A cabeça baixa e a pontinha da orelha vermelha. O soluço ecoava toda a sala. Deixa ela chorar, gente. Deveria ser uma paixão que não deu certo, um alguém que roupeu dela aquele sorriso grande e penetrante. Ouviu-se que por ser sensível demais, necessitava de todas as atenções. E quem a rejeitasse, abria-se a bocarra, aos berros, fazendo drama. Talvez ela tenha pedido mais carinho e não puderam dar. Talvez seu gosto por zelo não fora recíproco. Deixem ela chorar. Esse choro é coisa de momento, logo estará abrindo aquela linda boca, sorrindo para tudo, e todos.
Quem dera eu pudesse eliminar essa tristeza, mas meus impulsos não agiam, permitiam que ficasse melhor por si só. Dez minutos depois, com a voz ainda soluçante, me pediu as anotações. Será que eu pergunto algo? Se precisa de minha ajuda? Se eu poderia rasgar o pranto que machuca seu peito, e fazê-la sorrir novamente? Mas não, eu não podia. Deixa ela esgotar essa melancolia passageira, e que tão cedo devolva, para sempre, sua alegria.
Campainha do intervalo, e já estava sorrindo.
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Eu não sei o que é isso, veio numa dessas tempestades de inspirações. É uma narração? É um conto? Méquefaz?
A propósito, a menina já está bem, e esse/a conto/narração/coisinho de coisa é verídico. Momento gay, todo mundo tem um.
bjs.