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21.2.22

Lógico que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar

 

Mas às vezes, nenhé. Então estou tal qual minha prole, sentada, numa boa, em meio ao caos que está minha vida. 😶

Tem um tempo que não posto nada aqui, fato, mas algo além da maternidade e cuidar de casa tem tomado minhas horas livres. Eis que eu estava lá, enviando currículos para o mundo, em vagas de emprego para os quais nem ideia eu sabia do que fazer, mas se estavam pagando, né, que bom, quero.

Daí surgiu essa vaga para uma escola de idiomas. Ao menos parecia uma escola de idiomas, meio que é, mas enfim. Não tenho um histórico muito bom em relação a entrevista de emprego nesse tipo de local, já tive uma antes em que meu inglês não estava afiado e a entrevista foi sobre um tema que eu mal sabia em português, que dirá. Eles foram até bem educados, me enviaram e-mail e tudo falando que não fui aceita e tudo bem, mas prometi a mim mesma que nunca mais entraria nesse tipo de emboscada. Assim, meu inglês não é maravilhoooooso e sim, ele melhorou bastante em relação àquele tempo, o nervoso ainda deu um gás para dar tudo errado, então não quis arriscar, tipo, jamais. 

Na atual situação que me encontro, não tô podendo escolher nada e, se marcarem uma entrevista pelo menos, já é meio caminho andado. Então eu enviei meu currículo e fui chamada para um processo seletivo. Quando vi, pensei "nossa, que interessante, mil dinâmicas de RH cairão ao teu lado, mas tu não serás empregado pois não és proativo e sociável". Por razões que desconheço, me vi muuuito otimista e ambiciosa em relação a todo o processo e só queria sair de lá se fosse empregada. Fiz tudo o que pediam, perdi a vergonha e falei em público, tentei ser engraçada e ultrapassava toda a reserva de bateria social que eu tinha nesses dias de processo. Inclusive fizeram uma dinâmica que ativou gatilhos maravilhosos em mim que nem existiam mais, então derramei todas as lágrimas possíveis na frente de pessoas que conhecia a apenas três dias. 

Feito tudo isso, me encaminharam para o coordenador, conversei com ele, tirei bastantes dúvidas, até porque o esquema deles era diferenciado e eu trabalharia com metas também, ligando para pais e alunos sobre atividades e frequência, enfim, não seria algo tão simples como ser apenas professor. No fim das contas, assinei um contrato que me deixariam lá por um mês e, caso tudo desse certo, ele seria renovado. Nesse ínterim, estranhamente a professora que passou mais tempo lá se demitiu, outras pessoas também. Eu achei beeem estranho, e uma colega me disse "logo você irá entender como funciona por aqui". Aí beleza, aos poucos fui aprendendo como tudo funcionava, as ligações, as aulas, estava sempre atrás de dinâmicas e criando slides para ajudar a mim e aos meus colegas de trabalho, consegui grandes amizades, enfim, era tudo o que eu queria. 

Estava feliz como nunca mais tinha estado num ambiente de trabalho. Me divertia, era pressionada, claro, mas cumpria com tudo. Eram horas de trabalho bem longas, mas que valiam a pena. Tinha que andar bem vestida, pediam uma vestimenta bem formal e eram bem rígidos com isso. Até o dia em que exigiam, num prazo bem apertado, para que eu conseguisse um salto alto, senão eu voltaria pra casa. Basicamente isso. Esforço no trabalho, horário de almoço curto, tinha dia da semana que nem almoço tinha na minha agenda. Mas tinha que ter o bendito salto, nem que tirasse dinheiro do coo. Pedi desesperadamente para minha mãe comprar um salto no estilo que disseram, para eu usar no dia seguinte, já. Os $99 que salvaram minha vida, na verdade, $100, mas vamos lá. Usei eles, doíam horroooores, mas beleza. 

Em um dia qualquer, o novo coordenador me chamou na sala dele depois da minha aula, perguntei o que era, depois ele pediu pra eu deixar pra lá. Perguntei se eu seria "promovida a cliente", uma brincadeira que a gente fazia, mas ele não respondeu. Achei tudo muito estranho depois desse dia, mas seguimos para o sábado, essa mesma semana, do dia 19.

 Mil coisas para fazer, aniversário da Laurinha no mesmo dia, mas nem pude pensar nisso, e nem em almoço. Eu que almoçasse lá em casa mesmo. Então dei três aulas espaçadas, sábado dia sempre bem cheio. No finzinho do expediente, outra professora estava lidando com um problema e ajudei ela a resolver. 

Quando mais uma vez o coordenador me chamou, dessa vez em pessoa (na primeira vez foi por mensagem). Fui com ele em outra sala que nunca fui e lá estava, o...eu não sei o que ele é na empresa, só sei que é filho do dono e é basicamente isso. Sentei e o coord não disse nada, só o guri, que é até sete anos mais novo que eu. Aí ele disse né, que decidiram me desligar da empresa. Isso. Assim. Que em dez dias pra eu ir lá e pronto. 

Queria ter dito "por quê?", mas não consegui dizer nada. Ia dizer o quê? Depois de um tempo eu percebi que eles adoravam rotatividade, não querem vínculo empregatício com seu ninga e era isso que fizeram comigo, faziam com outros e irá fazer com muito mais gente no futuro. É bizarro, sim, mas eu prefiro só que eles me reembolsem o salto caro que fizeram eu comprar e meu proporcional. Nos meus devaneios mais aleatórios eu pensei em agir com loucura e, caso aparecesse vaga para professor novamente por lá, que eu enviasse o currículo. Mas fico feliz que não tenha aparecido ainda, prefiro navegar em outros mares e empresas que me valorizem como profissional e vejam como algo bom eu ter uma vibe meio workaholic que essa última empresa me fez ser. 

"Mas então por que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, pequena gazeba?". Porque no meu primeiro emprego foi assim. Desculpa vocês todos, mas eu não entro num emprego pensando que vou ser demitida, por mais arriscado que seja estar lá. Eles me seguraram por quatro meses e, por lei, teriam que assinar minha carteira caso passasse disso. Aí deu os quatro meses lindamente e falavam em rescisão de contrato. Primeiro emprego, nunca ouvi falar nesse termo na vida, achei que fosse para renovar. Tadinha. Tanto que quando fui assinar, até fiquei feliz hahaa.Quando soube o que era, chorei tanto, mas tanto...e eu era amigada com a diretora e tudo, ela super gente fina comigo, adorava conversar com ela. Aí ploft.

 Mesma coisa eu com o diretor regional, super gente fina, me convidou pra balada e tudo, um querido, disse que ia sentir nossa falta quando fosse viajar para as outras unidades. Daí soube que ele veio no coordenador e disse "das duas professoras que entraram, você corta uma delas". Um querido, já disse isso?! Um fofo. 

Eu já suspeitava e ficava com o pé atrás com ele, sequela do primeiro emprego. O coordenador? Mal tinha entrado e já teria que lidar com isso. Ele ficou mal, não é culpa dele. Vou sentir falta de todas as amizades que tive por lá, apesar dos pesares. 

 Não derramei uma única lágrima depois da notícia enquanto estive no local, apenas quando pus o pé no meu apartamento. O foda é que ainda vai rodar bastante gente nessa história, e alguém muito puto vai tomar providências, espero eu. E eu queria de verdade poder abrir um post aqui dizendo o quanto estou feliz no meu trabalho mesmo trabalhando que nem uma vagabunda (até mais) e saindo de lá no sábado às 16h. Mas não vou, não. E tudo bem. Mas vocês estão contratando professora de inglês?


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♬Barulho da chuva e da Galinha Pintadinha ao fundo com a Lalá assistindo 

19.6.21

Time moves slow

 

Essa Laura está tão serelepe

Bom, ficou subentendido que eu me ausentei daqui porque eu consequentemente pari a neném, né. Eu bem achei que teria um tempo pra conciliar maternidade e vida profissional/acadêmica/pessoal, mas haha, isso é uma coisa que ninguém te conta: se você conseguir fazer isso logo de início, parabéns. Ou isso ou rola toda uma equipe de rede de apoio e, por mais que eu tenha a minha, elas não tinham 100% de tempo, fora que "vai largar a menina pra ficar no computador?", então já sabe. 

O bizarro disso tudo é que já se passaram quatro meses de neném e eu ainda não consegui estruturar isso e, pior, criei uma péssima associação da neném só dormir mamando e nos meus braços, ou seja. Meus dias têm sido beeem agitados, só tenho parado (no sentido de estar com as duas mãos livres por mais de duas horas) na hora em que a neném dorme, em maravilhosas oito e meia da noite, conseguidos com muito afinco e rotina. Além do rolê mãe, a crise de identidade e não conseguir acompanhar, ahm, a vida, preciso agilizar em pegar meus cacarecos e me mandar da casa dos meus pais. E é a melhor época para alugar apartamento, só que não. Fora estar desempregada e minha renda informal não ajudar. E meu namoro estar bem tenso nessa fase. Mas sério gente, tenham filhos, mas usem camisinha e pílula, armadura medieval e cinto de castidade.

Depois que me tornei mãe eu me senti "traída" pelo que via nas redes sociais. Eu já tinha ouvido falar, claro, que havia essa romantização da maternidade, mas só sentindo na pele que a gente percebe que esse discurso é mais real do que imagina. É sério. Para ter filhos têm que ter muito equilíbrio psicológico. Aliás, nem isso, pois já vi pessoas com saúde mental em dia que tiveram depressão pós parto e creio que nenhuma mina esteja isenta dessa "parte obscura" da maternidade. É pesadíssimo. Você perde sangue, muito sangue. Sua pressão cai horrores quando você se levanta dias depois da cesária. Seu cabelo cai mais do que já caía antes. Você se acha incapaz. Pessoas vão te dizer coisas. Te dirão que seu leite é fraco porque você dá o peito quando o bebê quer (ou seja, bastantes vezes), opinam sobre o que você faz ou deixa de fazer. Te ferem, mesmo passando pelo que você já passou. Eu falo que precisa de um equilíbrio psicológico porque se você já tem alguns gatilhos na sua vida, precisa lidar com novos. A parte física do puerpério é até ok perto do que se passa na cabecinha da mãe nessa época. Lógico, eu não excluo a parte boa que é ver um neném, sangue do seu sangue, crescendo e todo aquele amor que envolve você e ele. É tão doido e tão forte, que até quebra a barreira da "parte ruim". Vai ver por isso que as mães romantizam: focam inteiramente nessa parte. 

Eu sei que havia até prometido evitar deixar meus posts só sobre maternidade, mas isso é o que tem ocupado meus dias ultimamente. Além de que não tem acontecido muita coisa por aqui fora acompanhar o crescimento da Laurinha, se talvez consiga continuar no meu curso e se consigo sair da casa dos meus pais. Ademaaaais, tenho assistido muita coisa porque é o que me distrai enquanto amamento a neném. Filmes nem tanto, seriados. Só não dou dica do que assistir pois sou bem old schoolzinha e assisto muita série "antiga" (House e Friends não é tão antiga assim, mas enfim, já fica aí a ideia do que passo meu tempo vendo).

Ah! Eu lembrei que não tinha feito post esse ano do meu aniversário de 3.0, mas sem tempo e na pandemia até perde o tesão um pouco, né. Resumindo: eu fiquei em casa, óbvio, namorado comprou bolo, salgadinho e refri, todos comem, fim. Chato que uma idade "redonda" não possa ser comemorada ou ser especial como deveria ser (na minha cabeça), mas na atual conjuntura, adiamos. Nos meus 31 Laura já vai ter seus 1 ano e uns meses, então deve rolar uma coisa mais animada, assim espero. 

