9.9.18

Long time no see

Sou lixinho, mas pelo menos uso meinha de pokemon nas minhas aulas práticas
Nossa, quanta poeira...olha quanto tempo faz que eu não entro aqui e posto...espero que eu tenha grandes novidades. 

Não, eu não tenho. 

Então por que eu vim aqui postar? 

Não sei.

Tá, mentira. Algumas coisas não são mais as mesmas desde o último post. Grandes mudanças vieram mais de dentro que por fora. Falo isso porque eu sempre fiquei encanada com meus malditos detalhes físicos, quando na verdade eu deveria olhar para dentro de mim.
Muito do que eu fazia antes eu não faço mais. Às vezes eu sinto que fiz algum pacto muito macabro para me tornar alguém - talvez um ser mais evoluído? #pokemon - que eu nunca fui e quiçá nunca queria ser. Lógico, tem suas vantagens. Por exemplo, eu não escrevo mais sobre mim mesma em lugar nenhum, há meses, porque não tem mais o que escrever. Em compensação, nem me lembro a última vez que tive uma crise de ansiedade e deixei de ir ao psicólogo porque eu já estava me sentindo melhor. Só que em troca disso eu meio que me travei da possibilidade de gostar de outras pessoas, pois sempre vou achar que, se alguém está falando coisas bonitas e elogiosas para mim, vai querer em meses que eu morra. Enfim. 
Uma vez, no ano passado, eu tive uma fase assim em que não conseguia sentir nada por nada e que minha vida estava no automático. Era estranho não sentir porque não era algo do meu feitio. Eu tinha amor de sobra para dar. Daí aconteceu esse projeto de namoro e minha fonte meio que esgotou. Perder alguém que é "perfeito" para você pode ser um choque. Na verdade ainda hoje é, mas não por não ter mais essa pessoa comigo e sim que: 1.talvez eu não encontre alguém que se encaixe de forma tão assustadora como eu me encaixava com o demônio lá; 2.talvez ter alguém perfeito novamente não será mais confiável ou bom para mim. 
Há uns meses atrás eu entrei no Tinder de novo ("só pode ter alguma coisa errada comigo" and...yes) e até encontrei o dito cujo lá. Fazia um bom tempo que eu não sentia nada, mas eu não soube definir o que eu senti. Raiva, ciúme, decepção? Eu não conseguia entender por que isso acontecia. Ele provavelmente deve ter me visto lá, mas não vou dizer que ele pode ter sentido a mesma coisa já que, do jeito que as coisas terminaram, a última coisa que eu penso é se ele de fato me amou algum dia. A bosta disso tudo é que não tem um dia em que, pelo menos em um mísero detalhe, eu não pense nele. Não de uma forma boa, como com o Rodrigo. Me irrita imaginar como alguém que já me falou coisas tão boas (e depois ruins) não saia da minha cabeça só por ser a minha "versão masculina" e ter tantas coisas em comum comigo. Em tudo o que eu gosto e me faz rir, ele está lá. Tá vendo como não é tão legal quando você encontra alguém perfeito?Quando não dá certo, é um fardo carregado nas costas por anos. A minha sorte é que, depois dessa fúria do dragão eu voltei ao normal e a "não sentir mais nada".
 Como consequência disso tudo eu acabei desconfiada de tudo e de todos. Mas como tudo que mudou em mim, houve sim um lado bom: passei a focar mais nos estudos e no trabalho, percebi que esse tempo sozinha serviria para me conhecer mais e, ainda, que pensando bem eu acho melhor continuar solteira para sempre mesmo.
Eu sei, "lá vem você com seus 'nuncas e sempres' que sempre são quebrados". Só que eu, sei lá, não sei muito de mim agora. Tô conhecendo essa nova Cláudia e até gostando desse lado vazio que nem é tão obscuro assim. Se por um acaso acontecer de aparecer alguém (que dessa vez me aguente, me ame e não vá embora), como disse meu melhor amigo, que eu saiba reparar os erros que cometi em relacionamentos anteriores e não os cometa com esse ~~famigerado.
Fora isso eu não posso dizer muito. Faz tempo que não escrevo e é legal ver que eu ainda sei fazer isso. Esses dias de final de período tem sido meio atarefados, mas vou tentar escrever aqui com mais frequência. 

É isso.

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A incrível história de alguém que ligou o notebook para baixar novamente um filme que veio corrompido, mas acabou postando no blog.