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| Our brushes are together again |
Ué? Pois é.
Algumas coisas mudaram desde o último post [ou carta], e uma delas é que voltei a ter uma escova de dentes extra, de novo, no meu copinho do banheiro. Em todos os lugares que escrevo e não exponho para ninguém (diário, notes aleatórios do keep), eu colei/escrevi a conversa que tive com ele, mas em termos gerais posso dizer que terminar não era a coisa certa a se fazer, para ambos.
Eu, vendo que não podia dar conta dos nossos problemas, e percebendo que ele estava mal com tudo isso, me senti culpada e o apertei tanto, que houve essa decisão. Só que ainda tinha o sentimento, os nossos planos e tudo aquilo que havíamos criado juntos; tirando as discussões, nós éramos perfeitos juntos. Sabe aquela pessoa que você sente que foi feita para você? E é tão louco ouvir isso de mim, logo eu, que não imaginava voltar a sentir isso por ninguém, e tão mais forte.
A partir daí, foi tudo muito doloroso, dias horríveis, sem vontade de nada. O pior de tudo é que os dois passavam por isso. Eu concordei em terminar para que as coisas melhorassem para ele, mas não era isso que estava acontecendo. Mentalmente, tudo muito joia; no coração e na vida, um vazio tremendo. Então alguns dias se passaram e ele me perguntou se eu teria coragem de começar do zero. Marquei na minha cartelinha, mais um dia em que chorei de felicidade: o dia em que ele quis voltar comigo.
O único problema em si é que eu estava doida para vê-lo, mas pedi um tempo até que tudo estivesse certo para ele. Nesse tempo, ficamos o final de semana passado sem se ver, mas finalmente nos vimos nesse. Eu me achei super grudenta, espero que ele não tenha achado isso muito chato, é que eu senti tanto a falta dele! Teve esse momento em que fiquei olhando cada pedacinho daquele rosto, aqueles olhinhos, e quase escapava uma lágrima (mematadevergonha, cláudia) por saber que aquela maravilhosidade toda estava comigo novamente.
Não bastava esse b.o todo que tem sido minha vida amorosa, minha vida acadêmica [e a social também, why not] também tava indo de mal a pior. Esse período fiquei de final em duas disciplinas. Eu estou atualmente desempregada, esperando que o Seduc do meu estado me chame para eu voltar a ser professora, ou seja, uma disponibilidade gigantesca para me afundar nos estudos e virar uma tremenda duma cdf, ainda mais num curso que quero levar pro meu futuro profissional e que deu tanto trabalho de conseguir.
No período passado eu enfrentei umas coisinhas ruins, da minha vida amorosa também, e isso não foi motivo para que não caísse de cabeça nos estudos e esquecesse de uns embustes que a vida me proporcionou. Eu sei que toda santa vez que tinha prova/seminário, em um dia antes, rolava alguma discussão ou briga com o Danilo. E isso atrapalhava, querendo ou não.
O maior erro que cometi nesse período foi em ter misturado a vida acadêmica com a pessoal. Isso que meu convívio social no curso é bem estreito. Eu sou bem na minha, não tenho um ~grupinho ou coisa do tipo. Lógico, falo com quase todos da sala, mas não sou próxima a ninguém. Sim, eles sabem minha ocupação, a minha idade [uns disseram que pareço mais nova, então tá ótimo, né? Haha]. Só que me acostumei com isso, de não ter mais companhia. Houve um tempo em que ficava tão preocupada com isso que desesperadamente me esforçava para puxar assunto com as pessoas, mesmo vendo que depois elas não eram compatíveis comigo, e nem eu com elas.
Isso aconteceu notavelmente quando mudei de escola, depois dum bullying lascado que tinha na escola anterior (circa 2005), ou no meu primeiro curso na universidade (2010). Em ambas as fases me apareceram pessoas boas e ruins, eu sabendo ou não filtrar isso - por conta da idade/maturidade.
E por falar em vida pessoal, estava rolando uns probleminhas assim na vida acadêmica também. Era para eu ter falado sobre isso há uns meses atrás, mas fiquei enrolando. Na real é só mais um caso de "tem uma sanguessuga na minha turma que se faz de doida nos trabalhos, só mexendo no celular, demora com prazos e o caralho e nem faz nada da vida, aí por falta de componente no grupo eu sou obrigada a fazer os trabalhos com ela, além dela achar que sou o balcão de informações da sala, interagindo comigo aos domingos de manhã pelo whatsapp".
Chegou num patamar de mal conseguir olhar pra cara dela e não sentir raiva. Sim, raiva. E eu descontava nos outros!!! Quando eu percebi isso, me senti horrível, tanto por não entender a razão de sentir tanta fúria por uma pessoa, quanto por ver que descontava minha raiva em gente que nem tinha nada a ver com isso. As minhas férias têm sido um alívio. Agora é correr para outro grupo e me manter o mais distante possível dela.
By the way, finalmente estou de férias do curso e desempregada. Nisso de ficar à mercê do Estado, tenho certeza de que se estivesse num estágio, seria um extra para ajudar em casa, e comigo também. Fora tudo isso, acho que minha vida voltou aos eixos. Eu voltei a ser feliz e ando sorrindo todo dia, então acho que está tudo bem.
E é isso. Espero que até o final desse mês eu coloque o layout novo que tá pronto desde, sei lá, mês passado.
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♬Grimes - Oblivion [os guilty pleasure, eles tão sempre lá]
