eram bem rígidos com isso. Até o dia em que exigiam, num prazo bem apertado, para que eu conseguisse um salto alto, senão eu voltaria pra casa. Basicamente isso. Esforço no trabalho, horário de almoço curto, tinha dia da semana que nem almoço tinha na minha agenda. Mas tinha que ter o bendito salto, nem que tirasse dinheiro do coo. Pedi desesperadamente para minha mãe comprar um salto no estilo que disseram, para eu usar no dia seguinte, já. Os $99 que salvaram minha vida, na verdade, $100, mas vamos lá. Usei eles, doíam horroooores, mas beleza. 

Em um dia qualquer, o novo coordenador me chamou na sala dele depois da minha aula, perguntei o que era, depois ele pediu pra eu deixar pra lá. Perguntei se eu seria "promovida a cliente", uma brincadeira que a gente fazia, mas ele não respondeu. Achei tudo muito estranho depois desse dia, mas seguimos para o sábado, essa mesma semana, do dia 19.

 Mil coisas para fazer, aniversário da Laurinha no mesmo dia, mas nem pude pensar nisso, e nem em almoço. Eu que almoçasse lá em casa mesmo. Então dei três aulas espaçadas, sábado dia sempre bem cheio. No finzinho do expediente, outra professora estava lidando com um problema e ajudei ela a resolver. 

Quando mais uma vez o coordenador me chamou, dessa vez em pessoa (na primeira vez foi por mensagem). Fui com ele em outra sala que nunca fui e lá estava, o...eu não sei o que ele é na empresa, só sei que é filho do dono e é basicamente isso. Sentei e o coord não disse nada, só o guri, que é até sete anos mais novo que eu. Aí ele disse né, que decidiram me desligar da empresa. Isso. Assim. Que em dez dias pra eu ir lá e pronto. 

Queria ter dito "por quê?", mas não consegui dizer nada. Ia dizer o quê? Depois de um tempo eu percebi que eles adoravam rotatividade, não querem vínculo empregatício com seu ninga e era isso que fizeram comigo, faziam com outros e irá fazer com muito mais gente no futuro. É bizarro, sim, mas eu prefiro só que eles me reembolsem o salto caro que fizeram eu comprar e meu proporcional. Nos meus devaneios mais aleatórios eu pensei em agir com loucura e, caso aparecesse vaga para professor novamente por lá, que eu enviasse o currículo. Mas fico feliz que não tenha aparecido ainda, prefiro navegar em outros mares e empresas que me valorizem como profissional e vejam como algo bom eu ter uma vibe meio workaholic que essa última empresa me fez ser. 

"Mas então por que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, pequena gazeba?". Porque no meu primeiro emprego foi assim. Desculpa vocês todos, mas eu não entro num emprego pensando que vou ser demitida, por mais arriscado que seja estar lá. Eles me seguraram por quatro meses e, por lei, teriam que assinar minha carteira caso passasse disso. Aí deu os quatro meses lindamente e falavam em rescisão de contrato. Primeiro emprego, nunca ouvi falar nesse termo na vida, achei que fosse para renovar. Tadinha. Tanto que quando fui assinar, até fiquei feliz hahaa.Quando soube o que era, chorei tanto, mas tanto...e eu era amigada com a diretora e tudo, ela super gente fina comigo, adorava conversar com ela. Aí ploft.

 Mesma coisa eu com o diretor regional, super gente fina, me convidou pra balada e tudo, um querido, disse que ia sentir nossa falta quando fosse viajar para as outras unidades. Daí soube que ele veio no coordenador e disse "das duas professoras que entraram, você corta uma delas". Um querido, já disse isso?! Um fofo. 

Eu já suspeitava e ficava com o pé atrás com ele, sequela do primeiro emprego. O coordenador? Mal tinha entrado e já teria que lidar com isso. Ele ficou mal, não é culpa dele. Vou sentir falta de todas as amizades que tive por lá, apesar dos pesares. 

 Não derramei uma única lágrima depois da notícia enquanto estive no local, apenas quando pus o pé no meu apartamento. O foda é que ainda vai rodar bastante gente nessa história, e alguém muito puto vai tomar providências, espero eu. E eu queria de verdade poder abrir um post aqui dizendo o quanto estou feliz no meu trabalho mesmo trabalhando que nem uma vagabunda (até mais) e saindo de lá no sábado às 16h. Mas não vou, não. E tudo bem. Mas vocês estão contratando professora de inglês?


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♬Barulho da chuva e da Galinha Pintadinha ao fundo com a Lalá assistindo 

23.10.20

Filmes que eu vi na pandemia

Tem essa trend no Tiktok (ahah eu usando Tiktok sim, melhor lugar) das pessoas contando o que aconteceu com elas esse ano. Não queira eu com isso dizer que tô antecipando a retrospectiva, eu nem sei o andar da carruagem até dezembro, muitas águas vão rolar. Então vou dizer as coisinhas que tem rolado por esses meses (apesar de eu já ter postado algumas vezes por aqui esse ano).

Coisas que aconteceram comigo em 2020:

-Engravidei (mesmo achando que não pudesse);

-Apesar de estar meio desmotivada com as aulas online, até que minhas notas estão boas;

-Perdi uma amizade (que novidade);

-Minha saúde mental deu uma desgastada, mas tô me achando muito mais pé no chão que antes.

Pois é, né. Quer dizer, a parte de engravidar e da saúde mental talvez até não seja novidade por aqui (a propósito, vou ter uma menina 😗), mas a da amizade e das aulas é coisa nova no pedaço. Na sinceridade, não tem muito o que falar e nem tô muito surpresa. Talvez eu esteja fazendo algo muito errado ou fora da logística de uma amizade, só pode. Ou as pessoas acham interessante a ideia de que amizade é estar com pessoas que te tratam mal, tóxicas e não te apoiam/ajudam em nada. No fim das contas, não houve um motivo. Sim, mais uma vez, vou deixar os posts sobre alguém que já não faz parte da minha vida aí, porque de alguma forma elas fizeram no passado. Seja pra aprender a ser alguém mais travada ainda com os outros, seja como aprendizado, mas ficarão.

Mas o ponto do post nem é esse, oia. O ponto é o título do post, então se não houver interesse no meu dramalhão mexicano desnecessário, favor ler a partir dessa linha.

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Como sabe, geral tá caçando algo para se ocupar no isolamento e como eu já fiz todo e qualquer hobby, tive que retomar a coisas que eu queria voltar a fazer quando tinha tempo e com o mix de estudos + curso eu acabei deixando de lado, que era ver filmes. A ironia da coisa é que eu nunca fui uma pessoa muito de filmes, mas também não era uma pessoa de séries e olha aí como eu já paguei a língua fazendo tcc sobre série e baixando uma reca de filme. Então, aproveitando o outubro, mês das bruxas, halloween, pá, resolvi caçar nas minhas listas favoritas do IMDb filmes que eu estava querendo assistir. Pra quem não sabe aqui no recinto, meu gênero favorito é Terror/horror/gore/suspense/Drama/found footage, tipo isso. O que vai aparecer nessa lista é pelo menos uma dessas categorias, que vou classificar direitinho. Além disso, essa lista está em andamento, ou seja, ainda tenho filmes baixados a mais por vir. O esquema aqui vai ser: Nome do filme, com link dele no IMDb (o site é em inglês, mas recomendo para caçar filme), quantos coisinhos dou para o filme, sinopse e o gênero. Eu só ESPERO que eu não perca o foco e deixe essa lista pra trás, já assisti muita coisa maneira por esses dias. Vam'lá:

Vida (2017)    Classificação:🌕🌕🌕🌕🌗

É de um enredo que eu gosto muito, suspanto no espaço. A gente não sabe o que tem lá, tudo pode acontecer. A história lembra mais ou menos com o que aconteceu nesses últimos meses: acharam vida em Marte e eles estão estudando isso. É um coisinho, eu não sei explicar. Uma bactéria, um protozoário? Microorganismo? Enfim, algo assim. Fofo demais, botam até nome nele. Esse filme é de 2017 e Ryan Reynolds participa dele, com isso ele tem algumas sequelas de Deadpool no personagem dele, o que pra mim não combinou muito com o filme. O plot twist do final é maravilhoso, vale muito a pena assistir. 

Gênero: Suspense, Horror.


O  homem invisível (2020)     Classificação: 🌕🌕🌕🌗🌚

Não, não é aquele do Kevin Bacon. Inclusive esse filme quase que pega o cheirim da pandemia. Esse filme é basicamente uma coisa meio relacionamento abusivo meets Black Mirror haha, melhor definição. Tem essa moça que sofre com o namorado e tenta se livrar dele. Só que como todo filme de suspense, "coisas estranhas começam a acontecer". O filme em si é ótimo, é um tema bacana. Só que duas horas de filme, para o desenrolar, eu achei muito. Em noventa minutos fácil dava pra resolver tudo, e quando vi que ele tava meio que andando em círculos numa coisa que já estava rolando há tempos, perdi um pouco o interesse. Maaas, esse é outro que tem um plot twist gostosinho de assistir no final. Ah, como sou uma boa pessoa, aviso que mesmo sendo numa vibe mais drama, tem bastante jumpscare (ou sustinho, como você quiser chamar). 

Gênero: Suspense.


O culto (2017)    Classificação: 🌕🌕🌕🌚🌚

Naquelas, na falta de protagonistas, vamos dos próprios diretores! Eles atuaram como irmãos que, quando crianças, fugiram de um culto, viraram notícia em jornais, enfim, altos rolês. Foram crescendo e ficando sem muitas perspectivas de vida. O irmão mais novo, que não lembra muito sobre o culto, só recorda que era feliz lá. Com isso, convence o mais velho a voltar no local. Eu gosto de julgar alguns filmes como "ideia de Jerico". Tipos que algum personagem tem a brilhante ideia de ir para determinado local na premissa de que 'ah, vai ser legal, vai ser divertido, vamos', e divertido é a última coisa que fica. Foi o que aconteceu (e me fez odiar) Chernobyl diaries e um outro que vai estar nessa lista, e é mais ou menos o que ocorre com esse filme. Se você foge de um lugar, por que vai querer voltar? Ele não é bizarrão como Midsommar que aos poucos fica sinistro, mas é óbvio que não vai sair coisa boa de um culto que você fugiu. Na real o buraco é muuuito mais embaixo, e isso me surpreendeu, não esperava.

Gênero: Suspense, Drama.