Tão é isso, pelo menos deixei as coisas ~a par por aqui. Vai ter que rolar algo mais doido pra eu parar de postar aqui, por mais que ninguém leia. 

Bái.

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Ouvindo: Garbage_Only happy when it rains (tá nostálgica né fia)

23.10.20

Filmes que eu vi na pandemia

Tem essa trend no Tiktok (ahah eu usando Tiktok sim, melhor lugar) das pessoas contando o que aconteceu com elas esse ano. Não queira eu com isso dizer que tô antecipando a retrospectiva, eu nem sei o andar da carruagem até dezembro, muitas águas vão rolar. Então vou dizer as coisinhas que tem rolado por esses meses (apesar de eu já ter postado algumas vezes por aqui esse ano).

Coisas que aconteceram comigo em 2020:

-Engravidei (mesmo achando que não pudesse);

-Apesar de estar meio desmotivada com as aulas online, até que minhas notas estão boas;

-Perdi uma amizade (que novidade);

-Minha saúde mental deu uma desgastada, mas tô me achando muito mais pé no chão que antes.

Pois é, né. Quer dizer, a parte de engravidar e da saúde mental talvez até não seja novidade por aqui (a propósito, vou ter uma menina 😗), mas a da amizade e das aulas é coisa nova no pedaço. Na sinceridade, não tem muito o que falar e nem tô muito surpresa. Talvez eu esteja fazendo algo muito errado ou fora da logística de uma amizade, só pode. Ou as pessoas acham interessante a ideia de que amizade é estar com pessoas que te tratam mal, tóxicas e não te apoiam/ajudam em nada. No fim das contas, não houve um motivo. Sim, mais uma vez, vou deixar os posts sobre alguém que já não faz parte da minha vida aí, porque de alguma forma elas fizeram no passado. Seja pra aprender a ser alguém mais travada ainda com os outros, seja como aprendizado, mas ficarão.

Mas o ponto do post nem é esse, oia. O ponto é o título do post, então se não houver interesse no meu dramalhão mexicano desnecessário, favor ler a partir dessa linha.

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Como sabe, geral tá caçando algo para se ocupar no isolamento e como eu já fiz todo e qualquer hobby, tive que retomar a coisas que eu queria voltar a fazer quando tinha tempo e com o mix de estudos + curso eu acabei deixando de lado, que era ver filmes. A ironia da coisa é que eu nunca fui uma pessoa muito de filmes, mas também não era uma pessoa de séries e olha aí como eu já paguei a língua fazendo tcc sobre série e baixando uma reca de filme. Então, aproveitando o outubro, mês das bruxas, halloween, pá, resolvi caçar nas minhas listas favoritas do IMDb filmes que eu estava querendo assistir. Pra quem não sabe aqui no recinto, meu gênero favorito é Terror/horror/gore/suspense/Drama/found footage, tipo isso. O que vai aparecer nessa lista é pelo menos uma dessas categorias, que vou classificar direitinho. Além disso, essa lista está em andamento, ou seja, ainda tenho filmes baixados a mais por vir. O esquema aqui vai ser: Nome do filme, com link dele no IMDb (o site é em inglês, mas recomendo para caçar filme), quantos coisinhos dou para o filme, sinopse e o gênero. Eu só ESPERO que eu não perca o foco e deixe essa lista pra trás, já assisti muita coisa maneira por esses dias. Vam'lá:

Vida (2017)    Classificação:🌕🌕🌕🌕🌗

É de um enredo que eu gosto muito, suspanto no espaço. A gente não sabe o que tem lá, tudo pode acontecer. A história lembra mais ou menos com o que aconteceu nesses últimos meses: acharam vida em Marte e eles estão estudando isso. É um coisinho, eu não sei explicar. Uma bactéria, um protozoário? Microorganismo? Enfim, algo assim. Fofo demais, botam até nome nele. Esse filme é de 2017 e Ryan Reynolds participa dele, com isso ele tem algumas sequelas de Deadpool no personagem dele, o que pra mim não combinou muito com o filme. O plot twist do final é maravilhoso, vale muito a pena assistir. 

Gênero: Suspense, Horror.


O  homem invisível (2020)     Classificação: 🌕🌕🌕🌗🌚

Não, não é aquele do Kevin Bacon. Inclusive esse filme quase que pega o cheirim da pandemia. Esse filme é basicamente uma coisa meio relacionamento abusivo meets Black Mirror haha, melhor definição. Tem essa moça que sofre com o namorado e tenta se livrar dele. Só que como todo filme de suspense, "coisas estranhas começam a acontecer". O filme em si é ótimo, é um tema bacana. Só que duas horas de filme, para o desenrolar, eu achei muito. Em noventa minutos fácil dava pra resolver tudo, e quando vi que ele tava meio que andando em círculos numa coisa que já estava rolando há tempos, perdi um pouco o interesse. Maaas, esse é outro que tem um plot twist gostosinho de assistir no final. Ah, como sou uma boa pessoa, aviso que mesmo sendo numa vibe mais drama, tem bastante jumpscare (ou sustinho, como você quiser chamar). 

Gênero: Suspense.


O culto (2017)    Classificação: 🌕🌕🌕🌚🌚

Naquelas, na falta de protagonistas, vamos dos próprios diretores! Eles atuaram como irmãos que, quando crianças, fugiram de um culto, viraram notícia em jornais, enfim, altos rolês. Foram crescendo e ficando sem muitas perspectivas de vida. O irmão mais novo, que não lembra muito sobre o culto, só recorda que era feliz lá. Com isso, convence o mais velho a voltar no local. Eu gosto de julgar alguns filmes como "ideia de Jerico". Tipos que algum personagem tem a brilhante ideia de ir para determinado local na premissa de que 'ah, vai ser legal, vai ser divertido, vamos', e divertido é a última coisa que fica. Foi o que aconteceu (e me fez odiar) Chernobyl diaries e um outro que vai estar nessa lista, e é mais ou menos o que ocorre com esse filme. Se você foge de um lugar, por que vai querer voltar? Ele não é bizarrão como Midsommar que aos poucos fica sinistro, mas é óbvio que não vai sair coisa boa de um culto que você fugiu. Na real o buraco é muuuito mais embaixo, e isso me surpreendeu, não esperava.

Gênero: Suspense, Drama.


Ordinary Days (2017)     Classificação:🌕🌕🌕🌕🌗

Sabe aquele filme que você não dá nadinha e lá do meio pro fim ele começa a melhorar? Foi mais ou menos esse. Achei totalmente aleatório pelo Prime Video numa madrugada de insônia com um outro nome, que você acha por lá digitando 'Cara Cook'. Esse não tem tanto suspense, rola um mini terror psicológico, aquela sensação de que qualquer coisa pode aparecer. É difícil isso acontecer, mas eu odiei o título original e adorei o nacional haha mas enfim, no enredo, essa moça, Cara Cook, desaparece. Ela é uma estudante universitária e vive no campus, longe dos pais. Daí o desaparecimento dela possui três versões: dos pais, do policial encarregado da busca e a própria Cara. Lógico, a versão dela é a que revela tudo, e mais uma vez, plot twist (claro, posso tá sendo emocionada, mas eu fiquei surpresa). Se eu tentar definir o filme com o nome de outro(s) posso acabar dando spoiler, então vou deixar que assistam e descubram por si só. E olha que nem é tanto assim meu gênero favorito.

Gênero: Drama


Estou pensando em acabar com tudo (2020)    Classificação:🌕🌕🌗🌚🌚

Quando vi a sinopse e comecei a ver o filme eu pensei 'ih alá a loca, parece alguém que eu conheço', mas vamo ignorar que parecia comigo tentando sabotar minhas relações. Esse filme, da Netflix, é quase um 'ideia de Jerico' porque a história se desenrola com a moça indo conhecer os pais de um cara que ela tá namorando há pouco mais de um mês. E ela quer terminar o namoro. Pra quê você vai conhecer os pais do seu namorado se você quer terminar com ele? Semear ódio? E tudo começa a dar errado, e nevasca do caramba, tudo conspirando, sabe? Também dá pra encaixar ele num "eu devia ter ficado em casa". Eu achei esse filme um pouco cult, sabe? Daqueles que você precisa interpretar bem todos os detalhes, metaforizar tudo. Algumas coisas eu deduzi na hora, mas outras não. Eu sei que tinha tanto diálogo, muitas vezes até aleatório e dispensável demais, que perdia o interesse pelo filme um minuto ou outro. Mas você sabe, na vida é tudo metáfora. No mais, recomendo ler resenha de outras pessoas que assistiram e assim você possa tirar suas próprias conclusões depois de assisti-lo.

Gênero: Suspense, Drama


Amber Alert (2012)   Classificação: 🌕🌕🌕🌕🌗

Eu sei que vacilei grandão nessa lista por ter um único filme de found footage sendo que é o meu tipo/gênero favorito. Pra quem não sabe, found footage são filmes como A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal, onde o filme consiste unicamente nas gravações encontradas. Com isso tem muita imagem agitada de gente correndo, consequentemente mais jumpscares, e por aí vai. Nesse filme não é diferente. Ele tá fresquinho, assisti ele ontem, mas precisava falar sobre ele. Tento baixar o danado há uns dois anos e nada, sempre tinha poucos seeds, sendo filme "antigo" pior ainda. Até que finalmente deu certo. Amber alert são painéis luminosos colocados nas rodovias americanas que alertam sobre crianças desaparecidas, citando o carro e placa de onde elas foram vistas pela última vez e, caso alguém encontrar esses carros, avisar às autoridades. Pois bem, tem esse casal de amigos que querem se inscrever em um reality show e resolvem fazer gravações aleatórias do dia a dia deles. Eles resolvem sair para um rolezinho bobo e acabam avistando na estrada um carro condizente com as características do aviso de um amber alert. E é aí onde o filme começa de verdade. Sim, a nota dele no IMDb não é das melhores e nem é pelo enredo. A história é super bem bolada, maaaas tem uma personagem em específico que não transforma o filme em uma "ideia de Jerico", ela é a personificação dela. Eu vou poupar comentários sobre ela, pois pode haver controvérsias, mas a maioria odiou a personagem haha  é o tipo de pessoa que não tá nem aí pra nada e faz as coisas do jeito dela e pronto, sabe? E isso é só o começo. Só não dei cinco coisinhos pro filme por causa dela haha porque o enredo em si ó, jóia.

Gênero: Suspense, found footage.

Quando eu começar a ver mais filmes, vou postando por aqui, tem outros filmes também que eu vi e vou colocar numa parte 2 desse post. Por enquanto é isso. Bái.

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♫Fleetwood Mac_The chain (sim, a música da novela, do guardiões da galáxia...)

5.1.20

Unovusomdisalvadô, unovusomdisalvadô

Paquerei, paquerou (eu amo essa foto da gente vislumbrado com os fogos e vou protegê-la)💘
Oi! eu nem sei se precisa avisar porque não vem ao caso, mas esse post é uma versão reduzida (eu tinha muito tempo livre durante a volta e arrochei textão) e editada (pra preservar minha vida e a dos envolvidos) de um post que fiz no Journey. Vomo?

A ideia de viajar pra Salvador começou quando conheci o boy, primeiro encontro mesmo. Ele comentou dessa viagem que faria no final do ano. Lembro até que quando ouvia isso, fiquei "ih lascou, não vai pra frente a gente, já vai passar o rei leão sozinho numa cidade cheia de mina gata" e qual não foi o desenrolar da história que começamos a namorar e conseguimos viajar juntos. Foi tudo muito gostoso, mas meudeus que viagem atrapalhada.

