Esse post é gigante e ~desabafatório, ou seja. É gigante.
Eu preciso contar um segredo. Acho que eu não fui honesta com esse blog. Eu tive problemas, grandes, enormes, e problemas pequenos.
Mascarei tudo aqui contando sobre aleatoriedades, mas nunca entrando em detalhes sobre a minha vida num geral. E essa nunca foi a proposta do blog. Sempre falei das minhas coisas, dos meus sentimentos, e não é a toa que não é a todo mundo que lhe forneço o endereço.
Tive problemas. Problemas de relacionamento. Tinha altos e baixos, muitas vezes altos, mas extremamente baixos. Infelizmente eu não fui honesta aqui quanto a isso, tão tal que fiz um post bem meia boca quando terminamos, e um não tão menos emocionante quando voltamos. A questão é que dessa vez terminamos, e parece ser definitivo. Depois de termos voltado, nunca passou pela minha cabeça que diante de uma discussão isso aconteceria. É isso que o amor faz, né? Ele passa por cima de qualquer coisa e, como disse em outros posts, era aquilo que a gente tinha de mais forte.
Com daquele término curto nós retornamos com a promessa (dele) de que havia sido inflexível comigo e que deixaria tudo em panos limpos. Era tudo o que eu mais queria. Eu não vou dizer aqui que era a vítima de todas as brigas que tivemos. Muitas delas envolviam problemas de interpretação e nesses casos, da minha parte, eu poderia ter sido mais clara no que quis dizer. Algo que eu mais odiei ter feito naquele namoro foi pedir atenção. Não com essas palavras. Poxa, eu sabia que ele vivia ocupado, que uma hora ele responderia. Me pergunto se não existisse isso de whatsapp, nosso namoro teria sido diferente. Mas vamos voltar ao ponto do que ele havia me prometido.
Nós voltamos e parecia estar tudo muito bem... até que ele começou a ter uns comportamentos estranhos. Ele tinha detalhes, sabe. Além da personalidade dele, ele fazia coisas que era de meu agrado e eu adorava tudo aquilo. Quando voltamos eu acreditei que tudo seria do mesmo jeito como antes, quiçá melhor. Só que foi ficando tudo diferente. O modo como me chamava, as conversas, o jeito das conversas. Ainda o jeito que a gente falava dos nossos planos, era como se ele não os quisesse mais. Aparentemente parecia que ele não estava mais certo da escolha dele, da gente. Era tudo muito indiferente nas mensagens, mas ao vivo era maravilhoso. Não brigávamos, sempre muito carinhosos um com o outro. Era tudo como deveria ser.
Um certo dia eu simplesmente tentei falar sobre esse comportamento dele, com muito tato. Ele disse que depois falaria comigo, então fiquei ansiosa e ao mesmo tempo aliviada. Finalmente iríamos deixar em panos limpos. Só que quando ele ficou livre, não tive a resposta que esperava. Disse que não aguentava mais aquilo toda vez, que eu já estava virando psicótica. A minha única reação foi de ter travado. Tão ruim ouvir aquilo tudo, que até hoje eu nem tenho coragem de tocar no assunto com qualquer pessoa, com medo do que fossem pensar dele. Eu não lembro o resto dessa briga, provavelmente devo ter pedido desculpas por tentar conversar na boa sobre a gente, o que sequer aconteceu.
Diante desse acontecimento eu travei por completo, na vida. Eu continuava sentindo tudo aquilo, mas não falava nada com medo de ter aquele tratamento novamente. Eu não sei se o que mais me doía era ter um problema no namoro e não poder resolver, ou de não conseguir imaginar que a mesma pessoa que me disse que queria que fôssemos pra vida inteira tivesse me dito aquilo. O que eu fiz pra merecer aquelas palavras? Eu só queria resolver as coisas, conversar.
Eu segui assim, e com outras pequenas discussões, até que um dia (quinta) falei, de me sentir mal por ele ter me chamado daquilo, de eu querer resolver as coisas, tudo. Em momento algum eu falei que queria terminar com ele ou que ele me fazia mal; eu só queria resolver aquilo, desde o começo, o que ele não entendeu. Então eu estava prestes a passar por uma briga homérica, de dias. Ele interpretou que me fazia mal e que eu queria acabar tudo. E ficou com raiva de mim por isso, não importava quantas vezes eu dissesse. Se alguém te fala uma coisa e você entende outra, o mínimo que a pessoa deve fazer é te explicar de novo pra que você entenda melhor, não é isso? Pois nada do que eu falasse, eu explicando e explicando, ele aceitava. O que ele aceitava era o que ele entendia.