Ordinary Days (2017)     Classificação:🌕🌕🌕🌕🌗

Sabe aquele filme que você não dá nadinha e lá do meio pro fim ele começa a melhorar? Foi mais ou menos esse. Achei totalmente aleatório pelo Prime Video numa madrugada de insônia com um outro nome, que você acha por lá digitando 'Cara Cook'. Esse não tem tanto suspense, rola um mini terror psicológico, aquela sensação de que qualquer coisa pode aparecer. É difícil isso acontecer, mas eu odiei o título original e adorei o nacional haha mas enfim, no enredo, essa moça, Cara Cook, desaparece. Ela é uma estudante universitária e vive no campus, longe dos pais. Daí o desaparecimento dela possui três versões: dos pais, do policial encarregado da busca e a própria Cara. Lógico, a versão dela é a que revela tudo, e mais uma vez, plot twist (claro, posso tá sendo emocionada, mas eu fiquei surpresa). Se eu tentar definir o filme com o nome de outro(s) posso acabar dando spoiler, então vou deixar que assistam e descubram por si só. E olha que nem é tanto assim meu gênero favorito.

Gênero: Drama


Estou pensando em acabar com tudo (2020)    Classificação:🌕🌕🌗🌚🌚

Quando vi a sinopse e comecei a ver o filme eu pensei 'ih alá a loca, parece alguém que eu conheço', mas vamo ignorar que parecia comigo tentando sabotar minhas relações. Esse filme, da Netflix, é quase um 'ideia de Jerico' porque a história se desenrola com a moça indo conhecer os pais de um cara que ela tá namorando há pouco mais de um mês. E ela quer terminar o namoro. Pra quê você vai conhecer os pais do seu namorado se você quer terminar com ele? Semear ódio? E tudo começa a dar errado, e nevasca do caramba, tudo conspirando, sabe? Também dá pra encaixar ele num "eu devia ter ficado em casa". Eu achei esse filme um pouco cult, sabe? Daqueles que você precisa interpretar bem todos os detalhes, metaforizar tudo. Algumas coisas eu deduzi na hora, mas outras não. Eu sei que tinha tanto diálogo, muitas vezes até aleatório e dispensável demais, que perdia o interesse pelo filme um minuto ou outro. Mas você sabe, na vida é tudo metáfora. No mais, recomendo ler resenha de outras pessoas que assistiram e assim você possa tirar suas próprias conclusões depois de assisti-lo.

Gênero: Suspense, Drama


Amber Alert (2012)   Classificação: 🌕🌕🌕🌕🌗

Eu sei que vacilei grandão nessa lista por ter um único filme de found footage sendo que é o meu tipo/gênero favorito. Pra quem não sabe, found footage são filmes como A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal, onde o filme consiste unicamente nas gravações encontradas. Com isso tem muita imagem agitada de gente correndo, consequentemente mais jumpscares, e por aí vai. Nesse filme não é diferente. Ele tá fresquinho, assisti ele ontem, mas precisava falar sobre ele. Tento baixar o danado há uns dois anos e nada, sempre tinha poucos seeds, sendo filme "antigo" pior ainda. Até que finalmente deu certo. Amber alert são painéis luminosos colocados nas rodovias americanas que alertam sobre crianças desaparecidas, citando o carro e placa de onde elas foram vistas pela última vez e, caso alguém encontrar esses carros, avisar às autoridades. Pois bem, tem esse casal de amigos que querem se inscrever em um reality show e resolvem fazer gravações aleatórias do dia a dia deles. Eles resolvem sair para um rolezinho bobo e acabam avistando na estrada um carro condizente com as características do aviso de um amber alert. E é aí onde o filme começa de verdade. Sim, a nota dele no IMDb não é das melhores e nem é pelo enredo. A história é super bem bolada, maaaas tem uma personagem em específico que não transforma o filme em uma "ideia de Jerico", ela é a personificação dela. Eu vou poupar comentários sobre ela, pois pode haver controvérsias, mas a maioria odiou a personagem haha  é o tipo de pessoa que não tá nem aí pra nada e faz as coisas do jeito dela e pronto, sabe? E isso é só o começo. Só não dei cinco coisinhos pro filme por causa dela haha porque o enredo em si ó, jóia.

Gênero: Suspense, found footage.

Quando eu começar a ver mais filmes, vou postando por aqui, tem outros filmes também que eu vi e vou colocar numa parte 2 desse post. Por enquanto é isso. Bái.

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♫Fleetwood Mac_The chain (sim, a música da novela, do guardiões da galáxia...)

3.9.19

Mais um post com título de sumiço

Para me redimir do sumiço, fiquem com o que mais preparei no semestre passado: pãezinhos de laranja recheados com chocolate. Receita adaptada daqui
Prometi a mim mesma que só postaria aqui novamente quando entrasse completamente de férias e ouso dizer que, finalmente, FÉÉÉÉÉRIASSS

há mais de uma semana. 😬

A questão é que eu tenho dessas manias de sentir peso na consciência em períodos apertados próximos do fim. Como não tava dando conta nem de encostar na cama sem dormir, achei melhor finalizar tudo o que deveria pra então escrever em um único post tudo o que aconteceu em mais de seis meses. Então vamo, que tem bastante coisa, né.

Mas por que eu não tava dando conta de encostar na cama sem dormir? Eu não sei se postei aqui, mas tô desempregada desde o final de janeiro, meu contrato de celetista acabou. O que não é uma má notícia, já que esse era um dos empecilhos de fazer um estágio e então me formar. Só que como tudo na vida, não está sendo fácil achar estágio, e os que aparecem é bem "o primeiro que pegar, leva" e quando penso que não, calouros ou galerinha mais nova já tinham tomado a vaga. O mais chato disso é que eu deixei de ir a muitos eventos por conta do trabalho e agora que tô livre, dificilmente aparece algo. Daí eu estava de boas (e lisa) e me mandaram link do site do IFPI falando que abriram vagas de monitoria no meu campus. Aí eu fui né, não paga muito bem, mas acrescenta currículo, o que já é algo.

Resumindo tudo, passei, fiz monitoria pra matérias do amor (panificação, meu morzão, óbvio), finalizei as atividades e agora estou aqui. A única treta era ter que ficar de pé por cinco horas seguidas. Além do meu peso não ajudar muito, ficar em pé, parada, foi horrível pra mim. É muito diferente do que você ficar se mexendo, os pézim tão lá, trabalhando. Sei que nas últimas aulas eu toquei o foda-se e cheguei a sentar no chão mesmo. A situação tava tão caótica, que teve um dia em que minhas costas travaram e eu mal conseguia tomar um banho decente. Cheguei a tomar comprimidos pra dor e massagens do morzão, que ajudaram muito. 😆

Então, morzão, né? Meu penúltimo post, acho, de retrospectiva, eu falei que tava conhecendo alguém legal e que talvez desse em namoro. E na real deu, só que foi tão xoxinho o namoro hauhauahua comecei o namoro só curtindo o momento e 0 sentimentos. Primeiros meses normal, né. Aí foram dando meses e meses e nada de avançar esse namoro. E começaram umas mentirinhas vindo do rapaz. Sabe quando você percebe que a pessoa tá te dando aquele caô? Não dava nem pra disfarçar. Daí um dia ele sumiu por mais de 24h sem falar do paradeiro nem nada, vi que aquilo não era pra mim, e larguei de mão. Tá que o bonito depois de reaparecer terminou também huahauhau tipos, eu esperei ele aparecer pra terminar, e ele brotou já terminando. Nada do que eu já não soubesse, fi. O foda disso tudo é que eu passei uns seis meses perdendo tempo com esse rapaz, podendo ter um namoro de qualidade. Eu queria um namoro com o pacote completo, sabe? Gostar, depois amar, e companheirismo, e respeito, aquela química gostosa e pá. Acho que na minha cabeça nunca mais voltaria a ter isso e meus namoros seriam sempre meio sem açúcar (e sem afeto).

Lá fui eu de volta naquele aplicativo que ninguém gosta de voltar, mas fazer o quê. Não tava indo pra frente nos contatinhos e resolvi diminuir a idade. Eu não queria, por medo dum deja fu (sensação de que já se ferrou uma vez, pra não dizer outra coisa), mas os convites ficaram mais receptivos (e os rapazes também). Dai de lá conheci dois rapazes haha e não, eu não tava com pique para piranhar, realmente queria um namoro, sólido e pá. E não foi sorte que os dois queriam namorar?

Um era uber e bebia feito um Opala 86, o outro era um homão da porra de lindo e que gostava de jogar. Esse segundo ficou insistindo pra gente se conhecer, mas eu fiquei adiando, bem mais porque queria descansar das aulas da monitoria do que por qualquer coisa. Na época meus pais haviam viajado e precisei pegar um uber (que não era o rapaz do Tinder hahauahua) pra ir no shopping já que o ônibus não chegava nunca.
Meus planos principais era de comprar coisas que eu precisava (higiene, remédios pra dor, etc) no shopping e depois ir de encontro ao homão numa área externa de frente pro shopping. O pessoal costuma ir lá pra pedalar/caminhar/patinar, e ele tava praticando essa última opção enquanto eu comprava minhas coisas. Eu, que estava deslumbrante, bem gata cera, comecei a ficar suada e assanhada huahuahau porque eu tive que caminhar um bastantinho até encontrar ele. Na real eu nem o encontrei, nem sabia andar no local e pedi para ele me encontrar. Já tava pistola com isso de não achar ele, mas me acalmei quando o vi. Era aquilo tudo mesmo. Homão mesmo, lindo lindo. Então sentamos e ele começou a perguntar sobre coisas que já havíamos conversado e eu achei bem estranho, como se ele não tivesse ligado pras nossas conversas anteriores (pra depois ele me contar que ficou nervoso na hora).

Resumo do encontro: não, não era só beleza. O triste é que o tempo passou muito muito rápido, mas que pelo menos estávamos, digamos, muito próximos huahuahau tipo, a gente se pegou escolhendo o nome das nossas filhas huhuahauha O AUGE. Mesmo sendo primeiro encontro ele já queria namorar e casar e um monte de coisa. Se eu fiquei assustada? Claro, quem não ficaria? Mas era um susto empolgado. Era gostoso ouvir aquilo.
A gente tá junto há mais de um mês, mas se for olhar, parece mais. Desde aquele dia, a gente passou a se ver com muita frequência, tipo umas cinco, seis vezes na semana. De todo o modo, apesar da pressa dele, eu pedi calma, porque tinha nem duas semanas direito que havia terminado meu outro namoro. Mas nem demorou muito até eu aceitar o pedido de namoro e a dizer "as três palavras". Engraçado disso é que eu sinto muita segurança com ele. Intuição por intuição, eu não conseguia me sentir 100% segura nos meus dois últimos relacionamentos, o que eu não sei o porquê. Temos o mesmo senso de humor e com ele faço e falo minhas doideiras sem ficar hesitando, porque sei que posso ser eu mesma com ele. Já o moço uber, eu tive que dispensar, porque né, já tava ~~possuída pelo ritmo do amor.
Sim, eu tô muito feliz. Agora só falta dinheiro no bolso. hauhauahuahau
Enfim, foi isso que aconteceu nesses seis meses.

adiê.

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𝅘𝅥𝅰 Space Mountain_Never lonely.mp3

21.5.18

Quem diria

Esse post é gigante e ~desabafatório, ou seja. É gigante.