Só pra começar, eu nunca imaginei que WHAT'S THE ODDS de viajar, de companhia de turismo, pra Salvador, na mesma companhia que o boy tinha contratado pra viajar, eu encontrar um ex ficante que tinha ficado com meus brincos e nunca mais os devolveu porque começou a namorar? Tipo, não foi tão relevante ele estar lá, mas me senti desconfortável com a presença dele. Como tudo tem uma primeira vez, agora eu descobri a sensação que é encontrar ex: brochante. Ele ficava só olhando mesmo e por sorte não trocamos uma palavra, já bastava o constrangimento de ele estar lá.

Inclusive outro fator desmotivante foi isso de viajar e socializar com todo mundo do ônibus, por cinco fucking dias. Amo viajar e odeio turistar. Você só conhece os lugares que as pessoas citam pra conhecer e na maioria das vezes nem valem o esforço. Eu até fui em bons lugares graças à excursão, mas eu, eu digo, EU, prefiro algo mais freestyle, com o meu roteiro, lugares lado a e b. Nesse desenrolar você acaba encontrando locais muito mais em conta e que valem muito mais a pena. Fora que nas excursões você tem hora pra chegar e pra sair, depender dos outros pra não atrasar, enfim. E socializar né...minha bateria de convívio social foi pras cucuias cedo demais e nos últimos dias eu já estava meio atônita dando bom dia boa tarde boa noite.

Ahhh, e a famigerada virada. Na foto estávamos animadinhos porque mal sabíamos o perrengue que iríamos enfrentar. Tivemos que chegar no local cedo porque depois disso falaram que ficaria difícil de ir e logo o Uber ficaria muito caro. Daí fomos cedo. Umas 19h. Ficamos lá com cara de coo esperando os fogos por 4 fucking horas. Tédio, sono. Daí rolaram os fogos, que lindo os quinze minutos de tei tei, agora vamos embora arrumar as malas e descansar. Lá fomos nós pedir o Uber. Kd crédito? Kd sinal de 3g? Pedíamos, não aparecia o cara, sinal do 3g falhava, não sabíamos se o cara havia chegado. Então pedimos pra um vendedor rotear pra gente. Internet do cara foi miando aos poucos e não tinha nem como saber de novo onde o cara foi parar. Deu errado, cancela, vamo tentar de novo. Aí começa a chover. Forte. O jeito vai ser pedir um táxi então. Acenávamos para o táxi, chegamos a entrar em um, mas não aceitava cartão de crédito.
Daí a gente encontra um Uber que tava enrolando a gente, nem falou que tava em outra corrida. Resolvemos então pedir a estranhos pra rotear internet pra nós, claro que adolescentezinho não tinha crédito, precisou um adulto fazer isso por nós. Com internet, vimos que o cara que tava em outra corrida ainda dirigia até nós, então esperamos. Eu agoniadíssima porque o cara que roteou a internet tava com a namorada e acho que estávamos empatando...daí então finalmente chegou o cara e ele foi bem solicito e gentil. E cheiroso, Uber de Salvador é uma galera que se empenha.
Resultado:
Queríamos sair da virada: 00h15
Voltamos: 02h quase 3h.
Que pesadelo, ainda mais numa cidade que nem conheço.

Agora o ultimo perrengue, prometo. Faz mais ou menos uns dez anos que não visito a praia, né. Até falei pro boy que se visse o mar no meu pézinho talvez eu até chorasse, tamanha saudade. Daí finalmente fomos numa praia dia 31, de manhã. Eu bem realizada e feliz, chego no mar e a ordem cronológica dos acontecimentos foi basicamente isso:
-Caraio, que água salgada, mais salgada que dos outros mares. Nossa quanta pedra aqui no chão...ai! Bati o dedo, tá doendo muito! Zéé me tira daqui, só tô batendo os pés nas pedras, me machucando!"
-Corre que uma água viva passou aqui do meu lado!

E foi isso, ferrei meu dedo, nas duas "banhadas" que dei nesse mar encontramos água vivas, enfim. É o mar dizendo 'not today satan' pra mim, nem queria mesmo. Pelo menos agora aprendemos que o negócio é procurar uma praia com a menor quantidade de pedra possível se eu quiser retornar ao maravilhoso ambiente da praia.

Cabaram as tretas? Acho que sim haha.Vamos pros perks, que nem só de problemas viveu essa viagem:
•A água de Salvador fez ma ra vi lhas no meu cabelo. Os cachos, o brilho, tudo. Deu vontade de botar ela numa garrafa e levar. Vou sentir falta do meu cabelo macio novamente;
•Ficamos num hotel beem top, quatro estrelas. O ar era perfeito, o quarto perfeito, a cama toda em si MEUDEUS QUE PERFEITA era king size. Os lençóis, nossa....ainda tinha mais coisa legal, que foi a;
•Piscina na cobertura. Era maravilhosa, único problema é que dificilmente encontrava ela vazia, mas as horinhas que passei com o Zé lá na piscina foram a máxima da viagem;
•O shopping era perto do hotel, tipo muuuuuito, de frente mesmo. Fomos lá umas duas vezes, nos perdemos nas duas, mas isso não impede de elogiar a localização;
•O café da manhã, que era incluso, era sempre divino. Não dava pra enjoar de jeito nenhum, sempre farto e variado. Mas é aquilo que sempre digo, o problema são o quê? As pessoas. No nosso último dia lá geralzão tava se mandando do hotel, então lotou de gente, o que sempre foi tão pacato e silencioso...mas enfim, vou sentir falta dos pães delícia e dos croissants de chocolate;
•Ia esquecendo um importante: cada quarto tinha uma janela enorme com a vista da cidade e era maravilhoso se perder naquela imensidão;
•A cidade é composta por 99% de pessoas negras e 1% praticamente de "brancos" e isso fez o boy ficar super empolgado (porque ele é negro, dã). Naquelas, minha felicidade é a sua felicidade, fora que só via gente gata;
•O sotaque, acho que demorei poucos dias pra aprender a imitar. É engraçado e carregado, nem gosto né?
• Último dia, morrendo de sono, city tour depois de manhã inteira na praia, paramos numa igreja e quem eu vejo ao vivaço?? O Criolo!!!! Ele é tudo aquilo mesmo que a gente baba pensando! Homão, sorriso lindo, pernas... único problema é que estávamos sem celular...vai ser o "falando ninguém acredita e vai continuar sem acreditar porque não houve ibagens";

Acho que é isso. No fim de tudo tudo tudo mesmo eu adorei a viagem. Muita coisa conspirou contra, mas não há nada que se possa fazer, já foi. Agora é se preparar melhor nas próximas, nunca mais ter longas viagens de ônibus e ficar trancada em casa sem socializar com ninguém por umas duas semanas.

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♫Unknown Mortal Orchestra _Ffunny Ffriends

31.12.18

Retrospectiva 2018

Eu procurei e procurei uma foto massa pra traduzir esse ano, sem embuste e sem gatos, então vou ficar com foto-meme-realidade mesmo

💁
Eu falei que ia passar o resto do ano escrevendo e aqui estamos nós. Na verdade, eu posso dizer que andei traindo este blog haha eu baixei esse aplicativo no celular que me dava uns grito toda vez, para escrever como foi meu dia e etc. Lá eu tenho postado com certa frequência. Mas tipo, ele é reservado, com senha e tudo o mais. Não sai muito do que tem por aqui, exceto assuntos bobos do dia.
Ah, outro ponto: na retrospectiva passada eu tava namorando e eu não estou mais, ou seja,we got trouble here. Eu podia ter modificado as promessas em que envolvia o namoro? Podia. Mas daí eu estaria trapaceando. Eu faço as promessas no começo ou final do ano anterior, e mudá-las cinco meses depois do ano começar não seria coerente. O que eu farei com as promessas então? Eu ignoro ou então fico só rindo mesmo, daí você escolhe se foi com deboche ou não (spoiler: todos são com deboche).
Esse ano eu posso dizer que mudei minha perspectiva de vida como um todo. Se antes estar no automático era uma coisa ruim pra mim, hoje eu vejo como um alívio de não estar mal. Começo do ano foram meses pesados. Eu nunca soube qual era o problema, ninguém me disse. Soube da pior forma. Eu tinha crises e crises, me sentia péssima e não sabia o porquê. Por que sair de uma coisa que na sua cabeça te faz bem, mas na verdade não está funcionando, não há equilíbrio? Eu penso que no fundo ele me via definhando mentalmente e por isso terminou tudo. Ou aquilo que já me disseram várias vezes e que eu antigamente eu negava, mas hoje em dia tenho certeza: ele nunca gostou de mim.
Calma, não vamos falar só disso, eu só quis concluir, de uma vez por todas, o que eu consegui tirar do meu namoro. De uma coisa só eu não estou certa, mas de várias:
1. Eu não estava pronta, e provavelmente nem ele;
2.Ir com muita sede ao pote pode acabar virando uma descida frustrante de montanha russa;
3.Eu não posso ir contra meus instintos e se algo não me faz mais bem, que eu saia imediatamente disso;
4.Se ele me tratou de forma x ou y, se parece com situação a ou b, não importa. Se tem um problema aqui ele que vá resolver sozinho, e não comigo. (nem parece eu dizendo isso, mas eu falei pra vocês, eu tô danadona das maturidade eu)
Daí lá fui eu de novo no Tinder né. Só que com o coraçãozinho de pedra, total, dessa vez. Mas como eu sou essa pessoa, no primeiro envolvimento que eu tive praticamente, fiquei com a pessoa por três meses haha mas era totalmente sem compromisso. Mas a gente se entendia muito bem, pena que ele terminou de forma bem lixo. Depois eu me envolvi com vááááários caras que eu juro, nunca parei pra contar (não foram tantos assim, acho que uns cinco).
Eu sempre ia puta pros encontros porque eu ia no intuito de beijar na boca e comprar comida pra viagem depois. Não, sem sentimentos, zero. Eu não conseguia confiar em nenhum cara, por mais que viesse cheio de papinho de namoro e o carai de asa. Não cairia nessa novamente. Fora isso eu ia amadurecendo a ideia de que não havia melhor companhia além de mim, que os deliveries saíam mais barato porque era só eu quem comia, que eu não precisava dividir minha comida (taurina é foda, o foco sempre na comida).
Só que piranhar e raparigar é uma coisa passageira. Simplesmente perdi a vontade disso, quis namorar. Namorar, mas nem tanto. Até porque eu não conseguia sentir nada por ninguém mesmo. Daí eu conheci essa pessoa. Calma, não tem "agora estamos namorando". Não estamos. Passamos por relacionamentos longos e por enquanto estamos nos curtindo e nos gostando e tá tudo bem assim. Se rolar a vontade da gente namorar, a gente namora. Pode ser hoje, amanhã, próximo mês, ano. Eu não tenho pressa dessa vez. Mas estou bem com ele. Ele me trata tão bem que eu deveria achar ruim, mas não acho. Eu mereço.
Saindo um pouco da vida amorosa, esse ano foi meio pesadinho aqui em casa. Em termos financeiros e tudo o mais. Parece que a bruxa tava solta, porque todo dia/semana era um 7x1 diferente. Engraçado que normalmente eu juntaria todas essas tretas e teria uma crise. Por razões que desconheço, eu fui bem...como é o nome daquele termo que banalizou e todo mundo fala...resiliente. Rolava as tretas, a gente resolvia e tentava onde podia. Meus pais estavam bem pra baixo com isso tudo. Mas se não tiver ninguém pra ajudar e apoiar, quem vai ser? Acho que foi por isso que resolvi parar com essas coisas. O foda é que meus pais não viajam há um bom tempo por conta desses problemas. Quero um dia poder levar eles pra algum lugar...eu penso em Curitiba, espero conseguir ir lá sem ficar nostálgica. Enfim, é isso. Vamos pras promessas (toscas), vamo?

