11.12.09

Sobre confraternizações

Todo ano, no Natal, ocorre com minha família. Aquele monte de parentes juntos, todos muito bem arrumados e escovados, aquele sorrisão nos dentes, afogados em coca-cola e cerveja, e seus presentes guardados em cantos da casa, ou na árvore. Chegada as onze e pouco, todos juntos e ouvindo atentos - ou não - o discurso, a reza, e depois, todos abraçando-se e aprontando-se para o amigo-oculto. Estamos aqui para falar disso? Nem.

Falo de confraternizações fora de família, daquelas que você tem que fazer um social esperto com gente que você nem conhece. Recordo pouco das minhas ocorridas. Colégio, em principal. Umas semanas, todo mundo tirava o papelzinho, e às vezes a pessoa tirava, via aquele nome e pensava, consigo, 'quem caralhos é esse cara?'. Aí passava uma semana olhando todos os coleguinhas e reparando nos nomes e tudo. E se fosse um conhecido? Só alegria né. Saberia o que dar, e até o que falar no dia.

Particularmente, nunca tive problemas com amigos-ocultos, tampouco com presentes. Meu nome sempre foi muito doce nas salas e entre colegas [sou popular, rere], então nunca ocorreu de fazerem um elogio ou ofensa à pessoa errada. Quanto aos mimos, todos muito estranhos. Ganhei entre aqueles famosos ursinhos numa caixinha azul-transparente [oi?] até jogos educativos que nem criança resolvia. Dos que jamais me esqueci, é um que ganhei na oitava série, uma barra de chocolate Diamante Negro. Esse não valeu muito, porque passou uma lista na sala dando dicas de presentes, fui direta no meu pedido, meu amigo-oculto idem. Todos dados com muito carinho. Claro que eu precisei queimar alguns, mas ok. Mentira, rá.

Falei e falei tanto só para falar que voltei à essa de confraternizar. Diante de tantos que houveram no colégio e eu recusei participar devido ao meu baixo nível social com a sala, resolvi ceder justamente à academia. Assim, só a turma do jump. Mesmo assim, tenho meus altos e baixos. Algumas gurias que me dão asco apenas com a presença, e outras que são apenas figurantes, algumas que gostaria que fossem amiguinhas minhas e...enfim, tem aquelas variações básicas. Atualmente, meu ódio platônico - ou não - tem sido de uma guria meio oferecida. Ela malha de uma forma estranha tipo puta mesmo, sabe? Tipo não, deve ser mesmo, maior cara de dada.

Há as gurias-fofinhas. Uma que faz aula comigo tem um tempo, lembra bastante a guria do Cold Case. Já fiz até massagem nela, às vezes a gente se esbarra nos papos e se fala. Uma graça. Outra que parece um docinho é a Miss Sunshine [ok, a menina é mais bonita], sósia também. Um dia, o mesmo em que tiramos os papéis do amigo-oculto, ela puxou papo comigo na hora de ir embora...Daí soube da idade dela, o que faz da vida, até do que a irmã dela faz. Mas adivinha? Ela não me falou seu nome. Deu até vontade de dizer a ela que se parece com Abigail [sim, o nome da criança sunshine é Abigail], mas vai que ela nem conhece e, se conhecesse, acharia uma ofensa.

A festa é daqui a algumas longas horas, pela noite, mais ou menos sete horas. Não vejo a hora de acontecer, altas comidas e presentinhos. Se for bom, conto aqui.

bjs.


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♫ Garbage_Thirteen.mp3
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