Eu preciso contar um segredo. Acho que eu não fui honesta com esse blog. Eu tive problemas, grandes, enormes, e problemas pequenos.

Mascarei tudo aqui contando sobre aleatoriedades, mas nunca entrando em detalhes sobre a minha vida num geral. E essa nunca foi a proposta do blog. Sempre falei das minhas coisas, dos meus sentimentos, e não é a toa que não é a todo mundo que lhe forneço o endereço.
Tive problemas. Problemas de relacionamento. Tinha altos e baixos, muitas vezes altos, mas extremamente baixos. Infelizmente eu não fui honesta aqui quanto a isso, tão tal que fiz um post bem meia boca quando terminamos, e um não tão menos emocionante quando voltamos. A questão é que dessa vez terminamos, e parece ser definitivo. Depois de termos voltado, nunca passou pela minha cabeça que diante de uma discussão isso aconteceria. É isso que o amor faz, né? Ele passa por cima de qualquer coisa e, como disse em outros posts, era aquilo que a gente tinha de mais forte.

Com daquele término curto nós retornamos com a promessa (dele) de que havia sido inflexível comigo e que deixaria tudo em panos limpos. Era tudo o que eu mais queria. Eu não vou dizer aqui que era a vítima de todas as brigas que tivemos. Muitas delas envolviam problemas de interpretação e nesses casos, da minha parte, eu poderia ter sido mais clara no que quis dizer. Algo que eu mais odiei ter feito naquele namoro foi pedir atenção. Não com essas palavras. Poxa, eu sabia que ele vivia ocupado, que uma hora ele responderia. Me pergunto se não existisse isso de whatsapp, nosso namoro teria sido diferente. Mas vamos voltar ao ponto do que ele havia me prometido.

Nós voltamos e parecia estar tudo muito bem... até que ele começou a ter uns comportamentos estranhos. Ele tinha detalhes, sabe. Além da personalidade dele, ele fazia coisas que era de meu agrado e eu adorava tudo aquilo. Quando voltamos eu acreditei que tudo seria do mesmo jeito como antes, quiçá melhor. Só que foi ficando tudo diferente. O modo como me chamava, as conversas, o jeito das conversas. Ainda o jeito que a gente falava dos nossos planos, era como se ele não os quisesse mais. Aparentemente parecia que ele não estava mais certo da escolha dele, da gente. Era tudo muito indiferente nas mensagens, mas ao vivo era maravilhoso. Não brigávamos, sempre muito carinhosos um com o outro. Era tudo como deveria ser.
Um certo dia eu simplesmente tentei falar sobre esse comportamento dele, com muito tato. Ele disse que depois falaria comigo, então fiquei ansiosa e ao mesmo tempo aliviada. Finalmente iríamos deixar em panos limpos. Só que quando ele ficou livre, não tive a resposta que esperava. Disse que não aguentava mais aquilo toda vez, que eu já estava virando psicótica. A minha única reação foi de ter travado. Tão ruim ouvir aquilo tudo, que até hoje eu nem tenho coragem de tocar no assunto com qualquer pessoa, com medo do que fossem pensar dele. Eu não lembro o resto dessa briga, provavelmente devo ter pedido desculpas por tentar conversar na boa sobre a gente, o que sequer aconteceu.

Diante desse acontecimento eu travei por completo, na vida. Eu continuava sentindo tudo aquilo, mas não falava nada com medo de ter aquele tratamento novamente. Eu não sei se o que mais me doía era ter um problema no namoro e não poder resolver, ou de não conseguir imaginar que a mesma pessoa que me disse que queria que fôssemos pra vida inteira tivesse me dito aquilo. O que eu fiz pra merecer aquelas palavras? Eu só queria resolver as coisas, conversar.

Eu segui assim, e com outras pequenas discussões, até que um dia (quinta) falei, de me sentir mal por ele ter me chamado daquilo, de eu querer resolver as coisas, tudo. Em momento algum eu falei que queria terminar com ele ou que ele me fazia mal; eu só queria resolver aquilo, desde o começo, o que ele não entendeu. Então eu estava prestes a passar por uma briga homérica, de dias. Ele interpretou que me fazia mal e que eu queria acabar tudo. E ficou com raiva de mim por isso, não importava quantas vezes eu dissesse. Se alguém te fala uma coisa e você entende outra, o mínimo que a pessoa deve fazer é te explicar de novo pra que você entenda melhor, não é isso? Pois nada do que eu falasse, eu explicando e explicando, ele aceitava. O que ele aceitava era o que ele entendia.

Ficou nesse stress todo e eu deixei ele quieto para ver se os ânimos se acalmassem. Já tinha tentado ser carinhosa, explicar de novo, deixar o assunto pra lá, e nada daquilo estava funcionando. Fui ver umas coisas na internet até eu ver que ele tinha adicionado uma menina bem bonita no Instagram. Tipos que ele mal usa aquela rede social e só adicionou ela e uma página de venda. Eu já estava bem pra baixo o suficiente pra me sentir insegura com a garota, embora dificilmente tivesse ciúmes dele. Então esse foi o ponto alto de tudo: ele, não obstante, ficou achando que eu tava proibindo ele de ter amigos e que diferente de mim, os amigos dele não tinham liberdades que eu dava aos meus. Só que eu sabia do que ele estava falando. Ele estava novamente retornando a um ponto tenso da nossa relação que fez a gente terminar da outra vez. E foi aí que fiquei pior. Ele achando mil coisas, eu mal com tudo, e ele achando que ele tivesse me apunhalado pelas costas. Se ele reconheceu que foi inflexível comigo e retornou à relação, pra quê continuar tocando nesse assunto? Fui respirar um pouco, deixei ele em paz um tempo e fiquei na minha, novamente.

Bem aleatoriamente eu quis mudar a bio do meu perfil no ig, quando vi que o número de seguidores havia diminuído. Eu não vi ele lá. Fazia a busca e não o encontrava. Ele, meu namorado, me bloqueou? Numa rede que ele nem usa? Fui ao Facebook e ele me excluiu lá também. Eu lembro que naquela hora eu pensei "nem o boy mais lixo que eu já me envolvi chegou a fazer isso". Fui tirar satisfações com ele e ele não foi conciso. Eu precisei pedir para ele ser claro quando quisesse terminar tudo, e recebi um "acho melhor assim". Não teve coragem de dizer que era melhor terminarmos. De fazer algum pequeno discurso. De dizer que foi tudo muito bom, mas que essas brigas acabavam com a gente. Não disse nada. Nada. Nada do que eu achava conhecer dele me foi escrito. Tive que perguntar se a gente ainda poderia manter contato e ele disse que por enquanto não seria uma boa ideia, para nós. E ficou nisso. Eu quis me despedir, falar coisas bonitas. Ele sequer me respondeu. E o que aprendemos com isso? Que talvez eu deva crescer e ver que as pessoas mudam da água pro vinho, sim. Que o seu príncipe encantado pode virar um sapo igual aqueles que te tratam como qualquer coisa. E eu sou uma idiota, sabe? Ainda fico feito uma boba acreditando que um dia ele vai ser homem e falar aquilo que eu esperava. Realmente não imaginava nada disso dele. Eu não sei se a culpa foi toda minha, você vê, se eu não tivesse falado aquilo tudo talvez as coisas estariam numa boa, no entanto eu continuaria achando tudo estranho. Ainda é muito cedo e eu já pensei milhões de hipóteses. Penso que eu não deveria ter falado nada. Que talvez ele nem me ame mais, e se não, desde quanto tempo. Que deveria falar apenas ao vivo. Que deveria ter tido aquela conversa sobre a relação desde o começo do retorno. Que deveria ter mais empatia. Que ter dado sangue, suor e sempre achar que essas coisas se resolviam com conversa seriam eficazes se ele fizesse o mesmo, e não fez. Que dois dias era muito pouco pra ele pensar em tudo o que podia melhorar pra gente, e que deveria ter voltado algumas semanas ou meses depois. Eu não sei, eu penso mil coisas.

Queria mais do que tudo poder olhar nos olhos dele e ver se ele realmente quis deixar as coisas desse jeito. Me dói pensar não no que a nossa relação se transformou (porque ela não se tornou nada, a única parte ruim eram as brigas), mas ver que nunca mais vou ter isso com ninguém. Os carinhos, troca de olhares, a sincronia de pensamentos. É como se ele tivesse nascido pra mim, sabe? Uma pena ter perdido um pedaço da minha vida por bobagem. Mas vai ver eu só devia me acostumar com as pessoas e que é isso que elas fazem, mesmo.

É isso.

14.3.18

Essa carta é o começo do fim

Eu lembro que havia dito que faria uma carta bem bonita pra você, mas eu tava contigo ainda. Eu tinha tudo pensado para escrever, só esperava a ocasião, mas agora...e é, essa carta, ou melhor, esse post é todo seu, Danilo.
A gente terminou hoje e, sabe, eu nunca fiz assim, sem odiar a pessoa, sem ser conturbado ou querer arrancar o couro de alguém, isso é inédito para mim. Geralmente términos são ruins porque alguém sempre ama mais, e o que amou menos termina, o que não aconteceu pra gente.
Apesar de todas as brigas e os outros problemas, ficou aquilo que a gente tem de mais valioso: nosso amor. Eu quero muito saber o que fazer com ele, porque ele é imenso, mal cabe no meu peito. Eu soube assim que te vi me esperando, sentado, com aquela camiseta discretamente estampada. Eu estava muito nervosa no dia e não sabia o motivo. Quando te observei e deixei escapar da minha boca o maior sorriso do mundo, foi aí que soube. Soube do nervosismo, soube da gente, soube que aquilo não era só um primeiro encontro com um cara do Tinder, era especial, perfeito.
É tudo muito engraçado porque a gente namorou só por cinco meses e parece uma eternidade. Nós temos histórias, internas, piadas, "símbolos" e coisas que fazem parte da gente. Acho que a pior etapa do fim de um relacionamento é, não só se desfazer da pessoa de forma ~tecnológica, mas também tentar esquecer de tudo aquilo que compôs nosso namoro. Tem sido tudo muito difícil e dolorido agora, mas vamos ficar bem. E espero que logo, pois comecei a chorar só de ver a sua escova de dentes próxima a minha.
Isso nem parece uma carta de quem que acaba de terminar um relacionamento, mas não consigo me despedir da gente sem que haja carinho. Eu espero de verdade que tudo dê certo na sua vida, tantos nos seus planos, na sua carreira.Eu sei que não devia mas espero que você fique encalhado mesmo, espero que você só conheça pessoas boas na sua vida, que te façam bem. Você sabe que eu torço por ti.
E, se num futuro, distante ou não, a gente se encontrar e estarmos numa mesma sintonia...você já sabe.

Apesar do fim, ainda te amo sim [ih, rimou]

Se cuida

27.12.17

Nossa, eu odeio despedidas

Eu gosto de escrever post sobre momentos da minha vida logo quando eles acontecem, só que dessa vez não foi possível, pois na mesma semana do ocorrido rolaram vááárias coisas, então tô escrevendo sobre isso uma semana depois. Mas pode, né? Acho que pode. Segura esse textão.

festa junina? pois é.

