2.3.17

Segura esse Carnaval

Mas Cláudia, como foi seu Carnaval?
Ah, eu botei um colar de flor na cabeça e bebi feito o capeta
Faz muito tempo que eu não faço um post sobre o Carnaval, néam? Até porque, depois que a gente vai ficando velha, aumenta a frequência de vezes que você bebe, mas não a quantidade de biritas. E minha frequência tem sido bem meia boca: eu bebia até onde ia meu limite (ou de quem me acompanhava), não embriagava e ficava por isso.
Mas como eu prometi a mim mesma que iria beber todo o álcool do mundo por causa do meu tratamento de pele, eu assim o fiz, só não saiu do jeito que eu queria.
O que acontece quando você é passarinho novo e tem ressaca? Acorda com uma dorzinha de cabeça chata, toma um remédio maroto, novo em folha, pronto pra outra. De uns tempos pra cá, minha reação aos porres tem sido bem inusitada, simplesmente ficava alegrinha e sociável. E eu meio que resolvi ultrapassar meus limites para ver até onde isso iria chegar. Mas vou ser uma pessoa decente e começar do começo.
Nós - família - tivemos duas festas: uma no sábado e outra na segunda feira, além de um extra no domingo. Siim, a viagem pro interiorzão foi cancelada por motivos financeiros e acabou que ninguém foi pra lá. Pois bem, a festa do sábado foi aqui em casa e começou muito bem porque umas 16h faltou energia. Cerveja esquentando, eu totalmente sem noção pus maquiagem (no escuro todo mundo enxerga, né), aquela coisa. Embriaguei? Não. Bebi em torno das 18h, parei às 23h e nada. Fora isso, a luz só veio voltar doze horas depois. No extra do omingo não foi muito diferente, bebi umas cevezinha, cabou e nada.
Segunda feira tinha luz, era na casa de um tio, então achei que as coisas poderiam mudar. Eu bebo há, sei lá, uns mil anos pra esquecer da Regra número Dois [a um é beber de estômago forrado] do passarinho velho das cachaça: nunca, em hipótese alguma, misture bebidas. O resultado é a visão do inferno. E não é que foi?
Lógico, nem se compara com as doideiras que eu fazia de dar vários brancos e pedindo pras pessoas me recordarem de como foi dia seguinte. Sei que misturei cerveja, dois tipos diferentes de cachaça e um licor, ah o licor.
Nesse dia tinha começado a beber também às 18h e parei há mais ou menos 3 horas e alguns minutos. Engraçado que eu tinha bebido toda a cerveja disponível da festa e então me ofereceram, pela segunda vez, um restante das duas cachaças [elas estavam misturadas numa espécie de ponche] e foi só eu tomar que a coisa engrenou: e não é que fiquei bêbada? Inclusive a foto que ilustra este post foi uns minutos antes de eu ~sentir a brisa~.
Mas a parte ruim disso tudo? Eu fui dormir maravilhosa na casa do meu tio, que por acaso é casa da minha prima [risos]. Mas não houve maravilhosidade que eu acordei: veio tontura, um enjoo interminável de estômago vazio, querendo desmaiar. O problema é que eu não parava de vomitar e acreditava que por isso não conseguiria comer. Ok que eu soltei a clássica 'nunca mais eu bebo', porque a última vez que fiquei nesse estado foi tomando um porre de tequila e, bem, essa bebida está na lista negra de 'nunca mais tomo'...mas não, ainda temos Semana Santa, não largarei a cerveja. E depois dela começo a desrebocar essa carinha que a puberdade me deu.
Ah é, andaram acontecendo umas coisinhas bem inusitadas aqui do outro lado...não sei se faço um post sobre isso, ou não...é isso.

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🔊The Shins - Girl inform me