*Conseguir viajar com o morzão: acho que não, só acho.
*Mudar o cabelo: eu fiquei nessas de fazer californiana, ou ombré, ou pintava..no fim ficou só isso (ignore o projeto de paint, foca no cabelo)
*Conseguir um estágio de cozinheira chef: eu só não consegui porque meu contrato foi renovado...mas se deusquisé;
*Colocar o DIU: RÁ! se eu conseguir, acho que no máximo em dois anos de namoro. Por enquanto, só nada.
*Aumentar a biblioteca gastronômica:eu comprei um Kindle e talvez com ele consiga ler mais sobre isso, ques tal?
*Cogitar mestrado (onde, quando);eu cancelei meus planos pra isso. Eu tô meio avulsa querendo abrir uma empresa, não sei de qual alimento;
*Arriscar mais na cozinha:se serve de consolo eu passei o começo do ano e o final do período só ajudando pessoal e cortando muito. Isso serviu pra eu aprimorar uns cortes que eu amava odiar (brunoise, aquele dos cubinhos). Agora nesse período que começou eu tô querendo ser mais funcional, mexer com fogão, ajudar, cortar e tudo o mais.
*Não usar maquiagem em saídas casuais:eu parei de ir ao curso de maquiagem e não vou mentir que tem sido complicado pois eu vivo de cabeça baixa e sei que as pessoas ficam olhando pro meu rosto. Esse ano eu quis começar um projeto de melhorar esta face. Já fui no endócrino, ele passou uns exames e só tá faltando um pra eu fazer. Depois dele vou na dermatologista e por fim na gineco.
*Desenhar mais:Taí uma promessa que odiei não cumprir? Eu não sei o que houve.
*Economizar dinheiro:Eu comprei uma carrada de coisa esse ano pra mim haha mas esse mês tô economizando até o 13º porque provavelmente próximo ano não vou ter contrato renovado;
*Ter domínio sob minhas crises de ansiedade:"vocês ainda vão ver muuuito disso". And they never saw it again.
*Fazer um prato para a ceia de Natal da família:esse ano eu fiz, mas não foi o que esperava, e só comeram metade. Vai dar certo um dia.
*Ter feito e comprado a cama de palete:Fiz! E o processo todo tá até em algum post por aqui, vai pesquisar, bonitão.
*Usar mais shortinhos para sair: não, mas comprei bastante vestidinhos, serve?
*Fazer um tratamento de pele:tô indo atrás do prejuízo agora, vamo ver no que vai dar.
*Rir mais do que chorar:Pra falar a verdade, não sei dizer. Comecei o ano chorando, depois fui rindo e agora eu continuo rindo. É, sim.
*Comprar uma bolsa nova pra levar no curso:Eu ganhei uma mochila pras práticas e comprei uma bolsa nova pra sair. Tá bão né.
*Ser mais estudiosa:Tô muito mais, só média boa esse período u.u
*Na medida do possível, puxar mais assunto com as pessoas:eu ainda não consegui isso huahauha eu não funciono com essas coisas, já disse.
*Saber dizer não às saídas que você vive dando desculpas esfarrapadas:eu tô aprendendo! acho que tô dizendo não com mais cara de não agora.
*Ir mais na casa do Danilo:deus que me dibre
*Ser o menos chata possível com o boy:como eu não especifiquei o nome do boy, não tô chata com ele não, inclusive saudades dele 💓
*Ter mais empatia: acho que é uma coisa que só as outras pessoas podem falar. Dessa vez eu precisei ser egoísta, na verdade.
*Atualizar o círculo de amizades:tá merma coisa, círculo social neutro no curso, inclusive perdi a que dizia ser minha melhor amiga porque...porque eu não sei, só não fala mais comigo, foi morar em outra cidade, fiquei sabendo pela internet e nem fui convidada pra despedida, ou seja...vou fazer o quê, né.
*Não parar mais no tempo.Acho que eu fico oscilando. Mas uma hora ou outra eu acabo encontrando meu caminho.

Promessas para 2019:
ºConseguir um emprego;
ºSe amar mais;
ºFicar com a pele lisinha;
ºViajar sozinha;
ºCozinhar algo que eu goste muito;
ºEscrever mais;
ºLer mais;
ºComprar um relógio digital;
ºPintar o cabelo - não disse a cor;
ºBeber mais água;
ºEncontrar um parzinho pra dormir comigo na minha caminha de casal;
ºTentar sair com os colegas do curso;
ºConseguir viajar pra algum congresso;

ºManter minha saúde mental do jeitinho que tá.
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Ainda é janeiro então eu posso adicionar algumas coisas né? Óótimo. Achei minha lista de promessas meio avulsa porque fiz bem nas coxas, mas vou adicionar uns extras:

°Voltar a desenhar, com caderninho, caneta e tudo;
°Economizar mais dinheiro;
°Em algum aspecto da minha vida sair da zona de conforto;
°Esperar não ver nenhum ex namorado ou ex crush;
°Decidir o ramo da sua empresa (sim!);
°Voltar à academia ou fazer algum exercício (😏);
°Ler mais livros no Kindle, afinal isso foi caro;
°Rir até chorar, muito;
°Sair mais;
°Não chorar no dia do próprio aniversário de novo.

Prooonto, agora sim. Vemk, 2019, me abraça devagar. 😎
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♬tô ouvindo sertanejo pra agradar as demais massas

9.9.18

Long time no see

Sou lixinho, mas pelo menos uso meinha de pokemon nas minhas aulas práticas
Nossa, quanta poeira...olha quanto tempo faz que eu não entro aqui e posto...espero que eu tenha grandes novidades. 

Não, eu não tenho. 

Então por que eu vim aqui postar? 

Não sei.

Tá, mentira. Algumas coisas não são mais as mesmas desde o último post. Grandes mudanças vieram mais de dentro que por fora. Falo isso porque eu sempre fiquei encanada com meus malditos detalhes físicos, quando na verdade eu deveria olhar para dentro de mim.
Muito do que eu fazia antes eu não faço mais. Às vezes eu sinto que fiz algum pacto muito macabro para me tornar alguém - talvez um ser mais evoluído? #pokemon - que eu nunca fui e quiçá nunca queria ser. Lógico, tem suas vantagens. Por exemplo, eu não escrevo mais sobre mim mesma em lugar nenhum, há meses, porque não tem mais o que escrever. Em compensação, nem me lembro a última vez que tive uma crise de ansiedade e deixei de ir ao psicólogo porque eu já estava me sentindo melhor. Só que em troca disso eu meio que me travei da possibilidade de gostar de outras pessoas, pois sempre vou achar que, se alguém está falando coisas bonitas e elogiosas para mim, vai querer em meses que eu morra. Enfim. 
Uma vez, no ano passado, eu tive uma fase assim em que não conseguia sentir nada por nada e que minha vida estava no automático. Era estranho não sentir porque não era algo do meu feitio. Eu tinha amor de sobra para dar. Daí aconteceu esse projeto de namoro e minha fonte meio que esgotou. Perder alguém que é "perfeito" para você pode ser um choque. Na verdade ainda hoje é, mas não por não ter mais essa pessoa comigo e sim que: 1.talvez eu não encontre alguém que se encaixe de forma tão assustadora como eu me encaixava com o demônio lá; 2.talvez ter alguém perfeito novamente não será mais confiável ou bom para mim. 
Há uns meses atrás eu entrei no Tinder de novo ("só pode ter alguma coisa errada comigo" and...yes) e até encontrei o dito cujo lá. Fazia um bom tempo que eu não sentia nada, mas eu não soube definir o que eu senti. Raiva, ciúme, decepção? Eu não conseguia entender por que isso acontecia. Ele provavelmente deve ter me visto lá, mas não vou dizer que ele pode ter sentido a mesma coisa já que, do jeito que as coisas terminaram, a última coisa que eu penso é se ele de fato me amou algum dia. A bosta disso tudo é que não tem um dia em que, pelo menos em um mísero detalhe, eu não pense nele. Não de uma forma boa, como com o Rodrigo. Me irrita imaginar como alguém que já me falou coisas tão boas (e depois ruins) não saia da minha cabeça só por ser a minha "versão masculina" e ter tantas coisas em comum comigo. Em tudo o que eu gosto e me faz rir, ele está lá. Tá vendo como não é tão legal quando você encontra alguém perfeito?Quando não dá certo, é um fardo carregado nas costas por anos. A minha sorte é que, depois dessa fúria do dragão eu voltei ao normal e a "não sentir mais nada".
 Como consequência disso tudo eu acabei desconfiada de tudo e de todos. Mas como tudo que mudou em mim, houve sim um lado bom: passei a focar mais nos estudos e no trabalho, percebi que esse tempo sozinha serviria para me conhecer mais e, ainda, que pensando bem eu acho melhor continuar solteira para sempre mesmo.
Eu sei, "lá vem você com seus 'nuncas e sempres' que sempre são quebrados". Só que eu, sei lá, não sei muito de mim agora. Tô conhecendo essa nova Cláudia e até gostando desse lado vazio que nem é tão obscuro assim. Se por um acaso acontecer de aparecer alguém (que dessa vez me aguente, me ame e não vá embora), como disse meu melhor amigo, que eu saiba reparar os erros que cometi em relacionamentos anteriores e não os cometa com esse ~~famigerado.
Fora isso eu não posso dizer muito. Faz tempo que não escrevo e é legal ver que eu ainda sei fazer isso. Esses dias de final de período tem sido meio atarefados, mas vou tentar escrever aqui com mais frequência. 

É isso.

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A incrível história de alguém que ligou o notebook para baixar novamente um filme que veio corrompido, mas acabou postando no blog.

21.5.18

Quem diria

Esse post é gigante e ~desabafatório, ou seja. É gigante.

Eu preciso contar um segredo. Acho que eu não fui honesta com esse blog. Eu tive problemas, grandes, enormes, e problemas pequenos.

Mascarei tudo aqui contando sobre aleatoriedades, mas nunca entrando em detalhes sobre a minha vida num geral. E essa nunca foi a proposta do blog. Sempre falei das minhas coisas, dos meus sentimentos, e não é a toa que não é a todo mundo que lhe forneço o endereço.
Tive problemas. Problemas de relacionamento. Tinha altos e baixos, muitas vezes altos, mas extremamente baixos. Infelizmente eu não fui honesta aqui quanto a isso, tão tal que fiz um post bem meia boca quando terminamos, e um não tão menos emocionante quando voltamos. A questão é que dessa vez terminamos, e parece ser definitivo. Depois de termos voltado, nunca passou pela minha cabeça que diante de uma discussão isso aconteceria. É isso que o amor faz, né? Ele passa por cima de qualquer coisa e, como disse em outros posts, era aquilo que a gente tinha de mais forte.

Com daquele término curto nós retornamos com a promessa (dele) de que havia sido inflexível comigo e que deixaria tudo em panos limpos. Era tudo o que eu mais queria. Eu não vou dizer aqui que era a vítima de todas as brigas que tivemos. Muitas delas envolviam problemas de interpretação e nesses casos, da minha parte, eu poderia ter sido mais clara no que quis dizer. Algo que eu mais odiei ter feito naquele namoro foi pedir atenção. Não com essas palavras. Poxa, eu sabia que ele vivia ocupado, que uma hora ele responderia. Me pergunto se não existisse isso de whatsapp, nosso namoro teria sido diferente. Mas vamos voltar ao ponto do que ele havia me prometido.