Eu possuo dois extremos durante as despedidas: ou eu ajo como uma atriz mexicana e choro por hooooras sem me importar se estão vendo, ou fico firme e fria, como alguém que sequer vai embora ou deixa de falar com alguém. Visto que eu sou esse drama em pessoa, a última opção dificilmente acontece. Geralmente ela ocorre quando a ficha não cai, o que aconteceu, por exemplo, quando passei no vestibular pela primeira vez, quando me formei ou, ainda, quando fui assinar os papéis da minha demissão.

Esse ciclo atual que eu fechei, bem, eu não queria que ele sequer ocorresse. Começou com uma mensagem de alguém que eu nunca mais havia falado e se tornou um divisor de águas na minha vida. Cê vê, eu tava no limbo da vida e não esperava nada de mim mesma, até isso acontecer. Depois do choque, contei aos meus pais que havia sido chamada sendo recebida com abraços e congratulações, sendo que por dentro tava morrendo de medo do que estava por vir. Já enfrentei turmas gigantes, alunos problema, alunos seca útero (aqueles que te fazem jurar nunca procriar por correr risco de ter uma pestinha igual a ele), mas dominar uma escola, vinte horas, praticamente um ano inteiro, apesar de ter prometido a mim mesma que nunca mais faria isso, nunca passou pela minha cabeça.

Não vou dizer que foi fácil. Tive alunos beeeeeem tensos, uns com tornozeleira, outros que poluíam a sala inteira, enfim. Com o tempo fui me apegando às salas, aos alunos de vários turnos, aulas para jovens e adultos, coisa que nunca havia feito, consegui amizades, imagina! Justo eu, que não costumo falar com pessoas que não conheço, ganhei uma grande amiga por lá.

Em um dos dias no trabalho eu precisava ficar três turnos no colégio porque seria inviável voltar para casa. Ficava o dia todo lá e até que não me cansava? Também tinha a companhia dessa amiga, que ficava comigo durante a transição tarde - noite e era minha parceirinha de revezar turmas da noite. Era dignificante, mais ainda para quem estava há mais de um ano procurando emprego numa área que não queria exercer.

Confesso que nos dois últimos meses desse ano estava me sentindo saturada; eu fazia tudo nos conformes, entregava provas no prazo, conteúdos no tempo certo, diários sempre atualizados. Mas chegava uma hora que simplesmente não batia mais amor, sabe? Antes eu ia animada dar as aulas às sextas apesar das turmas problema, e de outubro pra cá eu chegava cabisbaixa na sala de aula porque aquilo estava realmente me cansando. Eu pensava, quase como um mantra, que aquilo estava perto de acabar, e isso coincidentemente depois que entrei no curso; o trabalho estava meio que ~atrapalhando um grande sonho~ e não estava mais encaixando no que eu queria para minha vida.

 No final de semana antes da despedida houve uma confraternização com o pessoal da escola e eu não tive coragem de ir. Por mais que quisesse, eu meio que não me pertencia lá. Afinal de contas, eu devia encarar os fatos: eu era substituta, meu tempo de contrato do seletivo havia acabado e não poderia ser renovado, pra quê manter laços? Tive que ser fria. Sim, pode acontecer do meu contrato ser renovado por carência de professores de inglês, mas não vejo grandes esperanças quanto a isso.

Segunda feira, o dia oficial da despedida, eu só iria devolver os livros didáticos que me entregaram e assinar minha última frequência. Eu fui, vestida diferente de tudo o que já havia vestido por lá. A minha sorte é que não encontrei ninguém próximo a mim, aluno, professor, nada, que pudesse me prender e deixar isso ainda mais doloroso. Eu fiz o que tinha que fazer, olhei para os lados da sala dos professores - meu lugarzinho cativo entre as transições de turnos -  e falei para mim mesma 'é, agora acabou'.

Por mais que eu tenha falado aquilo para fechar esse ciclo, confesso que a ficha não caiu até agora. Talvez caia quando me tirarem do grupo do colégio no Whatsapp, ou o ano começar e eu não precisar mais sair de casa com minha grande e pesada mochila às segundas e sextas. Eu não sei o que vai acontecer comigo quando isso acontecer, mas espero que eu consiga superar isso de cabeça erguida, e fria, como deve ser.

e é isso.
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♫ Duran Duran - A view to a kill

20.8.17

This is so me but I am not myself anymore

Ia botar uma foto minha de avental e minhas faquinhas...mas comida é comida, mores...resultado da última aula prática

E é, como vocês podem ver, com mais de um mês de atraso de quando eu soube da notícia: fui chamada e tô cursando Gastronomia. Foi surreal, sabe? Eu tava mega na merda com o fim do meu namoro/affair/crusheamento e então veio essa ligação na hora do almoço, do fixo mesmo, dizendo que havia uma vaga disponível para o curso. Eu fiquei sem reação.
Lembrei de todas as sensações que eu pensei que fosse ter caso passasse. E não tive nenhuma delas, porque a oficial é sempre aquela de quando realmente acontece: eu não tive reação. Eu não soube o que responder. Mas sim, eu aceitei, dã haha

Apesar de todo mês ter salário na conta, não estava mais rolando aquele amorzinho da profissão, sabe. Ser professora é desgastante. Físico, mental e psicológico ó, tudo afetado. Chegava em casa um caco, não por ficar mais de 12h na escola, mas por ver que eu não tinha vocação, que não tinha moral e que não vai existir respeito porque você não consegue educar quem não quer ser educado. Nunca quis isso para mim, fiz isso pelos meus pais, para não estagnar, para superar luto, para me sentir ~dignificada, para ajudar nas contas.

Mas enfim, abstraindo todo esse desencanto pela profissão sofredor, o curso. Me matriculei e tals, até que soube que no dia seguinte já teria aula. Era julho e eu acreditei que estavam de férias, leeeedo engano. E então começou o que para a mim foram as semanas mais desgastantes que eu já tive, emparelhado com a época que fui cuidar da documentação para ser lotada como professora. Imagina bem aí: as aulas começaram em maio, sendo que cheguei dois meses depois. Teria que tirar atraso desses dois meses com trabalhos, provas, plano B para os novatos estabilizarem junto com os que estavam desde o começo. Chaaato, chato.

O meu consolo é que a escola estava praticamente de férias quando comecei. No entanto, vou ter que pagar uma disciplina depois porque não vou conseguir acompanhar aulas dela, cai justo no dia que faço maratona lá no colégio. Eu ainda não fui ver isso direito, mas provavelmente vou ter me ressocializar com novas turmas...ah, teve isso também, esse pequeno probleminha de socializar.

A turma já estava bem separada em termos de panelinha, cada uma tinha a sua. Então foi beeem tenso para tentar me entrosar. Por fora tinha eu e mais duas novatas, bem tímidas, assustadas e tendo que lidar com 600 trabalhos por semana. Além disso, tem esse fato de que as aulas são pela manhã, e meu humor ao acordar...ahm, bem, digamos que não é dos melhores. Por obra do maravilhoso e famigerado tempo, eu comecei a fazer amizades, não tão fixas, mas posso dizer que estou bem conversadeirazinha, sim. E depois, são três anos, gente, se eu não for conversar com ninguém lá, eu ficaria doida.

Eu ando tendo VÁRIOS picos de amorzinho pelo curso (como naquela vez que vi minha professora de prática cortando uma cebola em julienne e por pouco eu não gritava  'meudeusdocéu olha isso gente, que lindo') e por diversas vezes fico comparando meus sentimentos neste curso e o de inglês e, nossa, nem se compara. Agora que eu tô fazendo algo que finalmente gosto de fazer, e que eu quero levar para frente.

But...nem tudo são flores. Tô trabalhando e tô estudando, ganhando meus dinheirinhos, comprando minhas coisinhas e pagando até umas contas aqui em casa. Qual é o problema? Que eu sou essa bobona "movida a amor". Por razões que desconheço, depois do fim dessa ~relação...eu não consigo me apegar ou gostar de ninguém. Não foi por falta de tentativa, viu.

Esqueci de falar aqui, mas conversar com ele me dava falsas esperanças, então pedi que não falasse mais comigo e excluí o número dele. Passado uns dias, ele viu minha melhor amiga na rua, falou com ela, explicou que a gente tinha terminado. Ele veio depois falar comigo nesse mesmo dia, ignorei e depois de uns dias veio pedir desculpas por tudo. Queria muito que desculpas resolvesse do jeito que ele acha, haha. Voltamos a nos falar diariamente e voltei a criar esperanças, daí e em definitivo pedi que não falasse mais, até porque eu não costumo bloquear ninguém no whatsapp (só gente que possa causar algum perigo).

Nesse meio tempo, minha mãe viu ele duas vezes pela rua, fazendo que não via ela. E quinta dessa semana, o "nosso dia de se ver", ele mandou mensagem dizendo que esperava que eu estivesse bem. Por que as pessoas que mais fazem isso são justamente aquelas responsáveis por a gente "não estar bem"? E eu não sei o que ele quer com isso, acho que só aporrinhar mesmo. Eu criei esperança, mas já passou. Pessoas, sendo pessoas.

Mas fora isso, conheci muita gente legal, embora fizesse pouco tempo. Mas a impressão que dá é que algo foi tirado de mim, e eu sinto esse vazio tremendo. Não confio em mais ninguém, não acredito quando me elogiam, quando falam que estão gostando de mim, tampouco anseio por receber mensagens.

O que eu estou sendo agora é o que eu nunca fui antes. Sem "magia", sem "calorzinho no peito", risinhos enquanto recebe mensagem. Nada, não sobrou nada. Não estou sendo mais eu mesma. Virei figurante total da vida, um NPC lascado que faz tudo no automático. Vai pro curso, chega em casa, dorme e vai trabalhar ou estudar. O pior é que se eu for pensar muito nisso eu desmorono, porque eu nunca quis ser assim. Eu fiquei solteira da pior forma possível depois de mais de dez anos e tudo o que eu queria era alguém que me amasse novamente, em pessoa. Depois de vários foras, queria isso lentamente...depois mais lento...e quando me vi totalmente envolvida por alguém...e essa pessoa acabou com toda a chance da gente, eu virei isso. Mas não há nada que eu possa fazer. Quando acaba, acaba, e vou ter que me conformar em ser assim sabe lá até quando, porque é assim que as pessoas gostam de ser.
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𝄞 Tennis_In the morning I'll be better (ahhmm...não)

13.7.17

O coração ainda dói, sim

Nossa, como é gostoso quando a gente se dá conta do que faz, né? E eu fiz uma coisa bem ruim. No post anterior eu falei do famigerado como ele sendo vilão. E, bem, eu tô chateada por ele estar indiferente comigo? Claro que tô, não é mais a mesma coisa, acabou. Só que fiz essa coisa bem massa que é: tentar consertar as coisas dizendo que vou mudar, quando na verdade o correto é reconhecer meus erros na relação e pedir desculpas sinceras. Eu fiz isso? Quis a primeira opção, quando a ordem de tudo era começar com a segunda e depois a primeira. Sei que  um dia desses reconheci isso, demorei, mas pedi desculpas pro famigerado e fiquei com a consciência limpa. Não me sinto mais tão triste quanto antes, tô a dois dias sem chorar, tô me alimentando até melhor [se não for pra viver de drama nem quero], vi-va. Seja por ter me desculpado com ele ou não, tenho falado com ele numa frequência, pouca, mas sim.

