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| Essa Laura está tão serelepe |
Bom, ficou subentendido que eu me ausentei daqui porque eu consequentemente pari a neném, né. Eu bem achei que teria um tempo pra conciliar maternidade e vida profissional/acadêmica/pessoal, mas haha, isso é uma coisa que ninguém te conta: se você conseguir fazer isso logo de início, parabéns. Ou isso ou rola toda uma equipe de rede de apoio e, por mais que eu tenha a minha, elas não tinham 100% de tempo, fora que "vai largar a menina pra ficar no computador?", então já sabe.
O bizarro disso tudo é que já se passaram quatro meses de neném e eu ainda não consegui estruturar isso e, pior, criei uma péssima associação da neném só dormir mamando e nos meus braços, ou seja. Meus dias têm sido beeem agitados, só tenho parado (no sentido de estar com as duas mãos livres por mais de duas horas) na hora em que a neném dorme, em maravilhosas oito e meia da noite, conseguidos com muito afinco e rotina. Além do rolê mãe, a crise de identidade e não conseguir acompanhar, ahm, a vida, preciso agilizar em pegar meus cacarecos e me mandar da casa dos meus pais. E é a melhor época para alugar apartamento, só que não. Fora estar desempregada e minha renda informal não ajudar. E meu namoro estar bem tenso nessa fase. Mas sério gente, tenham filhos, mas usem camisinha e pílula, armadura medieval e cinto de castidade.
Depois que me tornei mãe eu me senti "traída" pelo que via nas redes sociais. Eu já tinha ouvido falar, claro, que havia essa romantização da maternidade, mas só sentindo na pele que a gente percebe que esse discurso é mais real do que imagina. É sério. Para ter filhos têm que ter muito equilíbrio psicológico. Aliás, nem isso, pois já vi pessoas com saúde mental em dia que tiveram depressão pós parto e creio que nenhuma mina esteja isenta dessa "parte obscura" da maternidade. É pesadíssimo. Você perde sangue, muito sangue. Sua pressão cai horrores quando você se levanta dias depois da cesária. Seu cabelo cai mais do que já caía antes. Você se acha incapaz. Pessoas vão te dizer coisas. Te dirão que seu leite é fraco porque você dá o peito quando o bebê quer (ou seja, bastantes vezes), opinam sobre o que você faz ou deixa de fazer. Te ferem, mesmo passando pelo que você já passou. Eu falo que precisa de um equilíbrio psicológico porque se você já tem alguns gatilhos na sua vida, precisa lidar com novos. A parte física do puerpério é até ok perto do que se passa na cabecinha da mãe nessa época. Lógico, eu não excluo a parte boa que é ver um neném, sangue do seu sangue, crescendo e todo aquele amor que envolve você e ele. É tão doido e tão forte, que até quebra a barreira da "parte ruim". Vai ver por isso que as mães romantizam: focam inteiramente nessa parte.
Eu sei que havia até prometido evitar deixar meus posts só sobre maternidade, mas isso é o que tem ocupado meus dias ultimamente. Além de que não tem acontecido muita coisa por aqui fora acompanhar o crescimento da Laurinha, se talvez consiga continuar no meu curso e se consigo sair da casa dos meus pais. Ademaaaais, tenho assistido muita coisa porque é o que me distrai enquanto amamento a neném. Filmes nem tanto, seriados. Só não dou dica do que assistir pois sou bem old schoolzinha e assisto muita série "antiga" (House e Friends não é tão antiga assim, mas enfim, já fica aí a ideia do que passo meu tempo vendo).
Ah! Eu lembrei que não tinha feito post esse ano do meu aniversário de 3.0, mas sem tempo e na pandemia até perde o tesão um pouco, né. Resumindo: eu fiquei em casa, óbvio, namorado comprou bolo, salgadinho e refri, todos comem, fim. Chato que uma idade "redonda" não possa ser comemorada ou ser especial como deveria ser (na minha cabeça), mas na atual conjuntura, adiamos. Nos meus 31 Laura já vai ter seus 1 ano e uns meses, então deve rolar uma coisa mais animada, assim espero.
Tão é isso, pelo menos deixei as coisas ~a par por aqui. Vai ter que rolar algo mais doido pra eu parar de postar aqui, por mais que ninguém leia.
Bái.
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Ouvindo: Garbage_Only happy when it rains (tá nostálgica né fia)