Nós voltamos e parecia estar tudo muito bem... até que ele começou a ter uns comportamentos estranhos. Ele tinha detalhes, sabe. Além da personalidade dele, ele fazia coisas que era de meu agrado e eu adorava tudo aquilo. Quando voltamos eu acreditei que tudo seria do mesmo jeito como antes, quiçá melhor. Só que foi ficando tudo diferente. O modo como me chamava, as conversas, o jeito das conversas. Ainda o jeito que a gente falava dos nossos planos, era como se ele não os quisesse mais. Aparentemente parecia que ele não estava mais certo da escolha dele, da gente. Era tudo muito indiferente nas mensagens, mas ao vivo era maravilhoso. Não brigávamos, sempre muito carinhosos um com o outro. Era tudo como deveria ser.
Um certo dia eu simplesmente tentei falar sobre esse comportamento dele, com muito tato. Ele disse que depois falaria comigo, então fiquei ansiosa e ao mesmo tempo aliviada. Finalmente iríamos deixar em panos limpos. Só que quando ele ficou livre, não tive a resposta que esperava. Disse que não aguentava mais aquilo toda vez, que eu já estava virando psicótica. A minha única reação foi de ter travado. Tão ruim ouvir aquilo tudo, que até hoje eu nem tenho coragem de tocar no assunto com qualquer pessoa, com medo do que fossem pensar dele. Eu não lembro o resto dessa briga, provavelmente devo ter pedido desculpas por tentar conversar na boa sobre a gente, o que sequer aconteceu.

Diante desse acontecimento eu travei por completo, na vida. Eu continuava sentindo tudo aquilo, mas não falava nada com medo de ter aquele tratamento novamente. Eu não sei se o que mais me doía era ter um problema no namoro e não poder resolver, ou de não conseguir imaginar que a mesma pessoa que me disse que queria que fôssemos pra vida inteira tivesse me dito aquilo. O que eu fiz pra merecer aquelas palavras? Eu só queria resolver as coisas, conversar.

Eu segui assim, e com outras pequenas discussões, até que um dia (quinta) falei, de me sentir mal por ele ter me chamado daquilo, de eu querer resolver as coisas, tudo. Em momento algum eu falei que queria terminar com ele ou que ele me fazia mal; eu só queria resolver aquilo, desde o começo, o que ele não entendeu. Então eu estava prestes a passar por uma briga homérica, de dias. Ele interpretou que me fazia mal e que eu queria acabar tudo. E ficou com raiva de mim por isso, não importava quantas vezes eu dissesse. Se alguém te fala uma coisa e você entende outra, o mínimo que a pessoa deve fazer é te explicar de novo pra que você entenda melhor, não é isso? Pois nada do que eu falasse, eu explicando e explicando, ele aceitava. O que ele aceitava era o que ele entendia.

Ficou nesse stress todo e eu deixei ele quieto para ver se os ânimos se acalmassem. Já tinha tentado ser carinhosa, explicar de novo, deixar o assunto pra lá, e nada daquilo estava funcionando. Fui ver umas coisas na internet até eu ver que ele tinha adicionado uma menina bem bonita no Instagram. Tipos que ele mal usa aquela rede social e só adicionou ela e uma página de venda. Eu já estava bem pra baixo o suficiente pra me sentir insegura com a garota, embora dificilmente tivesse ciúmes dele. Então esse foi o ponto alto de tudo: ele, não obstante, ficou achando que eu tava proibindo ele de ter amigos e que diferente de mim, os amigos dele não tinham liberdades que eu dava aos meus. Só que eu sabia do que ele estava falando. Ele estava novamente retornando a um ponto tenso da nossa relação que fez a gente terminar da outra vez. E foi aí que fiquei pior. Ele achando mil coisas, eu mal com tudo, e ele achando que ele tivesse me apunhalado pelas costas. Se ele reconheceu que foi inflexível comigo e retornou à relação, pra quê continuar tocando nesse assunto? Fui respirar um pouco, deixei ele em paz um tempo e fiquei na minha, novamente.

Bem aleatoriamente eu quis mudar a bio do meu perfil no ig, quando vi que o número de seguidores havia diminuído. Eu não vi ele lá. Fazia a busca e não o encontrava. Ele, meu namorado, me bloqueou? Numa rede que ele nem usa? Fui ao Facebook e ele me excluiu lá também. Eu lembro que naquela hora eu pensei "nem o boy mais lixo que eu já me envolvi chegou a fazer isso". Fui tirar satisfações com ele e ele não foi conciso. Eu precisei pedir para ele ser claro quando quisesse terminar tudo, e recebi um "acho melhor assim". Não teve coragem de dizer que era melhor terminarmos. De fazer algum pequeno discurso. De dizer que foi tudo muito bom, mas que essas brigas acabavam com a gente. Não disse nada. Nada. Nada do que eu achava conhecer dele me foi escrito. Tive que perguntar se a gente ainda poderia manter contato e ele disse que por enquanto não seria uma boa ideia, para nós. E ficou nisso. Eu quis me despedir, falar coisas bonitas. Ele sequer me respondeu. E o que aprendemos com isso? Que talvez eu deva crescer e ver que as pessoas mudam da água pro vinho, sim. Que o seu príncipe encantado pode virar um sapo igual aqueles que te tratam como qualquer coisa. E eu sou uma idiota, sabe? Ainda fico feito uma boba acreditando que um dia ele vai ser homem e falar aquilo que eu esperava. Realmente não imaginava nada disso dele. Eu não sei se a culpa foi toda minha, você vê, se eu não tivesse falado aquilo tudo talvez as coisas estariam numa boa, no entanto eu continuaria achando tudo estranho. Ainda é muito cedo e eu já pensei milhões de hipóteses. Penso que eu não deveria ter falado nada. Que talvez ele nem me ame mais, e se não, desde quanto tempo. Que deveria falar apenas ao vivo. Que deveria ter tido aquela conversa sobre a relação desde o começo do retorno. Que deveria ter mais empatia. Que ter dado sangue, suor e sempre achar que essas coisas se resolviam com conversa seriam eficazes se ele fizesse o mesmo, e não fez. Que dois dias era muito pouco pra ele pensar em tudo o que podia melhorar pra gente, e que deveria ter voltado algumas semanas ou meses depois. Eu não sei, eu penso mil coisas.

Queria mais do que tudo poder olhar nos olhos dele e ver se ele realmente quis deixar as coisas desse jeito. Me dói pensar não no que a nossa relação se transformou (porque ela não se tornou nada, a única parte ruim eram as brigas), mas ver que nunca mais vou ter isso com ninguém. Os carinhos, troca de olhares, a sincronia de pensamentos. É como se ele tivesse nascido pra mim, sabe? Uma pena ter perdido um pedaço da minha vida por bobagem. Mas vai ver eu só devia me acostumar com as pessoas e que é isso que elas fazem, mesmo.

É isso.

20.8.17

This is so me but I am not myself anymore

Ia botar uma foto minha de avental e minhas faquinhas...mas comida é comida, mores...resultado da última aula prática

E é, como vocês podem ver, com mais de um mês de atraso de quando eu soube da notícia: fui chamada e tô cursando Gastronomia. Foi surreal, sabe? Eu tava mega na merda com o fim do meu namoro/affair/crusheamento e então veio essa ligação na hora do almoço, do fixo mesmo, dizendo que havia uma vaga disponível para o curso. Eu fiquei sem reação.
Lembrei de todas as sensações que eu pensei que fosse ter caso passasse. E não tive nenhuma delas, porque a oficial é sempre aquela de quando realmente acontece: eu não tive reação. Eu não soube o que responder. Mas sim, eu aceitei, dã haha

Apesar de todo mês ter salário na conta, não estava mais rolando aquele amorzinho da profissão, sabe. Ser professora é desgastante. Físico, mental e psicológico ó, tudo afetado. Chegava em casa um caco, não por ficar mais de 12h na escola, mas por ver que eu não tinha vocação, que não tinha moral e que não vai existir respeito porque você não consegue educar quem não quer ser educado. Nunca quis isso para mim, fiz isso pelos meus pais, para não estagnar, para superar luto, para me sentir ~dignificada, para ajudar nas contas.

Mas enfim, abstraindo todo esse desencanto pela profissão sofredor, o curso. Me matriculei e tals, até que soube que no dia seguinte já teria aula. Era julho e eu acreditei que estavam de férias, leeeedo engano. E então começou o que para a mim foram as semanas mais desgastantes que eu já tive, emparelhado com a época que fui cuidar da documentação para ser lotada como professora. Imagina bem aí: as aulas começaram em maio, sendo que cheguei dois meses depois. Teria que tirar atraso desses dois meses com trabalhos, provas, plano B para os novatos estabilizarem junto com os que estavam desde o começo. Chaaato, chato.

O meu consolo é que a escola estava praticamente de férias quando comecei. No entanto, vou ter que pagar uma disciplina depois porque não vou conseguir acompanhar aulas dela, cai justo no dia que faço maratona lá no colégio. Eu ainda não fui ver isso direito, mas provavelmente vou ter me ressocializar com novas turmas...ah, teve isso também, esse pequeno probleminha de socializar.

A turma já estava bem separada em termos de panelinha, cada uma tinha a sua. Então foi beeem tenso para tentar me entrosar. Por fora tinha eu e mais duas novatas, bem tímidas, assustadas e tendo que lidar com 600 trabalhos por semana. Além disso, tem esse fato de que as aulas são pela manhã, e meu humor ao acordar...ahm, bem, digamos que não é dos melhores. Por obra do maravilhoso e famigerado tempo, eu comecei a fazer amizades, não tão fixas, mas posso dizer que estou bem conversadeirazinha, sim. E depois, são três anos, gente, se eu não for conversar com ninguém lá, eu ficaria doida.

Eu ando tendo VÁRIOS picos de amorzinho pelo curso (como naquela vez que vi minha professora de prática cortando uma cebola em julienne e por pouco eu não gritava  'meudeusdocéu olha isso gente, que lindo') e por diversas vezes fico comparando meus sentimentos neste curso e o de inglês e, nossa, nem se compara. Agora que eu tô fazendo algo que finalmente gosto de fazer, e que eu quero levar para frente.

But...nem tudo são flores. Tô trabalhando e tô estudando, ganhando meus dinheirinhos, comprando minhas coisinhas e pagando até umas contas aqui em casa. Qual é o problema? Que eu sou essa bobona "movida a amor". Por razões que desconheço, depois do fim dessa ~relação...eu não consigo me apegar ou gostar de ninguém. Não foi por falta de tentativa, viu.

Esqueci de falar aqui, mas conversar com ele me dava falsas esperanças, então pedi que não falasse mais comigo e excluí o número dele. Passado uns dias, ele viu minha melhor amiga na rua, falou com ela, explicou que a gente tinha terminado. Ele veio depois falar comigo nesse mesmo dia, ignorei e depois de uns dias veio pedir desculpas por tudo. Queria muito que desculpas resolvesse do jeito que ele acha, haha. Voltamos a nos falar diariamente e voltei a criar esperanças, daí e em definitivo pedi que não falasse mais, até porque eu não costumo bloquear ninguém no whatsapp (só gente que possa causar algum perigo).

Nesse meio tempo, minha mãe viu ele duas vezes pela rua, fazendo que não via ela. E quinta dessa semana, o "nosso dia de se ver", ele mandou mensagem dizendo que esperava que eu estivesse bem. Por que as pessoas que mais fazem isso são justamente aquelas responsáveis por a gente "não estar bem"? E eu não sei o que ele quer com isso, acho que só aporrinhar mesmo. Eu criei esperança, mas já passou. Pessoas, sendo pessoas.