É chato ver que ele fica online por pessoas aleatórias [ou até um crush novo] e não por mim, dificilmente ele posta coisa dele, como antes. Há tempos não ouço a voz dele [última vez que ouvi parecia tão tristinha, mas deve ser cansaço] mas eu nada posso fazer. O que está feito, está feito. Em muitas vezes ele me dava esse sinal e eu tô tentando levar isso pro agora: deixar as coisas rolarem. O tempo passar, as feridas sararem. Eu não sei se as coisas vão voltar, ele não me passa essa esperança, também procuro não pensar nisso.

Na realidade eu nem sei se é isso que ele quer e se ele ainda quer algo comigo. A gente tinha muitas lembranças, mesmo em um mês e pouco. E nesses dias, focada em outras coisas, eu meio que tenho me acostumado a ficar sem ele, apesar de sentir falta e do carinho que ele me passava. Acho que sofro do complexo de Rodrigo: tínhamos desentendimentos de ficar sem se falar, mas sabia que depois ele voltaria. Porque tinha "aquilo". E fiquei achando que tinha isso com esse rapaz. As pessoas te passam segurança x, até você achar que ela será suficiente para as coisas ruins de uma relação. Eu achei não que amava esse cara em especial, mas que houvesse alguma parte nele que quisesse as coisas funcionando como antes. Só que...você sabe...as pessoas. Mais uma vez elas lá, me passando confiança que não existe.

Ao invés disso estou tentando focar em...? Adivinha. Eu não vou falar agora, tô preparando bonitinho pra fazer um post bem maneiro, e ilustrar ele dum jeito bem foda.

Eu só queria meio que 'atualizar' o post anterior porque sei que fui muito egoísta com a situação toda. Mas vai ter mais post, esse mês ou no outro, se não me engano.

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♬ The Clientele - Lunar days

5.7.17

As pessoas, ah, as pessoas

Como todo mundo, sempre tive que lidar com as maravilhosidades dos outros desde nenis. E por 'maravilhosidades' eu digo: a) quando elas são inconvenientes; b) quando elas não têm limites do que fazem ou deixam de fazer and; c) quando mudam da água pro vinho. Esta última é uma delícia, e vou explicar melhor como funciona, baseado no que me aconteceu essas...horas.

Eis que você conhece alguém amorzinho de todas as formas possíveis. Você já passou por maus bocados porque é isso que as pessoas fazem pra que a gente parta para a defensiva com desconhecidos. Então você acredita que essa pessoa tem o coraçãozinho bom e que não vai te fazer mal. Olha o jeito que ele te trata, ele veio conhecer até seus pais e, olha que louco, veio a uma festa de família, meio peixe d'água, mas veio, por sua causa [e pela comida, porque eu também]!

Você começa a tomar decisões precipitadas e a pessoa simplesmente te destrata. Vira um tremendo pau no cu mesmo, perdoe meu francês. Todo aquele jeito de te tratar como princesinha vai para os ares. Você comete um erro e para tal você tenta consertar as coisas, não é? Pois bem, você coloca as cartas na mesa e apresenta soluções, por horas. Mas aquela pessoa que te tratava super bem...se transforma, começa a achar motivo para não continuar, é ambíguo nas justificativas.

O que tu fez: tu abriu uma exceção de ficar na defensiva para não estragar algo futuro com essa pessoa...pra ela, na primeira oportunidade, fazer o quê: mudar da água pro vinho. De afetuoso para frio. De doce para seco. De palavras gostosas de ler para 'sim, não', e com frequência 'acho que não', 'melhor não', 'não devemos mais nos ver'.

Por que as pessoas fazem isso com as outras? Por que ainda existe gente que pede pra ter fé em ser uma boa pessoa...sendo que no mais tenso dos momentos te machuca? E tudo de bom que já aconteceu, os momentos juntos, viraram nada porque é isso que a pessoa começa a fazer contigo. Te transforma em um nada para ela.

Há muito tempo eu não me sentia tão mal com essas coisas. Não é essa dor metafórica no coração, é uma dor aguda no estômago, como um soco. É um engolir seco que vai demorar, pois antes você vivia seus dias como uma mera figurante, fazendo tudo no automático, até que conhece alguém que te faz sair pela tangente, te faz feliz, te faz ver sentido na vida. E você nem precisa estar apaixonada ou amando ele, porque você é grata por tudo o que ele te fez sentir, o que hoje não acontece mais com ele, seja por orgulho, seja porque nunca sentiu nada mesmo. Um silêncio que me rasga toda vez que leio, uma voz seca que me enche os olhos.

Me dói só de lembrar que esses momentos tão gostosos que passei com ele não terão mais volta. E eu nem sei se a culpa é minha [começou numa discussão] ou dele. Só sei que dói. E eu mais uma vez terei que voltar a ser uma figurante, fazendo tudo no automático, porque as pessoas, ah, as pessoas.

p.s: tag 'pés_na_bunda' voltou com tudo, é nóis que voa no coraçãozinho machucado, uhull.

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♫ Photay feat. Seafloor_Reconstruct

19.1.17

Sobre os "dates" e minha pele

(Eu realmente queria ter uma imagem que pudesse traduzir o encontro que eu tive, ou como anda sendo meus dias por aqui, mas fique com o nada, porque não anda sendo tão diferente assim).

Prometi que ia falar sobre o encontro com o moço que era minha paixão na quarta série e aqui estou. Apenas dando uma leeeeve ressalva de que o último encontro que eu tive foi com uns dezesseis anos, mais ou menos. E não era algo com o qual eu me preocupava àquela altura do campeonato porque minha filosofia de vida era de que, se eu estava magra, nada poderia me parar.

Eis que agora, com uns bons quilos a mais, os hormônios sendo maravilhosos e voltando com lindas espinhas e pelos pelo corpo e o meu cabelo que achou de bom tom me odiar, tenho tido grandes problemas para conseguir relacionamentos. Porque veja bem: antes eu ia atrás de moços de longe, pois a oportunidade de ficar gata era mais fácil para mim, independente do que isso significasse. Mas era uma chance de evitar o tão temido encontro e as coisas não correrem tão bem quanto eu imaginava.

 Pois. Marquei com o moço num shopping daqui, com uma semana de antecedência. Até lá eu poderia dar um jeito de clarear os pelos, hidratar meus cabelos e umas mil máscaras de argila no rosto. Só que a vida, né. Brotou uma espinha maravilhosa perto da minha boca, a famigerada, doida pra dá uns bejo. Como que eu ia falar, sorrir e beijar com uma espinha lá? E pra variar bem pouco, o coiso de clarear os pelos mal dourou, eles ficaram meio ruivos, além de ter rendido uma alergia divosa, sendo que já taquei volume 50 de água oxigenada no corpo e nunca deu nada. Mas tudo bem, eu ia tacar dois quilo e mei de reboco na espinha, a minha roupa esconderia os pelos até, vai dar certo.

Mais uma pequena ressalva: tava tudo muito estranho entre esse boy e eu porque tivemos uma treta e o clima ficou meio tenso, não era mais como antes. Eu realmente não estava TÃO empolgada assim pro encontro, e nem tava curtindo ele porque já tava ficando com preguiça de mimimi, que dirá mimimi de macho. O encontro serviria pra ver até onde as coisas iriam de fato, se rolava química ou só uns beijinhos mesmo. Voltaaando.

Eu peguei carona com minhas tias pro shopping e elas meio que ficaram de tocaia pra ver o boy haha. Chegava perto do horário dele chegar e nada. Eis que, à minha diagonal tinha este gordinho barbudo [gosto bem pouco] comendo sozinho e olhando com uma certa frequência para minha pessoa. Eu fiquei naquela de 'quero paquerar porque parece mais rentável que este encontro, mas vamos ter dignidade né, fia', daí desencanei.

Quando não mais que de repente eu vejo o pinguim do Batman chegando o tal rapaz chegando...com uma roupa não muito bonita. Se eu tivesse gostado dele, quebraria o pescoço olhando, mas a roupa, por dels, não dava. Eu sei que eu olhei e parei de olhar, pois não estava acreditando nos meus olhos. Tentei fazer um olho gatinho mais perfeito possível...praquilo? Mas tudo bem, quando eu conheci o Rods ele não estava nada bem vestido e lá se foram quatro anos ao vivo. Eu fiquei tão atônita que não sabia se me levantava pra falar com ele ou esperava, niqui eu ia me levantando e ele me cumprimentou, sentada mesmo. Começou ótimo. Tinha um extra também: ele não usava perfume. Eu sentia o cheiro apenas do desodorante e fiquei bem triste. Mas...vamo seguindo.

O papo era legal e tudo, mas com o tempo as coisas foram ficando beeem frias, rolando eventualmente uns silêncios constrangedores. O mais legal é que, por mais que eu conseguisse conversar olhando nos olhos dele, eu percebia levemente que ele olhava pra espinha. Tanto empenho pra rebocar a bicha e a bicha continuava à vista. Se não foi isso, eu não sei o que era, sei que eu tava impaciente já de querer parar a conversa e jogar um 'sim meu filho, é uma espinha, imprevistos acontecem, ninguém manda no nosso carão'.

Eu dava indiretas pra gente sair da mesa e passear pelo shopping, perguntava se ele queria comer algo...a pessoa não colaborava. Eu estava nervosa de começo, mas fui me soltando aos poucos e fazendo ele rir com aquele jeitinho palhaça sensual que só eu sei fazer, mas parecia que eu tava numa daquelas mesas redondas de evento, sabe? O pior é que as horas iam passando e precisava comprar umas coisas para mim, sendo que o shopping já estava fechando.

Ele disse que ia comprar um troço pra levar e fui comprar pra mim também, junto com ele. O dele chegou antes e a carona dele já estava esperando, o que significava a despedida. Rolaria beijo? Eu pensei. Não teve clima, e gente sequer se tocou, mão, braço, fora aquele cumprimento sentada. Então rolou uma espécie de abraço de tia - aquele em que a tia te abraça e você enterra meio que sem querer a cara na roupa dela, sem saber o que fazer. Me deu um tapinha no ombro, e eu também, e disse 'a gente se fala'. E foi isso. Cara, foi muito estranho. Eu fiquei meio frustrada no começo, mas foi muito bosta, gente hahahaha

Ao chegar em casa hesitei um pouco, mas perguntei porque não tinha "dado certo", aí ele veio com um papinho 'ah temos vidas diferentes e eu preciso resolver umas coisas da minha vida'. Apertei o moço até ele falar que tava desconfortável comigo [creio que pela espinha, será?] e que não sentia química entre a gente. Perguntou se podia ficar na amizade e eu, meio sem vontade, aceitei. And...they never saw him again. Sei lá, eu antes só puxava papo com ele mais pela pegação mesmo, já que tava tudo meio sem clima. Ele também nunca esboçava interesse além de ter dado like no tinder. Eu ando falando com mais alguns caras, mas sinto muito mais interesse vindo deles que desse rapaz, na real.

