Vamos continuar? -n
3° Round - Enem
Como vocês devem saber, teve todo aquele vazamento da prova, o dia sendo adiado pra dezembro, enfim. E eu achei até bom, já que na mesma época eu estava sem carro, e o local da prova era longe tipo muito longe mesmo. E, por essas incertezas, de transporte e afins, eu passei a ficar muito nervosa com a chegada do dia, de não dormir às noites. Recebemos envelopezinhos novos, e locais de prova também. O meu mudou consideravelmente, para um conhecido. Daí o dia. Demorei um pouco para encontrar minha sala, até porque tinha uma chatice de vai ali e vai aqui atrás de informação. Sentei na carteira, esperei, prova. Eis que noto um problema: a carteira era daquelas de um só lado. E, não sei se vocês sabem mas eu sou canhota [alá, no 16]. Tentei, de todas as posições e formas possíveis de fazer a prova. Encontrava um lado bacana, daí começava a doer o pescoço e as costas, e qualquer movimento brusco era aquele 'nhéééc' da cadeira.
Cu total. Quatro horas sofridas, além das 90 questões, todas contextualizadas. Visão do além, só o que tive. Quando eu achava que estava terminando, mais coisa. Saí de lá meio chumbada. No mesmo dia meu pai teria um compromisso, do qual nem lembro, e por isso não pôde vir me pegar. Peguei um ônibus lotado e fiquei com aquele pânico de pegar ônibus errado. Mas tudo ok. Cheguei em casa e caí na besteira de conferir o gabarito. Olha, só não vou dizer aqui porque o número foi deprimente, espero que valha pra pelo menos sentir o cheiro de passar. Segundo dia foi mais tranquilo, antes de entrar na sala eu pedi por uma carteira para canhoto. Até porque era o dia de redação, como que ia escrever numa carteira daquelas. Só digo uma coisa: minha pontuação foi baixa. Sim, baixa. E só.
4° e último Round - Federal
Na verdade, minha vontade nessa prova era de sair chutando, mas eu não podia. Era uma oportunidade né, então vamos lá. Dois dias também. Federal é a única que não gosta de mim, me pôs num local bem cafundó mesmo, do outro lado do local onde moro. Eu cheguei bem cedo nos dois dias, dessas horas de o portão ainda estar fechado. Não havia uma pressa, era mais temendo que nós não chegássemos cedo no local.
Enfrentei novamente o problema da carteira para destros. Mas tinha um outro problema: as carteiras eram etiquetadas. Mesmo eu chegando cedo, achei que não poderia fazer uma troca por causa da maldita etiqueta. Não era o litrão de questões que teve lá no enem, mas as dores de canhota pareciam ser maiores. Até porque lá só era uns ventiladores, e estava bem quente. A prova nem foi tão ruim assim, se comparada com o depois. Combinei com o pai: 12 hrs. Saí de lá onze e pouco. E nada de doze horas. E deu doze, e nada do meu pai. O sol começou a ficar mais forte, e eu sentindo ele me queimando. Pai só veio chegar lá pras 12:40. Chegando em casa, uma surpresa: as áreas expostas do meu corpo, todas vermelhinhas. Assim, vermelhas, como quem pega sol na praia. E isso que sou bem difícil de me queimar. No mesmo dia ainda fui à academia, tentei esconder com uma blusa maior, mas ficou tosco do mesmo jeito. Mas já estava pior, metade do braço branco, e o outro bronzeadjénho por horas e horas na parada pra voltar pra casa, isso no segundo ano, ainda hoje está em mim.
E o fim disso tudo? Esperar o próximo ano pra saber em quais (não) passei. Como já tenho uma ideia, nesse dia acredito que dormirei o dia inteiro só para não ter que ouvir gente me enchendo com uns 'ohh, não passou. Vai pra uma particular.', 'que tragédia, tenta de novo'. Eu cago, porque já sabia.
bjs.
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♫ Dream Theater_Light fuse and get away.mp3