Mas fora isso, conheci muita gente legal, embora fizesse pouco tempo. Mas a impressão que dá é que algo foi tirado de mim, e eu sinto esse vazio tremendo. Não confio em mais ninguém, não acredito quando me elogiam, quando falam que estão gostando de mim, tampouco anseio por receber mensagens.

O que eu estou sendo agora é o que eu nunca fui antes. Sem "magia", sem "calorzinho no peito", risinhos enquanto recebe mensagem. Nada, não sobrou nada. Não estou sendo mais eu mesma. Virei figurante total da vida, um NPC lascado que faz tudo no automático. Vai pro curso, chega em casa, dorme e vai trabalhar ou estudar. O pior é que se eu for pensar muito nisso eu desmorono, porque eu nunca quis ser assim. Eu fiquei solteira da pior forma possível depois de mais de dez anos e tudo o que eu queria era alguém que me amasse novamente, em pessoa. Depois de vários foras, queria isso lentamente...depois mais lento...e quando me vi totalmente envolvida por alguém...e essa pessoa acabou com toda a chance da gente, eu virei isso. Mas não há nada que eu possa fazer. Quando acaba, acaba, e vou ter que me conformar em ser assim sabe lá até quando, porque é assim que as pessoas gostam de ser.
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𝄞 Tennis_In the morning I'll be better (ahhmm...não)

13.7.17

O coração ainda dói, sim

Nossa, como é gostoso quando a gente se dá conta do que faz, né? E eu fiz uma coisa bem ruim. No post anterior eu falei do famigerado como ele sendo vilão. E, bem, eu tô chateada por ele estar indiferente comigo? Claro que tô, não é mais a mesma coisa, acabou. Só que fiz essa coisa bem massa que é: tentar consertar as coisas dizendo que vou mudar, quando na verdade o correto é reconhecer meus erros na relação e pedir desculpas sinceras. Eu fiz isso? Quis a primeira opção, quando a ordem de tudo era começar com a segunda e depois a primeira. Sei que  um dia desses reconheci isso, demorei, mas pedi desculpas pro famigerado e fiquei com a consciência limpa. Não me sinto mais tão triste quanto antes, tô a dois dias sem chorar, tô me alimentando até melhor [se não for pra viver de drama nem quero], vi-va. Seja por ter me desculpado com ele ou não, tenho falado com ele numa frequência, pouca, mas sim.

É chato ver que ele fica online por pessoas aleatórias [ou até um crush novo] e não por mim, dificilmente ele posta coisa dele, como antes. Há tempos não ouço a voz dele [última vez que ouvi parecia tão tristinha, mas deve ser cansaço] mas eu nada posso fazer. O que está feito, está feito. Em muitas vezes ele me dava esse sinal e eu tô tentando levar isso pro agora: deixar as coisas rolarem. O tempo passar, as feridas sararem. Eu não sei se as coisas vão voltar, ele não me passa essa esperança, também procuro não pensar nisso.

Na realidade eu nem sei se é isso que ele quer e se ele ainda quer algo comigo. A gente tinha muitas lembranças, mesmo em um mês e pouco. E nesses dias, focada em outras coisas, eu meio que tenho me acostumado a ficar sem ele, apesar de sentir falta e do carinho que ele me passava. Acho que sofro do complexo de Rodrigo: tínhamos desentendimentos de ficar sem se falar, mas sabia que depois ele voltaria. Porque tinha "aquilo". E fiquei achando que tinha isso com esse rapaz. As pessoas te passam segurança x, até você achar que ela será suficiente para as coisas ruins de uma relação. Eu achei não que amava esse cara em especial, mas que houvesse alguma parte nele que quisesse as coisas funcionando como antes. Só que...você sabe...as pessoas. Mais uma vez elas lá, me passando confiança que não existe.

Ao invés disso estou tentando focar em...? Adivinha. Eu não vou falar agora, tô preparando bonitinho pra fazer um post bem maneiro, e ilustrar ele dum jeito bem foda.

Eu só queria meio que 'atualizar' o post anterior porque sei que fui muito egoísta com a situação toda. Mas vai ter mais post, esse mês ou no outro, se não me engano.

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♬ The Clientele - Lunar days

5.7.17

As pessoas, ah, as pessoas

Como todo mundo, sempre tive que lidar com as maravilhosidades dos outros desde nenis. E por 'maravilhosidades' eu digo: a) quando elas são inconvenientes; b) quando elas não têm limites do que fazem ou deixam de fazer and; c) quando mudam da água pro vinho. Esta última é uma delícia, e vou explicar melhor como funciona, baseado no que me aconteceu essas...horas.

Eis que você conhece alguém amorzinho de todas as formas possíveis. Você já passou por maus bocados porque é isso que as pessoas fazem pra que a gente parta para a defensiva com desconhecidos. Então você acredita que essa pessoa tem o coraçãozinho bom e que não vai te fazer mal. Olha o jeito que ele te trata, ele veio conhecer até seus pais e, olha que louco, veio a uma festa de família, meio peixe d'água, mas veio, por sua causa [e pela comida, porque eu também]!

Você começa a tomar decisões precipitadas e a pessoa simplesmente te destrata. Vira um tremendo pau no cu mesmo, perdoe meu francês. Todo aquele jeito de te tratar como princesinha vai para os ares. Você comete um erro e para tal você tenta consertar as coisas, não é? Pois bem, você coloca as cartas na mesa e apresenta soluções, por horas. Mas aquela pessoa que te tratava super bem...se transforma, começa a achar motivo para não continuar, é ambíguo nas justificativas.

O que tu fez: tu abriu uma exceção de ficar na defensiva para não estragar algo futuro com essa pessoa...pra ela, na primeira oportunidade, fazer o quê: mudar da água pro vinho. De afetuoso para frio. De doce para seco. De palavras gostosas de ler para 'sim, não', e com frequência 'acho que não', 'melhor não', 'não devemos mais nos ver'.

Por que as pessoas fazem isso com as outras? Por que ainda existe gente que pede pra ter fé em ser uma boa pessoa...sendo que no mais tenso dos momentos te machuca? E tudo de bom que já aconteceu, os momentos juntos, viraram nada porque é isso que a pessoa começa a fazer contigo. Te transforma em um nada para ela.

Há muito tempo eu não me sentia tão mal com essas coisas. Não é essa dor metafórica no coração, é uma dor aguda no estômago, como um soco. É um engolir seco que vai demorar, pois antes você vivia seus dias como uma mera figurante, fazendo tudo no automático, até que conhece alguém que te faz sair pela tangente, te faz feliz, te faz ver sentido na vida. E você nem precisa estar apaixonada ou amando ele, porque você é grata por tudo o que ele te fez sentir, o que hoje não acontece mais com ele, seja por orgulho, seja porque nunca sentiu nada mesmo. Um silêncio que me rasga toda vez que leio, uma voz seca que me enche os olhos.

Me dói só de lembrar que esses momentos tão gostosos que passei com ele não terão mais volta. E eu nem sei se a culpa é minha [começou numa discussão] ou dele. Só sei que dói. E eu mais uma vez terei que voltar a ser uma figurante, fazendo tudo no automático, porque as pessoas, ah, as pessoas.

p.s: tag 'pés_na_bunda' voltou com tudo, é nóis que voa no coraçãozinho machucado, uhull.

__________________
♫ Photay feat. Seafloor_Reconstruct

19.1.17

Sobre os "dates" e minha pele

(Eu realmente queria ter uma imagem que pudesse traduzir o encontro que eu tive, ou como anda sendo meus dias por aqui, mas fique com o nada, porque não anda sendo tão diferente assim).

Prometi que ia falar sobre o encontro com o moço que era minha paixão na quarta série e aqui estou. Apenas dando uma leeeeve ressalva de que o último encontro que eu tive foi com uns dezesseis anos, mais ou menos. E não era algo com o qual eu me preocupava àquela altura do campeonato porque minha filosofia de vida era de que, se eu estava magra, nada poderia me parar.

Eis que agora, com uns bons quilos a mais, os hormônios sendo maravilhosos e voltando com lindas espinhas e pelos pelo corpo e o meu cabelo que achou de bom tom me odiar, tenho tido grandes problemas para conseguir relacionamentos. Porque veja bem: antes eu ia atrás de moços de longe, pois a oportunidade de ficar gata era mais fácil para mim, independente do que isso significasse. Mas era uma chance de evitar o tão temido encontro e as coisas não correrem tão bem quanto eu imaginava.

 Pois. Marquei com o moço num shopping daqui, com uma semana de antecedência. Até lá eu poderia dar um jeito de clarear os pelos, hidratar meus cabelos e umas mil máscaras de argila no rosto. Só que a vida, né. Brotou uma espinha maravilhosa perto da minha boca, a famigerada, doida pra dá uns bejo. Como que eu ia falar, sorrir e beijar com uma espinha lá? E pra variar bem pouco, o coiso de clarear os pelos mal dourou, eles ficaram meio ruivos, além de ter rendido uma alergia divosa, sendo que já taquei volume 50 de água oxigenada no corpo e nunca deu nada. Mas tudo bem, eu ia tacar dois quilo e mei de reboco na espinha, a minha roupa esconderia os pelos até, vai dar certo.

Mais uma pequena ressalva: tava tudo muito estranho entre esse boy e eu porque tivemos uma treta e o clima ficou meio tenso, não era mais como antes. Eu realmente não estava TÃO empolgada assim pro encontro, e nem tava curtindo ele porque já tava ficando com preguiça de mimimi, que dirá mimimi de macho. O encontro serviria pra ver até onde as coisas iriam de fato, se rolava química ou só uns beijinhos mesmo. Voltaaando.

Eu peguei carona com minhas tias pro shopping e elas meio que ficaram de tocaia pra ver o boy haha. Chegava perto do horário dele chegar e nada. Eis que, à minha diagonal tinha este gordinho barbudo [gosto bem pouco] comendo sozinho e olhando com uma certa frequência para minha pessoa. Eu fiquei naquela de 'quero paquerar porque parece mais rentável que este encontro, mas vamos ter dignidade né, fia', daí desencanei.

Quando não mais que de repente eu vejo o pinguim do Batman chegando o tal rapaz chegando...com uma roupa não muito bonita. Se eu tivesse gostado dele, quebraria o pescoço olhando, mas a roupa, por dels, não dava. Eu sei que eu olhei e parei de olhar, pois não estava acreditando nos meus olhos. Tentei fazer um olho gatinho mais perfeito possível...praquilo? Mas tudo bem, quando eu conheci o Rods ele não estava nada bem vestido e lá se foram quatro anos ao vivo. Eu fiquei tão atônita que não sabia se me levantava pra falar com ele ou esperava, niqui eu ia me levantando e ele me cumprimentou, sentada mesmo. Começou ótimo. Tinha um extra também: ele não usava perfume. Eu sentia o cheiro apenas do desodorante e fiquei bem triste. Mas...vamo seguindo.

O papo era legal e tudo, mas com o tempo as coisas foram ficando beeem frias, rolando eventualmente uns silêncios constrangedores. O mais legal é que, por mais que eu conseguisse conversar olhando nos olhos dele, eu percebia levemente que ele olhava pra espinha. Tanto empenho pra rebocar a bicha e a bicha continuava à vista. Se não foi isso, eu não sei o que era, sei que eu tava impaciente já de querer parar a conversa e jogar um 'sim meu filho, é uma espinha, imprevistos acontecem, ninguém manda no nosso carão'.

Eu dava indiretas pra gente sair da mesa e passear pelo shopping, perguntava se ele queria comer algo...a pessoa não colaborava. Eu estava nervosa de começo, mas fui me soltando aos poucos e fazendo ele rir com aquele jeitinho palhaça sensual que só eu sei fazer, mas parecia que eu tava numa daquelas mesas redondas de evento, sabe? O pior é que as horas iam passando e precisava comprar umas coisas para mim, sendo que o shopping já estava fechando.