Falei tanto que nem sei se ainda tem "espaço" para falar da minha pele, mas vou ser breve então. Meu rosto foi sempre cheio de espinhas há anos, isso quando começou a puberdade e tals. Tive momentos de pico terríveis, que não tinha maquiagem que ajudasse. Eu já deixei de sair [cê veja bem que eu sou esse ser humano que mal sai] por causa do meu rosto e, já pus na cara várias e várias máscaras, desde argila, sabonete de enxofre, já tomei de pílula a antibiótico pra melhorar e nada de efeito permanente. Ela tava ótima, mas parece que com a parada do luto meio que desandou e voltou a ficar ruim. Eis que esse ano tomei coragem e vou tomar o tal Roacutan, que limpa a pele de forma drástica, bem meu caso. Então vai ser uma resolução de ano novo, talvez? Sei que vou iniciar tratamento depois da semana santa, quando já vou ter tomado todo o álcool do mundo possível [alá a beberrona], já que não pode ferrar o fígado durante o tratamento.

E é isso.
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🔊The Temper Trap - Trembling Hands


5.1.17

Retrospectiva 2016

Minha cara pra esse 2016 igual este batato em forma de queria estar morta
E eu sei que demorei e que deveria ter postado ano passado antes dos tei tei dos fogos. Mas não falam que o ano só começa depois do carnaval? Pois. Eu andei inoperante esses dias comendo cerveja e bebendo pipoca, então acredito que tenho maravilhosos motivos para ter adiado tudo. 

Mas que ano maravilhoso, né gente? Gente morrendo, eu ficando solteira, tendo crise embaixo de crise, ó, divo. Bom, vejamos, um breve resumo de como foi esse ano: Passei reveillon no aeroporto de novo, fiquei noiva, tretei feio com morzão, fiz pazes com ele, morzão fica doente e falece, eu fico sem rumo na vida, resolvo fazer curso de Gastronomia, presto vestibular, tive o famigerado crush e não gostei, me apaixonei, fui rejeitada e esqueci esse menino. Bem no finzinho do ano embarquei de novo para o Tinder e conheci pessoas maravilhosas que falo até hoje, inclusive este jove do qual fui apaixonada na quarta série, mas é claro que eu assustei ele e as coisas estão meio frias, mas vamos ver o que acontece se conhecendo pessoalmente.

Como se sabe, os capítulos dessa novela ainda não acabaram, mas me senti corajosa esse ano que passou. Tipos que eu consegui sozinha superar o luto. Não foi fácil, e é claro, eu ainda dou uma chorada quando a saudade aperta e eu acho ok quando isso acontece.
Também não acreditei que pude arranjar forças para voltar a estudar coisas que eu odiava no colégio. Mais ainda no estado estagnado em que eu me encontrava. Por mais que tenha achado meu desempenho ruim no exame, serviu para me tirar da cama pelo menos.

E eu não acho um feito tãããão grande assim, mas finalmente consegui esquecer *A*. Nós tivemos uma reviravolta e as coisas ficaram meio sérias, a gente cogitando um namoro e se ver pessoalmente, enfim. Eu acho engraçado falar 'nós' porque se eu for reavaliar toda a situação, havia mais 'eu' nessa história do que qualquer outra parte dele na história. Dentre milhares de ignoradas e tretas, eu finalmente me cansei da situação e desisti. E fiz aquilo que sei fazer como ninguém: conheci outras pessoas e substituí ele como quem troca uma meia de elástico perdido por uma novinha em folha com estampa de gatinhos. E haja gatinho...vamo ver se eu me comportei direitinho esse ano que já passou:

~Ver mais filmes;
Se existe o ano dos filmes, esse foi o ano dos filmes. Agora...se os filmes eram bons de fato, aí já é outra história. Mas recomendo Quando as luzes se apagam para assustar toda a família ;)
~Ter me encontrado profissionalmente pelo menos uns 50%;
O que é bizarro, já que eu resolvi mudar de carreira esse ano e tô correndo atrás do prejuízo. Vamo ver no que dá.
~Ter mais roupinhas divertidas;
Começo do ano fiz umas comprinhas de roupas, no decorrer do ano comprei uns vestidinhos bem amorzinho...parece que sim, oba!
~Reciclar e eliminar umas amizades, se isso for possível;
Esse final de ano aconteceu uma coisa bem desagradável que foi reconhecer o fim de uma amizade. Sabe quando você se empenha, abre mão dos seus problemas para fortalecer os laços e ainda assim a pessoa meio que não se esforça? Eu perdi o tesão, sério. Acho que próximo ano vai ser o ano da claudinha antissocial.
~Sair mais, se divertir;
Eu fui pra uma boate, sabe? Foi maravilhosa a experiência, queria poder repetir. As pessoas nos seus vinte e poucos anos realmente sabem como se divertir e descer até o chão
~Dizer não quando você não quer fazer algo;
Essa vai ser a minha missão pra vida. Eu não sei se vou conseguir resolver isso sozinha. No dia que eu conseguir fazer isso sem me sentir mal depois, nossa, vou me sentir realizada.
~Parar de pensar e fazer logo algo nesse cabelo pelamordedeeels;
Parece que eu decoro minhas resoluções de fim de ano haha começo desse ano rolou foco e aqui está um exemplar (não recente, mas ainda tô meio assim) do menino cabelo em sua melhor nuance roxa.
~Começar um mini enxoval;
Pra quê um enxoval de casa se você não tem planos para tal né [as piadinhas autodepreciativas, sempre lá]
~Rir até doer a barriga, eu nunca mais fiz isso;
Olha, até doer a barriga não, mas eu fiz essa lista maravilhosa de coisas ou pessoas que me fazem rir e que eu uso de válvula de escape pras crises que é: 
- Chandler Bing [descobriu que Friends é bom, oia]
- Barulho de tartaruga coisando [don't ask, mas é engraçado]
- Tirinhas em quadrinhos [o Enem me fez quadrinheira]
- Cooties [meudeus, melhor filme, assistam]
- Risada do Cellbits [ou grito, ou os dois juntos] 
~Cuidar mais da saúde; 
Ah, ironias da vida. Ha-ha.
~Tomar mais banhos de piscina;
Se eu tomei um foi muito ;/
~Se encontrar enquanto "acervo de bijuteria divertida";
Siiim! E inclusive tem umas maravilhosas xing ling chegando para mim *-*
~Ter um console de videogame próprio e usá-lo frequentemente;
Meu irmão abandonou o Wii U aqui no meu quarto, mas só uso pra acessar Netflix...serve?
~Escrever mais e voltar a ter um diário;
Geeente que coincidência...eu voltei a escrever num diário, é libertador.
~Ler todos os livros que você comprou ano passado;
Ora mas vejam você que tem esse livro pra chegar dos correios e ainda do natal passado pra ler... 
~Ficar bebiinha lembrando de vários nadas; 
Nossa, mas queria muito eu. Tô achando que atingi algum ~estágio platina~ de embriaguez que não tem birita que realize este feito de não lembrar de nada. De parabéns minha pessoa, acho.
~Começar tratamento de pele;
2016 foi o ano das mascarinhas de rosto e se tem uma coisa que eu fiz nesse ano foi tacar de tudo na cara pra deixá-la lisinha de alguma maneira. Inclusive argila, melhor de todas.
~"Never give up, never surrender".
Esse parece que foi profético. Por que eu deixei esse como resolução ano passado? Eu nunca tinha entendido, só deixei. Agora faz sentido. Eu quis desistir, quis me entregar. Mas se eu o fizesse, nunca iria conseguir parar de lutar de forma justa como todos os mortais que se vão, porque infelizmente não é o que acontece. Eu só preciso manter meus pés aqui no chão e continuar por aqui até que isso aconteça naturalmente. E você sabe, vida que segue, etc.

2017:
-Estar trabalhando;
-Estar namorando alguém de forma correspondida para ambos;
-Se amar mais;
-Ter lido mais livros;
-Conseguir uma nova amizade;
 -Comprar mais esmaltes;
-Lê esse monte de livro, carai;
-Ter jogado mais;
-Ter finalizado mais de duas séries durante o ano;
-Ter diminuído o tempo no banho;
-Escolher a tatuagem que você enrola há anos pra fazer;
- Ter terminado a limpa no quarto que você começou em janeiro;
-Estudar mais inglês porque uma paixão assim não acontece todo dia;
-Ter emagrecido pelo menos uns cinco quilos;
-Voltar a cozinhar;
- Comprar sapatos novos;
-Aprender a dirigir;
-Estar feliz. 

bai e vamo nóis 2017. E fora temer pelamordedeus. 
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The Ghost Of A Saber Tooth Tiger - Johannesburg [ai essa banda do nome grande 💜 ]

22.8.16

Reflexões sobre a vida amorosa

Que delícia quando as pessoas, não focadas em ter um amor pra vida toda, preferem focar em coisas que fazem delas alguém melhor, como trabalhar no que gosta, ser independente, curtir sua própria companhia, viajar para vários lugares, etc., e vivem bem assim.

Desde criança eu idealizava a minha vida perfeita: só precisava arranjar um amor [cê vê, criança] que logo mais as coisas ficariam bonitas e coloridas, além da falha promessa de ser mais esforçada nos estudos. Olhando de uns tempos pra cá, minha vida foi exclusivamente isso. Conversas eram algo tipo 'como você tá?' 'ah tô namorando um trocinho que não gosto/ tô solteira ninguém me ama'.
A boa notícia é que, nesses mais de dez anos namorando/noiva [por essa vocês não esperavam ein], não é que eu foquei mais nas conversas sobre mim, que sobre namoradinhos? Era legal ter essa parte completa, a gente se gostava por igual e não havia problemas que não pudessem ser solucionados.

Depois que ele se foi, eu achei de bom tom voltar às origens e, bem, virei um tédio sem
personalidade. E como vocês podem ver, os últimos posts andaram bem focados em namoricos e não em mim mesma. Eu ando estudando às madrugadas pro ENEM e tô trabalhando com meu primo em dias aleatórios. Cadê que eu falei sobre isso aqui? Naaada.