Ficou nesse stress todo e eu deixei ele quieto para ver se os ânimos se acalmassem. Já tinha tentado ser carinhosa, explicar de novo, deixar o assunto pra lá, e nada daquilo estava funcionando. Fui ver umas coisas na internet até eu ver que ele tinha adicionado uma menina bem bonita no Instagram. Tipos que ele mal usa aquela rede social e só adicionou ela e uma página de venda. Eu já estava bem pra baixo o suficiente pra me sentir insegura com a garota, embora dificilmente tivesse ciúmes dele. Então esse foi o ponto alto de tudo: ele, não obstante, ficou achando que eu tava proibindo ele de ter amigos e que diferente de mim, os amigos dele não tinham liberdades que eu dava aos meus. Só que eu sabia do que ele estava falando. Ele estava novamente retornando a um ponto tenso da nossa relação que fez a gente terminar da outra vez. E foi aí que fiquei pior. Ele achando mil coisas, eu mal com tudo, e ele achando que ele tivesse me apunhalado pelas costas. Se ele reconheceu que foi inflexível comigo e retornou à relação, pra quê continuar tocando nesse assunto? Fui respirar um pouco, deixei ele em paz um tempo e fiquei na minha, novamente.
Bem aleatoriamente eu quis mudar a bio do meu perfil no ig, quando vi que o número de seguidores havia diminuído. Eu não vi ele lá. Fazia a busca e não o encontrava. Ele, meu namorado, me bloqueou? Numa rede que ele nem usa? Fui ao Facebook e ele me excluiu lá também. Eu lembro que naquela hora eu pensei "nem o boy mais lixo que eu já me envolvi chegou a fazer isso". Fui tirar satisfações com ele e ele não foi conciso. Eu precisei pedir para ele ser claro quando quisesse terminar tudo, e recebi um "acho melhor assim". Não teve coragem de dizer que era melhor terminarmos. De fazer algum pequeno discurso. De dizer que foi tudo muito bom, mas que essas brigas acabavam com a gente. Não disse nada. Nada. Nada do que eu achava conhecer dele me foi escrito. Tive que perguntar se a gente ainda poderia manter contato e ele disse que por enquanto não seria uma boa ideia, para nós. E ficou nisso. Eu quis me despedir, falar coisas bonitas. Ele sequer me respondeu. E o que aprendemos com isso? Que talvez eu deva crescer e ver que as pessoas mudam da água pro vinho, sim. Que o seu príncipe encantado pode virar um sapo igual aqueles que te tratam como qualquer coisa. E eu sou uma idiota, sabe? Ainda fico feito uma boba acreditando que um dia ele vai ser homem e falar aquilo que eu esperava. Realmente não imaginava nada disso dele. Eu não sei se a culpa foi toda minha, você vê, se eu não tivesse falado aquilo tudo talvez as coisas estariam numa boa, no entanto eu continuaria achando tudo estranho. Ainda é muito cedo e eu já pensei milhões de hipóteses. Penso que eu não deveria ter falado nada. Que talvez ele nem me ame mais, e se não, desde quanto tempo. Que deveria falar apenas ao vivo. Que deveria ter tido aquela conversa sobre a relação desde o começo do retorno. Que deveria ter mais empatia. Que ter dado sangue, suor e sempre achar que essas coisas se resolviam com conversa seriam eficazes se ele fizesse o mesmo, e não fez. Que dois dias era muito pouco pra ele pensar em tudo o que podia melhorar pra gente, e que deveria ter voltado algumas semanas ou meses depois. Eu não sei, eu penso mil coisas.
Queria mais do que tudo poder olhar nos olhos dele e ver se ele realmente quis deixar as coisas desse jeito. Me dói pensar não no que a nossa relação se transformou (porque ela não se tornou nada, a única parte ruim eram as brigas), mas ver que nunca mais vou ter isso com ninguém. Os carinhos, troca de olhares, a sincronia de pensamentos. É como se ele tivesse nascido pra mim, sabe? Uma pena ter perdido um pedaço da minha vida por bobagem. Mas vai ver eu só devia me acostumar com as pessoas e que é isso que elas fazem, mesmo.
É isso.