24.4.18

Salvem a professorinha - parte 2640

Ainda não tirei fotos no colégio novo, então fique com a minha bolsinha cafona e menina Agatha Christie que me ajuda nos momentos mais sociais em que não quero socializar
Parece que eu consegui de novo, né? Finalmente. Olha, antes de começar, gostaria de dizer que ser adulto não é muito divertido, não. Às vezes você fica prestes a fazer aquilo que mais quer, mas devido às 'ciladas, Bino' que a vida nos obriga a conviver, infelizmente somos obrigados a colocar nossos sonhos no bolso e isso é beeeem frustrante. Tô prestes a me sentir assim, mas vamo ganhar dinheiro, perder voz e preencher uns diários de classe, vamo? Vamo.

Na real, depois do post de despedida, eu sequer acreditei que iria voltar a dar aulas porque, cê viu, substituta é algo bem jogado às traças, e se brota um professor efetivo, eu sou obrigada a me retirar, mas depois eu chego a esse ponto. Esse ano se iniciou com uma greve daquelas no Estado e algumas mudanças foram necessárias, tipos que chamaram muuuitos professores efetivos para serem lotados e isso limitou muito as vagas dos "prostitutos" (um professor do ifpi usou esse termo pra substituto e vou aderir, sim).

No começo do ano, antes da greve rolar, eu fui chamada pela coordenadora do colégio do ano passado, dizendo que queria me lotar novamente. Eu fiquei, né? Radiante. Isso até chamarem primeiro os efetivos, e depois os substitutos. Ou seja: perdi minha vaga. Quer dizer, nem tanto, porque fui confidenciada com uma colega de trabalho que o turno da noite estaria livre. Imagina, eu voltando a dar aula pros meus nenéns?! Os que mais sentiram minha falta ano passado?

A parte ruim disso tudo: perdi os horários maravilhosos que eu tinha nesse colégio, mas peguei o turno da noite tudo num dia só. E precisei caçar uma escola que me lotasse as horas restantes e preferencialmente pela tarde, pois pela manhã tinha o curso. Resultado: só consegui pela manhã, e em dois dias. E sim, isso justifica o primeiro parágrafo do texto.

Eu sinceramente não sei o que fazer com o meu curso. Ano passado eu fiquei meio desnorteada, mas bem otimista em conciliar estudos com trabalho e funcionou tudo direitinho. Dessa vez vai ser impossível, perder sempre dois dias de aula por esse ano, vou acabar reprovando por falta em duas, quiçá três disciplinas.

Estou adiando, e sei que não devia, em pensar em algum plano, se o ifpi permitir que eu tranque e depois, quando estiver mais disponível, flexibilizar o curso. Esses horários quebraram minhas pernas...mas eu não quero pensar nisso agora.

Agooora, falar sobre a escola nova! Haha, eu não aprendo nunca meudeus...Meu primeiro dia de aula foi bem tenso: eu não conhecia ninguém e até hoje não conheço, porque estranhamente a maioria dos professores são homens e macho zzzzz, também tinha umas burocracias para resolver e isso me deixou beeeeem nervosa, de não conseguir respirar direito, princípio de crise, aquelas coisas bem gostosas. Enfrentei de primeira uma turma problema e, quando dei por mim, estava gritando, perdendo voz, sem sequer conseguir me ouvir. Cheguei frustrada em casa semana passada com isso tudo, fiquei bem mal...pra no dia seguinte receber uma recompensa: uma turma que ficava quieta quando eu ia explicar (!) e que eu estava fazendo piadinhas no automático e eles rindo (!!). Quem diria que este pequeno pokémon de 1,49m a quem vos fala, conseguiu dominar uma sala com mais de 30 alunos? Amaaaaazing *-*

Eu achei isso muito novo, sabe. Tipo, eu sei que haviam muitos alunos-problema no outro colégio, mas como é revigorante ver uma sala que fica de boinhas quando você vai explicar um assunto. A vontade de só dar aula pra aluno a partir do oitavo ano tá no corpo todo. Eu achei a outra escola mais organizada também. Mas é aquela coisa: o ano tá começando agora, vamos ver o que ele me reserva.
Fora minha vida profissional, tá tudo bem entre eu e morzão. Ando com uma saudade descomunal, mas nem falo nada porque ele anda muito ocupado. Deve ser saudade de ~começo de namoro.
E sim, vai ter post de aniversário! Soon

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🎵 St. Vincent - Prince Johnny