Ele disse que ia comprar um troço pra levar e fui comprar pra mim também, junto com ele. O dele chegou antes e a carona dele já estava esperando, o que significava a despedida. Rolaria beijo? Eu pensei. Não teve clima, e gente sequer se tocou, mão, braço, fora aquele cumprimento sentada. Então rolou uma espécie de abraço de tia - aquele em que a tia te abraça e você enterra meio que sem querer a cara na roupa dela, sem saber o que fazer. Me deu um tapinha no ombro, e eu também, e disse 'a gente se fala'. E foi isso. Cara, foi muito estranho. Eu fiquei meio frustrada no começo, mas foi muito bosta, gente hahahaha

Ao chegar em casa hesitei um pouco, mas perguntei porque não tinha "dado certo", aí ele veio com um papinho 'ah temos vidas diferentes e eu preciso resolver umas coisas da minha vida'. Apertei o moço até ele falar que tava desconfortável comigo [creio que pela espinha, será?] e que não sentia química entre a gente. Perguntou se podia ficar na amizade e eu, meio sem vontade, aceitei. And...they never saw him again. Sei lá, eu antes só puxava papo com ele mais pela pegação mesmo, já que tava tudo meio sem clima. Ele também nunca esboçava interesse além de ter dado like no tinder. Eu ando falando com mais alguns caras, mas sinto muito mais interesse vindo deles que desse rapaz, na real.

Falei tanto que nem sei se ainda tem "espaço" para falar da minha pele, mas vou ser breve então. Meu rosto foi sempre cheio de espinhas há anos, isso quando começou a puberdade e tals. Tive momentos de pico terríveis, que não tinha maquiagem que ajudasse. Eu já deixei de sair [cê veja bem que eu sou esse ser humano que mal sai] por causa do meu rosto e, já pus na cara várias e várias máscaras, desde argila, sabonete de enxofre, já tomei de pílula a antibiótico pra melhorar e nada de efeito permanente. Ela tava ótima, mas parece que com a parada do luto meio que desandou e voltou a ficar ruim. Eis que esse ano tomei coragem e vou tomar o tal Roacutan, que limpa a pele de forma drástica, bem meu caso. Então vai ser uma resolução de ano novo, talvez? Sei que vou iniciar tratamento depois da semana santa, quando já vou ter tomado todo o álcool do mundo possível [alá a beberrona], já que não pode ferrar o fígado durante o tratamento.

E é isso.
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🔊The Temper Trap - Trembling Hands


22.8.16

Reflexões sobre a vida amorosa

Que delícia quando as pessoas, não focadas em ter um amor pra vida toda, preferem focar em coisas que fazem delas alguém melhor, como trabalhar no que gosta, ser independente, curtir sua própria companhia, viajar para vários lugares, etc., e vivem bem assim.

Desde criança eu idealizava a minha vida perfeita: só precisava arranjar um amor [cê vê, criança] que logo mais as coisas ficariam bonitas e coloridas, além da falha promessa de ser mais esforçada nos estudos. Olhando de uns tempos pra cá, minha vida foi exclusivamente isso. Conversas eram algo tipo 'como você tá?' 'ah tô namorando um trocinho que não gosto/ tô solteira ninguém me ama'.
A boa notícia é que, nesses mais de dez anos namorando/noiva [por essa vocês não esperavam ein], não é que eu foquei mais nas conversas sobre mim, que sobre namoradinhos? Era legal ter essa parte completa, a gente se gostava por igual e não havia problemas que não pudessem ser solucionados.

Depois que ele se foi, eu achei de bom tom voltar às origens e, bem, virei um tédio sem
personalidade. E como vocês podem ver, os últimos posts andaram bem focados em namoricos e não em mim mesma. Eu ando estudando às madrugadas pro ENEM e tô trabalhando com meu primo em dias aleatórios. Cadê que eu falei sobre isso aqui? Naaada.

Infelizmente não tô mais namorando o *B* e foi da forma mais idiota possível que tudo terminou. O mais estranho disso tudo é que eu insistia em ficar com ele, por mais que eu percebesse que não tava mais dando certo. Me sentia tão desesperada em ter uma companhia, em ~ter um morzão~, que não percebi que a melhor parceria que eu tinha era eu e euzinha. Criava exigências idiotas 'ah desse signo não, nem ferrando', 'ah muito novo', sendo que quando eu conheci o digs, não me atentei se ele era alto ou baixo, gordo ou magro, áries ou libra, porque eu amava ele e era só isso que importava.
O que quero dizer com isso, que desisti de procurar morzão? Nunca, jamais, aqui é vênus em gêmeos porrán, só acho que preciso de um tempo comigo. É chato não ter alguém que goste de você e pense em você antes de dormir, mas pra isso eu tenho minha mãe, meu pai e alguns amigos.
Dia desses eu vi esse vídeo da JoutJout falando sobre morzão e sobre procurar namoradinhos e eu era bem assim como dona Julia. Esse vídeo é mais uma daquelas coisas que a gente vê e pensa 'oh meudeus, sou eu falando!!' aí são trocentas pessoas no país pensando igual e você nem percebe. A questão é: talvez eu focando nessa tal parte de trabalho/independência/etc. pode aparecer um amorzinho, né? Quando conheci o Rodrigo, estava na fase mais focada em estudos possível, não tava nem aí pra namoradinhos, daí ele apareceu...sempre rola aquela esperança, e espero todos os dias que isso aconteça. Mas claro, tô fingindo bem aqui que não tô procurando haha

E é isso. bai.
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10.7.16

Filosofias, boys e outras coisas

Cê vê: eu já deixei dois posts sobre o assunto no rascunho e nada de eu soltar eles. Por quê? Porque o jogo vira, cabeças rolam, life goes on. Em cada post tinha ideias bem legais, outras nem tanto, e eu faço o quê: tentarei mesclar os dois sem que esse vire um terceiro que caia em desuso.
that's why u r single - a saga

Como é gostoso a vida de solteira, né. Principalmente se você curte uma vida amorosa mais agitada como a minha. Tudo isso graças ao meu vênus em gêmeos e porque estou viúva e quero muito uma companhia.

Dia 15 farão três meses que o Rodrigo se foi e eu continuo nessa coisa conturbada que é ajeitar minha vida. Eu preferi focar primeiro na parte amorosa e, bem, parece que as coisas deram uma acalmada, finalmente.

Eu queria muito poder definir o que eu quero pra mim nesse momento, mas já perguntei duzentas vezes pra mim e a resposta varia sempre. Tô com alguém agora e é uma pessoa maravilhosa, mas eu preciso contar a trajetória que foi até chegar a esse jovem.

Sério, eu poderia fazer um TCC analisando o comportamento masculino. Levaria páginas e páginas de grandes hipóteses que teórico nenhum poderia me ajudar a justificar. Homem é um bicho estranho, meus caros. E como todo bom TCC, vou partir primeiro do princípio teórico, para depois chegar às vias de fato, a prática [é isso que acontece quando o TCC saiu de você, mas você não saiu do TCC].

Mas enfim, tudo começou quando eu pensei com os meus botões, "como eu conheci o boy? foi no mIRC, que ninguém mais usa...existe bate papos ainda?" e lá fui eu me aventurar. Primeiro larguei de mão distância e fui numa sala da minha cidade. Na primeira oportunidade, me bloquearam depois de ver uma foto minha [!!!!]. Daí encontrei essa sala de gordinhos, o que seria perfeito pra mim, não precisaria fazer todo um discurso de empoderamento e de que era gordinha, etc etc.

O que a modernidade fez com essa gente, sabe? Se você não tem webcam ou não quer aparecer, cara já te bloqueia. Se o papo não flui no dia seguinte, a pessoa te bloqueia. E, ainda, se o papo flui no dia seguinte, te bloqueiam do mesmo jeito! Quando tudo dá certo as pessoas preferem não manter um papo porque, sei lá, são doidas? Antes o problema fosse a distância, viajar de avião atualmente é a coisa mais acessível do mundo, mesmo em tempos de crise. Eu demorei muito tempo tentando entender o que passava pela cabeça desses caras, até começar a agir do mesmo jeito.

Pois bem, em meio a esses dois meses tentando algum tipo de companhia, apareceu cara de todos os tipos...eu fiz até um levantamento:
* Conheci caras do: PI, PR, RS, SP, RJ, ES, MG, DF, PB, CE, MA e AC [Acre, meus amigos! Acre!]
* Maioria dos boys eram de São Paulo;
* Numa faixa etária entre 20 e 35 anos;
* Só no Skype, 71 bloqueados e que supostamente me bloquearam também [!!!];
* Até minha última contagem, 15 bloqueados no Whatsapp;
* Só mantenho conversa atualmente com três caras;
* Fui pedida em casamento 5 vezes, de brincadeira, claro;
* Teve caras de quase todos os signos, menos librianos (justamente o melhor, o do Rodrigo).

Tiveram esses rapazes que rolaram ~envolvimentos fortes. Alguns eu me pergunto o porquê de ter continuado contato, outros eu queria que fosse pra sempre, mas enfim...

 O *C* era esse cara que veio falar comigo num papo todo inteligentão e fazia textões no próprio bate papo, imagina você minha dificuldade e preguiça em ler tudo. A inteligência dele me atraiu, de verdade. Fazia muito tempo [mais precisamente doze anos] que eu não pirava em um metido a intelectual...no fim das contas, ele sumiu, não fui mais atrás e soube por outro cara que ele era casado. Que genial...

*A* foi mais um metido a inteligentão de bate papo, escrevia certinho, mas eu já tava vacinada desse tipo e perdi interesse fácil na conversa dele. Depois que ele me adicionou no whatsapp, rolou uma química estranhíssima que até hoje não entendo. Não dava mesmo pra entender, porque ele tinha uma personalidade bem chata e peculiar. Até rolava uns gostos parecidos e ele tinha uma voz maravilhosa, mas isso não foi o suficiente pra eu ficar sem saco com ele. Foi uma experiência legal, fez eu perceber que ainda tinha isso de correr atrás de alguém, embora não fosse nada saudável. No rascunho mais recente, que eu inclusive mostrei pra ele [whaaat?], dizia que o que a gente tinha era uma incógnita...hoje vejo que era só bosta, mesmo.

E, finalmente, *B*. Conheci ele num momento bem inoportuno, tinha passado por uma situação muito chata com um novinho que aparentava ser legal e maduro, que no fim das contas virou um chato que só falava asneira. Desde que bloqueei esse, prometi nunca mais me envolver com nenhum cara de 25 anos ou menos, e o *B* tem 20, então abri uma exceçãozinha no dia haha. Quando ele falou o signo dele, já fiquei meio tristinha que ia bloquear ele, porque virginianos costumam ser excessivamente afetuosos e eu...bem...não sou esse poço de carinho, não. Só que além de fofo ele era esperto, me ganhou no papo...parecia que a gente se conhecia há anos, se falando em apenas uma semana. Era surreal como a gente se encaixava em vários aspectos e fisicamente era totalmente diferente do que me atraía. Mas é aquela coisa, a gente não escolhe, etc. Ele tá me fazendo muito bem, tô gostando bastante dele, estamos juntos, vamos ver no que vai dar. Falar com alguém por 13 horas seguidas, não é pra qualquer um.

