5.1.21

Retrospectiva 2020

 

Como já fui clichê o bastante e postei foto da ultrassom antes, fiquem com a minha cara de nervoso meia hora antes de apresentar meu projeto de pesquisa e ensaiando a melhor posição para apresentar (eu não tava nua, gente, pus uma camisetinha depois).

Não, eu não esqueci de postar retrospectiva. Na real eu tava digitando o post dia 31 mesmo, até que aconteceu uma maravilhosidade: choveu horrores na minha cidade, faltou luz por horas, festinha com pessoal de casa cancelada, uma carrada de telhas desabaram, alagou sala e quarto dos meus pais, derrubou árvores, enfim, só alegria pra quem jurou que finalmente iria ficar arrumadinha e em paz dessa vez na virada. Ha-ha. O tal post ficou tão bad vibes que resolvi descartá-lo. Eu entendo o propósito do ano tenso, pandemia e tudo, mas ele não foi necessariamente triste e desanimador em 100% dele, então, né...

A chatice desse ano foi justamente querer mudar as coisas sem poder, já que a maior das condições era de que precisava sair de casa pra isso. Posso dizer que foi um ano dos "pelo menos". Não podia sair de casa, mas pelo menos cacei vários cursos online pra fazer. Não podia me divertir, mas pelo menos ficava mais tempo namorando, além de conseguir fazer alguém me aguentar por mais de um ano. Não podia sair de casa, mas pelo menos consegui ser bem responsável nas minhas atividades online do curso. Tive notas boas, consegui fazer meu projeto de pesquisa numa boa, fora apresentar ele, como ilustrei os bastidores nesse post. Aliás, a única "vantagem" que a pandemia trouxe pra mim foi que eu pude acompanhar minhas aulas mesmo estando grávida, com enjoos, consultas, desânimo, pressão e energia baixa e tudo o mais que só a gravidez pode fazer por você. 

Quanto a isso, não posso dizer que sou a mãe mais romantizada do mundo, e acho que nem deve ser assim. Sim, estar grávida é um negócio difícil pra caramba, tira tudo o que você tinha e gostava em si, saúde mental, inteligência e memória, cabelos fortes, imunidade, poder comer e beber, não enjoar de coisas que você curtia como seu perfume de sair ou frituras empanadas (nossa, só de lembrar, credo). Mas a ideia não foi nem nunca será transformar isso aqui num universo da gravidez, mas tem sido basicamente assim. E sim, pelos cálculos, estou na reta final disso tudo e minha barriga tá gigante, mal vejo a hora de ver uma versão menor (ainda) de mim.

Junto dessas outras mudanças da pandemia, perdi mais uma amizade, greatest hits na minha vida. O motivo eu continuo sem saber o porquê, mas acho que tive uma parcela de culpa sim, não na discussão em si, mas na amizade como um todo. Fez eu reavaliar todas as amizades que eu já tive, inclusive as que perduram até hoje. E pra eu perceber isso foi um tapa bem forte na cara, dos fortes. Não, na verdade um tapa doeria menos. Foi pesadíssimo, me rendeu uma crise de ansiedade pesada, bem difícil sair. 

Hoje em dia eu penso que, por mais que tenha sido "necessário" passar por isso, fiquei muito chateada comigo mesma. De deixar passar por isso num estado em que me encontro, essas coisas podem ser fatais para o bebê. Mas já passou e tudo está bem. Eu já parei com a ideia de ficar remoendo várias vezes (o que pra mim é ótimo) e apesar de que me fechar para qualquer amizade não seja a melhor opção, ainda foi o melhor mecanismo de defesa que encontrei. 

Em suma, acho que foi isso. Tentei planejar fazer a receita experimental do meu TCC em dezembro, mas eu tô de um jeito que só Jesus na causa. Ainda falta umas três matérias pra fechar meu curso, duas são práticas e tivemos aulas parciais delas porque, bom, são práticas. O post tá curto, mas o ano foi fraquinho pra geral e não tenho conseguido ficar muito tempo sentada com esse barrigão enorme. Agora vou ver quais as trepeça que eu tive ideia em realizar pra 2020. Mesmo esquema do ano passado, se fiz check, se não, xis.

✓Pintar o cabelo de ruivo;
Conseguir um trampo;
Evitar chatear o namorado com minhas birras;
Criar coragem pra morar com ele (em parte sim porque daqui a uns meses moraremos juntos, então...);
Deixar unhas crescerem;
Fazer um estágio;
Viajar para outra cidade;
Voltar a desenhar (serve aquarelar? porque se for, aí sim);
Manter o hobby das pulseiras;
Não perder o tesão pelo curso;
Monitorar minhas finanças;
Ir pra academia e perder minha barriga de gestante não gestante (enfim, a ironia);
Cozinhar mais e mais;
Beber mais, afinal você mora no calor dusinferno e precisa matar sua sede;
Ter uma rotina de dormir e acordar cedo;
Trocar de celular;
Não passar mais o carnaval levando bolo de namorado;
Não chorar por macho;
Assistir mais filmes;
Trocar de carteira;
Arriscar na moda com uma peça diferente;
Cuidar da pele até ela ficar sucesso (não pude cuidar, mas a gravidez fez maravilhas por ela).


Agora pra esse ano de 2021, vamos de: 
-Conseguir colocar a neném numa rotina de sono;
-Conseguir um emprego;
-Se formar;
-Deixar a casa do meu jeitinho;
-Conseguir controlar bem minhas finanças (meudeus né possível);
-Trocar de óculos;
-Ler mais;
-Diminuir a barriga do pós parto;
-Jogar mais, se achar tempo;
-Fazer um curso de Photoshop, você prometeu;
-Cuidar dos melasmas maravilhooosos que eu adquiri em lugares totalmente wtf;
-Pintar os cabelos;
-Gastar menos em delivery e produzir mais minhas refeições;
-Reorganizar minhas playlists;
-Superar Friends;
-Resolver de uma vez sobre o que quero profissionalmente;
-Adotar um xanim;
-Voltar a pintar as unhas;
-Tentar produzir a receita do meu TCC;
-Conseguir estágio;
-Ver a pandemia acabar (quem não chora não mama).

E vamo de 2021 com vacina pra todo mundo, espero.

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♬ Mcbaise_Le jardin (essa música dá vontade de aprender tocar violão)