Infelizmente não tô mais namorando o *B* e foi da forma mais idiota possível que tudo terminou. O mais estranho disso tudo é que eu insistia em ficar com ele, por mais que eu percebesse que não tava mais dando certo. Me sentia tão desesperada em ter uma companhia, em ~ter um morzão~, que não percebi que a melhor parceria que eu tinha era eu e euzinha. Criava exigências idiotas 'ah desse signo não, nem ferrando', 'ah muito novo', sendo que quando eu conheci o digs, não me atentei se ele era alto ou baixo, gordo ou magro, áries ou libra, porque eu amava ele e era só isso que importava.
O que quero dizer com isso, que desisti de procurar morzão? Nunca, jamais, aqui é vênus em gêmeos porrán, só acho que preciso de um tempo comigo. É chato não ter alguém que goste de você e pense em você antes de dormir, mas pra isso eu tenho minha mãe, meu pai e alguns amigos.
Dia desses eu vi esse vídeo da JoutJout falando sobre morzão e sobre procurar namoradinhos e eu era bem assim como dona Julia. Esse vídeo é mais uma daquelas coisas que a gente vê e pensa 'oh meudeus, sou eu falando!!' aí são trocentas pessoas no país pensando igual e você nem percebe. A questão é: talvez eu focando nessa tal parte de trabalho/independência/etc. pode aparecer um amorzinho, né? Quando conheci o Rodrigo, estava na fase mais focada em estudos possível, não tava nem aí pra namoradinhos, daí ele apareceu...sempre rola aquela esperança, e espero todos os dias que isso aconteça. Mas claro, tô fingindo bem aqui que não tô procurando haha

E é isso. bai.
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10.7.16

Filosofias, boys e outras coisas

Cê vê: eu já deixei dois posts sobre o assunto no rascunho e nada de eu soltar eles. Por quê? Porque o jogo vira, cabeças rolam, life goes on. Em cada post tinha ideias bem legais, outras nem tanto, e eu faço o quê: tentarei mesclar os dois sem que esse vire um terceiro que caia em desuso.
that's why u r single - a saga

Como é gostoso a vida de solteira, né. Principalmente se você curte uma vida amorosa mais agitada como a minha. Tudo isso graças ao meu vênus em gêmeos e porque estou viúva e quero muito uma companhia.

Dia 15 farão três meses que o Rodrigo se foi e eu continuo nessa coisa conturbada que é ajeitar minha vida. Eu preferi focar primeiro na parte amorosa e, bem, parece que as coisas deram uma acalmada, finalmente.

Eu queria muito poder definir o que eu quero pra mim nesse momento, mas já perguntei duzentas vezes pra mim e a resposta varia sempre. Tô com alguém agora e é uma pessoa maravilhosa, mas eu preciso contar a trajetória que foi até chegar a esse jovem.

Sério, eu poderia fazer um TCC analisando o comportamento masculino. Levaria páginas e páginas de grandes hipóteses que teórico nenhum poderia me ajudar a justificar. Homem é um bicho estranho, meus caros. E como todo bom TCC, vou partir primeiro do princípio teórico, para depois chegar às vias de fato, a prática [é isso que acontece quando o TCC saiu de você, mas você não saiu do TCC].

Mas enfim, tudo começou quando eu pensei com os meus botões, "como eu conheci o boy? foi no mIRC, que ninguém mais usa...existe bate papos ainda?" e lá fui eu me aventurar. Primeiro larguei de mão distância e fui numa sala da minha cidade. Na primeira oportunidade, me bloquearam depois de ver uma foto minha [!!!!]. Daí encontrei essa sala de gordinhos, o que seria perfeito pra mim, não precisaria fazer todo um discurso de empoderamento e de que era gordinha, etc etc.

O que a modernidade fez com essa gente, sabe? Se você não tem webcam ou não quer aparecer, cara já te bloqueia. Se o papo não flui no dia seguinte, a pessoa te bloqueia. E, ainda, se o papo flui no dia seguinte, te bloqueiam do mesmo jeito! Quando tudo dá certo as pessoas preferem não manter um papo porque, sei lá, são doidas? Antes o problema fosse a distância, viajar de avião atualmente é a coisa mais acessível do mundo, mesmo em tempos de crise. Eu demorei muito tempo tentando entender o que passava pela cabeça desses caras, até começar a agir do mesmo jeito.

Pois bem, em meio a esses dois meses tentando algum tipo de companhia, apareceu cara de todos os tipos...eu fiz até um levantamento:
* Conheci caras do: PI, PR, RS, SP, RJ, ES, MG, DF, PB, CE, MA e AC [Acre, meus amigos! Acre!]
* Maioria dos boys eram de São Paulo;
* Numa faixa etária entre 20 e 35 anos;
* Só no Skype, 71 bloqueados e que supostamente me bloquearam também [!!!];
* Até minha última contagem, 15 bloqueados no Whatsapp;
* Só mantenho conversa atualmente com três caras;
* Fui pedida em casamento 5 vezes, de brincadeira, claro;
* Teve caras de quase todos os signos, menos librianos (justamente o melhor, o do Rodrigo).

Tiveram esses rapazes que rolaram ~envolvimentos fortes. Alguns eu me pergunto o porquê de ter continuado contato, outros eu queria que fosse pra sempre, mas enfim...

 O *C* era esse cara que veio falar comigo num papo todo inteligentão e fazia textões no próprio bate papo, imagina você minha dificuldade e preguiça em ler tudo. A inteligência dele me atraiu, de verdade. Fazia muito tempo [mais precisamente doze anos] que eu não pirava em um metido a intelectual...no fim das contas, ele sumiu, não fui mais atrás e soube por outro cara que ele era casado. Que genial...

*A* foi mais um metido a inteligentão de bate papo, escrevia certinho, mas eu já tava vacinada desse tipo e perdi interesse fácil na conversa dele. Depois que ele me adicionou no whatsapp, rolou uma química estranhíssima que até hoje não entendo. Não dava mesmo pra entender, porque ele tinha uma personalidade bem chata e peculiar. Até rolava uns gostos parecidos e ele tinha uma voz maravilhosa, mas isso não foi o suficiente pra eu ficar sem saco com ele. Foi uma experiência legal, fez eu perceber que ainda tinha isso de correr atrás de alguém, embora não fosse nada saudável. No rascunho mais recente, que eu inclusive mostrei pra ele [whaaat?], dizia que o que a gente tinha era uma incógnita...hoje vejo que era só bosta, mesmo.

E, finalmente, *B*. Conheci ele num momento bem inoportuno, tinha passado por uma situação muito chata com um novinho que aparentava ser legal e maduro, que no fim das contas virou um chato que só falava asneira. Desde que bloqueei esse, prometi nunca mais me envolver com nenhum cara de 25 anos ou menos, e o *B* tem 20, então abri uma exceçãozinha no dia haha. Quando ele falou o signo dele, já fiquei meio tristinha que ia bloquear ele, porque virginianos costumam ser excessivamente afetuosos e eu...bem...não sou esse poço de carinho, não. Só que além de fofo ele era esperto, me ganhou no papo...parecia que a gente se conhecia há anos, se falando em apenas uma semana. Era surreal como a gente se encaixava em vários aspectos e fisicamente era totalmente diferente do que me atraía. Mas é aquela coisa, a gente não escolhe, etc. Ele tá me fazendo muito bem, tô gostando bastante dele, estamos juntos, vamos ver no que vai dar. Falar com alguém por 13 horas seguidas, não é pra qualquer um.

Ah! Não acabou não! Como todo bom TCC, tem conclusão, sim. Eu aprendi diversas coisas, sobre homens, sobre comportamento, sobre evitar x tipos, e também:
1. Nem sempre um cara que tem o papo super legal no dia em que te conhece, vai ser legal no dia seguinte. Inclusive é o decisivo pra perceber se futuras conversas vão existir ou se já pode bloquear;
2. De nada adianta se a pessoa curte as mesmas músicas ou filmes que você: se for um babaca, não vai acontecer, não vai pra frente. Isso é coisa de romance, não funciona na vida real;
3. Evite até onde você puder falar sobre sexo, 99% dos homens estão lá por isso e, se o cara continua mantendo uma conversa contigo e não fica enchendo sobre esse assunto, é porque é alguém a ser levado a sério;
4. Encontrar um sujeito maravilhoso de gato é sorte? Sim. Mas somos todos adultos e sabemos que beleza não é tudo. E nesse caso então, não é nada;
5. Eu gostava de "seguir o andar da carruagem": nos primeiros dias de whatsapp com o cara eu reparava a frequência com que ele falava comigo durante o trabalho ou fora dele e costumava falar com ele nesses mesmos horários;
6. Muita gente vai nesses locais para sacanagem, então se você quer conhecer um morzão, tem que filtrar caras até a última gota. Tudo se resume a sexo, mas no começo de uma primeira conversa, não.

E é isso. Nem acredito que eu terminei, hahaha.
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Ouvindo: Melanie Martinez_Carousel.mp3

4.5.16

Reviravoltas

A vida é uma coisa muito louca, né. Você vê que ela tá andando para um rumo e então começa a montar tijolos e mais tijolos de planos baseado nisso. Daí cabe a ela manter esses tijolinhos que você montou ou então desmoronar eles numa voadora muito severa. Na verdade eu não sei se o que acontece com os tijolos é obra do destino ou da própria vida, uma vez que as suas atitudes ajudam a contribuir pra que isso aconteça. Olha, eu nem sei de nada, viu.
O ano começou comigo tomando meio copo de Heineken para eu curtir minha segunda viagem na virada. Eu estava feliz, mas cansada, de certa forma. Era qual, quinta, sétima viagem? Bom, não vou ficar enrolando muito, mas eu não me dei conta que aquele gole de cerveja quente ficaria tão amargo esse ano.
Eis que meu então namorado começou a sentir umas dores. Na verdade, desde que eu o conheci, ele sentia dores inexplicáveis que nunca foram descobertas. Ele ia ao pronto atendimento ou então tomava um remedinho para azia e ficava tudo bem. Ótimo. Então um dia as coisas foram piorando muito, as dores não cessavam. E tinha as tosses. Eu só tinha notícias por ele via Whatsapp. Daí, os sinais foram começando. Me deu número do celular do pai dele para estar informada. Não mandava notícias um dia inteiro. Mensagens tristes, monossilábicas. A mãe, que ele não via há anos, estava lá com ele. Órgãos estavam deixando de funcionar. E então, aconteceu.
Nunca sequer passou pela minha cabeça que eu poderia receber uma "voadora muito severa" nos tijolinhos que eu montei pra minha vida. Foi terrível. Nunca achei que eu pudesse gritar de dor, não porque alguém estava me machucando, mas por terem tirado alguém tão importante na minha vida.E eu nem tive a chance de vê-lo antes dele partir. Havia marcado passagem, estava prestes a me arrumar para a viagem, quando soube.
Se eu sorria todos os dias e era feliz, era porque me sentia amada, e tudo que eu fazia movida à amor. Porra, ele era perfeito pra mim.
Precisar retomar minha vida e catar novos tijolos para restabelecer ela tem sido um dia de cada vez. Um dia eu consegui tirar minhas sobrancelhas e isso foi um marco, sabe. Acontece que eu não quero continuar minha vida sem ser movida a alguma coisa. Amor de novo? Ah, amor hoje em dia anda tão difícil, que tal paixão?
Então fiz uma coisa que pode até não funcionar para outras pessoas, mas que para mim tem funcionado muito desde então: voltei a ser quem eu era quando estava solteira. Fui nos bate papos, conversei com alguns caras, sendo engraçadona como sempre fui. E, diga-se de passagem, tenho conseguido uns bons boy magya sim, haha.
A realidade é que não tem nem um mês disso e parece que estou cometendo um pecado, mas isso de conhecer novos caras, seja para amizade ou algo mais, tem me ajudado a sair da cama e querer fazer algo, o que eu sequer conseguia fazer há uns dias atrás.
E, como hoje é meu aniversário, nada melhor do que pôr em prática essa metamorfose e me tornar uma pessoa, melhor, engraçada, e que se curte, antes de mais nada.
E sim, claro, se eu voltar a escrever aqui, retomar à tag 'atrativos', que já tava cheia de teias. ;9

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Ouvindo: Tame Impala - Why won't they talk to me?