Ah! Não acabou não! Como todo bom TCC, tem conclusão, sim. Eu aprendi diversas coisas, sobre homens, sobre comportamento, sobre evitar x tipos, e também:
1. Nem sempre um cara que tem o papo super legal no dia em que te conhece, vai ser legal no dia seguinte. Inclusive é o decisivo pra perceber se futuras conversas vão existir ou se já pode bloquear;
2. De nada adianta se a pessoa curte as mesmas músicas ou filmes que você: se for um babaca, não vai acontecer, não vai pra frente. Isso é coisa de romance, não funciona na vida real;
3. Evite até onde você puder falar sobre sexo, 99% dos homens estão lá por isso e, se o cara continua mantendo uma conversa contigo e não fica enchendo sobre esse assunto, é porque é alguém a ser levado a sério;
4. Encontrar um sujeito maravilhoso de gato é sorte? Sim. Mas somos todos adultos e sabemos que beleza não é tudo. E nesse caso então, não é nada;
5. Eu gostava de "seguir o andar da carruagem": nos primeiros dias de whatsapp com o cara eu reparava a frequência com que ele falava comigo durante o trabalho ou fora dele e costumava falar com ele nesses mesmos horários;
6. Muita gente vai nesses locais para sacanagem, então se você quer conhecer um morzão, tem que filtrar caras até a última gota. Tudo se resume a sexo, mas no começo de uma primeira conversa, não.

E é isso. Nem acredito que eu terminei, hahaha.
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Ouvindo: Melanie Martinez_Carousel.mp3

4.5.16

Reviravoltas

A vida é uma coisa muito louca, né. Você vê que ela tá andando para um rumo e então começa a montar tijolos e mais tijolos de planos baseado nisso. Daí cabe a ela manter esses tijolinhos que você montou ou então desmoronar eles numa voadora muito severa. Na verdade eu não sei se o que acontece com os tijolos é obra do destino ou da própria vida, uma vez que as suas atitudes ajudam a contribuir pra que isso aconteça. Olha, eu nem sei de nada, viu.
O ano começou comigo tomando meio copo de Heineken para eu curtir minha segunda viagem na virada. Eu estava feliz, mas cansada, de certa forma. Era qual, quinta, sétima viagem? Bom, não vou ficar enrolando muito, mas eu não me dei conta que aquele gole de cerveja quente ficaria tão amargo esse ano.
Eis que meu então namorado começou a sentir umas dores. Na verdade, desde que eu o conheci, ele sentia dores inexplicáveis que nunca foram descobertas. Ele ia ao pronto atendimento ou então tomava um remedinho para azia e ficava tudo bem. Ótimo. Então um dia as coisas foram piorando muito, as dores não cessavam. E tinha as tosses. Eu só tinha notícias por ele via Whatsapp. Daí, os sinais foram começando. Me deu número do celular do pai dele para estar informada. Não mandava notícias um dia inteiro. Mensagens tristes, monossilábicas. A mãe, que ele não via há anos, estava lá com ele. Órgãos estavam deixando de funcionar. E então, aconteceu.
Nunca sequer passou pela minha cabeça que eu poderia receber uma "voadora muito severa" nos tijolinhos que eu montei pra minha vida. Foi terrível. Nunca achei que eu pudesse gritar de dor, não porque alguém estava me machucando, mas por terem tirado alguém tão importante na minha vida.E eu nem tive a chance de vê-lo antes dele partir. Havia marcado passagem, estava prestes a me arrumar para a viagem, quando soube.
Se eu sorria todos os dias e era feliz, era porque me sentia amada, e tudo que eu fazia movida à amor. Porra, ele era perfeito pra mim.
Precisar retomar minha vida e catar novos tijolos para restabelecer ela tem sido um dia de cada vez. Um dia eu consegui tirar minhas sobrancelhas e isso foi um marco, sabe. Acontece que eu não quero continuar minha vida sem ser movida a alguma coisa. Amor de novo? Ah, amor hoje em dia anda tão difícil, que tal paixão?
Então fiz uma coisa que pode até não funcionar para outras pessoas, mas que para mim tem funcionado muito desde então: voltei a ser quem eu era quando estava solteira. Fui nos bate papos, conversei com alguns caras, sendo engraçadona como sempre fui. E, diga-se de passagem, tenho conseguido uns bons boy magya sim, haha.
A realidade é que não tem nem um mês disso e parece que estou cometendo um pecado, mas isso de conhecer novos caras, seja para amizade ou algo mais, tem me ajudado a sair da cama e querer fazer algo, o que eu sequer conseguia fazer há uns dias atrás.
E, como hoje é meu aniversário, nada melhor do que pôr em prática essa metamorfose e me tornar uma pessoa, melhor, engraçada, e que se curte, antes de mais nada.
E sim, claro, se eu voltar a escrever aqui, retomar à tag 'atrativos', que já tava cheia de teias. ;9

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Ouvindo: Tame Impala - Why won't they talk to me?

31.12.15

Re(s)tropectiva 2015

Esse ano não vai ter foto de gatinho com cara de uatarrél nem nada. Melhor foto para traduzir o ano, ou o resto dele, é essa:
créditos no link
Sim, pessoas: que ano horrível. Começou ruim, foi piorando, aí ficou bem, tava quase animando, até que desceu um rebosteio horroroso.

 No post anterior, se não me engano, tinha dito que se aquelas coisas ruins que aconteciam comigo antes de ir ao trabalho continuassem, é porque tinha algo errado e eu não deveria estar lá...pois bem. Eu insisti, persisti, via erros embaixo de erros, tentava ao máximo ser responsável com os meus prazos, mas sempre surgiam...erros, sempre, muitos.

A começar que eu cheguei lá de para-quedas e se existe cinco palavras que justificam eu ter sido demitida foi: ninguém-nunca-me-explicou-nada. Demitida. É. Por mais que eu quisesse ser alguém responsável e evitar atrasos nos prazos, algo sempre aparecia para me deixar para baixo. Sumiu uma prova. Não pode fazer isso. Aquilo é contra as regras do colégio. Seria mais fácil me explicarem as regras do colégio assim que eu tivesse entrado, mas não.

Se me serve de consolo, logo serei chamada em um processo seletivo para professora substituta, ganhando bem mais e dignamente, acredito eu. Mas se existe uma palavra que define bem meus tempos trabalhando lá foi gaslighting. Quer dizer que, quando as pessoas passam a falar por cima das suas verdades, você passa a acreditar nelas, e passa também a questionar a sua sanidade. E eu acho que fiquei um pouquinho louca. Sério.

Má vamo falar de coisa boa, né. Com esse emprego eu aprendi a dar aula pros nenenzim e também pude fazer isso
Já dizia o saudoso Candy Crush, "que dias bons!"
 Foi um dia bem foda receber meu primeiro salário e eu fiquei mega empolgada com isso. Como prometido, comprei um par de sapatos [sapatilha, tava necessitadíssima]. Foram quatro meses de muitas calcinhas novas [?], chinelos novos, saias, cervejas especiais...foi um tempo muito bão que passei tendo dinheiro na carteira.

Depois disso meu celular resolveu se revoltar comigo depois de anos, achei que pudesse pagar um novo e no fim acabei ganhando um novo,o Moto g 3ª geração. Ele é bom, estou amando. Depois disso, depois de tudo, meu salário final que atrasou, meu cartão de débito que nunca chegava em tempo da viagem mas, bem, final de ano tudo se resolve. As coisas amenizaram um pouco no finalzinho dele. Prometemos ano passado...

- Não superaquecer tanto o notebook lindo da mamai;
Ele deu umas esquentadas medonhas durante a época do calor aqui [sempre?!]. Mas de uns tempos pra cá não tenho jogado muito e meu gato comeu o cabo do cooler...
- Comprar presentes pras meninas no natal;
O que mais me irritou nesse atraso do salário final foi não ter comprado presente a tempo para as meninas, melhor, para ninguém que eu cogitava presentear. E se você não consegue comprar um presente, você o faz, certo? Fiz minipãezinhos recheados com chocolate para elas.
- Deixar unhas grandes o máximo possível;
Acho que nem chegou a ficar grande num nível legal, elas ficaram bem curtas de uns tempo pra cá. Agora que estão crescendo normalmente. Vlws, stress.
- Trocar de celular;
Queria um Moto x, depois fui pro Moto X play, me indicaram o Lg G3, achei o Moto g 3 simpático e cá estou possuidora de um smartphone de verdade [eu tinha um moto razr d3. Three is the number.]
- Começar a fazer planejamentos financeiros;
Comprei um caderninho, diz um cifrão no maior estilo diy dos pobre e pan...por quatro meses. Mas foi bão.
- Cogitar se mudar para Curitibs;
Eu já cogitei e, depois que acabar meu tempo como professora substituta eu...vou pro mundo, sabe? Nada mais me prende. 
- Se adaptar ao novo colírio demoníaco;
Finalmente dei um jeitinho e agora tô conseguindo usar ele sem me atrapalhar.
- Começar a usar lentes;
Fui lá no médico resolver isso no final do ano passado, mas precisava de adaptação, etc, e não daria tempo. Eu nem tive tempo de ir no médico esse ano, tem que ir acompanhada porque o colírio deixa meu olho "estouradão";
- Mudar roupas;
 Fui muito em lojas de roupas esse ano por conta do emprego, de estar ganhando...eu comprei uma saia do jeito que eu queria, com uns floralzim maneiro...comprei um tênis street com zíper e acho que eles ficariam lindos juntos.
- Evitar pipoca;
 AHAHA. De novo, HA HA HA. Jurando mesmo que ia conseguir essa.
- Ter visto mais que duas séries [inclui animes ^3^]
Mas que surpresa grata foi esse ano em relação a seriados, ein? Acho que estou acompanhando umas três séries, mais ou menos...eu só preciso acompanhá-las juntas, ainda não consegui isso. Estava vendo e fechei Orange Is The New Black, devo estar na segunda ou terceira temporada de Breaking Bad e, não sei se vale, mas finalmente vi umas temporadas de Rupaul's Drag Race e, MEUDEUS, como pude deixar de ver antes??? Que maravilhoso?? Também penso em acompanhar Broad City e aquele seriado do cavalo que tem no Netflix e não lembro o nome.
- ~desenfurnar~;
Às vezes acho que não me reconheço, isso não faz sentido haha
- Aprender a dirigir;
Faltou isso aqui [ilustrando: pouquinho] pra eu começar autoescola, mas não foi. Ainda.
- Tentar fazer ~o pedido~.
Eu fui pensar nas coisas que quero de um casamento, fiz a peneirinha maneira e ó, parabéns pra quem é casado e sabe fazer direitinho todas as coisas que casados fazem, pois eu vi que não é minha praia. Não adianta você querer se casar só pra ficar linda num vestido se você não curte dividir cama e comida com alguém, né. Beijo mor, te amo!

Em 2016, prometo:
~Ver mais filmes;
~Ter me encontrado profissionalmente pelo menos uns 50%;
~Ter mais roupinhas divertidas;
~Reciclar e eliminar umas amizades, se isso for possível;
~Sair mais, se divertir;
~Dizer não quando você não quer fazer algo;
~Parar de pensar e fazer logo algo nesse cabelo pelamordedeeels;
~Começar um mini enxoval;
~Rir até doer a barriga, eu nunca mais fiz isso;
~Cuidar mais da saúde;
~Tomar mais banhos de piscina;
~Se encontrar enquanto "acervo de bijuteria divertida";
~Ter um console de videogame próprio e usá-lo frequentemente;
~Escrever mais e voltar a ter um diário;
~Ler todos os livros que você comprou ano passado;
~Ficar bebiinha lembrando de vários nadas;
~Começar tratamento de pele;
~"Never give up, never surrender".

Byeeeeeeeeee
_______ 
The Police_King of Pain.mp3