20.8.17

This is so me but I am not myself anymore

Ia botar uma foto minha de avental e minhas faquinhas...mas comida é comida, mores...resultado da última aula prática

E é, como vocês podem ver, com mais de um mês de atraso de quando eu soube da notícia: fui chamada e tô cursando Gastronomia. Foi surreal, sabe? Eu tava mega na merda com o fim do meu namoro/affair/crusheamento e então veio essa ligação na hora do almoço, do fixo mesmo, dizendo que havia uma vaga disponível para o curso. Eu fiquei sem reação.
Lembrei de todas as sensações que eu pensei que fosse ter caso passasse. E não tive nenhuma delas, porque a oficial é sempre aquela de quando realmente acontece: eu não tive reação. Eu não soube o que responder. Mas sim, eu aceitei, dã haha

Apesar de todo mês ter salário na conta, não estava mais rolando aquele amorzinho da profissão, sabe. Ser professora é desgastante. Físico, mental e psicológico ó, tudo afetado. Chegava em casa um caco, não por ficar mais de 12h na escola, mas por ver que eu não tinha vocação, que não tinha moral e que não vai existir respeito porque você não consegue educar quem não quer ser educado. Nunca quis isso para mim, fiz isso pelos meus pais, para não estagnar, para superar luto, para me sentir ~dignificada, para ajudar nas contas.

Mas enfim, abstraindo todo esse desencanto pela profissão sofredor, o curso. Me matriculei e tals, até que soube que no dia seguinte já teria aula. Era julho e eu acreditei que estavam de férias, leeeedo engano. E então começou o que para a mim foram as semanas mais desgastantes que eu já tive, emparelhado com a época que fui cuidar da documentação para ser lotada como professora. Imagina bem aí: as aulas começaram em maio, sendo que cheguei dois meses depois. Teria que tirar atraso desses dois meses com trabalhos, provas, plano B para os novatos estabilizarem junto com os que estavam desde o começo. Chaaato, chato.

O meu consolo é que a escola estava praticamente de férias quando comecei. No entanto, vou ter que pagar uma disciplina depois porque não vou conseguir acompanhar aulas dela, cai justo no dia que faço maratona lá no colégio. Eu ainda não fui ver isso direito, mas provavelmente vou ter me ressocializar com novas turmas...ah, teve isso também, esse pequeno probleminha de socializar.

A turma já estava bem separada em termos de panelinha, cada uma tinha a sua. Então foi beeem tenso para tentar me entrosar. Por fora tinha eu e mais duas novatas, bem tímidas, assustadas e tendo que lidar com 600 trabalhos por semana. Além disso, tem esse fato de que as aulas são pela manhã, e meu humor ao acordar...ahm, bem, digamos que não é dos melhores. Por obra do maravilhoso e famigerado tempo, eu comecei a fazer amizades, não tão fixas, mas posso dizer que estou bem conversadeirazinha, sim. E depois, são três anos, gente, se eu não for conversar com ninguém lá, eu ficaria doida.

Eu ando tendo VÁRIOS picos de amorzinho pelo curso (como naquela vez que vi minha professora de prática cortando uma cebola em julienne e por pouco eu não gritava  'meudeusdocéu olha isso gente, que lindo') e por diversas vezes fico comparando meus sentimentos neste curso e o de inglês e, nossa, nem se compara. Agora que eu tô fazendo algo que finalmente gosto de fazer, e que eu quero levar para frente.

But...nem tudo são flores. Tô trabalhando e tô estudando, ganhando meus dinheirinhos, comprando minhas coisinhas e pagando até umas contas aqui em casa. Qual é o problema? Que eu sou essa bobona "movida a amor". Por razões que desconheço, depois do fim dessa ~relação...eu não consigo me apegar ou gostar de ninguém. Não foi por falta de tentativa, viu.

Esqueci de falar aqui, mas conversar com ele me dava falsas esperanças, então pedi que não falasse mais comigo e excluí o número dele. Passado uns dias, ele viu minha melhor amiga na rua, falou com ela, explicou que a gente tinha terminado. Ele veio depois falar comigo nesse mesmo dia, ignorei e depois de uns dias veio pedir desculpas por tudo. Queria muito que desculpas resolvesse do jeito que ele acha, haha. Voltamos a nos falar diariamente e voltei a criar esperanças, daí e em definitivo pedi que não falasse mais, até porque eu não costumo bloquear ninguém no whatsapp (só gente que possa causar algum perigo).

Nesse meio tempo, minha mãe viu ele duas vezes pela rua, fazendo que não via ela. E quinta dessa semana, o "nosso dia de se ver", ele mandou mensagem dizendo que esperava que eu estivesse bem. Por que as pessoas que mais fazem isso são justamente aquelas responsáveis por a gente "não estar bem"? E eu não sei o que ele quer com isso, acho que só aporrinhar mesmo. Eu criei esperança, mas já passou. Pessoas, sendo pessoas.

Mas fora isso, conheci muita gente legal, embora fizesse pouco tempo. Mas a impressão que dá é que algo foi tirado de mim, e eu sinto esse vazio tremendo. Não confio em mais ninguém, não acredito quando me elogiam, quando falam que estão gostando de mim, tampouco anseio por receber mensagens.

O que eu estou sendo agora é o que eu nunca fui antes. Sem "magia", sem "calorzinho no peito", risinhos enquanto recebe mensagem. Nada, não sobrou nada. Não estou sendo mais eu mesma. Virei figurante total da vida, um NPC lascado que faz tudo no automático. Vai pro curso, chega em casa, dorme e vai trabalhar ou estudar. O pior é que se eu for pensar muito nisso eu desmorono, porque eu nunca quis ser assim. Eu fiquei solteira da pior forma possível depois de mais de dez anos e tudo o que eu queria era alguém que me amasse novamente, em pessoa. Depois de vários foras, queria isso lentamente...depois mais lento...e quando me vi totalmente envolvida por alguém...e essa pessoa acabou com toda a chance da gente, eu virei isso. Mas não há nada que eu possa fazer. Quando acaba, acaba, e vou ter que me conformar em ser assim sabe lá até quando, porque é assim que as pessoas gostam de ser.
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𝄞 Tennis_In the morning I'll be better (ahhmm...não)