31.10.09

Put your nine on q

Demorou, mas teve. Estranhamente teve, uma vez que estou no último ano do colégio, e em último ano do colégio é meio diferente pedir pontos. Não se pede, tem que conseguir. Ou deixar que uma faculdade dê para a gente, heh. Ok, sem delonguinhas, vamos falar da gincana desse ano.
Apesar de ser a última [finarmente!], foi a mais loser de todas. Foi porque, como o local era novo para mim, me atrasei um tico. Na realidade, achei que não reparassem, mas tava todo mundo lá e a atrasadona da história fui eu. E pra variar, teve video cassetadas. Como os locais de sentar da arquibancada eram bem altos, tive que ir cuidadosa subi-los. Então era uma mão atrás, pra não mostrar o caminho da alegria, e outra segurando minha bolsinha. Daí que eu vi uma pessoa. A pessoa não cabe aqui falar, mas eu fiquei meio assim quando a vi. Daí que na última subida, pan, eu tropeço, e caio. Claro né, não podia faltar. Eu queria rir, mas não podia, porque eu já sabia que tinha gente rindo, e muito, da minha cara: a pessoa. Nem olhei na cara dela, só de vergonha, e fui pra um cantinho bacana de se ficar as marditas seis horas. Na realidade não queria ficar, mas vi que era o jeito.
Fiquei olhando umas vezes para a pessoa e outras pra competição. Estava tudo muito tedioso, na verdade. Eu estava bem cansada de tudo, e do colégio em principal. Percebe-se que todo fim de ano eu tenho essas crises de 'odinho'. Mas é porque fim de ano fica né. Teve até algumas provas aqui que valem comentar, tais como uma que chamavam meninas de cada equipe com características diferentes, tipo a mais alta, mais baixa, e quem tivesse mais, ganhava. Pensei até que me chamariam para a 'mais gorda' e 'mais baixa', mas tá, tinha gente pior que eu nem sabia. Outra prova bacana, pra mim a melhor de todas, é a de dança, e a dança das líderes de torcida. Acho tão mágico ver as cheerleaders dançando reboladamente com litros de charme, meus olhinhos brilham.
Depois de ter levado uma patada super fofa da tal pessoa, vi que a gincana não tava pra mim. Pelo meu humor, minha cara de boring, meu cansaço e falta de animação. Em alguns constrangedores momentos, eu tive que ficar ao lado de 'maná'. Constrangedor sim, porque ela é a mesma guria desse post, e ficar do lado de alguém da qual você conhece bastante e não falar com ela é...enfim. Pior disso é uma amiga minha, achando que ainda nós ainda nos falávamos, dizia algumas coisas como, "oh a menina lá rs", mas disfarcei gostoso. O estopim da gincana foi a pessoa ter me tratado mal. Antes disso, as coisas até estavam dando certo entre eu e ela, mas gentileza, comigo, gera ingentileza. E passei o resto da gincana de bico. Estava só esperando passar o garoto e garota pra capar o gato. Daí achei melhor esperar. E fiquei até o fim, quando disseram quem havia ganhado. E sim, ganhamos, ê! Antes disso, um pai de uma piriguete puxou assunto comigo. Eu já reparei nisso, as pessoas mais velhas é quem costumam engatar conversas comigo. E eu gosto muito de conversa de adultos, pelo menos as do meu pai, porque ele fica contando histórias engraçadas. Mas bem, voltando ao tiozinho, o assunto que ele puxou comigo foi: "quem será que vai ganhar ein". Daí eu respondi, "não sei, tomara que o nosso! rs". Nossa, altos papos, conversamos litros. Sim, foi só isso. Soube do ganhador e corri pra pegar meu ônibus e o meu tradicional ovomaltine. Porque né, dia cu, eu tinha que merecer ao menos algo...digno. Eu tava tão acabada, mas tão acabada, que não tinha coragem nem de olhar na cara das pessoas. Sede, fome, cabeça querendo doer, calor monstro...esboçar um sorriso era impossível. E o ônibus de voltar pra casa, que demorou anos...E assim foi a gincana.


bjs

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♫ Oingo Boingo_Home Again.mp3

9.9.09

De estar calada por 5hrs

Sabe, eu nunca fui muito social. Sempre tive grandes dificuldades em conseguir colegas, principalmente amigos. Ainda mais quando quem tem que puxar assunto sou eu.
A cena que mais odeio é sempre essa: eu estando no mesmo local que outra pessoa, e aquele silêncio constrangedor. Quando não sou eu, é a tal que puxa assunto, e não sei como resgatá-lo. Daí a pessoa "acredita" que eu não queira fazer um social com ela e sai, fim.
Por vezes, como tentativa, engato na conversa, mas me sinto sendo forçada. E dou graças quando algo ocorre no meio da conversa e temos que terminá-la. A droga disso tudo é que sou mais forçada ainda quando interajo [popmundo fazendo vocabulário] com pessoas das quais eu admiro bastante. E isso acaba me atrapalhando, pois minha vontade maior é de poder conversar com ela, a ponto de ela ter o mínino, quem sabe um pingo, de confiança dela, pois isso eu zelo muito de alguém. Daí a conversa fica cagada, me sinto um fiofó solto e não volto a falar com a pessoa, por me achar meio...enfim, com ela.
Ser alguém mimimi não é muito minha natureza, procuro falar as coisas com humor, para fazer as pessoas bem e porque é esse meu jeito, mas bom, não tenho sido assim hoje. Tudo começou quando tinha a minha companhia-mor, só colega simples, vendida em qualquer mercadinho. O que ocorre: ela passa a me bater. Não pode, gente. E isso já me bastou, ter que aguentar a sétima e a oitava com isso, não quero terminar minha vida de estudante levando sopapo. No-way. Daí que finalmente eu mexi meus palitinhos pela primeira vez e pedi para ela, "por favor", que estava falando sério quando pedia para ela parar com isso [sim, ela tava levando na...brincadeira, rá]. Aí a gata se baixou num drama queen e deixou de falar comigo. Me fechei para todos, mesmo que na maioria falava só com ela. E passo, senhoras e senhores, cinco horas sem falar nada, salvando exceções como 'bom dia' aos professores, bocejos, risos, ou quando a "ovelha" vem falar comigo, e isso às vezes. Entenda às vezes como duas vezes por mês. E olhe lá.
Portanto, não fique triste se eu não for tão receptiva a você. Me pague uma cerveja e imito até o bozo. No mais, obrei pra ela.

bjs.

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♫ KASMS_Mackerel Sky

11.8.09

Bloqueio Continental

Não adianta chegar aqui eufórico pensando, "oh, mais bandidagem na vida da Aurora!". Eu infelizmente não tenho nada. Precisa falar alguma coisa pior do que "fossar" e aguentar esse banho de cinco/seis meses de enem/psiu/vestibular? Ié beibi, sem tempo total, agora virei gente, tô estudando e tudo. Daí que via o blog, assim, solitário, e lembrei da sinopse que a sky fez pro filme Alma de poeta, olhos de Sinatra. E então, senhoras e senhores, eu estou com bloqueio de criatividade. Nem sabia que pra frescurinha tinha nome ein. E não, não vou escrever enquanto não acontecer nada de ruim, o que aqui é praxe. Enquanto isso, fiquem com uma foto que tirei dos meus momentos de lazer.



Sim, The Sims 3. Qualidade média, piratinha e cheio de bugs, mas me aguardem.
bjs.

1.7.09

Querida,

não me julgue mal. Minha intenção é só força do pensamento, e aquilo que fiz não foi só por mim, mas por nós duas. Não derrame lágrimas achando que elas molharão aquela ferida mais profunda. Já fiz isso para afogar minhas tristezas e elas permaneceram, tão longo elas podiam. O meu orgulho está sendo forte até agora, apenas impedindo de que eu faça uma cena diante de todos.

Eu estarei esperando para que seus erros saiam da minha cabeça como o tempo que passava tão rápido quando estava contigo. Gostosos eram os momentos em que eu afagava seus cabelos, como quem quisesse tirar-lhe os problemas, mão aquecendo a brasa violenta. Nossas noites juntas nada mais se resumiam em ficar na rua jogando bola com as vizinhas. E qualquer barulho diferente para nós era motivo de gerar gargalhadas infindáveis.

Espero que isso acalme o seu coração, este que queria muito poder acalmar agora. Terá melhores mãos, até palavras, que termine isso tudo. Isso e todas as outras coisas passam, até o meu orgulho passará junto. E assim, futuramente, quando nenhum empecilho existir, faremos juntas o que sempre fazíamos há mais de dez anos.

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quem escrevi não foi eu, não sei quem fui. q
nem cartas sei fazer, rá.

27.5.09

Mês delicinha

Esse final de maio parece que gosta de mim. E eu achando que só em agosto que vinha o momento 'macumbada', ele veio mais cedo. As pessoas que eu gosto, ou melhor, que eu achava que gostava, estão se afastando de mim. Alguns, pelo menos, é bom que afaste porque aí não me ferra mais. Mas os mais queridos estão distantes.

Não, e eu fico im-pres-so-na-da com a criatividade das pessoas. Elas veem tanta novela, que aquele instinto Yvone pega mesmo. De querer passar por cima de tudo, de cagar no pau de todo mundo e sair contando vantagem. Aquela força de vontade de, "só eu posso ser feliz, vocês que se coisem, bjs". E não, Jesus, eu confiei na pessoa, aí, como sempre, pan, faz festa com a minha confiança.

Acho até que sou eu que dou muita brecha pra esse povo me enganar, só pode. Realmente, nem sempre o que digitam para gente pode ser uma verdade absoluta. Não mesmo. Depois dessa, só me resta fechar o funil de amizades, pois se entrar mais um, quase nunca é com boas intenções.

pessoas-yvone, saem de mim.